O que ouvimos ao fundo é a manifestação dos servidores do Estado de São Paulo que foram à Assembleia Legislativa durante a votação da reforma da previdência no estado.
A reforma proposta pela PEC 18 foi aprovada em segundo turno com 59 votos a favor, dois a mais do quórum necessário. 32 deputados votaram contra. Pela primeira vez na história daquela casa legislativa a tropa de choque ocupa a Assembleia para reprimir manifestação popular. A tropa de choque foi posta para dentro da Alesp a pedido do presidente Cauê Macris, do PSDB. Tiro e bomba, esse foi o clima no Ibirapuera durante o dia de ontem.
A votação aconteceu em dois turnos. a primeira às 9h e terminou 11h. Ao meio dia começou o segundo turno da sessão extraordinária que encerrou às 2 horas da tarde.
Com a aprovação da emenda constitucional, o servidor público estadual que quiser se aposentar voluntariamente terá de cumprir um mínimo de 25 anos; a idade mínima passa a ser de 62 anos para as mulheres (antes era 55) e 65 anos para os homens (antes era de 60).
Embora a emenda constitucional 18 tenha sido aprovada com a retirada de direito dos servidores estaduais, a categoria aponta para um calendário de lutas contra a política de redução de direitos aplicada pelo governo estadual, conforme explica a deputada estadual professora Bebel. vamos ouvir:
Como ouvimos, o funcionalismo estadual está chamando a mobilização para o próximo dia 18. A mobilização à que se refere a deputada faz parte do calendário do Dia Nacional em Defesa do Serviço Público. Servidores se mobilizam contra o Plano Mais Brasil do governo federal que através das PECS emergencial (9186/2019), de revisão dos fundos (187/2019) e a do pacto federativo (188/2019), propõem a redução de até 25% da jornada dos servidores públicos, com redução de salários, o que precarizará ainda mais o serviço público no Brasil.
A RBA Litoral já tratou deste assunto aqui numa entrevista com a procuradora geral da república, Débora Duprat, e vai continuar acompanhando essa pauta.
Chuvas! os danos só aumentam. já são ao menos 19 mortos e 29 desaparecidos na Baixada Santista. Em meio a toda essa tragédia, a população se mobiliza em solidariedade. são vários pontos de coleta de doações para as vítimas em toda a região. Os iténs mais necessários são colchões, material de higiene e limpeza, roupas e água.
Ontem no início da manhã o prefeito Paulo Alexandre Barbosa foi às redes sociais comunicar as providências tomadas. vamos ouvir:
Como ouvimos, ontem o governador João Dória também esteve na Baixada Santista pela manhã e decretou luto oficial no estado pelas vítimas fatais. Ele deu uma entrevista coletiva sobre o assunto. vamos ouvir.
Como pudermos ouvir o governador culpa os moradores, a mudança climática e até pondera que em países civilizados (certamente ele não considera nosso país nesses termos porque se referia aos EUA, conforme ouvimos) esses fenômenos acontecem.
O governador se referiu ao morros e o fato dos morros estarem ocupados aqui na região é um dado histórico. Certamente o governador não conhece bem a região. Embora tenha sobrevoado a baixada, os alagamentos na área plana com enchentes em inúmeros pontos não sua atenção.
Em Santos, os morros passaram para estado de alerta em razão do grande encharcamento do solo. A entrada da cidade virou uma piscina. Desde a Martins Fontes, passando pelas obras da entrada da cidade na região da Alemoa a cidade virou uma poça. Essa análise de João Doria está longe de ser razoável e, de certa forma, joga o problema no colo do infortúnio. Será que não existe o mínimo de previsibilidade dessas?
São Vicente está em estado de calamidade pública. A situação foi decretada pelo prefeito da cidade, após as fortes chuvas causarem mortes por conta dos deslizamentos de terra na parte das encostas. Foram registradas ocorrências nos morros do Itararé, Barbosa, Ilha Porchart e Parque Prainha.