
Sign up to save your podcasts
Or


Duas pessoas podem ler exatamente o mesmo livro e viver experiências completamente diferentes. Mas será que isso significa que alguma delas compreendeu a história de forma errada?
No episódio #100, que celebra também os dois anos do podcast, parto de um estudo recente sobre as diferentes dimensões da imaginação durante a leitura para refletir sobre a subjetividade das nossas experiências, a construção de significados e a forma como interpretamos o mundo.
Entre livros, memórias, emoções e convicções, partilho também algumas reflexões sobre estes dois anos de podcast, sobre os limites da exposição pessoal e sobre o paradoxo de ter encontrado na escrita e na voz um espaço de expressão durante um período em que tantas vezes me senti silenciada.
Porque ler, escutar e compreender o outro exige reconhecer que nem todos experimentamos o mundo da mesma maneira. E talvez seja precisamente por isso que precisamos tanto de diálogo, empatia e liberdade.
Um episódio sobre o que as palavras despertam em nós, sobre a importância de sermos ouvidos e sobre a necessidade de preservar o direito de continuar a pensar, discordar e escolher.
Comecei a ver Vision Quest, da Marvel, e acabei numa crise filosófica sobre identidade, memória e tudo aquilo que nos transforma ao longo da vida.
Do paradoxo do Barco de Teseu às ideias de John Locke, David Hume e Heráclito, neste episódio reflito sobre o que permanece em nós quando mudamos quase tudo: o corpo, as crenças, os amores, as prioridades e até a maneira como nos reconhecemos.
Falo também sobre luto, sobre as versões de nós que deixamos pelo caminho e sobre o que significa amar alguém que está em constante transformação.
Afinal, quantas partes de nós podemos perder ou substituir antes de deixarmos de ser quem somos?
E se, no fim das contas, não formos o barco nem as suas peças, mas a própria viagem?
Uma música de Jurassic Park, um chocolate da Turma da Mônica, uma tarde no fliperama ou o som de um telefone fixo. Às vezes, basta um detalhe para abrir uma porta para os anos 90 e para a menina que fui no Rio de Janeiro.
Entre parques de diversão, videogames, fitas cassete, cartas de amor e tardes que pareciam infinitas, revisito uma década que marcou não apenas a minha infância e adolescência, mas também a maneira como aprendi a estar no mundo.
Uma viagem pela memória, pelo tempo e pela liberdade de viver antes de aprender a erguer muros. Porque talvez a maior saudade não seja das coisas que desapareceram, mas de uma forma de sentir a vida que já não conseguimos recuperar inteiramente.
Em Jenny of Oldstones, o passado não desaparece: ele continua dançando dentro do presente. Neste episódio, parto de um trecho da canção para pensar sobre memória, nostalgia e esses lugares interiores onde continuamos convivendo com pessoas, e versões de nós mesmos, e tempos que já passaram.
Será que estamos nos tornando pessoas piores — ou apenas mais confortáveis em agir mal?
Neste episódio, parto de uma frase encontrada por acaso nas redes sociais para pensar sobre a normalização da crueldade: a grosseria disfarçada de sinceridade, o ghosting chamado de autocuidado, o egoísmo que ganha outros nomes, a dificuldade de pedir desculpas, assumir responsabilidades e simplesmente tentar compreender o outro antes de julgá-lo.
Mas talvez a pergunta mais incômoda não seja por que algumas pessoas se sentem tão confortáveis sendo terríveis. Talvez seja quanto poder damos a elas para definir quem somos, quanto valemos e até o quanto podemos ser felizes.
Entre redes sociais, influência cultural, limites, respeito, luto, terapia e responsabilidade pessoal, uma reflexão sobre um mundo que às vezes parece brutal demais… e sobre o que ainda podemos escolher não entregar a ele.
O que O Sexto Sentido e Silo podem ter em comum?*
Neste episódio, parto de dois universos completamente diferentes para falar sobre uma coisa que me fascina em algumas histórias: quando a grande revelação não muda a realidade - muda a forma como interpretamos tudo aquilo que já estava diante dos nossos olhos.
De Bruce Willis tentando abrir uma porta sem enxergar a mesa que a bloqueia aos habitantes de um Silo que só conseguem compreender o mundo através das informações que lhes foram permitidas, eu me pergunto: quanto da nossa própria realidade interpretamos a partir das premissas que já decidimos serem verdade?
Um episódio sobre modelos mentais e verdades desconfortáveis ao descobrir que talvez existam portas que não se abrem por conta das mesas à frente que ainda não conseguimos enxergar.
*Contém spoilers.
Quanto do que chamamos de crítica é análise e quanto é só a arrogância de achar que a nossa experiência deveria valer para todo mundo?
Neste episódio, falo sobre livros de uma estrela, filmes ruins que amo, críticas que me arrependo de ter escrito e obras que ficaram comigo justamente pelos elementos que escolhi enxergar. De Waterworld a Jupiter Ascending, passando pelo Fantasma da Ópera e até Crepúsculo, uma conversa sobre gosto, memória, tempo e a responsabilidade que existe quando transformamos nossa experiência com a arte em recomendação para os outros.
Você pode não gostar. Pode criticar. Pode dar uma estrela. Só talvez não devesse decidir pelo outro o que merece — ou não — ser vivido.
Um conto perdido, uma tartaruga que nunca conseguia atravessar a estrada e uma pergunta que me acompanha desde os 17 anos: até que ponto aquilo que nos protege também nos impede de viver?
Neste episódio, falo sobre os cascos que carregamos, a coragem de deixá-los para trás e a escrita como uma forma de atravessar a rua sem proteção.
Duas semanas numa casa meio caótica no interior da Escócia, entre cercas por pintar, madeira por cortar, colinas, vacas, ovelhas, estranhos que se tornam companhia e conversas que talvez só sejam possíveis justamente porque não prometem durar.
Neste episódio, falo sobre a minha experiência fazendo voluntariado em Peebles e sobre o que encontrei quando fui até lá com um objetivo aparentemente simples: parar. Falo de trabalho manual, convivência, viagens sem checklist, encontros passageiros, natureza, luto e da estranha sensação de finalmente sentir o tempo passar.
E falo também de um túnel completamente escuro no meio de uma floresta, onde caminhei sem conseguir enxergar absolutamente nada — e que acabou se tornando uma metáfora bastante precisa para este momento da minha vida.
Talvez coragem seja um pouco isso: continuar andando mesmo quando a gente não consegue ver o caminho.
Quando foi a última vez que você gargalhou de verdade? Daquelas risadas que fazem faltar o ar, doer a barriga e esquecer, por alguns segundos, todas as preocupações.
Neste episódio, uma conversa sobre crianças, amizade, vulnerabilidade e o que acontece com o nosso corpo quando rimos leva a uma pergunta maior: em que momento os adultos deixaram de se permitir o ridículo?
Talvez a gargalhada não seja apenas uma reação ao humor, mas um pequeno reencontro com a liberdade que tínhamos quando ainda não nos preocupávamos tanto com o olhar dos outros.
From the publisher's feed