Fusões e aquisições costumam evocar a imagem de uma empresa grande engolindo uma pequena, com choque de culturas, demissões e fundadores que logo saem — mas existe um caminho em que a aquisição potencializa o negócio sem destruí-lo. A venda nem sempre nasce de necessidade: pode trazer segurança a quem apostou todo o patrimônio na empresa e, ao mesmo tempo, fazer sentido estratégico, como no encaixe natural entre um ERP e um CRM. A chave do modelo é a aquisição parcial, que mantém os fundadores como acionistas e, portanto, motivados a crescer junto, preservando a autonomia da operação enquanto a controladora apoia governança e estrutura. Esse desenho também acalma o time, porque evita a absorção da noite para o dia, que gera caos, cargos duplicados e medo. No fim, manter os fundadores é decisivo, sobretudo em empresas ainda em construção: substituí-los costuma travar a inovação e é uma das principais razões pelas quais tantos M&As dão errado.
Participantes:
- Matheus Pagani, CEO e cofundador, Ploomes.
Host(s):
- Cassio Politi, Apresentador, Tracto.