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VOCÊ É QUEM ACREDITA SER?


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Olá!

Como vai você? Tudo bem? Espero que sim! Tanto que mais uma vez aqui estou para te convidar a ir mais à fundo nessa compreensão sobre como anda a vida do lado de dentro do seu ser.

Autoconhecimento e autopercepção são irmãos quase gêmeos, quaseeeeeee…… porque cada um tem sua própria função quando falamos de inteligência emocional.

A autopercepção é como olhar no espelho, eu facilmente posso me ver. Creio que percebo meus sentimentos, expresso meus valores, comunico o que penso, defendo meu ponto de vista, sei no que sou bom ou falho, me aprovo ou desaprovo…. e quando desaprovo mudo a partir do que acredito ser necessário.

Autoconhecimento é algo mais profundo. Com ele, posso ir além da minha percepção ao espelho. Aprendo a olhar o que ninguém vê contemplando o aparente. Com ele, acesso o porque sinto e como sinto. Descubro as raízes dos meus pensamentos, se eles são bem fundamentados e, ainda mais importante, onde está baseada a minha identidade.

Dito isso, a pergunta de hoje é:

Será que sou quem me acostumei ver através do espelho?

Será que sou quem as pessoas veem ao me olhar, sem terem a menor noção do preço que pago, das dúvidas que tenho, da insegurança que carrego… que me confundem sobre o meu próprio valor e cobram seu preço sobre como me vejo?

ENXERGO REALMENTE QUEM SOU AO ME OLHAR NO ESPELHO?

A imensa maioria de nós, precisa compreender a diferença entre percepção e conhecimento próprio. A imensa maioria, também precisa querer, verdadeiramente, encontrar-se consigo mesma. Generalizo pois poucos, realmente, querem se conhecer em profundidade.

Seguindo essa lógica, temos muitas pessoas passando por cima de si mesmas e atuando em modo sobrevivência para lidar com suas questões mais profundas e desafiadoras. Meio que a gente, com a melhor das intenções, ao ir seguindo nesse ritmo, se perde, se acha… se perde, se acha de novo… se acomoda como dá e a vida vai passando enquanto isso.

PENSAMENTOS E EMOÇÕES

Na década de 50, Aaron Beck era um psiquiatra americano que trabalhava na Universidade da Pensilvania. Ao tratar pacientes de depressão, percebeu que muitos deles tinham pensamentos negativos recorrentes. Ainda que a medicação utilizada fosse eficiente quanto aos sintomas apresentados, à medida que eles continuavam a pensar negativamente sobre si, continuavam a ter dificuldades em lidar com suas emoções. Partindo desse princípio, Aaron Beck desenvolveu a Terapia Cognitivo Comportamental e passou a nos ensinar como reconhecer e entender o processo cognitivo é parte fundamental da nossa saúde emocional.

Carl Rogers, outro nome de enorme influencia na psicologia, afirmava que as pessoas tem em si mesmas a capacidade de descobrir o que as torna infelizes e realizar mudanças eficientes a seu próprio respeito.

Enquanto isso, agora, em 2026, quando me deparo com o conceito de autoaceitação utilizado em redes sociais e veículos de comunicação, é fácil ver como as pessoas tem sérias dificuldades em compreender que “se tenho uma visão equivocada de mim mesma, me autoaceitar, na verdade, é me compreender melhor, reencontrar minha essência e descobrir como reconhecer isso é libertador”.

Sem esse entendimento correto, tendemos a continuar confundindo autopercepção com autoconhecimento. Como bem nos provou Aaron Beck, pensamentos distorcidos moldam como nos vemos, como reagimos e, consequentemente, como nos relacionamos.

Sem entendermos onde estão fundamentados os nossos pensamentos a nosso próprio respeito, tendemos a acreditar que emoções, sensações, contextos e narrativas definam quem somos. E isso afeta diretamente a nossa saúde emocional, influenciado fortemente nossa satisfação e percepção de felicidade.

COMO PODEMOS NOS RECONHECER

Como podemos reconhecer quem somos de verdade? Ou, porque, algumas coisas que não sabemos nem nominar nos incomodam tanto? Nosso comportamento recorrente reflete mais sobre quem somos, do que nossa própria autoimagem nos conta.

Pense um pouco e responda:

Que padrão comportamental você repete mesmo sem querer?

Como esse padrão comportamental tem afetado suas relações pessoais e profissionais?

Essas são perguntas incômodas, mas que nos ajudam a mapear questões emocionais que nos afetam e que também influenciarão todos os nossos relacionamentos.

