Em dia de reunião do Copom, o Ibovespa voltou a cair depois do "susto" da inflação. O indicador IPCA-15, chamado de "prévia da inflação", veio em 1,20% em outubro, a maior alta para o mês desde 1995. Com isso, o Ibovespa encerrou o dia em queda de 2,11%, aos 106.419,53 pontos.
O número veio acima das 28 projeções de analistas de consultorias e instituições financeiras consultados pelo Valor Data, que estimavam alta de 0,98% em outubro. E como bem se sabe, o mercado financeiro não responde bem a surpresas negativas.
Mas se teve surpresa negativa, teve notícia boa no dia também. A arrecadação federal de impostos registrou uma alta real de 12,87% em setembro na comparação com o mesmo mês do ano passado e chegou a R$ 149,102 bilhões. Com o desempenho do mês, o recolhimento no ano atingiu a marca de R$ 1,349 trilhão, uma elevação real de 22,30% ante o mesmo período de 2020. A arrecadação registrada no mês passado é a maior para os meses de setembro, na série da Receita Federal iniciada em 1995.
Mesmo assim, a notícia não foi o suficiente para conter a queda do índice e nem a alta do dólar, que fechou o dia cotado a R$ 5,57 após valorização de 0,27%.