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Eis que as nuvens se abrem e ao som de trombetas o Jcast se manifesta novamente. E todos gozam em júbilo. Mulheres gozam mais, homens esperam um pouco. Dizem que Lésbicas possuem as melhores relações sexuais ever, pois podem transar teoricamente pra sempre. Um clímax se sucede ao outro num loop sexual infinito. Se todos nós buscamos prazer e se a natureza é sábia, então o mundo passaria a ser povoado apenas por lésbicas. Todas elas se proporcionando prazer e se reproduzindo espermaless. Eu descrevi um ótimo futuro distópico aqui, poderia ser um anime moe, um novo filme do Terrence Malick ou um clipe da Lady Gaga. Qualquer um desses funcionaria pra mim, o que eu preciso é de uma oportunidade. Oportunidades estão cada vez mais raras nesse mundo. Não é nem pelos 20 centavos, é pelo fim do sistema de popularidade tosco que estraga as bandas pop japonesas. Você é fã da banda por causa de dois ou três integrantes. E o maldito empresário resolve que agora esses três ficarão em segundo plano, só fazendo carão. Eles também precisam de uma chance pra brilhar. E são tão mais originais que os coreanos. Coreanos e seus malditos fãs brasileiros que acham que podem ser Ulzzang. Existe toda uma arte por trás da duck face coreana, você não pode imitar com seus traços brasileiros pesados, pele oleosa e espinhenta, além de contas a pagar no fim do mês. Tenho medo dessa geração, quando chegar na fase de revisitar suas vergonhas alheias passadas. Mind you, eu tenho algumas fotos toscas no orkut. Mas hoje em dia as redes sociais e os telefones com câmera transformaram os jovens em narcisistas sem noção, que pensam ter alguma opinião sobre alguma coisa. Isso pode dar uma boa tese de mestrado. Ou um filme do Terrence Malick, ou um clipe da Lady Gaga. E por falar em Gaga, eu queria que as lésbicas dominassem o mundo. E que a Dilma saísse logo do armário.
(00:01:17-01:29:03) Papers: Lendas Urbanas
Lenda Urbana é o melhor filme do mundo, depois de Pânico. Era de ouro do terror adolescente de assassinos mascarados cuja identidade era revelada no final para a surpresa de todos. E digo que esse filme mereceria um remake japonês usando apenas as lendas mencionadas por nós nesse bloco. Camisolas sujas, cabelos negros, muita lição de moral pra deixar os japinhas com medo de ir na esquina. O que é odd, considerando que nós sempre nos espantamos com o desprendimento que japoneses têm pelos seus filhos, Yotsuba que o diga. Ou talvez isso explique tudo: eles não fazem merda por medo de algum espírito maldoso e self-righteous. Anyway, aqui veremos de tudo um pouco, a saber, bonecas cabeludas, comerciais amaldiçoados e alguma coisa envolvendo calcinhas. Eu acho, quase certeza. Impossível não mencionar calcinhas. Prepare-se para se assustar e fascinar com as tórridas e bizarras lendas urbanas japonesas.
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Acompanhem a gente por aqui também:
Músicas nesse programa:
Vampiros me mordam: Ansioso pra ver o crossover com Harry, um Hóspede do Barulho
Entra-e-sai, entra-e-sai: Ex-doutores dão mais sorte que ex-vj’s da MTV
Novos tempos, novos orçamentos: Atores da BBC agora tomam banho
Adoramos programas que possuem premissa limitada: Podem acabar de uma hora pra outra
Humor negro do bom: falaria “afro-descendente”, mas não há espaço pro politicamente correto, aqui
Capitão América também faz cosplay de bandeira e ninguém zoa: Sexismo no cinema de super-heróis
Missão mimimi de cinco anos: reclamar de toda e qualquer mudança promovida por JJ Abrams
Não tem mais cueca, precisamos zoar outras coisas: O pijamão azul feito de bola de basquete, por exemplo
Kevin Smith vs The Phelps: faltou o Russel Brand nos dois filmes desse bloco
Gaburincho, Vamola Muuuucho: Esperando a bomba de peido que diz “Andale Sieeempre”
Marvel e DC costuram buracos de cronologia: Clamp só relaxa e goza
Músicas nesse programa:
Ronnie Von – De Como Meu Herói Flash Gordon Irá Me Salvar
“Se NY ou Tóquio ficassem no Brasil, entraríamos em colapso econômico: Ataques alienígenas são desculpas pra feriado.”
“O nerd está 1 milhão de dólares mais rico do que os cool guys: Ainda assim, quem você acha que consegue mais sexo?”
“Uns entram e outros saem: Introducing Abed as The Doctor.”
“Se GoT encostar no livro teremos duas temporadas de fillers e um filme de verão com uma nova e exclusiva personagem: Assistam Orphan Black.”
“Vin Diesel fala em câmera lenta e não demonstra emoções: hardly fast or furious, don’t cha think?”
