Desde sua formação internacional em Haia até os palcos globais, o pianista sardo traça um panorama de sua carreira de vinte e cinco anos, que abrange o ensino, colaborações de prestígio e uma busca constante por uma improvisação mais livre.
Alessandro Di Liberto Ele representa uma das figuras mais multifacetadas do cenário musical da ilha e do país. Sua aventura começou longe de casa, numa época em que estudar jazz na Itália não oferecia as mesmas oportunidades de hoje. Em 1990, decidiu partir para a Holanda, matriculando-se no prestigiado Conservatório Real de Haia. Sob a orientação do maestro Rob Van Kreeveld, Di Liberto construiu as bases técnicas e teóricas que moldariam seu retorno à Sardenha em 1999.
Durante esse período, o músico sentiu a necessidade de preencher uma lacuna de informação, organizando seminários pioneiros em Cagliari. Essa paixão pela divulgação o levou a se tornar um pilar da educação, lecionando nos conservatórios de Cagliari e Bari, além de colaborar por nove anos com Paolo Fresu em Nuoro.
Ensinar como uma constante atualização criativa
Para o pianista, o ensino não é uma missão separada da performance. Pelo contrário, Alessandro Di Liberto Ele encara sua atividade concertística como um curso de atualização constante. A chama de sua paixão se mantém acesa justamente por meio de apresentações ao vivo, que lhe permitem transmitir informações aos seus alunos com a energia necessária.
Na visão dele, um bom professor precisa necessariamente interagir com o palco para crescer como artista e fomentar a criatividade. Esse diálogo constante entre teoria e prática enriquece tanto sua atuação como intérprete quanto como professor, pois para Alessandro, não é apenas o que se ensina que importa, mas também como e em que medida se transmite paixão.
experiências internacionais
No início dos anos 2000, a falta de estudos especializados na Sardenha impulsionou Alessandro Di Liberto mudar-se para Milão e Amsterdã. Isso levou a obras como "Tonalità Naturali" e "Clima di un'estate", gravadas com nomes como Emanuele Cisi e Hein Van De Geyn, entre outros. A necessidade de trabalhar com engenheiros de som de ponta e instalações técnicas de última geração sempre foi uma prioridade.
Em 2014, sua carreira alcançou o mercado americano com o álbum "Four Jazz Suites", lançado pela gravadora Art of Life, no qual colaborou com o saxofonista Rosario Giuliani, definido pelo próprio Diliberto como um dos mais importantes saxofonistas da cena europeia, possibilitando novos e inesperados cenários no desenvolvimento do álbum, graças à sua versatilidade.
Identidade sarda e projeção nos palcos globais
Apesar das colaborações com lendas como Peter Erskine e Joe Locke, o artista mantém uma ligação visceral com sua terra natal. Sendo sardo, por exemplo, Alessandro Di LibertoPossuir uma teimosia positiva e uma singularidade musical interior significa possuir uma teimosia positiva. Sua condição de insular, muitas vezes vista como uma desvantagem geográfica, torna-se uma força e uma marca distintiva. Quando se apresenta no exterior, leva consigo o "porto seguro" que é a Sardenha. Essa peculiaridade, acostumada a lutar contra limitações geográficas, permite-lhe estudar qualquer cultura musical internacional, tornando-a sua, enriquecendo-a com as influências de sua ilha natal.
O futuro rumo à improvisação total
Olhando para o presente, o artista reflete sobre sua evolução através de sua obra mais recente, "Punti Di Vista". Enquanto no passado suas composições eram "enquadradas" em arranjos definidos, hoje a direção é de absoluta liberdade.. Alessandro Di Liberto Ele aspira à improvisação total, inspirando-se na obra de Keith Jarrett. O objetivo é abandonar fórmulas excessivamente elaboradas e dar espaço à inspiração do momento. Só assim é possível criar momentos musicais efêmeros e irrepetíveis, guiados por uma anarquia controlada pela criatividade do artista.