Yoga Contemporâneo

Yoga Contemporâneo

By Dr. Roberto SimõesSociety & Culture
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Yoga Contemporâneo episodes

  • Yoga Malandro: um "sul" aos novos yogins
    O malandro é uma personagem muito conhecida na cultura brasileira. Quase sempre anda no fio da navalha, entre o desonesto que se aproveita da ingenuidade alheia e a sapiência e vivacidade de quem aprendeu a viver uma vida que valha a pena, inventor de sua própria ética, que não a hegemônica. A própria etimologia da palavra malandro acompanha um "viver de um jeito outro". Malandre, palavra de origem francesa, designa o nome de uma sarna que acomete as juntas de cavalos, modificando o andar "correto" do animal. Há ainda o termo malandria, do latim vulgar, que refere a negro (do grego melas), pois é a cor da pele de doentes com hanseníase, afastados do convívio social. Todos estes, entrementes, se referem ao não trabalho, o ócio e, mais do que isso, de outras maneiras de "ganhar a vida", um "mal andar" ou "mau jeito", uma vida não-convencional (ver DaMatta 1997, posição 2408).
    A expressão se incorpora ao contexto brasileiro, sobretudo, no período mais disciplinador da política populista, durante o governo do Presidente Getúlio Vargas (entre os anos de 1930-40), quando institui novas leis trabalhistas num Brasil em franco desenvolvimento de sua fase agrária, predominante, para a industrial. Segundo Dantas (2003), a malandragem pode ser associada ao caráter mestiço do brasileiro e a sua "debilidade" e "repulsa" ao "espírito moderno" do trabalho: "todo malandro é um mestiço que não quer trabalhar". Do mesmo modo como a personagem caricatural do indígena (e o próprio latino-americano em si) em filmes hollywoodianos são, "malandramente", preguiçosos e alheios à ética da prosperidade. O malandro habita o ethos limiar dessa lógica industrial e produtiva do explorador-explorado, que se consagra em sua ambivalência, entre os sambistas pretos e marginalizados dos morros cariocas, sobretudo a partir da clássica Ópera do Malandro (1978), do artista brasileiro Chico Buarque, peça ambientada nos anos de 1940. O malandro se pergunta: "se quem trabalha é quem tem razão, porque então vive sempre pobre (como eu) mesmo se matando de trabalhar?". O malandro é um questionador, cético e crítico à norma vigente.
    A malandragem, portanto, desarticula a lógica ordenadora de corpos sociais, mais do que promotores da desordem, inventam novos jeitos de viver. Eles representam linhas-de-fuga possíveis frente à alienação de uma posta organização exterior de uma vida social, política e espiritual normativa (Deleuze & Guatarri 1995, p.16). O malandro é um artista, como consagrado na personagem dos sambistas periféricos, favelados, pobres e sem perspectiva de ascensão social; por isso buscam levar uma sua vida "sem se matar de trabalhar", vivendo da poesia, da música e de pequenos "bicos", mas sem se fixar numa "carreira profissional promissora". Aprendem a interpretar a dura realidade dos que estão à margem da sociedade. Essa postura malandra, de um viver nomádico, logo ficou associada a vadiagem, homens e mulheres sem caráter, todos os que mantém uma postura subversiva da promessa de ascensão social pelo trabalho, consumismo e meritocracia. É aquele indivíduo (não sujeitado) à espreita das engrenagens que movimentam as classes sociais, porém, ao invés de resignar-se a norma estabelecida, inventa outros modos de vida possível - sem infringir as leis, pois esse não é malandro, mas desonesto.
    11 min
  • Yoga Bija| O Germe do Yoga
    Os assuntos abordados por aqui podem parecer estranhos, espinhosos e, aparentemente, desconexos com o "mundo (des)encantado" dos yogas mais "legitimados". É sobre isso…
    Há muitas "estórias" sobre a história do yoga. Yoga é Malandro, pois desviante. Ninguém consegue puxar o fio 🧶 do Yoga.
    Por ex, sem entender o nascimento da organização social capitalista (e sua linha-de-fuga mais recente, o neoliberalismo), não conseguiremos romper a bolha paradigmática hegemônica que os yogins brasileiros (e da gringa) orbitam.
    Há uma dupla sedentária que andam de mãos dadas: os conservadores-paranóicos e os capitalistas-neuróticos.