Músicas nesse programa:
Jun Senoue – Escape from the City
“Desconstruindo o herói: Desconstruindo o vilão também, ninguém constrói mais nada hoje em dia.”
“Movam esses traseiros gordos, Joes: E façam um bom filme enquanto isso, dublado ou não.”
“A pergunta que não quer calar: E que ninguém quer que cale, aliás.”
“Todos percebem que o Hannibal é um psicopata, menos o especialista comportamental do FBI: Morpheus já foi melhor nisso.”
“Derivadas mas originais: O mito da gêmea má agora inclui a gêmea geek, a gêmea russa e a gêmea mãe suburbana.”
“Documentários eternos sobre locais de trabalho: Só assim pra ficarem interessantes.”
“Gays de meia idade, sendo que um deles é o Gandalf: Dumbledore estranhamente não foi convidado.”
“A vida é muito curta pra ler GoT: E o sono é muito grande pra ver na TV.”
“Reality Shows não precisam ser desconstruídos: Estamos bem assim, obrigado.”
“Chris Hardwick é o verdadeiro nerd bem sucedido: Só por ter 40 anos com cara de 20.”
Músicas nesse programa:
Joan Jett – You don’t Own Me
“Porta dos Fundos é pro humor o que Inception é pros filmes-cabeça: Saudades Friends”
“Televisão no seu computador ou seu computador na sua televisão: Desliga tudo e vá ler Morte Súbita (sério, é a única forma de dizer que JK Rowling é sua escritora favorita sem passar pela vergonha de admitir que só leu Harry Potter na vida)”
“Doctor Who retorna de outro hiatus: Aposto que Inspector Spacetime não sofre com isso”
“Freddie Highmore só tem uma expressão facial mas é super conveniente pois ela é naturalmente assustadora: Melhor do que o excesso de gays na telinha (e nem tô falando do John Barrowman)”
“O incrível novo mundo onde moe puro ganha de competência física e social: Ivanka Trump não parece estar muito satisfeita”
“Austism Extravaganza: Encolha-se em posição fetal embaixo da cama e mova-se pra frente e pra trás (enquanto come pipoca, pois falaremos de filmes)”
“Açúcar, tempero, tudo que há de bom, elemento x e Potenay: Seu fígado já era mas você vai pegar todas cocota”
“Esqueça Xuxa e os Duendes, a nova geração de Trolls está aqui: Todo Jcast até hoje foi na verdade uma gravação encontrada se você parar pra pensar”
“Jaspion não está em Super Hero Taisen Z: TOEI precisa contratar CLAMP pra escrever os crossovers”
Músicas nesse programa:
Bad Kids – Black Lips
“Cerimônias ecumênicas nunca são tão ecumênicas assim: Candomblé também é religião, meu povo”
“Isso NÃO é Power Rangers, é Kamen Rider: a tristeza de explicar tokusatsu para seu amigo massavéio”
“Nem todo brony tem distúrbios sexuais: como fazer sua família engolir essa besteira”
“Victor Hugo era mais prolixo que George RR Martin: Pfvr, shippando Gavroche e Artful Dodger”
“Three great seasons, a potential shitty one and no movie whatsoever: a saga da comédia que nos acostumou mal”
“Reality Show da depressão: sua vida nunca vai ser tão legal quanto a deles”
“Dramas asiáticos são os mais dramáticos: Vai entender né, asiáticos são PERFEITOS S2S2S2 O”
“Também é um drama meio que asiático mas ganha uma tagline própria: It’s THAT good”
“Todo herói tá dando a bunda hoje em dia: héteros não entenderam ainda que nem todo gay é passivo”
Músicas nesse programa:
Cantora Tsubasa – Sentimental
“Skype se funde com MSN: Enquanto isso os caras legais se divertem no mIrc”
“TGICGI: Hollywood esqueceu que existe 2D sem lição de moral”
“Big shave in little Akiba: Quando a Britney fez isso ninguém culpou os vinhados”
“Brand X não é um spin off do Jcast: Se você tem 50 anos, pirou o cabeção no dialeto moderninho”
“L’Oreal, porque o kenshin merece: evangélicos não assistiram, a coloração era 666″
“Obra feminista destruída em prol do Jeff Goldblum: Aposto que a Mosca original era uma joaninha”
“Séries do JJ Abrams que duram mais de seis anos: Ainda não foi dessa vez”
“Rindo com nerds e não dos nerds: Ah, mas o Sheldon é tão engraçado”
“A Anatomia da Grey, propaganda enganosa: Nove temporadas e ela ainda não apareceu pelada”
“Gosei Sentai Dairanger: Comer, Rezar e Amar, versão ligeiramente pornô”
“Desconstruindo Clamp: Tinha mais gays do que você pensava”
“Cinco Tom Hankses pelo preço de um: Não tem Roupa Nova na trilha sonora”
“Agora o papo é reto: E você não pode contar nem pro papai e nem pra mamãe”
Músicas nesse programa:
Viena Teng – Passage
