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Fala, galaeraaaaa! Hoje o podcast um papo sobre som entrevista ninguém mais, ninguém menos que Arrigo Banabé.
O gênio que vai explorar a música brasileira de vanguarda até os limites mais inimagináveis: Schoenberg, musica dodecafonica, rock, narrativas de história em quadrinhos, teatro, cinema.
Nesse papo muito louco, a gente conversa com este que é um dos artistas mais profundos do Brasil o podcaster espera que você curta e compartilhe.
Um abraço, ouvinte meu, meu irmão!
Ouça nosso episódio especial sobre o álbum Clara Crocodilo de Arrigo Barnabé.
Segue a gente lá no insta: @umpaposobresom
Produção: Baioque Conteúdo
Roteiro e apresentação: Pedro Schwarcz
Direção: Newman Costa
Edição: Felipe Caldo
Redação: Luiz Fujita e Paulo Borgia
Arte: CRIO.LAH
Olá, pessoal! Um podcast mega especial pra vocês hoje! Apenas Clara Crocodilo de @arrigobarnabe.
Um dos discos mais radicais e ousados da música brasileira: música classica dodecafonica, atonalismo, rock, funk, opera, Gil Gomes, quadrinhos, Tom Waits e distopia paulistana. Um marco da música independente. Em parceria com meu amigo e diretor @newcosta dissecamos essa que é uma das obras mais densas da música brasileira.
Músicas
Assista ao Cruta metragem A estória de Clara Crocodilo de Cristina Santeiro, 1981
Segue a gente lá no insta: @umpaposobresom
Produção: Baioque Conteúdo
Roteiro e apresentação: Pedro Schwarcz
Direção: Newman Costa
Edição: Felipe Caldo
Redação: Luiz Fujita e Paulo Borgia
Arte: CRIO.LAH
Olá, pessoal! Este novo episódio fala do grande álbum “Zabumbê-Bum-Á” (1979), do Hermeto Pascoal.
Disco em que o bruxo albino funde os ritmos nordestinos, as tradições, traços documentais, autobiográficos, ritmos e sons do seu nordeste com o jazz fusion, free jazz e ecos até meio progressivos sem nunca perder a brasilidade, mais especificamente a nordestinidade.
Um músico de muitas tradições, muito ritmo e muita desconstrução, muito gingado e muito barulho. Esse podcast é uma parceria com o diretor Newman Costa. A parceria não é só de roteiro não, é uma conversa entre dois fãs do Hermeto.
Vem com a gente nessa brisa muito linda e muito livre pelos ritmos do nordeste!
Músicas
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Produção: Baioque Conteúdo
Roteiro e apresentação: Pedro Schwarcz
Direção: Newman Costa
Edição: Felipe Caldo
Redação: Luiz Fujita e Paulo Borgia
Arte: CRIO.LAH
Olá, pessoal! Este podcast sai com atraso de um ano. Uma homenagem tardia a este que nos deixou um ano e alguns meses atrás e deixou um legado inestimável à música erudita contemporânea, ao synthpop dos anos 80 e a toda a musica eletrônica que veio depois com sua Yellow Magic Orchestra.
No episódio a gente passeia pela fase dos anos 80; pelos discos só de pianos - mais eruditos, mais minimalistas -; pelas suas últimas obras; por "Merry Christmas, Mr. Lawrence" (filme de Nagisa Oshima para o qual ele compõe a trilha e atua); por suas incursões bossa novísticas. Enfim, um pequeno traçado do grande Sakamoto.
Se teve alguém que fez “música do mundo”, esse alguém foi Sakamoto. Mas o rótulo é muito caricato e pequeno para o tamanho e a grandeza do artista. Dá o play!
Músicas
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Produção: Baioque Conteúdo
Roteiro e apresentação: Pedro Schwarcz
Direção: Newman Costa
Edição: Felipe Caldo
Redação: Luiz Fujita e Paulo Borgia
Arte: CRIO.LAH
Olá, pessoal, neste episódio número 25 a gente apresenta um formato novo: o podcaster inaugura uma sessão de entrevistas do “Um Papo sobre Som”.
E começamos com ninguém mesmo que Kiko Dinucci.
Kiko do Metá Metá, Passo Torto, Bando Afromacarrônico, Kiko de Cortes Curtos, do
punk, noise e cinema, Kiko do samba, do afro, Kiko artista sensacional. Parceiro de
Juçara Marçal, Douglas Germano, Ná Ozetti, Tulipa Ruiz, Suzana Salles, Ava Rocha.
Bora apertar o play na entrevista!
Músicas
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Produção: Baioque Conteúdo
Roteiro e apresentação: Pedro Schwarcz
Direção: Newman Costa
Edição: Felipe Caldo
Redação: Luiz Fujita e Paulo Borgia
Arte: CRIO.LAH
Olá, pessoal!