    Estes (são categorias e não indivíduos, saca?) se retroalimentam da polaridade obtusa(nte) de qual é + yoga do q outro. Os paranoicos (e veja que não é qq conservador, mas me refiro ao paranoico) disputam suas legitimidades (que até os anos 60-70 era de domínio exclusivo deles) com os capitalistas-neuróticos. Estes (todos nocivos), se pensam hoje em dia, como "naturais por natureza".
    Os neuróticos, crescem sob a égide da "teologia" que kaivalya virá de forma espontânea, sem a intermediação de qualquer ordem institucional, mas de um esforço e mérito pessoal e individualista, aumentando o narcisismo e a competitividade entre os yogas e yogins.
    Os conservadores-paranoicos, por seu lado, acreditam na hierarquia e força de suas "tradições" como garantidoras de uma "ordem" ancestral como único meio de ascensão espiritual yoguica.
    Sim, é possível traçar novas matizes yoguicas que se entrecruzam.
    Um exemplo é o Mindfulness, uma prática budista inventada durante a guerra do Vietnã, tanto para os comunistas vietnamitas quanto aos “soldados do bem” norte-americanos, enviados para lá para acabar com o “mal vermelho”, foi, em poucas décadas, desterritorializada de sua função desalienante (fim de avidya, como todos os yogas) para “terapia de amenização de mal-estar”.
    Yoga Bija é um texto do séc.XIV da tradição yoguica Natha, escrito por Goraksanath. Essa é a tradução em espanhol do colega Adrian Muñoz, disponível em https://estudiosdeasiayafrica.colmex.mx/index.php/eaa/article/view/2070
    39 min
  • Yoga Da Diferença
    Há, entre a indiferença e a repetição, o diferente. Uns fazem-yoga e outres q flores-yogin. Buscar seu yoga, não é descobrir um novo nicho de mercado, mas yogar como obra de arte.
    O saber do yogin não vem do mercador replicante ou do indiferente, ambos não sabem provocar o q distingue. Há q remexer o fundo q sobe à superfície “sem deixar de ser fundo”. Na emersão forma, enqto imersos, agem na alma das gentes.
    Iyengar Yoga é a forma q o homem Iyengar e suas circunstâncias deram à sua força de fundo. Assim como a Yogaterapia-Hermógenes e a Restaurativa e o Sarra, às mulheres Miila e Tainá. E com vc?
    Yogas Indeterminados, são espontaneístas; Yogas Determinados, idealistas. Yogar na Diferença, causa espanto, pois surge do fundo, desformado, ainda sedentário; por isso mesmo precisa ser representado (nunca interpretado).
    Há então, q se aprender a mediar o yoga diferente q emerge do seu fundo disforme para (re)presentá-lo. É um processo longo e gradual. É sobre viveka do q falamos: discernir sem forma q surge das imersões em si e suas circunstâncias. Pensemos em viveka como uma linha abstrata q emerge do fundo, o q passava desa|percebida|mente.
    A cada samadhi um possível viveka. Essa diferença q passa indiferente. Mas, e o q fica? É preciso uma identidade a {isso}, indeterminado. Analisemos relações q farão surgir o|posições no interior do processo, até q semelhanças do objeto de imersão e o q emergiu do fundo, determinem novos conceitos - ganhando vida.
    Aquele {isso}, agora {aquilo}. A cada imersão yoguica o novo surge. Os antigos alquimistas com os instrumentos yoguicos transformando mercúrio em ouro, sabiam “fazer a diferença”.
    O invisível mediatizado torna-se vivível com Yoga. Qual? O seu ora bolas, qual outro? Yogins cozidos mediando o sutil| despercebido, inventam jeitos| formas. Seria isso a abertura do tal terceiro olho 👁 q tudo vê?
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    Inspiração: Gilles Deleuze. Diferença e repetição.
    35 min
  • A Tradição Capitalista do Yoga
    É engraçado como minha geração lutou pela hegemonia da subjetivação indiana em suas vidas. Todos se esforçaram por parecerem indianos, sobretudo, hinduístas. Fugiam do Brasil?
    A geração posterior, herdou os matizes conservadoras, mas se associaram ao capital. Estão tds buscando ainda a “tradição” perfeita, original e modelar, em simultâneo, em q refinam isso com mkt neoliberal. Sedentários de alma “ancestral”.
