A adoção de inteligência artificial generativa nas áreas financeiras exige, antes de tudo, dados bem estruturados e processos consistentes, já que automatizar o que está desorganizado apenas escala o erro. Embora o financeiro ainda apareça por último na fila de prioridades da IA, atrás de áreas como marketing e vendas, esse atraso oferece tempo valioso para arrumar a casa, revisar ERPs e construir informação com propósito. O CFO precisa liderar essa adoção, usando pessoalmente a ferramenta, ensinando o time e, sobretudo, validando criticamente aquilo que a IA entrega. A tecnologia não vai roubar empregos, mas assumirá tarefas operacionais, liberando o profissional para a tão almejada atuação estratégica. Para dar certo, o movimento precisa ser top-down, acompanhado de governança, segurança da informação e disposição cultural para mudar — quem resistir, naturalmente, ficará para trás.
Participantes:
- Paulo Spricigo, CFO Latam, Oterra.
Host(s):
- Cassio Politi, Apresentador, Tracto.
- Stephanie Capitani, Business Development, Forvis Mazars.