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"Todo mundo deveria ter a oportunidade de criar, compartilhar e consumir histórias que reflitam sua cultura e comunidades, para todos nos sentirmos igualmente validados" - Bernardine Evaristo
Segredo de liquidificador é escrito e narrado por Tarcila Tanhã. Produção de Vra Tatá I Traficante de Cultura Se você gostou me conte um segredo de liquidificador. Apoie meu projeto de tráfico de cultura http://apoia.se/vratata A contribuição é a partir de um real. Você também pode fazer um pix no e-mail [email protected] E me seguir também no instagram https://www.instagram.com/vra_tata/ e no canal do Youtube https://www.youtube.com/c/VRATATAoficial
referências usadas no episódio: Uma aprendizagem ou o livro dos Prazeres, Clarice Lispector I Manifesto sobre nunca desistir, Bernardine Evaristo I Um útero é do tamanho de um punho , Angelica Freitas I Da poesia I Hilda Hilst I filme Entre Mulheres, de Sarah Polley e Holy Spider, Ali Abbasi.
O título desse episódio é o nome de um conto de Natalia Borges Polesso, que está em seu livro Amora
"Tempo: movimento sugerido entre pernas e pés inquietos; fio de saliva entre a boca e a imagem do espelho. Veste meu corpo a única sensação de toque que ainda tem um pouco da tua presença física. E penso se ainda me pertence. Alguns lugares existem para que possamos revisitar memórias em templos e para que possamos dizer que há mesmo templos para guardar memórias."
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referências usadas no episódio: conto "a despedideira", Mia Couto; conto "a ceia", Lygia Fagundes Teles; crônica "o amor acaba", Paulo Mendes campos I Filmes: Banshees of Inisherin e Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças I Músicas: Fim de festa, Itamar Assumpção e Sinal Fechado na voz de Chico Buarque e Bethânia.
"Tudo é colheita: os erros, as falhas, as interações. Podemos aceitar como parte da obra não somente tudo aquilo que nela é visto como sucesso: elogios, vendas, eventos, mas também aquilo que normalmente é interpretado como fracasso: críticas, esquecimentos, injustiças e até, podemos pensar, trechos descartados da própria obra, o que não se imprimiu, o que ficou fora do livro" - O mundo desdobrável- Carola Saavedra
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referências usadas no episódio: Entrevista TV Cultura Clarice Lispector; Cartas a um jovem poeta, Rainer Maria Rilke; O mundo desdobrável, Carola Saavedra ; lírica do pensamento - Paulo Mendes Campos
“Toda saudade é uma espécie de velhice”
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referências usadas no episódio: "Se eu fosse eu", Clarice Lispector ; Primeiro Poema- do Livro das Semelhanças , Ana Martins Marques; Grande Sertão Veredas, Guimarães Rosa; Dom Quixote, Miguel de Cervantes.
"sou vulnerável às menores bobagens, às mínimas palavras ditas, a olhares até e , sobretudo, a imaginações.”
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referências usadas no episódio: "Minhas queridas", cartas de Clarice Lispector; Filme Aftersun. ano 2022. Direção Charlotte Wells
"Nascemos do esquecimento. Existir é lembrar o que não vivemos"
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referências usadas no episódio: O manto da noite, O mundo desdobrável e Um quarto é muito pouco, todos de Carola Saavedra
“É tão engraçado, por que diabo eu tinha de fazer teatro? Eu era uma moça comum, eu ia ao teatro aos sábados… costumava ter vesperais aos sábados e eu ia. Era… encantador. Eu ouvia a primeira campainha, a segunda, e depois a terceira. Eu via os artistas… eu me sentia leve… Eu repousava algumas horas de ser eu. Todos meus conflitos, eles ficavam justificados porque existia uma gente estranha para quem tudo era permitido… Eu sentia que aquele mundo substituía as histórias de fadas, o mundo encantado que eu custei a acreditar depois de grande que não existia. .. Era… liberdade. Eu me sentia livre” (Fauzi Arap- peça de teatro Pano de boca)
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referências usadas no episódio: Pano de Boca- Fauzi Arap; Cartas a um jovem Poeta- Rainer maria Rilke; Em busca de mim- Viola Davis; áudio Fernanda Montenegro; O mundo é grande - Carlos Drummond de Andrade
"Paul Cézzane observou certa vez que podia ver inclusive o perfume das coisas. Essa visualização do perfume exige uma atenção profunda. No estado contemplativo, saímos de nós mesmos e mergulhamos nas coisas."
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referências usadas no episódio : Série Contos do Loop ou Tales from the Loop, disponível no prime video ; Quem anda me comendo é o Tempo… - poesia de Viviane Mosé; Sociedade do Cansaço, de Byung-Chul- Han; Água Viva- Clarice Lispector
“eu vi a mulher preparando outra pessoa, o tempo parou pra eu olhar para aquela barriga”
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Referências citadas no episódio: música inicial "força estranha" - álbum ofertório Caetano Veloso e filhos; A filha Perdida, de Elena Ferrante e o filme homônimo , de 2021, dirigido por Maggie Gyllenhaal; Poema Eu vivo em tempos sombrios, de Bertolt Brecht; Poema Mulher da Vida- Cora Coralina- 1975.
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