    Os novos yogins BR, ainda não conseguiram escapar da estirpe servil q marcou a minha época. O que é curioso, a mim ao menos, é saber q o yoga ganhou espaço entre brasileiros nos anos 70, justamente qdo a Tropicália debochava de td pedantismo dos “artistas clássicos” no BR, como cafonas e antiquados.
    Lembre-se q houve a marcha contra a guitarra elétrica em Sampa, liderada por Elis Regina e outros representantes da MPB “de vdd”. Caetano, Gil e Jorge Ben, entrementes, nunca desejaram aniquilar Elis e cia., mas “comê-los” com farofa e o q viesse.
    No yoga BR hj essa “cafonice” ideológica e estética de latino-americanos buscando parecer Yogins Originais Indianos, reina tanto qto era absoluta a ctz da MPB fte aos tropicalistas ou do Rock de Lobão e Roger do Ultraje aos sertanejos e cantores bregas do Brasil - vc lembra disso?
    Sabe identificar hj a Elis, o Lobão e o Roger do Yoga “Tradicional” no BR? E qm são os “tropicalistas” do yoga BR? Eles já nasceram?
    Veja bem, meu grito aqui não está em absoluto aos tradicionalistas deixarem de existir. Assim como amo a obra de Elis, adoro beber no antigo, mas novos desejos pedem passagem ao yoga, do mesmo modo q a teologia da libertação exigiu isso da tradição católica.
    Há mais yoga do que a vã “elite yoguica BR” pensa existir. E não adianta brigar contra o YS de Patanjali e adotar outra oligarquia filosófica de vida yoguica, há de se abrir novas frentes e com isso, ampliar os matizes possíveis de se yogar para além da Índia.
    Acreditem, o {yoga profundo} continua se movendo apesar de…
    25 min
  • Amor Fati
    Amor Fati
    E aí o encontro infeliz acontece. Falta de potência, cansaço e des-animo, td sem alma. Ninguém escapa a isso. O mundo é tão gde e diverso q há momentos que esbarramos em corpos que não compõem com o nosso: uma frase mal-dita, um olhar atravessado, às vezes nós e outros {se passam}, atravessam de tal forma nossas formas e conteúdos que, por estrias|marcas|traumas da vida vivida, nos re-conduzem à {habitus} comporta|MENTAIS - corpo e mente q nos desPRANAM.
    É tiozão, tu achas que Seu Dada vazou do Tibete a pé pelos Himalaias e Seu Titi do Vietnã, sorrindo?
    E tu achas q Yogar|Meditar vai ALISAR essas estrias|marcas {desapranizantes} dos sulcos q nos demarcam infelizes? Não, definitivamente não é a práxis yoguica|meditativa diária e constante que irá remover traumas.
    Esses sulcos que deságuam no mar revolto de pensamentos e ações dos maus encontros não cessam pelo simples ato de utilizarmos algumas técnicas combinadas - asanas, mantras, kriyas, mudras e pranayamas. Yoga é aliado e não messias.
    Estabelecemos um pacto de aliança com yogas para, no máximo alcançar um tiquinho de Viveka:
    (1) Identificar maus encontros e seus sintomas;
    (2) Manter-nos à espreita e alerta aos sinais do item 1;
    (3) Estabelecer linhas-de-fuga das estriações que insistem em nos reconduzir a despranizações.
    Não tente sozinhe resolver essas paradas sendo um {gestor de si-mesmo}. Adquira o habitus da vida comunal pra pensar sua singularidade, construindo alteridade na fuga de organizações pré-prontas.
    Yogar é processo, sempre lento e gradual.
    Sua arma é uma lima muito fina. A série chega irada, com swell massa, o tempo da onda perfeito, mas o mar tá crowdiado: é um zilhão de {pinguins} remando na sua direção - e tem sempre aquele boi louco de Sup vindo da costa da África gritando: aeee aeeee aeeee.
    Tu cedes a passagem, e aguarda a outra; busca se reposicionar para um próximo bom encontro, ou não. A maré pode encher e {engordar} a onda, vento vira de sul. Mil platôs tiozão.
    Mas aí, você ouve um brou gritar uhuuuu! Tinha “a” série chegando num outro pico do Matadeiro, abriu uma valinha nova. Tudo em devir. Good waves hermane! Vida que segue.
