No dia 17 de Abril de 2016, ao declarar ser a favor do prosseguimento do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, o então deputado federal Jair Bolsonaro dedicou seu voto a Carlos Alberto Brilhante Ustra, primeiro militar reconhecido como torturador pela Justiça brasileira. Ele foi o algoz da ex-presidente e de milhares de outras pessoas, incluindo crianças. Apesar disso, o homem que chefiou o DOI-CODI de São Paulo de 1970 a 1974 é reverenciado por diversos setores da sociedade. Nesta reportagem, sobreviventes relatam a rotina de torturas a que foram submetidos durante a gestão de Ustra. Entre eles, Amelinha Teles, que foi torturada junto do marido, dos filhos e da irmã grávida. Foi graças à saga da família Teles na Justiça, décadas mais tarde, que Ustra foi oficialmente reconhecido como torturador, único militar brasileiro a ter este título. Confira no primeiro episódio da série especial dos repórteres Leno Falk e Theresa Klein.