Relatos - A Estação da História

Relatos - A Estação da História

By DJALBA LIMANewsPolitics
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Relatos - A Estação da História episodes

  • Da rebeldia à reação conservadora: a juventude no mundo que perdeu a capacidade de se indignar

    Em 1968, jovens tomavam as ruas, enfrentavam governos e acreditavam que poderiam mudar o mundo. Hoje, em um cenário marcado por hiperconectividade, individualismo, insegurança econômica e guerras transmitidas em tempo real, parte da juventude parece seguir outro caminho. O avanço de pautas conservadoras entre jovens em diversos países levanta uma questão inquietante: o que aconteceu com a geração da rebeldia? Entre a herança de Maio de 68 e os alertas sobre a crescente indiferença diante da violência, este podcast investiga as profundas transformações culturais e políticas que moldaram a juventude contemporânea.

    16 min
  • Maio de 68 – quando a juventude colocou o mundo em xeque
    1968 começou sob o signo da paz – e rapidamente mergulhou em turbulência. Enquanto o Papa Paulo VI apelava por tréguas no Vietnã, a Ofensiva do Tet abalava a confiança dos Estados Unidos na guerra. Em Paris, estudantes erguiam barricadas, enfrentavam a polícia e desencadeavam uma das maiores ondas de contestação do século XX. Em meio a assassinatos políticos, protestos, greves e revoltas globais, uma geração colocou em xeque governos, instituições e valores tradicionais.
    16 min
  • O último discurso de JK antes da cassação

    O último discurso de Juscelino Kubitschek no Senado foi proferido em 3 de junho de 1964. Na ocasião, o então senador por Goiás denunciou o golpe militar, alertou sobre a iminente perda de seus direitos políticos e declarou: "Muito mais do que a mim, cassam os direitos políticos do Brasil".

    Ouça a íntegra do discurso de JK. Este áudio integra matéria sobre a morte suspeita do ex-presidente da República, em 1976. Leia a íntegra em relatos.blog.br

    15 min
  • 80 anos de La vie en rose
    Em 1946, a Europa ainda contava mortos, ruínas e silêncios. Foi nesse mundo ferido que Édith Piaf lançou La Vie en Rose. Não como fuga da realidade, mas como insistência humana. A canção não prometia redenção política nem futuro garantido. Prometia algo mais íntimo: o amor como abrigo. Oitenta anos depois, sua força permanece. Porque, entre escombros, amar também é um ato histórico. E heróico!
    6 min
  • O homem do ônibus 203: Eichmann, a caçada e o julgamento do século
    Há 64 anos, em 15 de dezembro de 1961, chegava ao fim, em Jerusalém, um dos julgamentos mais importantes do século XX: o de Adolf Eichmann, um dos principais organizadores do Holocausto. Após oito meses e mais de cem sessões, o tribunal israelense o considerou culpado por crimes contra o povo judeu, crimes contra a humanidade e crimes de guerra. O processo não julgou apenas um homem, mas expôs ao mundo a engrenagem burocrática do genocídio nazista. Transmitido por rádios, jornais e televisões, o julgamento deu voz às vítimas e sobreviventes. Também inspirou Hannah Arendt a formular o conceito da “banalidade do mal”. Mais do que justiça, o caso Eichmann tornou-se um marco da memória histórica. Um alerta permanente sobre obediência, burocracia e responsabilidade individual.
    12 min
  • AI-5 - o dia em que a ditadura tirou a máscara
    Em 13 de dezembro de 1968, o Brasil mergulhou oficialmente na ditadura.
    O Ato Institucional nº 5 concentrou poderes absolutos no Executivo, fechou o Congresso, suspendeu direitos políticos e eliminou garantias fundamentais.
    Ao impedir o controle judicial e suspender o habeas corpus, o AI-5 institucionalizou a repressão, a censura e a violência de Estado.
    Neste podcast, Relatos revisita os 57 anos do AI-5 e explica, de forma didática, o que define uma ditadura – e por que lembrar esse período é essencial para a defesa da democracia.
    7 min
  • Último discurso de João Goulart
    João Goulart morreu há 49 anos, mas os mitos que cercam sua figura continuam moldando a memória do golpe de 1964. Acusado injustamente de comunista, tachado de fraco e responsabilizado por um suposto caos econômico, Jango foi, na verdade, um líder moderado, legalista e profundamente comprometido com reformas sociais que poderiam ter mudado o Brasil. Neste perfil histórico, desmontamos dez mitos que marcaram sua trajetória — das relações com o getulismo ao enigma de sua morte no exílio. Uma revisitação necessária a um presidente que o país ainda não compreendeu por completo
    2 min
  • Hannah, a mulher que enfrentou o autoritarismo e rejeitou rótulos
    Cinquenta anos após sua morte, Hannah Arendt permanece como uma das vozes mais agudas para compreender o século XX – e o nosso tempo. Judia alemã, intelectual brilhante, viveu amores controversos, como o romance com Heidegger, e amizades profundas, como a de Walter Benjamin. Fugiu da Alemanha nazista, foi internada em Gurs, atravessou a Espanha franquista e escapou pela última rota possível rumo aos EUA. Sua condição de apátrida e o suicídio de Benjamin marcaram sua obra para sempre. Autora de As Origens do Totalitarismo e da ideia da “banalidade do mal”, Arendt desafiou ortodoxias e recusou rótulos. Meio século depois, sua lucidez ainda ilumina a pergunta central de nosso tempo: como permanecer humano diante das forças que querem nos desumanizar?
    10 min
  • Caçada humana sem fronteiras: como agia a Operação Condor
    Cinquenta anos após sua criação, a Operação Condor revela-se mais do que um pacto entre ditaduras: foi a maior rede de repressão transnacional da história sul-americana. De 1975 aos anos 1980, governos do Cone Sul coordenaram sequestros, torturas, assassinatos e os sinistros ‘voos da morte’. Documentos recém-expostos mostram que o Brasil não foi coadjuvante, mas peça ativa na engrenagem – da troca de informações ao silêncio diplomático sobre desaparecidos. Este episódio reconstrói, em detalhes, como funcionou a máquina continental do terror e por que sua memória ainda é uma ferida aberta.
    12 min
  • Boogie woogie na favela, silêncio no Catete - o Brasil que dançava enquanto o regime caía
    Em 29 de outubro de 1945, Getúlio Vargas foi deposto sem tiros, sem barricadas e sem insurreição popular – e esse aparente silêncio marca o início de um padrão brasileiro: as grandes rupturas políticas quase nunca nascem das ruas, mas dos pactos de elites que decidem o fim de um ciclo do poder antes que o país perceba. A queda do Estado Novo acontece no mesmo ano em que o boogie woogie chega ao Brasil pelo rádio. O Brasil mudava de regime… ao mesmo tempo em que mudava de ritmo. Getúlio cairia, voltaria eleito em 1951, e deixaria a vida em 1954 – adiando, segundo muitos historiadores, o golpe militar por dez anos.
    Neste episódio, Relatos – A Estação da História revisita a cena do Catete, o diálogo final entre Vargas e Cordeiro de Farias, o Queremismo, a Novembrada de Lott e o nascimento de um modelo de ruptura que atravessaria 1954, 1955 e chegaria a 1964. Porque a História brasileira não costuma mudar quando o povo grita – ela muda quando poucos, nos bastidores, decidem. Ouça, reflita e compare. O passado não passa – ele retorna.
    10 min

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