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Simão Mathias (1908 a 1991) foi um dos quatro alunos da primeira turma do curso de química da recém inaugurada USP, em 1935. Foi também o primeiro doutorando em ciências da faculdade, e fundamental para o desenvolvimento da USP, lutando para obter recursos para construir o primeiro laboratório de físico-química do país. Em 1960, como chefe do Departamento de Química, organizou a centralização de todos os departamentos de química existentes na USP num único grande instituto. Em 1977, junto com Jacques Danon e Ricardo Ferreira, foi um dos líderes da fundação da SBQ, e nosso primeiro presidente, de julho de 1977 a junho de 1980.
Em 1997, para celebrar os 20 anos da Sociedade, a medalha Simão Mathias foi instituída pela Diretoria e Conselho da SBQ, com o objetivo de homenagear personalidades que se destacaram em suas contribuições para o desenvolvimento da Química, em nosso país, e por importantes contribuições à Sociedade Brasileira de Química.
Este ano, na 47a Reunião Anual da SBQ, serão agraciados com a medalha Simão Mathias as professoras: Quezia Bezerra Cass (UFSCAR), Susana Inês Córdoba de Torresi (IQ-USP), Yassuko Iamamoto (USP Ribeirão Preto) e os professores Luiz Cláudio de Almeida Barbosa (UFMG) e Aldo José Gorgatti Zarbin (UFPR).
Este episódio traz as histórias de três dos premiados este ano: Profa. Quezia, Profa. Susana e Prof. Luiz Cláudio.
O uso da Inteligência Artificial já é uma realidade em diversas áreas de pesquisa. Na 47a RASBQ, o tema estará presente em várias atividades:
O Workshop: Inteligência Artificial na Química: uma abordagem interdisciplinar;
A Sessão temática: Aplicação da Inteligência Artificial na Química de Materiais e Medicinal;
E o Minicurso: Inteligência Artificial para Química e Ciência de Materiais – da Determinação Estrutural Automática à Previsão de Novos Materiais.
Neste episódio, o Professor Maicon Pierre Lourenço (UFES), fala sobre a chegada a I.A. à química de materiais, e explica como será o minicurso.
Aldo José Gorgatti Zarbin nasceu em Matão, no interior de São Paulo, em 1968, o ano que não terminou. Filho da saudosa Professora Leyle e do Músico Arlindo, Zezé, como é conhecido em Matão e entre seus milhões de amigos, tornou-se um dos principais químicos do Brasil, sendo reconhecido internacionalmente por seu trabalho com a síntese e caracterização de materiais em escala nanométrica.
O Prof. Zarbin fará a conferência de abertura da 47a Reunião Anual da SBQ e, nesta conversa, fala sobre sua carreira e sua vida.
Estima-se que 35% do PIB global esteja ligado direta ou indiretamente às reações de catálise. Para a indústria, catalisadores mais eficientes significam reações mais rápidas e com menos desperdício, portanto mais receita e menos impacto ambiental. Em 2021, a área levou o Nobel de Química com Benjamin List e David MCMillan.
Este episódio traz uma conversa sobre catálise sustentável, catálise para a química verde, tema de workshop, conferência e sessão coordenada na 47a RASBQ com os integrantes da Divisão de Catálise da SBQ: Eduardo Nicolau dos Santos (UFMG), diretor, Katia Bernardo Gusmão (UFRGS), vice-diretora, e Marco André Fraga (Instituto Nacional de Tecnologia), tesoureiro.
A cannabis medicinal é uma realidade ainda problemática no Brasil. Grande parte dos nossos legisladores não entende a diferença entre a droga para uso recreativo e o remédio produzido a partir da droga.
Atualmente, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) autoriza a importação de mais de 200 fármacos derivados de maconha e a venda de mais de 20 produtos nas farmácias. Apesar disso, o cultivo da planta no Brasil permanece proibido e os insumos para produção desses medicamentos têm de ser importados, elevando o preço final.
Desde 2015, a ANVISA já concedeu aproximadamente 158 mil autorizações, quase 80 mil apenas no ano passado, com prescrições para tratamento de enfermidades como Alzheimer, Parkinson, glaucoma, depressão, autismo e epilepsia.
