Nesse papo, a diretora-geral do Senado Federal, Ilana Trombka, conta a sua trajetória e debate a importância da sustentabilidade e de ações concretas para promover a igualdade de gênero. Ilana destaca o papel da educação e da conscientização para quebrar os estereótipos e promover a inclusão. E enfatiza a importância de empoderar mulheres e meninas para que participem plenamente dos processos de tomada de decisão.
A trajetória profissional de Ilana em Brasília começa ao ver a notícia, em sua cidade natal, sobre o concurso aberto pelo Senado, se inscrever, e passar. Ao chegar na capital, ela enxergou desde o início a importância de aliar o conhecimento técnico e o relacional. O foco em construir relacionamentos e entender as pessoas e a organização abriram várias oportunidades que culminaram em sua nomeação como Diretora Geral do Senado. Em paralelo, ela sempre atuou no terceiro setor, e aceitou desafios como o da fundação da Frente Parlamentar de Apoio ao Programa Antártico Brasileiro.
Além de diretora do Senado, Trombka também acumula o cargo de conselheira da Caixa Seguridade e já atuou como conselheira do BNDES. Cursa doutorado, onde estudar o impacto social e a integração entre os setores público e privado. Trombka enfatiza a importância de assumir responsabilidade pessoal para criar um mundo justo e gratificante. Enquanto faz malabarismos com múltiplas responsabilidades, ela prioriza seus filhos e garante um tempo de qualidade com cada um deles individualmente. As atividades físicas diárias também tem espaço na agenda, bem como o aprendizado contínuo dentro e fora do trabalho.
Sobre a atuação como Diretora-Geral do Senado durante a pandemia do COVID-19, Ilana se orgulha em ter liderado a equipe que implementou com sucesso um sistema de votação 100% eletrônico e auditável, tornando o Senado a primeira casa legislativa do mundo a fazê-lo. Trombka também enfatiza a importância de proteger a saúde das pessoas e destaca as medidas que garantiram a segurança de seus funcionários. Medidas que incluíram a criação de canais de informação e suporte, e testes regulares de COVID-19.
Sobre a equidade de gênero, a diretora observa o desequilíbrio no número de mulheres e homens em cargos de liderança e busca combater essa realidade por meio de decisões administrativas do Senado. Ela propôs e implementou uma política no Senado que estabeleceu para as empresas terceirizadas uma cota de cargos a serem ocupados por mulheres vítimas de violência. Esta iniciativa proporcionou um emprego estável para 60 mulheres, permitindo-lhes libertar-se do ciclo da violência. A independência financeira, reitera ela, é a arma dessas mulheres para escapar de situações abusivas.
Trombka defende que a implementação de cotas de gênero em cargos de liderança é positiva pois garante o aumento da representatividade e impacta na cultura organizacional. Ela também enfatiza a importância da responsabilidade pessoal e da empatia na criação de mudanças significativas. Trombka destaca o papel da comunicação na ponte entre mundos e na tradução de processos complexos, usando como exemplo sua experiência no jornalismo e no Legislativo.
Sobre as fontes de sua força interior e equilíbrio, ela atribui a sua educação em uma família que sempre valorizou o empoderamento feminino como fator-chave em sua crença de que as mulheres podem alcançar qualquer espaço. Ilana também enfatiza a importância de criar uma dinâmica familiar equitativa, fomentando a crença no poder da mulher para resolver problemas. Ela compartilha seu compromisso de fazer a diferença em várias áreas, incluindo apoio a refugiados e pesquisa de contratos de impacto social.
Ilana falou, ainda, sobre a atuação na rede Mulheres do Brasil, liderada por Luiza Helena Trajano, que visa a promover a participação feminina em todos os aspectos da vida social. A rede se concentra em unir o potencial das mulheres para criar transformações na sociedade.
Assista no youtube: https://youtu.be/62ZvZnxPIIA