Na antiguidade, não havia equipes de medição com instrumentos científicos para determinar as linhas divisórias das propriedades. Quando queriam definir fronteiras, as pessoas usavam cidades e elementos geográficos. O Senhor começou com a fronteira sul de Canaã (vv. 3-5), então passou à fronteira oeste, que era o mar Mediterrâneo (v. 6). Em seguida, apresentou a fronteira norte (vv. 7-9), depois a leste (vv. 10-13) e, por fim, o território das tribos da transjordânia (vv. 14, 15).
O Senhor deu a seu povo uma terra vasta e boa, mas os israelitas não derrotaram seus inimigos nem se apropriaram de toda a terra pela fé (Js 15:63; 16:10; 17:11-13; Jz 1:21- 35). Sua fronteira leste não chegou ao Mediterrâneo, pois aquele território ainda pertencia aos filisteus. Também não chegaram até Hamate ao norte. Do lado leste do Jordão, rumando para o norte a partir da fronteira de Manassés, havia focos de resistência em cidades que Israel não conquistou nem destruiu. A previsão de Moisés se concretizou: os cananeus tornaram-se como espinhos em seus olhos e como aguilhões em suas ilhargas e levaram alguns dos israelitas a pecar (Nm 33:55).
Antes de julgarmos o povo de Israel, de vemos refletir sobre a situação da Igreja de hoje. Já nos apropriamos, pela fé, de tudo o que temos em Cristo? Ainda há em nossa vida focos de resistência que nos afastam do Senhor? "Esforcemo-nos, pois, por entrar na quele descanso, a fim de que ninguém caia, segundo o mesmo exemplo de desobediência" (Hb 4:11). WIERSBE, Warren - Comentário Bíblico Expositivo