Para entender isso melhor, uma outra forma prática de reconhecermos quem somos é perceber o que nos afeta e como reagimos ao desconforto.

Observe:

O que te irrita? Especialmente em casa, seu ambiente mais íntimo. Normalmente, quando nos irritamos de forma desproporcional ou com pequenas coisas que não fazem muito sentido, isso tende a demonstrar que valores ou feridas estão sendo cutucados e nos fazem entrar em modo de defesa.

O que te faz sentir ameaçado(a) dentro da sua própria casa? Quando algo nos atinge nesse nível e nos faz acionar o nosso modo de defesa, que inseguranças reais isso nos revela?

O que você evita? Conversas, encontros, decisões e posicionamentos que evitamos ou adiamos, geralmente refletem incômodos não resolvidos que nos afetam diretamente. Se nos afetam, precisamos resolver essas pendências emocionais para o nosso próprio bem.

Ao considerar essas perguntas, caso se reconheça nelas, consegue perceber algum padrão comportamental que se repete?

Se sim, continue e responda para si mesmo:

Consigo definir, nominar, o que sinto diante dessas situações?

Minhas reações acontecem de forma automática? O que isso me revela sobre meus pensamentos nesses momentos?

O que faço e como me sinto em seguida?

São respostas bem pessoais. Ao refletir e respondê-las com apuro e honestidade, você já esta se autoconhecendo melhor.

DÁ PARA SER FELIZ SEM SABER, DE FATO, QUEM SE É E SEM VENCER NOSSAS DORES MAIS PROFUNDAS?

Quando temos medo das respostas que podemos encontrar ao nos olhar além do espelho, tendemos a multiplicar um legado emocional machucado, corrompido, e, que será levado adiante ainda que a gente nem perceba. Pois, à medida que vamos sobrevivendo as nossas dores e traumas - e todos nós já vivemos algum tipo de experiência que deixou marcas e feridas abertas - vamos aceitando que a vida é assim mesmo, que felicidade é algo que podemos adquirir, quando na verdade, não há dinheiro, nem fama, nem sucesso no mundo que possam curar nossas feridas ou insatisfações profundas.

QUEM É VOCÊ?

Como podemos perceber, quando alguém não se autoconhece, tende a manter dores escondidas e narrativas convincentes que dominam suas emoções e limitam sua autopercepção.

Então, atenção!

Emoções não definem identidade. Emoções expressam sentimentos. Sentimentos podem esconder dores, que, até mesmo diante de uma simples discordância, geram desde sensações de insegurança até reações descabidas que demonstram claramente o que chamamos de instabilidade emocional.

E é comum acreditarmos que instabilidade emocional é algo mais absurdo do que realmente é. Na prática, sabe aquele “temperamento difícil” que afeta a todos e deixa o clima tenso em casa? Aquele que acontece de forma repetitiva, gerando tensões e conflitos constantes já é um alerta que merece nossa atenção.

Tenha em mente que emoções desreguladas geram reações exageradas. Reações exageradas não podem ser ignoradas.

Este é um dos problemas que mais afetam relações familiares no mundo, porque a instabilidade emocional de um afeta diretamente os sentimentos e a forma como o outro se vê e se percebe. Quando uma pessoa vive em instabilidade emocional, ela desregula o ambiente fazendo com que todos à sua volta possam a ser afetados.

EU, VOCÊ E TODO MUNDO

Saber reconhecer quem somos é um desafio para todos nós. Nosso cérebro tende a editar a forma como nos vemos para sermos de acordo com o contexto, a realidade ou o ambiente que desejamos ser parte.

Em tempos onde consumimos conteúdos que nos levam a um comparativo de sucesso constante com a vida do outro, ainda que não percebamos, para boa parte da sociedade está cada vez mais difícil ser feliz quando a ostentação da aparente felicidade alheia está diariamente batendo à porta.

Portanto, sem investirmos em autoconhecimento será difícil reconhecermos quem somos. Sem termos clareza da nossa identidade, não reconheceremos nossas necessidades mais profundas, nem compreenderemos a influência das narrativas que tem causado enormes danos à nossa saúde emocional e das nossas famílias.

Sem adultos emocionalmente saudáveis e felizes em serem quem são, não há como termos crianças e adolescentes saudáveis e conscientes dos seus reais valores.

POR FIM,

Esse é um assunto muito sério e essa news tem como propósito ajudar você a cuidar bem da sua saúde emocional e multiplicá-la para sua família e entorno.

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Por hoje, eu fico por aqui!

Nos vemos em breve!

Até lá!



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