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O que significa falar em resiliência num BRICS que passou a evitar a palavra desdolarização? Neste episódio em parceria com o Observatório Rússia-América Latina, Daniela Vieira Secches (PUC Minas/Ruslat) recebe Vinícius Tavares de Oliveira (PUC Minas) e Marta Fernández (PUC-Rio/BRICS Policy Center) para analisar a 18ª Cúpula do BRICS, realizada em Nova Délhi em setembro de 2026. A conversa percorre a agenda proposta pela presidência indiana, a estratégia de Nova Délhi de jogar com o bloco no plano global e contrabalançar a China no plano regional, a ausência de Lula em pleno período eleitoral, o histórico que explica a cautela indiana diante da desdolarização e os dilemas de uma ampliação que criou a categoria de países parceiros.
No boletim de notícias, Giovana Dias Branco e Leonardo Henrique Alves de Lima Nascimento, pesquisadores do Ruslat, repercutem o mês de setembro a partir de três acontecimentos. A própria cúpula de Nova Délhi e a menção a Cuba na declaração final, o alinhamento da Nicarágua com Moscou na Assembleia Geral da ONU e o discurso de Sergey Lavrov em defesa da Venezuela. No último bloco, Laura Schneider de Lima (PUC Minas/Ruslat) conversa com Rita Coitinho (Cebrapaz) sobre a cooperação cultural no BRICS e a proposta da sociedade civil de criar um fundo cultural para o bloco. Rita ainda deixa dicas que vão da TV BRICS à obra de Cândido Portinari. Aperte o play.
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Sugestões do episódio
Citados no episódio
Capítulos:
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Em parceria com o Observatório Rússia-América Latina (Ruslat), Daniela Vieira Secches (PUC Minas/Ruslat) recebe Leonardo César Souza Ramos (PUC Minas), fundador do Grupo de Pesquisa sobre Potências Médias, e Jarbas Souto Dufour (PUC Minas/Ruslat) para discutir o conceito de desordem internacional e suas implicações para a Rússia, a América Latina e o Brasil. A conversa passa pela trajetória histórica russa entre integração e ruptura com a ordem liberal ocidental, pelos dilemas de uma política externa brasileira mais autônoma diante da pressão dos Estados Unidos sobre a região e pelas tensões entre multipolaridade e dependência que marcam hoje a aproximação entre Rússia e China.
No boletim mensal, Leonardo Henrique Alves de Lima Nascimento (PUC Minas/Ruslat) recupera os principais acontecimentos de agosto de 2026 envolvendo a Rússia, da escalada de ataques em profundidade contra a Ucrânia às tensões marítimas com a Europa, passando pela relação ambígua com Washington e pelos bastidores da cúpula da Organização para Cooperação de Xangai. Para encerrar, no quadro Outros Olhares, Laura Schneider de Lima (PUC Minas/Ruslat) conversa com os dois Leonardos sobre punk rock e heavy metal como formas de contestação política, da crise do capitalismo dos anos 1970 ao metal soviético e às disputas contemporâneas em torno da guerra na Ucrânia. Aperte o play!
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Citados no episódio
A playlist de metal russo citada no episódio está disponível aqui.
Capítulos:
The post Do Kremlin aos Trópicos: uma cartografia da desordem global appeared first on Chutando a Escada.
Neste episódio, produzido em parceria com o Observatório Rússia e América Latina (Ruslat), Daniela Vieira Secches (PUC Minas/Ruslat) recebe Victoria Echeverría (CNI/CICRAL) e Raquel Abuin Siphone (CICRAL) para apresentar os principais achados do Cuaderno Latinoamericano de Cooperación Estratégica con Rusia, lançado em julho pelo Centro de Integração e Cooperação Rússia-América Latina. A conversa mostra como o Brasil trata a relação com Moscou como política de Estado, enquanto a Argentina oscila a cada mudança de governo, e revela uma dependência estrutural de fertilizantes russos que atravessa quase toda a região latino-americana, ao lado de uma dimensão sociohumana marcada pela heterogeneidade entre cultura, educação e esporte.
