O Edifício Storck, que sedia a casa de cultura de Venâncio Aires, composto por museu, arquivo, biblioteca e discoteca, completou dez anos do tombamento estadual. Além do prédio, o tombamento concedido pelo Patrimônio Histórico e Artístico do Estado (IPHAE/RS), contempla os bens móveis e integrados, e o acervo do museu. Nas exposições permanentes destacam-se vestidos de noiva pretos, realejo, instrumentos musicais, uma bicicleta de madeira, vestimentas religiosas, armas, espadas, numismática e arqueologia. A visitação ao local e seus espaços, desde a sua origem, é gratuita.
O prédio é tido como um exemplar imponente da arquitetura erudita de imigração alemã no Rio Grande do Sul. Em estilo europeu, com 1.328 metros quadrados, foi o primeiro prédio com mais de dois pavimentos da cidade. Em sua justificativa, IPHAE/RS destacou que “o imóvel tem alto valor histórico e arquitetônico que justificam o seu tombamento. Trata-se de um testemunho da história local, através de seu processo de constituição como museu comunitário, preservado pelo esforço e participação coletiva”.
A publicação no Diário Oficial do Rio Grande do Sul, assinada pelo então secretário da Cultura, Luiz Antonio de Assis Brasil, se deu no dia 17 de fevereiro de 2012, transformando-se assim em patrimônio cultural e histórico de todos os gaúchos. A origem do museu foi relembrada nesta quinta-feira, dia 3, em entrevista ao programa jornalístico Terra em Uma Hora, da Terra FM, pelo tesoureiro e co-fundador da entidade, o médio aposentado Flávio Seibt.