    4 min
  • ExalTamas
    Há qm viva yoga como meio de relaxamento, arrefecimento de sintomas. Não suPORTAM Indis-Posições: angústias, depressão, ansiedade são {toxinas} a serem eliminadas com medo de alastrarem-se e derrubarem seus frágeis corpos.
    E há os que vivem seus yogas como meio de escuta corporal. Filosofam fisiologicamente. Suas práxis yoguicas se alimentam dos sintomas. É uma questão paradigmática, de estar embebido de uma perspectiva positiva ou negativa.
    Nenhum é mais yoga do q outro. Cada um opera para fins de polaridade específicas. Eles se diferenciam pelo tempo de cozimento.
    Os primeiros, negativos, devem o qto antes extirpar corpos estranhos, diferentes. Demoram-se menos. Se dedicam, ademais, à filosofia do bem-estar; vivem e praticam para o dia. São imediatos, solares, rajasicos. Fritam, não cozem. Mas não deixam de ser yogiNIs por suas velocidades e acelerações.
    Os segundos, os positivos, são lentos. Cozinham em banho-maria seus corpos. Fogo brando. Eles se dedicam à filosofia da inquietação; vivem e praticam para a noite. Há sempre uma mediação, são lunares, tamasicos. Derretem, não fritam. São yogiNIs envoltos em desacelarações, lentidões, {devagaram-se}.
    O relaxamento habita tds corpos yoguicos, não se engane. Mas são úteis, seja na produção de quem são (positivos e lentos, devir ♾ ) ou do que não podem deixar de ser (negativos e acelerados, escassez ♾).
    Todo meu empenho aqui não é o confronto destrutivo, mas da reflexão crítica a td forma de pedantismo.
    Tu é yogiNI, mesmo despossuído de qq matriz indiana. Se o seu yoga potencializa, empodera ou entristece é uma questão para além do bem e do mal. Reside na arte dos encontros e não da moralidade.
    Yoga é pagão.
    4 min
  • Espreitando-se por Entre
    Qq tentativa de mapeamento das tribos yoguicas BR, sem considerar o “jeito” q o capital neoliberal organiza seus corpos, será sempre insuficiente.
    Há {estilos de vida} Yoga convivendo com outros dentro de subcampo espiritual brasileiro. E essas populações yoguicas BR só existem, pois outros {estilos de vida espirituais}, muito mais antigos, permitem yogiNIs viverem entre eles.
    O conceito de {liberdade}, portanto, diverge, pois cartografias yoguicas outras foram inventadas.
    O samadhi peruano não é o inglês. Kaivalya em Matsyendra diverge de Iyengar, q pode não ser nem o q Patox pensou o q Vyasa escreveu.
    O {jeito} brasileiro de viver Yoga, obviamente, está atravessado por signos espirituais brasileiros. O início foi construído em meio esotérico, depois com a {mesa branca} espírita kardecista, e hj em dia assistimos a umbanda, o funk carioca, as ciências psi e religiões ayahuasqueiras, dentre outras, encantarem corpos outros tb. Esse caldeirão vem produzindo vetores e fugas bem originais.
    O gde jogo é resistir e lutar contra a hegemonia de um dos povos sobre os outros: (1) conservadores-sedentários-paranóicos, (2) capitalísticos-sedentários-neuróticos e (3) nômades-selvagens são jeitos de yogar singulares e comunais.
    O {jeito 1} acredita na metafísica da liberdade: ela é transcendente. Vive da esperança.
    O {jeito 2} crê a liberdade como mérito. Yoga é uma {peregrinação} calçada pela escassez.
    O {jeito 3} vive liberdade na imanência. Todo seu esforço é o dos {encontros}: Sê pleno, cessa a vida peregrina ou buscadora.
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    Estas tribos coexistem hj. A mais antiga delas, são as populações nômades e selvagens. É (e sempre será) de suas sedentarizações q as org.institucionais yoguicas (ou “tradições”) nascem.
    Em td carne conservadora corre sangue nomádico e selvagem.
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    4 min
  • O Drop
    É tudo sobre expansão e retração o que há pra se entender sobre meditar|yogar. Todas as técnicas criadas, tradições milenares, portadores de crânios, mulheres consortes, calcanhares no cu, línguas sugando ar… expansão e retração.
    Todos à espera do Drop!
    Primeiro procure um lugar ideal, onde vc possa se esforçar pra não Ser o Eu de agora. Tudo isso que se pensa ser, out!