No segundo bloco, Giovana Dias Branco (Ruslat) e Leonardo Henrique Alves de Lima Nascimento (PUC Minas/Ruslat) trazem o boletim de julho e agosto, da visita de Nikolai Patrushev ao Brasil e das propostas de cooperação naval e nuclear até a crise política na Ucrânia após a saída do ministro Mykhailo Fedorov. Para fechar, no quadro Outros Olhares, Laura Schneider de Lima (PUC Minas/Ruslat) conversa com Vera Gers Dimitrov (Grupo Volga de Folclore Russo) sobre a alma russa e sua presença na diáspora russa no Brasil.
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Citados no episódio
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The post Rússia e América Latina: Fertilizantes, Diplomacia e a Alma Russa appeared first on Chutando a Escada.
Nos últimos meses, a América Latina viveu uma sequência de eleições presidenciais apertadas que parecem consolidar uma virada à direita no continente. Neste episódio, produzido em parceria com o Observatório Rússia-América Latina (Ruslat), a coordenadora Daniela Vieira Secches (PUC Minas/Ruslat) recebe Marinana Andrade e Barros (PUC Minas), autora do livro Democracia na Agenda Regional da América Latina, e Giovana Dias Branco (USP/Ruslat), que fala diretamente de Moscou, para discutir o que essa onda eleitoral no Peru, na Colômbia e em outros países representa para os interesses russos na região.
No segundo bloco, o pesquisador Leonardo Nascimento (PUC Minas/Ruslat) traz o olhar da imprensa russa sobre as eleições latino-americanas e sua conexão com a guerra na Ucrânia e as eleições da Duma Estatal marcadas para setembro, enquanto Giovana Dias Branco detalha o avanço da cooperação agroindustrial entre Brasil e Rússia e a disputa entre a Rosatom e os Estados Unidos pelo mercado latino-americano de pequenos reatores nucleares. No terceiro bloco, o quadro Outros Olhares recebe novamente Marinana Barros, conduzida por Laura Schneider de Lima (PUC Minas/Ruslat), para refletir sobre identidade, cultura política e literatura na América Latina e na Rússia.
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Citados no episódio
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The post América Latina vira à direita, mas a Rússia não vai embora appeared first on Chutando a Escada.
Neste episódio, em parceria com o Observatório Rússia-América Latina (Ruslat), falamos sobre cooperação energética entre Rússia e América Latina. No primeiro bloco, Daniela Vieira Secches (PUC Minas/Ruslat) recebe Igor Fuser (UFABC) e Leonardo Nascimento (PUC Minas/Ruslat) para um percurso que vai dos hidrocarbonetos ao átomo, da posição da Rússia como segundo maior exportador mundial de petróleo à longa trajetória do seu programa nuclear, dos primeiros reatores soviéticos à aposta contemporânea nos pequenos reatores modulares (SMR).
No boletim Ruslat de maio, Giovana Dias Branco (Ruslat) mapeia a expansão da Rosatom no Sul Global, do acordo de US$ 16,5 bilhões para a primeira usina nuclear do Cazaquistão à cooperação em medicina nuclear e SMRs com o Brasil. Leonardo Nascimento fecha o bloco com dois eventos que se conectam de forma preocupante. O primeiro é a apreensão de petroleiros da frota fantasma russa pelas marinhas francesa e britânica. O segundo são as restrições de Moscou às exportações de gasolina e querosene de aviação, num contexto de ataques ucranianos a refinarias russas. A questão que fica é objetiva. Se a Rússia estender o embargo também ao diesel, o Brasil terá de disputar o produto no mercado global pagando muito mais caro.
No bloco “Outros Olhares”, Laura Schneider de Lima (PUC Minas/Ruslat) conversa com Matheus Pereira (Instituto Soyuz) sobre a interseção entre língua russa, engenharia nuclear e diplomacia cultural, além do papel dos intercâmbios educacionais como instrumento de política externa de longo prazo.
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00:00 — Apresentação: a cooperação energética entre Rússia e América Latina
The post Do petróleo ao átomo: Rússia e América Latina na encruzilhada energética appeared first on Chutando a Escada.