Segue nosso primeiro podcast do ano. É sobre ninguém mais, ninguém menos que Gilberto Gil e seu álbum “Cérebro Eletrônico” (1969).
Analisamos a relação entre o álbum e seu momento conflituoso. Três faixas foram compostas durante sua primeira prisão, ele e Caetano já sabiam que seus destinos eram a Inglaterra, e nesse meio tempo entre a prisão e o exílio, Gil grava esse que é um dos seus discos mais radicais e vanguardistas, tanto em termos musicais quanto em termos estéticos/poéticos/conceituais.
Gilberto Gil deixa um pouco de lado a influência dos Beatles do disco de 68 com os Mutantes e cai de cara no Jimi Hendrix. Nesse disco – soma-se a tudo isso – Gil começa sua trajetória de olhar crítico, político sobre a tecnologia, a ciência e suas relações com a vida e a cultura. Nesse álbum está o Gil músico, ministro, brasileiro, antropófago, rockeiro e... astronauta.
Músicas
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Produção: Baioque Conteúdo
Roteiro e apresentação: Pedro Schwarcz
Direção: Newman Costa
Edição: Felipe Caldo
Redação: Luiz Fujita e Paulo Borgia
Arte: CRIO.LAH
Olá, pessoal! Neste episódio vamos falar de um disco muito querido do podcaster: Entertainment (1979)!
Em 1976, formava-se uma das bandas que, em meio ao cenário punk, iriam definir a sonoridade - ou uma das muitas sonoridades - do universo do pós-punk. O Gang of Four lançou seu primeiro álbum, Entertainment, em 79, já dois ou três anos depois das estreias de Sex Pistols, The Clash, Ramones e do Blank Generation de Richard Hell and the Voivoids. Também mais de 5 ou 6 anos depois de New York Dolls e do Glam, alguns anos depois de Horses da Patti Smith e mais de 10 anos depois das bandas do proto-punk, como The Stooges, Velvet Underground e MC5 sacudirem o mundo do #rock e nublarem o mundo colorido dos anos 60.
Mesmo anos depois de tudo isso, junto com Fear of Music (do Talking Heads de David Byrne), Metal Box PiL (de Johnny Rotten, ex-Sex Pistols), ou mesmo Y (do The Pop Group, banda experimental representante inglesa da chamada No Wave), Entertainmen revolucionou o rock e o punk, colocando outros estilos como funk, disco, dub e dance no caldo do punk. Foi um dos discos definidores de uma das muitas sonoridades do pós-punk subsequente.
Influenciou muitas cenas posteriores, de Red Hot Chilli Peppers a U2, Nirvana, Fugazi a INXX, Franz Ferdinand, Rage Against the Machine. No Brasil, Titãs, Paralamas, Legião ou mesmo bandas do cenário mais underground do pós-punk, como Smack. Muitas bandas bem diferentes em seus estilos manifestaram essa influência.
O caldo, o creme do podcast está na análise das letras e da poética fina da banda. Fina e punk, sofisticada e punk. Gang of Four mostrou que isso é possível. Suas letras eram politizadas, mas não recheadas de citações a história e invocações à luta como o The Clash, nem cuspindo impropérios contra a monarquia e o status quo, como o Sex Pistols e sua fúria anarquista. O Gang of Four sempre esteve mais interessado em colocar a política sob um verniz menos direto, mas ao mesmo tempo escancarado em uma poética que refletia uma sociedade do espetáculo doente, em que o fetichismo exacerbado da indústria cultural e do entretenimento criavam uma espécie de disfuncionalidade nas relações afetivas, pessoais e amorosas.
Bora dar o play!
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Produção: Baioque Conteúdo
Roteiro e apresentação: Pedro Schwarcz
Direção: Newman Costa
Edição: Felipe Caldo
Redação: Luiz Fujita e Paulo Borgia
Arte: CRIO.LAH
Na voz de Billie Holiday em 1939, essa icônica canção e poema de três estrofes de Abel Merpool, um professor judeu americano e compositor filiado ao partido comunista, ganhou destaque como uma das maiores bofetadas contra o racismo, a canção modelo que praticamente inspirou boa parte das canções de protesto americanas que vieram depois.
A primeira versão foi na voz da também cantora de jazz Laura Duncan, mas foi Holiday que de fato a fez virar uma canção símbolo da luta antirracista. A canção se tornou tão significativa que mereceu uma bela biografia do jornalista David Margolick, “Strange Fruit: Billie Holiday e a biografia de uma canção”.
