O Ibovespa fechou a sessão de hoje (30) na mínima do dia, aos 118.087,00 pontos, registrando queda de 0,25%. A máxima do pregão foi de 119.447,25 pontos. O índice caiu 0,75% na semana, mas avançou 9,00% em junho e 7,61% no primeiro semestre de 2023. O volume financeiro do dia marcou R$ 32,7 bilhões.
Segundo Apolo Duarte, head de renda variável e sócio da AVG Capital, o último pregão do primeiro semestre de 2023 (1S23) apresentou bastante volatilidade.
A bolsa de valores começou no campo positivo, buscando os 120 mil pontos novamente. Ao observar o dólar, a moeda dos EUA seguiu em perspectiva negativa, indicando ainda uma continuidade de fluxo de entrada de capital aqui no Brasil.
“Isso é confirmado pela curva de juros, que caiu em praticamente em todos os vértices. Entre as quedas há algumas quedas bem importantes e expressivas, como as curvas de 2033 e 2030”, explica Duarte.
A queda do Ibovespa hoje tem relação também com a reunião do CMN, que acalmou o mercado, além da perspectiva de baixa da Selic que já perdura por algumas semanas.
“É super importante essa queda de juros para a gente balizar as próximas quedas que a gente venha a ter na Selic mais pra frente”, diz o especialista.
Mas as blue chips travaram o Ibovespa. Entre as companhias de peso no Ibovespa, a Petrobras (PETR4) registrou forte queda de 4,83% para as ações preferenciais e de 5,14% nas ações ordinárias. Enquanto isso, Vale (VALE3) recuou 1,97%, ambos papéis puxando o índice para baixo.
Liderou as altas a Hapvida (HAPV3) com ganhos de 4,29%, enquanto a maior queda veio com Lojas Renner (LREN3), que tombou 6,50%.