O adiamento da votação do PL que propõe a regulação das plataformas digitais dará tempo para que os grupos interessados esclareçam as medidas necessárias para toda a população. Vale lembrar que as bigtechs e os partidos de oposição ao atual governo pressionam o legislativo para a derrubada da medida, com o discurso de que o projeto das fake news é uma espécie de censura. A previsão é que as empresas sejam também responsabilizadas pela disseminação de conteúdo falso e de ataques como racismo, homofobia, conteúdo machista e que promova violência e ameaça ao Estado Democrático de Direito. A medida já é adotada em outros países que tentam frequentemente modernizar o texto. Na União Europeia, por exemplo, as plataformas são obrigadas a agir contra a divulgação de conteúdo, serviços e até produtos ilegais.