Os versos descrevem através da dura e bela metáfora “fruto estranho” as práticas de linchamento e assassinato de corpos negros que eram pendurados em árvores. Leonard Feather, crítico importante de jazz, considera a primeira canção de protesto relevante na história da música, "o primeiro clamor não emudecido contra o racismo”.
Margolick, autor do livro, cita como a música vivia em uma espécie de “quarentena artística”. Não era seguro cantá-la e mesmo nos lugares onde conseguiam executá-la ela podia ser recebida negativamente . Ele fala do contraste entre uma cantora negra que cantava com profundo sentimento uma canção trágica de protesto sobre linchamentos e uma plateia branca que saía para se divertir, dar umas risadas, encher a cara e, no fim, ficava em choque.
Aperta o play!
Músicas
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Roteiro e apresentação: Pedro Schwarcz
Direção: Newman Costa
Edição: Felipe Caldo
Redação: Luiz Fujita e Paulo Borgia
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Redação: Luiz Fujita e Paulo Borgia
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Hoje a gente fala aqui de Smokey Robinson, grande cantor, compositor de soul, líder do grupo vocal icônico da Motown Smokey Robinson and the Miracles. Foi vice-presidente da gravadora e lá nos anos 70 vai batizar um gênero de soul romântico e easy listening: A Quiet Storm. A gente fala hoje de quando isso acontece, que foi em 1975, no lançamento do álbum “A Quiet Storm”.
O Quiet Storm foi um estilo de soul que vai embaralhar no mesmo saco o jazz, smooth jazz, soul, funk, R&B, easy listening e Burt Bacharach nos ingredientes. Ele não só vai fazer isso como vai formar o que vira o easy listening, a música de elevador, ou como queira chamar dos meio dos anos 70 para os anos 80 e pra frente.
Esse episódio está em um formato de programa de rádio, já que o Quiet Storm foi batizado pelo disco justamente porque dois disc jóqueis (Melvin Lindsay e Jack Schuler) formaram um programa com esse nome pela rádio WHUR.
O podcaster segue esse formato com uma curadoria própria e sofisticada, que inclui Smokey Robinson (óbvio), Marvin Gaye, Sade, The Commodores, Curtis Mayfield, George Benson, Anita Baker, Luther Vandross, Earth, Wind and Fire, Grover Washington Jr, Wes Montgomery, Bill Withers e por aí vai. A maioria eu toco, alguns eu só cito e outros eu canto (rsrs), não dá pra tocar tudo. Mas esse é o programa com mais aproveitamento de som até aqui. Aliás, se você curtir a trilha, fizemos uma playlist com todas as músicas. Só clicar aqui.
Aperta o play!
Músicas
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Roteiro e apresentação: Pedro Schwarcz
Direção: Newman Costa
Edição: Felipe Caldo
Redação: Luiz Fujita e Paulo Borgia
Arte: CRIO.LAH
João Donato foi um dos maiores gênios da nossa música. Começou ainda no período formador da Bossa Nova e sendo um dos personagens da própria cena, mas mesmo assim nunca se pensou parte do movimento, desde o começo Donato misturava muitos estilos e ritmos regionais variados. Se tinha o samba, jazz, bossa, samba-canção, tinha também, choro, forró, baião. Não é por acaso que Donato primeiro de tudo foi um acordeonista, depois pianista e multi-intstrumentista.
João viaja pros Eua nos anos 60 e entra em contato com o jazz latino de Mongo Santamria, Carl Tjader, Joohny Martines, Tito Puente, volta pro Brasil e grava dois discos de bossa com seu trio. Bossa, mas com esses ingredientes calientes caribenhos, “Muito à vontade” e “A bossa muito moderna de João Donato”. Depois volta pros Eua e toca com Bud Shank, Herbie Mann, Ron Carter, Eumir Deodato, Rosinha Valencia. Volta pro Brasil nos em 72, dois anos depois de gravar o disco fusion psicodélico “A bad Donato” nos EUA ainda, e grava “Quem é Quem” e “Lugar Comum”, e é principalmente desse disco que vamos falar.
Nessa fase, principalmente em “Lugar Comum”, João entra forte em um universo afro brasileiro, de ancestralidade e ritmos africanos. Tudo isso junto com bossa, funk, baião e etc. Isso tudo se deve muito ao fato de Gilberto Gil ser parceiro da maioria das composições . Nessa época João se antenou com o pós-tropicalismo e foi tocar e arranjar, compor com os Baianos Caetano e Gil. O disco Cantar da Gal é arranjado inteiro por João, mas a gente fala principalmente aqui de
“Lugar Comum”, de 1975.
Bora lá, aperta o play!
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Curiosidades e análises sobre som feitas por um não músico. Eu sou Pedro Schwarcz, um completo louco. Produção: Baioque Conteúdo | Roteiro e apresentação: Pedro Schwarcz | Direção: Newman Costa |…