Kierkegaard parece ter compreendido que a linguagem humana é a grande ironia. E faz sentido. Porque a pessoa fica sempre fora, do lado de fora, pode ir trocando as palavras umas pelas outras, uma vez que a palavra é simplesmente um relatório a posteriori, como um projeto de engenharia, que, existe antes, nunca será executado como tal, depois de realizada a obra, seria o caso de fazer um novo projeto da obra construída.
Isso quando existe uma obra, uma cirurgia, coisas da realidade.
Porém, dentro apenas do discurso, fica sempre argumento contra argumento, um fala uma coisa, outro fala outra, e Machado no Brás Cubas coloca em capítulos diferentes briga de galos e briga de cachorros.