O Brasil tem a 3ª maior população prisional do mundo, com mais de 800 mil pessoas privadas de liberdade. O sistema carcerário do país é superlotado, com um déficit de mais de 200 mil vagas e mais de 40% de presos provisórios. Num contexto de pandemia, em que as principais determinações das autoridades de saúde são evitar aglomerações e lavar as mãos com água, sabão ou álcool gel, pensar nesses métodos de prevenção parece impossível diante de celas superlotadas e de uma população que já tem que conviver em um ambiente insalubre, onde a chance de se contrair tuberculose, por exemplo, é 35 vezes maior no cárcere do que fora dele. Para falar sobre os impactos do covid-19 nas prisões e as medidas tomadas (ou não) pelas autoridades para conter a disseminação, o Vire a Chave recebe hoje Janaína Penalva, da Faculdade de Direito da UnB, a jornalista do UOL Maria Carolina Trevisan, e a advogada e integrante da Frente Estadual pelo Desencarceramento de São Paulo, Viviane Balbuglio.