Live: 29/03/2024
#096 APOCALIPSE POR HONÓRIO
TEMA: O TERCEIRO SELO E O CAVALO NEGRO
Apresentação: Carlos Alberto Braga Costa
Interpretação do Apocalipse à luz da Doutrina Espírita em Nova Temporada. Carlos Alberto resgata os estudos coordenados por Honório Onofre de Abreu nos anos 2000.
Fonte: Apocalipse, 6:5
Resumo: 6:5 E, havendo aberto o terceiro selo, ouvi dizer ao terceiro animal: Vem, e vê. E olhei, e eis um cavalo preto e o que sobre ele estava assentado tinha uma balança na mão.
AO TERCEIRO ANIMAL. Agora é AO HOMEM QUE FOI DITO, porque já traz uma personalidade com padrões perceptivos. Porque os ANIMAIS são a INSTRUMENTAÇÃO adquirida pela evolução para VIR E VER; está preparado para amar. Mas é o HOMEM que tem condições de perceber a REVELAÇÃO que vem do alto. O HOMEM é que vai acionar devidamente a INSTRUMENTAÇÃO, o CAVALO, pelo discernimento, pelo uso da razão direcionando a capacidade de sentir para o alvo sublimado. E OLHEI E EIS UM CAVALO PRETO. Padrões inerentes à nossa personalidade, as sombras da personalidade dentro, as camadas sombrias do nosso eu, que só são vistas graças às informações do CAVALO BRANCO, que projetam LUZ nas SOMBRAS, clareando determinados ângulos do nosso eu. A vaidade, o egoísmo, o orgulho, as paixões mal direcionadas. Só o HOMEM pode identificá-lo. CAVALO BRANCO/CAVALO PRETO. Dois fluxos que partem do nosso interior. Um fluxo, uma esteira de reflexos, materializando sempre o aspecto do subconsciente e crescendo sempre, como Jesus adverte em Jo 8:44; e outro fluxo, a GENEALOGIA íntima na geração do homem novo, materializando sempre esse aspecto, crescendo sempre e trazendo-nos Jesus. O primeiro está radicado na subcrosta e o segundo no superconsciente. O primeiro inicia-se com a SERPENTE e culmina com o DRAGÃO, que desenvolveu DUAS ASAS. O segundo representa o fluxo dos emissários do Cristo, culminando em Kardec. CAVALO BRANCO, VERMELHO E PRETO. Superconsciente, consciente, subconsciente.
CAVALO PRETO. Surge quando a luz que vem de cima clareia de forma ampliada a nossa pseudo luz, ou luz relativa. Ele é a soma de toda nossa estrutura interior já vivida por nós. No momento em o BRANCO LANÇA a luz, e notamos que o que temos até agora já não é o melhor, o nosso conteúdo vai se tornando negro, escurecendo. Antes era luz e agora tornou-se treva. E O QUE ESTAVA ASSENTADO TINHA UMA BALANÇA NA MÃO. ASSENTADO está o sistema ideológico, o valor filosófico de profundidade, os anseios, os desejos. É o justiceiro. Quando a luz surge na consciência percebemos que temos que ser menos justiceiros e mais misericordiosos. O justiceiro traz consigo a lei de ação e reação. A BALANÇA indicando também o comercialismo, o capitalismo selvagem.