The Knurd Project

The Knurd Project

By The Knurd ProjectTV & Film
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The Knurd Project episodes

  • Knurd Report #55c

    00:01:26 Aladdin

    00:28:28 Discovery

    Featuring music: Adriana Calcanhotto - Lá Lá Lá e Letrux - Ninguém Perguntou Por Você

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    Em retrospecto, algumas horas mais tarde, Gabriela se daria conta de que a sensação do ar em seu rosto era estranha, artificial, um eco que não condizia com a época do ano nem com a localização de sua casa. Além do mais, apesar da certeza de que estava em pleno dia, tentando recordar aquele momento ela se dava conta de que poderia muito bem ser de noite, ou durante o crepúsculo, e pra falar a verdade ela nem conseguiria precisar ao certo se tinha de fato saído da casa... Era como se a certeza se esvaísse no momento em que se manifestava, e uma solidão imensa tomou conta de sua alma, uma sensação de desamparo e temor, e ela quis voltar.

    Os sons dos carros passando e suas luzes ofuscando seu rosto, refletindo o sol ou a lua ou as luzes dos postes, ela não tinha certeza, pois o tempo passava acelerado em torno de si, como se estivesse presa em um daqueles vídeos de timelapse que Valéria adorava mostrar-lhe nas horas mais inoportunas, deixava-a mais confusa do que segura; O céu tingia-se de uma miríade de tons, dos mais claros aos mais escuros, e as luzes da cidade acendiam e apagavam enquanto o sol se revezava com a lua e as nuvens bailavam mudando de forma, dobrando-se e dissolvendo-se em si mesmas. Quando assistia a esses vídeos, Gabriela sempre pensava nas vidas que começavam e acabavam naqueles cenários, durante o que para o espectador não passavam de meros segundos, em que se podiam admirar com atenção belezas naturais banais que a limitada percepção sensorial humana deixava passar. E Gabriela naquele instante pensava no quão enganada e extremamente infectada estava sua percepção da realidade, agora que nem ao menos conseguia diferenciar o exterior do interior.

    Ela pontuou cada palavra mental com uma nota de desdém e vergonha por mais uma vez considerar o impossível apenas improvável... engoliu seco, repentinamente mais calma, agora que tomara a decisão de voltar pra casa. Claramente procurar Valéria fisicamente em algum lugar seria uma viagem tão louca quanto cheirar Ketamina e sair para pagar contas. Ela lentamente virou-se e pôs-se a caminhar em direção a casa, percebendo com susto e alívio que não havia trancado a porta, o que seria perigoso naquele bairro, mas pelo menos não precisaria perder mais tempo procurando pelas chaves. Era engraçado que tivesse medo de ladrões físicos quando estava sendo roubada no plano espiritual, e assim sendo se conformava por ainda ter uma porta, e era nisso que pensava enquanto entrava e já não pisava no seu felpudo tapete de boas vindas produzido na forma do logo da Resistência de Star Wars. Enquanto sentia luto pela perda do item, se perguntava se por acaso ficaria sem a casa em si, se o teto sumiria e todas as paredes e se a própria terra debaixo de seus pés desapareceria; qual era o critério afinal? O imóvel era alugado, mas o dinheiro do aluguel não era totalmente adquirido por meios legais... isso entraria nas regras? Qual seria o código moral de um demônio Robin Hood?

    Gabriela fechou a porta, que ainda estava ali, e se perguntava se alguma parede já teria sumido, ou então a privada, quando vários quadros desapareceram um por um da parede diante de si, trazendo a um aparente fim a terrível maldição. Eram os últimos objetos e tudo o que agora restavam eram algumas pequenas peças da mobília original de Gabriela, que costumava conter vários móveis, antes de terem sido descartados para dar lugar ao proibido.

