Famosos como atores, músicos e atletas veem entrando com frequência em golpes e pirâmides associadas a criptomoedas. O alvo da vez foram os jogadores Mayke e Gustavo Scarpa, ambos do Palmeiras, à época do ocorrido. Conforme noticiado pelo "Fantástico", da TV Globo, os jogadores, aliciados pelo ex-companheiro William Bigode, fizeram aportes milionários na Xland, uma holding que supostamente operava criptomoedas e prometia retornos astronômicos, que variavam entre 3,5% e 5% ao mês. Mais recentemente, a empresa de criptomoedas que ganhou notoriedade após ser levada à Justiça por Mayke e Scarpa foi despejada de sua sede em Brasília na terça-feira (14) por uma dívida de aproximadamente R$ 100 mil. Os jogadores dizem que receberam a indicação da Xland por meio da empresa WLJC Consultoria, que tem Willian Bigode como sócio. Mayke diz que investiu R$ 4,5 milhões, e deveria ter um retorno de R$ 3,2 milhões. Scarpa, por sua vez, colocou R$ 6,3 milhões na Xland. Nenhum dos dois, contudo, conseguiu receber as quantias de volta quando tentaram reaver os investimentos. Eles dizem que tinham uma relação de amizade com Willian. Por isso, depositaram suas confianças no jogador, que posteriormente os indicou à Xland para realizarem os investimentos. Nesta edição do "Segurança em Foco", o delegado Guilherme Helmer, da Polícia Federal no Espírito Santo (PF-ES), explica o que esse tipo de caso traz de alerta.