Ao longo do processo evolutivo, a maioria das espécies de plantas e animais sofre mudanças em suas características físicas e genéticas. Entretanto, em algumas, essas mudanças não afetam a aparência, sendo apenas possível fazer uma diferenciação por meio do DNA. Esse fato pode gerar identificações equivocadas e comprometer pesquisas.
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Atuando nesse cenário, a acadêmica do Curso de Ciências Biológicas da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA) — campus Caxias, a 360 km de São Luís — Lanna Grazielly Silva Gouveia, desenvolve a pesquisa “Filogenia de Morcegos Neotropicais do Gênero Sturnira Gray”, com a proposta de entender a diversidade de morcegos frugívoros, que se alimentam de frutas, tendo em vista a importância ecológica deles na dispersão de sementes.
De acordo com Lanna, os morcegos frugívoros do gênero Sturnira Gray ajudam na manutenção da diversidade de plantas e regeneração de florestas:
“Sem os morcegos desse gênero, muitas espécies de vegetais teriam dificuldade de se reproduzir e de ocupar novos espaços. Então, proteger esses morcegos é defender todo esse processo natural de regeneração das florestas, o que beneficia outras espécies e as comunidades humanas que dependem de recursos naturais”.
O estudo utiliza a filogenia, método responsável por descrever a história evolutiva das espécies e pelo qual os pesquisadores conseguem definir semelhanças, padrões evolutivos e contribuir para a conservação da biodiversidade. Para isso, foram obtidas amostras de espécies das cidades de Caxias, Carolina e Timon.