    Gabriela sentou-se no meio do chão e abraçou as próprias pernas, ali permanecendo num catártico estupor, sem forças para acreditar no problema, tampouco para refutá-lo. Talvez ali ela estivesse alcançando um nível espiritual muito almejado por diversos sábios e yogis: talvez ela fosse a personificação da resiliência, o bambu que dobrava ao vento, mas não quebrava,

    1 hr 4 min
  • JCast #212

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    Ela sempre sonhava com coisas desconexas e muito específicas quando desmaiava, porém dessa vez fora mais pesado que o normal, então ela sonhou com manjericão, com aviões, artigos sobre buracos negros e vasos amaldiçoados...Em algum recôndito cerebral todos esses e outros elementos se conectavam, passavam uma mensagem e colocavam pra fora alguma questão que talvez necessitasse de maior atenção. Somente uma dessas mensagens costumava ser facilmente decifrada, e sua principal preocupação quando foi ao chão também protagonizou boa parte de seus delírios inconscientes; E era sobre o maldito vaso amaldiçoado que ela pensava enquanto lentamente recobrava os sentidos e segundos antes de sentir uma dor aguda na cabeça, aquela dor que só ocorre quando seu corpo bate no chão sem encontrar nenhum tipo de resistência, a dor que alguém sentiria se estivesse ressuscitando, talvez...Gabriela sonhara também com ressureição, ela agora se lembrava; ela sempre se lembrava dos sonhos mais absurdos primeiro, se perdia em detalhes de dois ou três deles e em segundos os esquecia por completo. E agora qualquer outro sonho era esquecido imediaramente, afogado pela urgência da situação assustadora e desconhecida em que se encontrava.

    Gabriela se via incrédula, quase boquiaberta, sem sequer saber como traduzir no rosto as novas emoções que cruzavam seu corpo, enquanto sentava no chão agora vazio de seu apartamento quase totalmente vazio, repentinamente espaçoso agora que mais da metade do lixo inútil que guardava havia desaparecido. Ela correu os olhos de um lado a outro do cômodo, tentando lembrar de todas as coisas que antes estiveram ali, a fim de conferir a veracidade da profecia, e notar que apenas itens relacionados a seus crimes haviam sumido; Tais itens eram tão numerosos e sem importância que perceber seu sumiço seria desafiador até mesmo para uma garota que não tivesse acabado de quase sofrer um traumatismo craniano. Algumas faltas eram mais obviamente sentidas que outras, como o relógio cuco acima da TV, que por acaso ainda estava ali, a despeito de também ter sido adquirida com dinheiro de proveniência ilegal. Talvez Gabriela devesse ficar olhando pra ela, pra ver se realmente desaparecia no ar. Talvez se a TV quebrasse o padrão e permanecesse em seu devido e lógico e previsível lugar, Gabriela teria a prova definitiva de que não estava sendo punida por forças sobrenaturais. Talvez ela estivesse mesmo precisando do suco detox e tudo fosse uma alucinação. Se pelo menos conseguisse falar com Valéria, poderia esclarecer o que havia acontecido nas horas perdidas.

    Olhando em volta, ainda meio zonza, Gabriela percebeu que o celular de Valéria provavelmente voltara ao lugar em que pertencia, ou seja, diante do rosto obcecado de sua amiga. Ele não mais estava caído no chão, o que dava credibilidade à teoria de que tudo era alucinação e garantia então a Gabriela o direito de ligar de novo para a amiga. Ela pegou seu telefone, iniciou a chamada e os toques começaram. Ela nada ouvia no recinto, ainda bem, e começava a pensar aliviada que talvez o desmaio tivesse ajudado a sacudi-la de volta para a realidade.

    A sensação de frio na barriga que Gabriela teve quando os toques pararam e ouviu um certo ruído de carros passando e vento soprando era sem precedentes; por alguns segundos ela não sabia se a ligação fora atendida ou caíra, se os ruídos eram mesmo de um lugar real ou apenas estática interpretada erroneamente por ouvidos esperançosos. E então seu sofrimento entrou em um momentâneo hiato.

    – Alô, Gabi?

