Tony Cotta

Tony Cotta

By Tony CottaSociety & Culture
Download on the App Store

Tony Cotta episodes

  • PABLO NERUDA - TALVEZ
    Poema de amor no qual o autor revela uma ambiguidade do ser amado. Ele enxerga aquilo que os outros não vêem, e antes que ele perceba, se torna uno com ela.
    1 min
  • TE AMO - PABLO NERUDA
    Aqui o poeta exprime de forma brilhante e bela o sentimento de amar. Um arrebatamento que beira a loucura, mas que inflama a percepção quente e apaixonante sobre o ser amado.
    2 min
  • Black & White
    Este poema foi escrito por Maiakovski durante uma passagem sua por Havana em Cuba. A sua sensibilidade para as injustiças sociais no mundo, o fez ver claramente a diferença dos papéis exercidos naquela sociedade explorada pelos americanos.
    3 min
  • Hino ao Juiz - poema de Maiakovski
    Poema escrito por Vladimir Maiakovski - poeta da Revolução - em 1915. A motivação para que ele criasse esse poema foi a censura da sua obra no Peru. Aqui ele explora os malfeitos dos juízes.
    3 min
  • UM DIA DE MERDA - LUIS F. VERÍSSIMO
    Um dia de merda é um pequeno monólogo cômico escrito por Luís Fernando Veríssimo. Aqui o personagem passa por uma experiência cômica no trajeto até o Aeroporto quando ele é acometido de uma diarréia que lhe impõe uma situação muito inconveniente.
    6 min
  • SAMPOEMA - FLAVIO VIEGAS AMOREIRA
    SAMPOEMA é um poema escrito por Flavio Viegas Amoreira, poeta e escritor genial de Santos - São Paulo. Interpretado por Tony Cotta, é uma homenagem à Capital Paulista SAMPA, com toda a sua diversidade, belezas e perigos. Um poema bonito, forte e difícil, assim como São Paulo
    8 min
  • ARMÁRIO
    Eu queria, senhora,
    ser o seu armário
    e guardar seus tesouros
    como um corsário.
    Que coisa louca:
    ser seu guarda-roupa!
    Alguma coisa sólida,
    circunspecta e pesada
    nessa sua vida tão estabanada.
    Um amigo de lei
    (de que madeira eu não sei).
    Um sentinela do seu leito
    — com todo o respeito.
    Ah, ter gavetinhas
    para suas argolinhas.
    Ter um vão
    para o seu camisolão
    e sentir o seu cheiro,
    senhora,
    o dia inteiro.
    Meus nichos
    como bichos
    engoliriam suas meias-calças,
    seus sutiãs sem alças.
    E tirariam nacos
    dos seus casacos
    Ah, ter no colo,
    como gatos,
    os seus sapatos.
    E no meu chão,
    como trufas,
    suas pantufas...
    Suas echarpes, seus jeans,
    seus longos e afins.
    Seus trastes
    e contrastes.
    Aquele vestido com asa
    e aquele de andar em casa.
    Um turbante antigo.
    Um pulôver amigo.
    Bonecas de pano.
    Um brinco cigano.
    Um chapéu de aba larga.
    Um isqueiro sem carga.
    Suéteres de lã
    e um estranho astracã.
    Ah, vê-la se vendo
    no meu espelho, correndo.
    Puxando, sem dores,
    os meus puxadores.
    Mexendo com o meu interior
    — à procura de um pregador.
    Desarrumando o meu ser
    por um prêt-à-porter...
    Ser o seu segredo,
    senhora,
    e o seu medo.
    E sufocar,
    com agravantes,
    todos os seus amantes
    2 min
  • POEMA EM LINHA RETA
    POEMA DE FERNANDO PESSOA
    Nunca conheci quem tivesse levado porrada
    Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo
    E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil
    Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita
    Indesculpavelmente sujo
    Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho
    Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo, absurdo
    Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas
    Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante
    Que tenho sofrido enxovalhos e calado
    Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda
    Eu, que tenho sido cômico às criadas de hotel
    Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes
    Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar
    Eu, que quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado
    Pra fora da possibilidade do soco
    Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas
    Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo
    Toda a gente que eu conheço e que fala comigo
    Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho
    Nunca foi senão príncipe - todos eles príncipes - na vida
    Quem me dera ouvir de alguém a voz humana
    Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia
    Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia
    Não, são todos o ideal, se os oiço e me falam
    Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil
    Ó príncipes, meus irmãos
    Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?
    Poderão as mulheres não os terem amado
    Poderão ter sido traídos - mas ridículos nunca!
    E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído
    Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear?
    Eu, que venho sido vil, literalmente vil
    Vil no sentido mesquinho e infame da vileza
    3 min

About Tony Cotta

From the publisher's feed

Podcast by Tony Cotta