Reflexão - Edição 69 - Justiça e Ética Recentemente 2 fatos me chamaram atenção, o primeiro foi uma análise do Sérgio Moro sobre a corrupção aonde no vaticano o Papa Francisco, líder maior da Igreja Católica pensava em um código de ética de conduta.O segundo fato é na atual CPI da Pandemia temos um relator que deveria ser o Juiz e imparcial mostrando seus posicionamentos e sua total parcialidade.Será que nós Cristãos precisamos de ética, manual neste sentido da Deontologia Jurídica? ou seja é preciso criar normas éticas ainda para nós como cristãos?
a resposta é claro, Não! veja em primeiro lugar para nós Cristãos a Bíblia é Regra de fé e prática, logo diferente de um Estado Nação que tem a sua Carta Magna, nós temos a Bíblia que nos norteia. Quando olhamos para a Bíblia visualizamos alguns casos o primeiro está escrito no livro de I Reis 3.16 16 Então vieram duas mulheres prostitutas ao rei, e se puseram perante ele.
17 E disse-lhe uma das mulheres: Ah! senhor meu, eu e esta mulher moramos numa casa; e tive um filho, estando com ela naquela casa.
18 E sucedeu que, ao terceiro dia, depois do meu parto, teve um filho também esta mulher; estávamos juntas; nenhum estranho estava conosco na casa; somente nós duas naquela casa.
19 E de noite morreu o filho desta mulher, porquanto se deitara sobre ele.
20 E levantou-se à meia-noite, e tirou o meu filho do meu lado, enquanto dormia a tua serva, e o deitou no seu seio; e a seu filho morto deitou no meu seio.
21 E, levantando-me eu pela manhã, para dar de mamar a meu filho, eis que estava morto; mas, atentando pela manhã para ele, eis que não era meu filho, que eu havia tido.
22 Então disse a outra mulher: Não, mas o vivo é meu filho, e teu filho o morto. Porém esta disse: Não, por certo, o morto é teu filho, e meu filho o vivo. Assim falaram perante o rei.
23 Então disse o rei: Esta diz: Este que vive é meu filho, e teu filho o morto; e esta outra diz: Não, por certo, o morto é teu filho e meu filho o vivo.
24 Disse mais o rei: Trazei-me uma espada. E trouxeram uma espada diante do rei.
25 E disse o rei: Dividi em duas partes o menino vivo; e dai metade a uma, e metade a outra.
26 Mas a mulher, cujo filho era o vivo, falou ao rei (porque as suas entranhas se lhe enterneceram por seu filho), e disse: Ah! senhor meu, dai-lhe o menino vivo, e de modo nenhum o mateis. Porém a outra dizia: Nem teu nem meu seja; dividi-o.
27 Então respondeu o rei, e disse: Dai a esta o menino vivo, e de maneira nenhuma o mateis, porque esta é sua mãe.
28 E todo o Israel ouviu o juízo que havia dado o rei, e temeu ao rei; porque viram que havia nele a sabedoria de Deus, para fazer justiça.
observe, querido ouvinte, Salomão não era perfeito ao longo de sua história. Nós podemos olhar que ele se distanciou do Deus de Israel. Mas aqui aprendemos que para uma pessoa em um cargo de juiz como este relator e outros serem éticos é preciso seguir alguns passos
1. Reconhecer a inferioridade, sendo humilde e que é pecador
Salomão era sábio, mas neste momento pediu a ajuda do Eterno;
2. além de voltar os olhos para Deus, é necessário reconhecer que como agente humano podemos decidir de forma equivocada, mas adotando a ética bíblica, mesmo um juiz sendo iníquo pode ter um princípio moral derramado por Deus vez ou outra;
3. Até os péssimos juízes, mesmo com toda a sua maldade como diz uma canção popular diz O Sol, há de brilhar mais uma vez...É o Juízo final a história do bem e do mal, e ele prossegue até a maldade desaparecer