Cá estamos nós em 2013, ainda achando que a “década passada” são os anos 90. Vai demorar pra fixar o conceito de que os anos 2000 se foram e já estamos 3 anos dentro da década seguinte. O mundo não para e o JCast entra oficialmente na crise de meia idade. Somos bipolares e não vemos mais o brilho das coisas simples da vida. Cinismo disfarçado de maturidade. Ainda bem que com um novo dia, vêm novas esperanças. Você pode mudar tudo o que não te agrada. Desde que se tenha dinheiro. See what i did there? Fui bipolar e ilustrei bem nosso JCast em crise. O ano começa sem muitos mistérios. Já sabemos quem é a Gossip Girl, por exemplo. Ninguém se importa com o final de Revolution. Quem somos e o que o viemos fazer aqui jamais será respondido, a vida foi escrita por Damon Lindelof. (Piada preconceituosa que não faz parte das crenças internas deste que vos escreve, mas eu precisava da punchline. Meus sentimentos estão com vocês, redatores do Zorra Total) Ainda assim podemos comemorar. Doctor Who está voltando. Barack Obama ganhou a eleição. Silas Malafaia não morreu, mas ele só não é mais irrelevante que o Tiririca. O mundo não acabou, e… olha, aí está um conceito bipolar. Como saber se o não término da criação material foi benéfico ou não? Depende do ponto de vista. Você pode dizer que não faz sentido o Dan ser a Gossip Girl, já que ele foi vítima direta desta durante muito tempo, além de ter descoberto coisas sobre pessoas queridas através do blog, ou pode encara-lo como o mais fascinante exemplo de esquizofrenia já retratado na tv. Depende de você. Alô Alô, Graças a Deus. Mudar o ponto de vista pode ser cansativo. Você vai querer desistir. Então nem comece.
(00:01:14-01:57:02) Preview: Temporada de Inverno 2013
Brrrrr. Que friozinho gostoso tá fazendo no Brasil. Nada melhor do que checarmos nosso querido e gostoso lineup de inverno japonês. Com um cachecol, debaixo do edredom, tomando chocolate quente e assistindo cachorros humanoides bishonens, salarymans sem rosto que podem mudar a realidade e garotas lindas e fofas que resolvem encarar de frente o sempre problemático mercado editorial. Ainda não temos um título focando em podcasters gordos e cabeludos que falam sobre anime. Aliás, ninguém é gordo e cabeludo nessa porra. Olhe só pra eles. Seus corpos perfeitamente esguios, suas cinturas finas, rostos imberbes intocados pelos efeitos inexoráveis do tempo. Ou seja, já temos que acreditar que faz frio no inverno, e agora querem que compremos a idéia de mulheres adultas que se parecem com meninas de nove anos. Isso não é justo. Precisamos de mais verdade na nossa vida. Tamako Market é um bom exemplo. Vidinha pacífica de japoneses interioranos. E um pássaro que fala. Mas pássaros falam e tal. Não é tão distante assim de nossa realidade. Muitos títulos, então dê play e escolha qual acompanhar.
Animes comentados nessa edição:
Acompanhem a gente por aqui também:
Músicas nesse programa:
“Lá e de novo outra e outra e outra vez: o cúmulo da auto-homenagem”
“O que vale é a última impressão: ponderar pra quê? É a motherfucking internet!”
“James Bond é um time lord: e a Mary Poppins também”
“Repaginando de forma dark os grandes ícones infantis: não foi o que a Xuxa fez com a Feiurinha”
“O Doutor também é um time lord: só que tipo, ele é mesmo”
“Todos milionários: besteira, comemorem depois dos impostos”
“Zumbis são superestimados mas cá estamos nós falando deles de novo: melhor zumbi do que inventar piadinha envolvendo Vanguard”
“Tokusatsu da melhor qualidade: desde que não tenha o Decade”
“Spinoffs literários: queremos mais”
Músicas nesse programa:
John Barrowman – Feelin’ Good
“Netflix não é tão ruim assim: a gente pode ser mainstream às vezes”
“Fall TV: O bom e o patológico”
“Tá na hora de acabar: adeus e obrigado pelos peixes”
“Nem todo reality show é Jersey Shore: não reclamaria se fosse, mas simplesmente não é”
“Mortos vivos não precisam ser chatos: zumbis são superestimados”
“Bons filmes lotam os cinemas: e Deus viu que isso era bom. Menos Crepúsculo”
“Garotas também passam pela puberdade: nós precisamos ver isso acontecendo. Ops”
“Mangá é melhor que comics: Não entramos nessa discussão, no entanto”
“Terça Insana: Ou Underwhelmed… Under Arrest… algo assim”
Músicas nesse programa:
Malvina Reynolds – Little Boxes
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