Efeitos do Estrogênio no Cérebro - Efeitos Neurológicos da TPM e Menopausa
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O estrogênio desde suas origens em como o cérebro controla o sistema endócrino através do hipotálamo e da glândula hipófise. Essas ações envolvem todo o sistema nervoso central e não apenas o hipotálamo. Avanços na nossa compreensão das ações celulares e moleculares dos hormônios esteróides foram além das importantes ações já conhecidas dos hormônios sexuais. Elas se estendem a outros mediadores, como neurotransmissores e neuromoduladores.
O estudo dos receptores estrogênicos e ações estrogênicas em processos relacionados à cognição (memória) , humor, regulação autonômica, dor, neuroproteção e estabilidade elétrica neural, entre outras funções, abriu caminho nesta nova visão das ações hormonais no cérebro.
A maior parte dos efeitos do estrogênio são sentidos com a queda do estrogênio. A percepção clínica da mudança de nível de estrogênio é tipicamente percebida pela mulher no período pré-menstrual, no pós-parto e na menopausa. Em alguns casos a mulher pode perceber após o pico de estrogênio da ovulação também.
Como o estrogênio afeta o cérebro:
Cognição: O maior efeito é na memória verbal e na capacidade de tomadas de decisões. Por isso mulheres sentem que faltam palavras, ficam mais esquecidas e com mais dificuldades de tomada de decisão.
Humor: Durante o pico de estrogênio a mulher fica de melhor bom humor, está mais afável, sociável, paciente e tolerante. Ela deseja e tolera o macho. Durante a queda do estrogênio vem piora do humor, irritabilidade, depressão, ansiedade e maior aversão social.
Regulação autonômica: A queda do estrogênio muda a circulação, temperatura, funcionamento intestinal, controle de ciclo de sono e vigília. São mais percebidas na menopausa, mas também tem na TPM, sensações de calor (fogachos), intestino preso, insônia, mudança da energia.
Dor: A queda do estrogênio aumenta a percepção de dor da mulher. E não é a falta, e sim o desnível. Se está alto e cai o nível do estrogênio é comum as mulheres terem mais dores de enxaqueca, de fibromialgia e outras dores.
Neuroproteção: tem evidências de que mulheres que têm maior ciclo de vida hormonal tem menor risco de desenvolver Alzheimer e que em modelos animais ele tem efeito neuroprotetor.
Como forma de solucionar certos sintomas neurológicos e psiquiátricos relacionados à flutuação hormonal, tipicamente é proposto terapias de estabilização hormonal com estrogênio transdérmico, seja adesivo ou gel.
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00:42 - Relação do estrogênio com o cérebro
02:57 - Efeitos da queda de estrogênio
05:34 - Estrogênio e cognição
07:27 - Estrogênio e humor
08:19 - Estrogênio e sistema nervoso autonômico
09:16 - Estrogênio e percepção de dor
09:55 - Estrogênio e Neuroproteção
10:59 - Reposição hormonal
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