O projeto “Desenvolvimento de Metodologia Artesanal de Curtimento da Pele de Tilápia do Nilo (OreochromisNiloticus) (Linnaeus, 1758) com a Utilização de Material Sustentável Disponível na Biodiversidade Maranhense” é conduzido pela bacharel em Medicina Veterinária pela Universidade Estadual Do Maranhão (UEMA), MarlyneGarcia Franco.
A proposta é transformar as peles de tilápia do nilo em couro ecológico sem utilizar componentes químicos, como o cromo, material pesado que pode causar impactos ambientais severos.
O processo desenvolvido por Marlyne se divide em três fases: começa pela ribeira, onde as peles são lavadas e preparadas. Em seguida, vem o curtimento, no qual as peles ficam 36 horas submersas no extrato de casca de cajueiro. Por fim, durante o acabamento, são aplicados processos de amaciamento esecagem das peles à sombra.
Isso torna esse material em matéria-prima excelente para a confecção de bolsas, bijuterias, calçados e outros acessórios.
“Substituir materiais sintéticos ou quimicamente intensivos pelo couro de tilápia curtido de maneira sustentável pode trazer uma série de benefícios, como o aproveitamento deresíduos desse peixe e a redução na dependência do couro bovino. Além disso, diminui o uso de derivados do petróleo, que tem uma produção altamente poluente e agressiva para o meio ambiente. Por fim, o curtimento da pele de tilápia é capaz de produzir um couro biodegradável com riscos menores para a natureza”, disse, a médica veterinária, Marlyne Garcia.
Uma das etapas do projeto também envolveu uma oficina na Escola Rural Familiar de São Luís, com alunos do Ensino Médio.
Foram passadas informações sobre o curtimento, distribuição de folhetos informativos e exposição de amostras das etapas do curtimento. Além disso, também realizou uma aula de produção de biojóias, utilizando o couro de tilápia.
O projeto venceu em segundo lugar a categoria PopVideo do Prêmio Fapema 2024.
[Pedro Batista]