Tem discos que a gente volta por amor, mas tem discos que chegam sem avisar e te pegam de surpresa. Essa semana, os dois tipos dividiram o mesmo episódio, e a distância entre eles foi enorme.
Petra chegou com Hope carregando mais de quarenta anos de história no rock cristão. A voz ainda é linda, o DNA da banda está lá, mas a sensação foi de uma visita afetiva a um lugar que não guarda mais a mesma eletricidade de antes. Uma boa lembrança, não uma urgência.
Willowbank Grove surgiu sem que a gente soubesse o que esperar. The Masquerade é uma pancada de indie rock australiano. Potência, vocal feminino que vai fundo, produção que impressiona de verdade. A descoberta do tipo que faz questionar por que ainda não eram conhecidos antes.
O Hot Fuss do The Killers é o disco que liga o rock dos anos 2000 a quem a gente era quando tudo isso ainda estava se formando, incluindo essa amizade. Reouvir é quase um ritual.
E Switchfoot entregou interrobang, um disco que cansa antes de terminar. Melodias sem luz, escolhas que confundem, a sensação de que uma banda boa pode, sim, fazer algo muito ruim de verdade.
Um episódio sobre o que resiste ao tempo. E o que aparece de surpresa pra substituir tudo o que a gente esperava.
Dá o play e vem ouvir com a gente.
Discos discutidos no episódio:
💿 Petra (2026) Hope
💿 Willowbank Grove (2024) The Masquerade
💿 The Killers (2024) Hot Fuss
💿 Switchfoot (2021) interrobang
Discos escolhidos pra próxima semana:
💿 Weezer (2008) The Red Album
💿 The Paper Kites (2013) States
💿 Arctic Monkeys (2006) Whatever People Say I am, That’s What I’m Not
💿 Josh Garrels (2011) Love & War & The Sea in Between
💿 The Lone Bellow (2026) What a Time to Be Alive
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