O que sobrou, 81 anos depois, da Grande Guerra Patriótica para a Rússia, do desembarque da Força Expedicionária Brasileira em Monte Castelo para o Brasil e do legado de Yalta para a ordem internacional contemporânea? Neste episódio em parceria com o Observatório Rússia e América Latina, Daniela Vieira Secches (PUC Minas/Ruslat) recebe Mariana da Gama Janot (INCT-Ineu) e Valdir da Silva Bezerra (@o_russianista), mestre em Relações Internacionais pela Universidade Estatal de São Petersburgo e organizador, com Boris Zabolotsky, do livro 80 Anos da Vitória na Grande Guerra Patriótica (Blucher, 2025). A conversa atravessa a contribuição massiva (e hoje contestada) da União Soviética para a derrota do nazifascismo, a entrada do Brasil no conflito a partir das contradições do Estado Novo e o modo como a memória da guerra foi mobilizada, na era Putin, para preencher o vácuo de identidade aberto pelo colapso soviético.
No bloco de notícias, Giovana Dias Branco e Leonardo Henrique Alves de Lima Nascimento, pesquisadores do Ruslat, repercutem o mês de abril: a reaproximação Rússia-Cuba em meio à crise energética da ilha, a suspensão temporária das exportações de fertilizantes russos e seu impacto sobre o agronegócio brasileiro, o relatório sobre o treinamento de mais de mil criadores de conteúdo latino-americanos com participação da RT em espanhol, e a Holding Accountable Russian Mercenaries Act 2.0 (HARM Act 2.0), projeto bipartidário que tenta requalificar o Grupo Wagner e seus sucessores como organizações terroristas no contexto da intervenção dos EUA na Venezuela. No último bloco, Laura Schneider de Lima (PUC Minas/Ruslat) conversa com Boris Zabolotsky (Unifacs) sobre a insegurança ontológica da Rússia no pós-Guerra Fria e indica três filmes incontornáveis para pensar a guerra sem glorificá-la. Aperte o play.
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Citados no episódio
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00:00 — Abertura: 81 anos do fim da Segunda Guerra Mundial
The post 81 anos depois: Rússia, Brasil e a memória da Segunda Guerra appeared first on Chutando a Escada.
Em seu segundo encontro com o Chutando a Escada em 2026, o Observatório Rússia e América Latina (Ruslat) se debruça sobre as conexões entre a política externa russa, o continente latino-americano e o acirramento das tensões no Oriente Médio, com foco particular na guerra no Irã. Conduzido por Daniela Secches, o episódio reúne sete pesquisadores em três blocos, traçando um panorama que vai da intervenção russa na Síria em 2015 ao reposicionamento de Moscou via Cuba em 2026.
O episódio debate o papel das comunidades da diáspora médio-oriental na América Latina, a polarização política em torno do conflito israelo-palestino, a diplomacia nuclear da Rosatom e, para encerrar, a civilização iraniana em perspectiva histórica e cultural, com sugestões de leituras e filmes para quem quer compreender o Irã para além da conjuntura imediata.
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Citados no episódio:
GHOBADI, Bahman (dir.). Tempo de Cavalos Bêbados. Irã: Bahman Ghobadi Productions, 2000. 80 min.
Capítulos:
00:00 — Abertura
The post Tempo de Cavalos Bêbados (e Petróleo): o Irã, a Rússia e a América Latina appeared first on Chutando a Escada.
Neste episódio de abertura da parceria com o RUSLAT em 2026, o Chutando a Escada mergulha nas complexas relações entre a Rússia e a América Latina. Em um cenário global de profunda transformação, a coordenadora do observatório, Daniela Secches, lidera um time de especialistas para analisar como o “exterior distante” russo se tornou uma presença estratégica e incontornável em nosso continente.
O debate atravessa as dimensões políticas, econômicas e de segurança, discutindo desde a resiliência da economia russa após quatro anos de guerra até o impacto de eventos recentes como a crise na Venezuela e a busca brasileira por uma ordem multipolar. Mais do que geopolítica, o episódio revela as pontes simbólicas e culturais que conectam essas duas regiões de modernização tardia e identidades em disputa.
Aperte o play!
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Citados no episódio:
Filme: As Auroras Aqui Nascem Tranquilas (1972), dir. Stanislav Rostotsky.
Filme: Memórias do Subdesenvolvimento (1968), dir. Tomás Gutiérrez Alea.
Capítulos:
00:00 – Abertura e apresentação da parceria Chutando a Escada + RUSLAT.
The post Rússia e América Latina: Alianças, Petróleo e Cultura appeared first on Chutando a Escada.
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