    – PUTA QUE O PARIU, VALÉRIA! – Exclamou Gabriela, tão nervosa que nem estranhara o fato de que Valéria não atendera com "Fala, piranha", e quase nunca a chamava por "Gabi". Ela não diminuiu o tom enquanto colocava-se de pé cambaleante, sentindo que precisava fazer Valéria sentir-se espancada apenas com o poder de sua indignação. – PORRA MANO, cadê você? Car

    1 hr 45 min
  • Café com Gundam #38

    Amuro e o Gundam estão presos em Texas e a Base Branca precisa coordenar seu resgate. Sayla participa da missão de resgate, mas o que ela não esperava é que Char também está na colônia.

    Café com Gundam é o seu cereal matinal feito de titânio de Luna, o blend perfeito da brisa da manhã e o cheiro de pólvora nos campos de batalha do Ano de Guerra. Toda semana, Darko assiste um episódio enquanto toma um chazinho e comenta suas impressões enquanto novato na franquia que revolucionou a ficção científica no Japão. Voe, Gundam!

    39 min
  • Knurd Report #55b

    00:02:00 Game of Thrones

    01:17:10 Pokémon Detective Pikachu
    01:59:32 Survivor

    Featuring music: Rico Dalasam - Braille e Carne Amarga - Comida Doce

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    2 hr 23 min
  • Café com Gundam #37

    Após a batalha de Solomon, a Base Branca se aproxima da colônia de Texas, abandonada após ter sido irremediavelmente danificada por um ataque de Zeon. Seus desertos serão palcos de um derradeiro combate que há muito foi adiado: Base Branca contra as forças de M'Quve.

    Café com Gundam é o seu cereal matinal feito de titânio de Luna, o blend perfeito da brisa da manhã e o cheiro de pólvora nos campos de batalha do Ano de Guerra. Toda semana, Darko assiste um episódio enquanto toma um chazinho e comenta suas impressões enquanto novato na franquia que revolucionou a ficção científica no Japão. Voe, Gundam!

    44 min
  • Café com Gundam #36

    A Federação está ganhando a batalha em Salomon, fazendo com que Dozle Zabi use sua última cartada: Big Zam, uma armadura móvel com um poderio bélico incomparável. Enquanto isso, um controverso romance se concretiza na Base Branca.

    Café com Gundam é o seu cereal matinal feito de titânio de Luna, o blend perfeito da brisa da manhã e o cheiro de pólvora nos campos de batalha do Ano de Guerra. Toda semana, Darko assiste um episódio enquanto toma um chazinho e comenta suas impressões enquanto novato na franquia que revolucionou a ficção científica no Japão. Voe, Gundam!

    29 min
  • Knurd Report #55a

    00:09:12 Avengers: Endgame

    Featuring music: Francisco, El Hombre - CHÃO TETO PAREDE :: pegando fogo e Francisco, El Hombre - CHÃO TETO PAREDE :: pegando fogo

    2 hr 27 min
  • Café com Gundam #35

    A Federação está preparando um grande ataque à fortaleza de Solomon, e a Base Branca participará da investida. Para isso ela conta com um grande trunfo: as habilidades de Amuro, cada vez mais surpreendentes, de uma forma que seus amigos começam a perceber que talvez não seja natural.

    Café com Gundam é o seu cereal matinal feito de titânio de Luna, o blend perfeito da brisa da manhã e o cheiro de pólvora nos campos de batalha do Ano de Guerra. Toda semana, Darko assiste um episódio enquanto toma um chazinho e comenta suas impressões enquanto novato na franquia que revolucionou a ficção científica no Japão. Voe, Gundam!