    (por isso sempre digo que o processo todo é anticapitalista, é de uma inutilidade insuportável ao povo da mercadoria)
    Depois prepare um corpo. Há q se desorganizar antes, pra Ser e voltar a vida. Uma morte anunciada. Amolecimentos. Um suicídio diário e coletivo de tds as populações que lhe habitam. Uma troca de pele. Coração batendo na boca.
    Depois a vida. A expansão ocorre, um mergulho da pedra na cachoeira. O retorno da bateria, do beat.
    O salto… O tempo de voo solo, a virada certa do Dj q reduziu tudo àquele momento. Expansão da pista!
    Os poros que se abrem, a lâmina d’água flechada pelo corpo duro que se expande, agora outro. O espaço de silêncio rompido pelo nada que {somos sendo} agora. Uma longa travessia pro vazio. Aquele ávido desejo por mais vida. Pura potência. A superfície que se expande.
    (Mas vc abre os olhos e nada muda. Só a volta da escuta fina. Uma lima)
    Empinar pipa na praia, jogo de amarelinha, 3-dentro-3-fora, pião, bolas de gude… td estranhamente inútil, igual mas outro. Maha Lila, uma brincadeira cósmica jogada.
    Alguns corrimão outros correm nus. Vai de cada um, e cada corpo uma preparação.
    Mas lá na lâmina da superfície do acontecido: expansões e retrações.
    Sentados, caminhando, correndo, deitados, dançando, todos aguardam o drop. É um jogo de imitação da natureza. Uma busca pela satisfação inútil, mas necessária de continuar criando. Não é lindo estar ciente do maya em que se vive?
    3 min
  • Parabellum
    Alcançar a Paz exige preparar-se para a Guerra, e há uma em curso - silenciosa e nomadizando novos selvagens.
    Os dias contados por aulas dadas sedentarizam: namastê, mantras, saudação ao sol, asanas em pé, sentados, torções, deita, senta pra meditar, dói as costas, a mente agitada, mãos em prece, Om, Namastê e Gratidão. Foto pro insta. Esforçar-se pra sorrir. Descanso atualizando feed’s e organizando o retiro de carnaval, formação em março… responder aos capturados da leadpage.
    Vc está em guerra, perdendo e exausta. A arruda murcha na orelha já não estão dando conta de manter os kriyas em dia. Há um oco q ecoa no tórax.
    Capturade estamos. Não passa mais nada. Sua alternativa tem sido trabalhar pra eles: tatus e anões do yoga.
    Não é contraditório rezar {cittavrttinirodha} enqto passa óleo de cortisol no ajna chackra?
    Essa é mandinga a se quebrar: resgate da escuta de corpos.
    1. Normatizar performances;
    2. Estabelecer autovigilância cte do desempenho;
    3. Aumentar a competitividade.
    Não é + sobre solidariedade, a marca dos antigos yogiNIs desviantes, but about competitiveness!
    Qto + distantes de suas terras, + deusas morrem desanimando corpos, encantando mercadorias.
    MANTRA PARABELO:
    “Há em todo nômade selvagem a marca na pele da sua terra. São nômades, pois se movem; e selvagens, pois não se deixam domesticar (nem pelo capital, nem pelo livro)”.
    E vc aí, parado com mãos em prece, olhos esbugalhados, tremendo frio enqto gritam na sua cara: Lute! Resista! E vc, pagando de {Arjuna-egípcia}.
    Os autoritários se alimentam da sua resignação, impondo interesses, utilidades e satisfações ao yoga que vende. Feitiço da escassez. Plataforma de 🚀. Análise de tráfego. Cadê as experimentações?
    Há que se (re)aprender proteger-se defumando corpos com asanas, pranayamas, kriyas e mantras. Há uma inutilidade em cada yoga.
    YogiNIs nômades selvagens são escutadores de corpos. De tão antigos “o presente não passa de rumores”.
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    Opa meu quirido! Eu q agradeço seu Borges, qdo der passa lá em casa prum pito e cafezin.
    4 min

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Roberto Simões é mestre e doutor em Ciência da Religião pela PUC-SP. Investigou a ressingularização do yoga à luz da ciência biomédica em sua dissertação e o papel dos klesas no yoga brasileiro em sua tese de doutoramento. Saiba mais em www.yogacontemporaneo.com