Empresas gigantes, como a CPFL, têm uma série de desafios financeiros que precisam ser gerenciados para garantir o sucesso a longo prazo. Essas empresas dependem de concessões para operar e precisam fazer investimentos de longo prazo para manter e expandir suas operações. No entanto, elas têm pouco controle sobre suas receitas, pois as tarifas são reguladas por agências governamentais. Para lidar com esses desafios, é fundamental que as empresas tenham disciplina para discutir seus custos com o corpo diretivo de maneira recorrente. O papel do controller é crucial nesse processo, pois ele deve liderar o diálogo em torno das finanças e entender como o negócio gera valor. De fato, muitas vezes, o CFO se torna CEO — um exemplo disso aconteceu na própria CPFL. Isso ocorre porque o CFO tem uma visão holística do negócio e entende como as finanças se relacionam com outros aspectos da empresa. Além disso, é importante que o controller tenha soft skills, como a capacidade de lidar com conflitos e a gestão do lado corporativo. Isso é fundamental para garantir que as discussões em torno das finanças sejam produtivas e que todas as partes envolvidas estejam alinhadas em relação aos objetivos da empresa. Apresentação: Ceres Mussnich e Cassio Politi. Convidado: Bruno Rovea (Diretor de Planejamento Financeiro e Controladoria da CPFL). Perfil do convidado no LinkedIn: https://www.linkedin.com/in/bruno-rovea-90829822/. Site da empresa: https://www.cpfl.com.br/.