Live: 09/07/2024
Estudo: O LIVRO DOS ESPÍRITOS
Tema: HAVERÁ ALGO DE VERDADEIRO NOS PACTOS COM OS ESPÍRITOS MAUS?
Apresentação: Carlos Alberto Braga Costa
Reunião Pública realizada na Fraternidade de Estudos Espírita Allan Kardec com público presencial, transmitida pelos Canais GÊNESETV e RAETV. Estudo sequencial da Obra Básica da Doutrina Espírita.
***Fonte : O Livro dos Espíritos
549. Haverá algo de verdadeiro nos pactos com os Espíritos maus?
“Não, não há pactos, mas naturezas más que simpatizam com
os Espíritos maus. Por exemplo: queres atormentar o teu vizinho
e não sabes como fazê-lo. Apelas, então, a Espíritos inferiores
que, como tu, só querem o mal e que, para te ajudar,
exigem que também os sirvas em seus maus propósitos; isto não
significa que teu vizinho não possa livrar-se deles, por uma conjuração
contrária ou pela própria vontade. Aquele que deseja
praticar uma ação má chama os Espíritos maus, a fim de que o
auxiliem nessa decisão, mas aos quais, por sua vez, fica obrigado
a servir, já que esses Espíritos também precisam dele para o mal
que queiram fazer. É somente nisto que consiste o pacto.”
A dependência em que o homem se acha, algumas vezes, em relação aos
Espíritos inferiores provém de sua entrega aos maus pensamentos que
estes lhe sugerem, e não de quaisquer acordos feitos entre eles. O pacto,
no sentido vulgar do termo, é uma alegoria que simboliza uma natureza
má simpatizando com Espíritos malfazejos.
550. Qual o sentido das lendas fantásticas, segundo as quais alguns indivíduos teriam vendido suas almas a satanás para obterem certos favores?
“Todas as fábulas encerram um ensinamento e um sentido moral. O vosso erro consiste em tomá-las ao pé da letra. A lenda dos pactos é uma alegoria que se pode explicar assim: aquele que chama em seu auxílio os Espíritos para deles obter os dons da fortuna ou qualquer outro favor rebela-se contra a Providência; renuncia à missão que recebeu e às provas que terá de suportar neste mundo, sofrendo na vida futura as consequências desse ato. Isto não quer dizer que sua alma fique para sempre condenada à infelicidade. Porém, se em vez de se desligar da matéria, nela se enterra cada vez mais, não desfrutará, no mundo espiritual, dos prazeres de que gozou na Terra, até que tenha resgatado suas faltas por meio de novas provas, talvez maiores e mais penosas.
Coloca-se, por amor dos gozos materiais, na dependência de Espíritos
impuros, estabelecendo-se entre eles um pacto silencioso que leva à perda do delinquente, mas que lhe será sempre fácil romper com a assistência dos Espíritos bons, desde que o queira firmemente.”***