    44 min
  • JCast #211

    00:03:45 Ultraman

    00:19:27 Fruits Basket
    00:36:10 Carole & Tuesday
    00:48:35 Fairy Gone
    00:57:45 Sarazanmai
    01:14:27 Robihachi

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    Certa vez as amigas assistiam a filmes de terror pertencentes a uma coleção selecionada com esmero por um caprichoso e pretensioso curador, certo estudante de cinema que contratara os serviços de limpeza de Gabriela graças à generosa fama que já a precedia; elas deveriam limpar cuidadosamente os estojos que alojavam os BluRays e DVD’s e tornar a depositá-los em seus respectivos vãos nas estantes que cobriam todos os cantos do apartamento. A opressiva e claustrofóbica sensação que emanava do recinto indicava claramente que seu morador não deveria se dar ao luxo de ignorar a praticidade dos armazenamentos online, no entanto ele jamais se sentiria verdadeiramente proprietário de um filme se este existisse em um ambiente virtual remoto, podendo desparecer a qualquer momento por conta de inúmeros fatores, talvez alguns ainda nem inventados. Ele amava seus preciosos discos, e as garotas amavam assistir a eles nas horas em que deveriam estar limpando-os.

    – Já notou, – não parava de tagarelar Valéria, que não conseguia focar em nenhum vídeo superior a dez minutos de duração, o que a fazia fiel seguidora de dezenas de youtubers, a maioria canais sobre teorias da conspiração que se utilizavam apenas de um slideshow de imagens em baixa resolução e a narração robótica e infelizmente cômica da voz do Google – Que as pessoas nunca reagem como a gente reagiria se visse mesmo um fantasma ou alguma coisa sobrenatural na nossa frente? Eles tipo assim... sei lá, aceitam muito fácil. Tipo, dá um grito e tals, mas depois já tá acostumada com a situação, pesquisando uns livros, batendo na porta do exorcista cético e desiludido com o exorcismo...

    – Sim, mas daí ele vê que dessa vez é pra valer e passa a acreditar de novo...

    – Sua fé é testada.

    – E no fim, geralmente, o que a gente acha que pode ter uma conclusão racional, não tem. Porque fica a dúvida né? Isso é real ou não? Tipo essa mulher do filme, ela ou tá possuída ou a mãe dela tá certa e ela só tá doida. Mas isso é idiota porque a gente sabe que ela tá possuída mesmo, é mais legal que seja um demônio.

    – Ou a mãe é o demônio.

    – O demônio do gaslighting.

    E quando Valéria não estava dividindo sua atenção entre o filme e o celular, conseguindo ler notícias sobre celebridades e comentar clichês cinematográficos ao mesmo tempo, ela encarava sonhadora um vaso verde entalhado com runas carnavalescas que denunciavam sua verdadeira origem: o cenário de alguma produção barata da faculdade de cinema de seu dono; mas Valéria parecia acreditar nas propriedades místicas do vaso, não por influência do número de filmes de terror que assistíamos ou demais antiguidades bizarras que decoravam o apartamento, mas por causa do maldito Nero. Pedante como sempre, olhara o vaso certa vez em que estivera presente na sessão de filmes, e assim que se aproximou da peça reagiu de forma grandiloquente tapando a boca com as mãos em concha, tomado por tremores e arqueando o corpo enquanto tropeçava para trás, provocando inicialmente riso em Gabriela, que tornara a ficar séria assim que não encontrou cumplicidade no rosto verdadeiramente chocado e preocupado de Valéria, que correu para acudir seu amigo.

    – Esse vaso vocês nunca podem pegar. Ele é justamente anti-roubo, armadilha pra ladrão. Ladrão que rouba ladrão... O pó que tem dentro dele serve pra equilibrar a balança do universo, tá ligado? Você perde tudo o que você tomou pra si. Esse vaso é o justiceiro original. – dissera Nero claramente inventando na hora qualquer coisa que fizesse Valéria babar.

