O Papa Francisco sempre coerente com seus ensinamentos, unindo a fé e a prática da fé, sonha e trabalha para concretizar seu sonho de uma Igreja pobre para os pobres, de uma Igreja em saída ao encontro da humanidade para anunciar Jesus Cristo e seu evangelho.
Por isso ele decidiu convocar a população para celebrar anualmente o Dia do Pobre que este ano acontece em 14 de novembro.
E por que um Dia do Pobre?
Um Dia do Pobre lembra aos cristãos que Deus se fez pobre no meio de nós. Nasceu numa periferia miserável, foi cercado de pobres pastores, foi migrante no Egito, não teve onde reclinar a cabeça, declarou que os pobres são felizes porque deles é o Reino do Céu, e foi cercado de pessoas exploradas pelo império romano, sem saúde, sem pão. E para entender a importância da partilha, multiplicou pães e distribuiu .
Um Dia do Pobre aponta para a pesada a cruz da pobreza, que com a pandemia e a crise econômica agravada, aumentou , e muito, não só no Brasil como no mundo inteiro .
Um Dia do Pobre é uma denúncia ao desperdício, principalmente num país como o nosso, com o lixo mais rico do mundo, porque se prefere jogar alimentos no lixo do que reparti-los com os famintos.
Impossível ser discípulo de Cristo sem ser misericordioso, fraterno, acolhedor. Não há verdadeiro cristianismo sem a partilha de bens.
Um Dia do Pobre, serve para que as pastorais sociais voltadas para os pobres tenham a bênção para continuar seu serviço.
Um Dia do Pobre é para que as multidões de migrantes, de refugiados, de vítimas das catástrofes e das guerras ganhem visibilidade e o acolhimento dos que se proclamam cristãos, dos que creem em Deus, dos homens e mulheres de boa-vontade.
Todos concordamos com o que pede Jesus ao dizer “Amai-vos uns aos outros”. Mas é necessário que passemos das palavras aos gestos, afinal , a vida cristã passa pela prática das obras de misericórdia. E a promoção da dignidade dos pobres é uma grande caridade.
Por isso , para demonstrar este gesto concreto de solidariedade e amor ao próximo, a rádio 9 de Julho e nosso programa abraça essa causa , e hoje através de nosso programa Construindo Cidadania , queremos destacar o projeto : Olhem com o coração, não somos invisíveis. Projeto esse que tem a colaboração das Monjas concepcionistas do Mosteiro da Luz de Frei Galvão , e dezenas de voluntários que como o bom samaritano, estendem as mãos para cuidar , alimentar ,ouvir e muitas vezes fazer companhia a esses irmãos muitas vezes , sujos, feridos, cansados, drogados e estigmatizados de todas as formas.
PADRE ARMENIO NOGUEIRA – EX CAPELAO DO MOSTEIRO DA LUZ / COMUNICADOR – PROGRAMA DEVOTOS DE FREI GALVAO .
A Pandemia de Covid-19 mudou o perfil de população em situação de rua ?
Os pobres precisam ser reconhecidos e tratados como pessoas que têm uma história pessoal, sentimentos e desejos.
Os pobres são uma realidade constante e desafiadora para todos nós, como cidadãos e, mais ainda, como pessoas de fé
O que nós como sociedade podemos fazer para que eles consigam superar o estado de pobreza em que se encontram?
Participação das monjas ...
Precisam de ajuda ? Como podemos ajudar ?
• São Vicente de Paulo dizia que a caridade precisa ser praticada de maneira pessoal, mas também de maneira organizada.