A partir de decisões judiciais, o Brasil tem mais de duas mil pessoas plantando Cannabis sativa em suas casas para a produção de medicamentos.
Neste episódio o JP Conecta recebe especialistas nessa área: a farmacêutica e professora da UFPR, Cristina Aparecida Jack Stern, e o químico e empresário Fabiano Soares de Araújo, sócio da REAJA, uma empresa especializada em testes colorimétricos para a detecção de substâncias químicas. A coordenação é da professora Juliana Thomas (UFRGS), integrante do Comitê Jovens Pesquisadores-SBQ.
Uma pesquisa coordenada pela professora Cassiana Carolina Montagner, da Unicamp, mostrou que rios da bacia Piracicaba Capivari Jundiaí (conhecida como PCJ) estão poluídos por contaminantes emergentes do grupo dos PFAs (os per e polifluor alquilados). Esses contaminantes não são removidos ou eliminados pelos processos tradicionais de tratamento de água para consumo humano. No Brasil ainda há poucos estudos sobre os PFAS, e a legislação não trata desses compostos, que são utilizados pela indústria em uma grande variedade de produtos com o objetivo de torná-los antiaderentes, impermeáveis e resistentes a manchas.
A pesquisa da professora Cassiana foi assunto de reportagem na Folha de S. Paulo, o que contribuiu para a disseminação de seu trabalho e a discussão pública sobre esses compostos. Neste episódio, ela fala sobre seus resultados e o problema ambiental dos PFAS.
A 47a Reunião Anual da SBQ (22 a 25 de maio, em Águas de Lindóia) terá uma série de atividades dirigidas para pós-graduandos e pesquisadores em início de carreira, organizadas pelo Comitê Jovens Pesquisadores SBQ. Um workshop, uma sessão temática, o prêmio Jovem Pesquisador - Royal Society of Chemistry - RASBQ 2024, que distribui 1,8 mil libras esterlinas (equivalente a cerca de 11.200 reais) para cada uma das duas categorias, além de isenção das anuidades da RSC e da SBQ, e a assembleia geral, em que tomará posse a nova gestão do Comitê JP-SBQ para o próximo biênio. Neste episódio as coordenadoras do Comitê, Eduarda Moreira (ICB-USP) e Vanessa Nascimento (UFF) falam sobre a gestão e as atrações na RASBQ.
A 47a Reunião Anual da SBQ será realizada de 22 a 25 de maio, em Águas de Lindóia (SP), sob o tema "A Centralidade da Química na Educação do Cidadão e na Inovação Científica e Tecnológica". A programação já está quase toda fechada, e a organização está em tratativas para substituir o Prêmio Nobel Barry Sharpless, que havia confirmado sua participação, mas posteriormente cancelou por motivos de saúde.
Neste episódio, o secretário-geral da SBQ, Prof. Luiz Gonzaga de França Lopes (UFC) detalha a programação e as datas-chave para o evento.
Este foi um ano de conquistas para a química e a SBQ. Voltamos a realizar eventos presenciais com grande público; nos aproximamos de stakeholders importantes, como o Ministério do Meio Ambiente e Mudanças Climáticas, o Ministério das Minas e Energia, a Abiquim e o CFQ; participamos do crescimento do Exame Unificado em Química (EUQ) e muito mais. Nessa conversa, a presidenta da SBQ, Profa. Shirley Nakagaki Bastos (UFPR), o secretário-geral, Prof. Luiz Gonzaga de França Lopes (UFC) e o secretário adjunto, Prof. Júlio Rebouças (UFPB) fazem um balanço do ano e antecipam expectativas para 2024.
No início do segundo semestre, o Ministério das Relações Exteriores procurou a SBQ para buscar especialistas em plástico, com o objetivo subsidiar o governo com informações que pudessem ajudar a construir a visão do País nas discussões do Tratado Global do Plástico, no âmbito do Comitê de Negociação Intergovernamental.
Neste episódio, os professores Walter Waldman (UFSCar/Sorocaba) e Cassiana Carolina Montagner (Unicamp), que integram este grupo consultivo do plástico no Brasil, falam sobre o trabalho e trazem reflexões sobre a complexa questão do plástico.
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