    Gabriela pensou em como pessoas reagiam a absurdos assim nos filmes e deduziu que mesmo as reações mais falsas poderiam muito bem acontecer na vida real; pois Nero dera sua explicação naquele tom assombrado e melodramático com que usaria

    1 hr 29 min
  • Knurd Report #54d

    00:01:45 Desabafo do Laivindil

    00:23:10 The Chilling Adventures of Sabrina - Season 2

    Featuring music: Blaya - Faz Gostoso e Ariana Grande - 7 Rings

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    A situação era tão surreal que talvez pudesse estar sonhando. Ultra lúcido sonho, mas ainda assim era uma possibilidade. Tinha aquele filme rotoscopiado que vira certa vez, e com ele aprendera sobre a impossibilidade de focar em pequenas coisas quando se está sonhando, como ler mensagens, por exemplo, ou apagar e acender as luzes. A teoria do sonho fora refutada, porém, pois estava nesse momento checando seu celular atrás de mensagens novas no Whatsapp; Nunca se utilizara muito das redes sociais para nada além de trabalho, e não havia novas mensagens de Valéria; Tudo bem que sua vista entrava e saía de foco levemente enquanto deslizava o touchscreen atrás do número da amiga, mas isso não prova definitiva de que estava na verdade alucinando enquanto dormia naquele finíssimo tapete tigrado brega comprado com o dinheiro de um candelabro muito mais bonito que Valéria decidira não ser irônico o bastante para a decoração do apê e que por isso deveria ser vendido ao invés de mantido.

    Gabriela pressionou o contato de Valéria e logo o telefone começou a chamar; O estranho era que Gabriela podia ouvir o toque do celular da amiga ali mesmo no cômodo, talvez por estar tão familiarizada com aquela música que costumava ser boa quando a ouvira ser cantada pela Beyonce meses atrás, porém agora se tornara irritante devido ao número de ligações que Valéria recebia o tempo todo. Admiradores ou clientes, todos ganhavam a mesma música, pois Valéria dividia com Gabriela a preguiça com configurações de equipamentos eletrônicos. E então o telefone chamava mais vezes e caía na caixa postal, e Gabriela repetia a ligação, o corpo todo trêmulo, a pressão baixando, as palmas das mãos suadas atrapalhando o manusear do telefone, as pernas doídas devido a posição pouco cômoda em que se abaixara e que só não trocava por não ter se dado conta da dor, tão estressada estava por não conseguir completar a ligação e não parar de ouvir o toque irritante do telefo...

    Ela encarava lívida o iPhone 5 de tela rachada clichê que Valéria possuía por achar charmoso e kitsch, depositado em cima da cômoda logo a sua frente. Sentia-se absurdamente estúpida por não ter percebido antes que o toque que pensava ouvir em suas memórias acontecia literalmente naquele mesmo cômodo. Rindo por dentro, bufando por fora e, ao se levantar e perceber a lancinante dor em seus joelhos e panturrilha, sibilando intempéries aos deuses, ela foi até o telefone, e cada passo trazia mais lucidez, e com mais lucidez vinham prioridades mais urgentes tais como o paradeiro de Valéria e uma explicação para ter abandonado ali seu precioso telefone.

    Foi então que Gabriela estendeu a mão para pegar o telefone e seus dedos se fecharam no ar. Seu punho estava cerrado segurando absolutamente nada e por meio segundo Gabriela sentiu-se ligeiramente confusa, perguntando-se porque o telefone não aparentava estar em sua mão, já que claramente ele estava naquela cômoda. Foi então que esse meio segundo passou e sua ligeira confusão fora promovida; pois o telefone não estava mais em cima do móvel e não se via nem mesmo o pouco de poeira que provavelmente se acumularia embaixo dele. Era como se houvesse desaparecido no ar, já que Gabriela lembrava com clareza de Valéria colocando o aparelho ali em cima na noite anterior e dizendo que ali ele ficaria, pois não queria se distrair com eletrônicos durante essa celebração. Aparentemente era um grande desperdício gastar alguma onda alucinógena na timeline do Facebook.

    "Eu estou mesmo alucinando", realizava Gabriela, tanto a música da Beyonce como o telefone em si, e então cambaleou ligeiramente para trás, sentindo um zumbido nos ouvidos, como microfonia, e se dando conta de que talvez ainda restassem no sangue traços da droga que

    1 hr 10 min

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"Knurd is the opposite of being drunk, it’s as sober as you can ever be. It strips away all the illusion, all the comforting pink fog in which people normally spend their lives, and lets them see and…