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By Duarte CalistoSociety & CultureDocumentary
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  • Cafezinho 454 – A tecnologia mata a paciência
    Link para Veroo Cafés é http://veroo.cafe/cafebrasil  Ouvintes do Café Brasil têm 15% de desconto nos primeiros 3 meses de assinatura. Basta acessar o link e aplicar o cupom CAFEBRASIL Eu tenho uma cachorrinha chamada Tessa. Na hora do almoço e do jantar, ela fica ao lado da mesa aguardando alguma sobra que alguém jogará para ela. Quando a guloseima é jogada, ela pega no ar… e engole. Não mastiga, ela não saboreia a comida. Simplesmente engole. Pra ela, comer não é um prazer, comer é encher o estômago. Ela não consegue postergar uma recompensa. Tem de ser aqui e agora. Ela tem pressa, pois precisa garantir a sobrevivência. Às vezes encontro pessoas que são como a Tessa. Não curtem, não saboreiam. Tem que ser aqui e agora. A paciência reconhece que o mundo está repleto de dificuldades, que tem de ser vencidas por cada um individualmente. Já a impaciência é uma espécie de impotência, falta de comando e controle sobre a situação. É um sentimento que gera frustração, levando à procrastinação. E que explicam muito do que temos visto na sociedade. Gente julgando e condenando de forma imediata, dando opinião antes de ter os fatos em mãos… A paciência deu lugar à ambição e à ação. Você já deve ter ouvido falar de pesquisas na internet que apontam que num espaço de 10 segundos, metade das pessoas desistem de assistir vídeos. E quanto mais rápida a conexão da internet, mais cedo eles desistem! A tecnologia está acabando com nossa paciência. Meu, assista logo esse stories aí, porque daqui a pouco ele some. Se impaciência é impotência, a paciência é poder. Poder para vencer a frustração, para ter a perspectiva e calma para refletir e fazer as melhores escolhas na hora certa. Em alguns momentos essa escolha significa abandonar aquela fila para fazer coisas mais importantes. Em outro momento, pode ser ficar na fila e ligar um podcast para dar uma utilidade ao tempo de espera. A vida é curta demais pra gente ficar esperando. Mas não é tão curta que não possamos ser pacientes. A paciência permite obter coisas que seriam impossíveis sem ela.   No Youtube: https://www.youtube.com/watch?v=9wX9F2LeEos   Gostou? De onde veio este, tem muito, mas muito mais. Acesse http://mundocafebrasil.comSee omnystudio.com/listener for privacy information.
    8 min
  • Cafezinho 453 – A força que a esperança tem
    Link para Veroo Cafés é http://veroo.cafe/cafebrasil  Ouvintes do Café Brasil têm 15% de desconto nos primeiros 3 meses de assinatura. Basta acessar o link e aplicar o cupom CAFEBRASIL Em 1996, quando aconteceu uma tragédia no Monte Everest e os alpinistas morreram em meio a uma tempestade, próxima do cume da montanha um caso chamou muito a atenção. O médico Beck Weathers. Beck fez algum tempo uma operação de miopia, quando se subia a grandes altitudes, devido à pressão antes, globo ocular deforma e cirurgia fazia com que as imagens apresentadas na retina perdessem totalmente. O sujeito ficou cego. E foi o que aconteceu com ele por volta dos 8 mil metros de altura. Em meio à tempestade, sem enxergar, Beck acabou desfalecendo, junto com outros alpinistas, à espera da morte por congelamento. Outros alpinistas aconteceram por ele, mas devido a seu estado, não nada mais a ser feito. Beck entrou em coma hipotérmico, a caminho da morte por congelamento. Mas… Em algum momento, de algum lugar no fundo de sua mente, surgiu uma fagulha. Uma pequena faísca que o acordou, e ele, mesmo com membros congelados, conseguiu se levantar e foi cambaleando, por sorte na direção de algumas barracas. Foi visto por alguns alpinistas e empurrado para dentro de uma das barracas, ficando com as costas para o lado de fora. Passou a noite assim, o que bastaria para tê-lo matado pela segunda vez. Na manhã seguinte, as equipes de rescaldo aparecem e ele foi tirado da montanha num helicóptero, em situação desesperada. Beck perdeu o nariz, os dedos das mãos e dos pés. E num processo lento, se recuperou. Hoje é professor e palestrante. Quando foi perguntado sobre a razão de não ter duas propostas, Beck diz que há explicações: a física e espiritual. A física tem a ver com a capacidade das roupas de reter ou calor, mas ela não é suficiente para explicar. A espiritual tem a ver com a lembrança de sua família, que foi suficiente para disparar aquela fagulha que o salvou. Beck Weathers, mesmo em coma, recuperou a esperança. E é essa a força que a esperança tem. Feliz ano novo.   Sem Youtube: https://www.youtube.com/watch?v=jcYNTOAWL_g   Gostou? De onde veio este, tem muito, mas muito mais. Acesse http://mundocafebrasil.comSee omnystudio.com/listener for privacy information.
    8 min
  • Café Brasil 803 - Enquanto houver sol
    E aí? Pronto pro ano novo? Tá complicado, é? Muita pressão, muita incerteza, você não tem certeza de nada ... a luz no fim do túnel parece que é um trem chegando em alta velocidade. Fique esperto. Pode ser que alguém esteja tentando tirar seus horizontes. Acabar com suas esperanças. Pintar um futuro sombrio. Manter você em constante aflição. Não é assim que se entra num ano novo. Link para a promoção Nuvemshop: https://www.nuvemshop.com.br/partners/cafe-brasil?utm_source=podcast&utm_medium=affiliates&utm_campaign=cafe_brasilSee omnystudio.com/listener for privacy information.
    31 min
  • Cafezinho 452 - Vai um cafezinho aí?
    Link para Veroo Cafés é http://veroo.cafe/cafebrasil  Ouvintes do Café Brasil têm 15% de desconto nos primeiros 3 meses de assinatura. Basta acessar o link e aplicar o cupom CAFEBRASIL   Uma vez, quando eu era diretor de Marketing, fiz um evento para os clientes da empresa, contratando uma espécie de sommelier de cachaça. Um profissional da cachaça que fez uma apresentação para todos sobre essa bebida tão presente na cultura brasileira. Nunca me saiu da cabeça a frase que ele disse logo na abertura do evento. - Vocês nunca tomaram cachaça. Como assim? Qual brasileiro nunca experimentou uma cachacinha? Mas ele explicou: "vocês tomaram pinga. Cachaça é outra coisa." Então ele fez uma apresentação maravilhosa mostrando os detalhes de produção, como a bebida era selecionada, qual a parte nobre. E para coroar fez uma sessão de degustação com diversos tipos de cachaça, uma delas caríssima! E coroou com outra frase de efeito: - Agora vou apresentar a vocês a caipirinha. E entra o garçon, trazendo os copos com uma caipirinha como nunca eu havia tomado na vida. É isso. Quando contextualizamos as coisas, quando conhecemos de onde vem, porque são assim ou assado, passamos a ter seis sentidos: o tato, o olfato, a visão, a audição, o paladar e... o intelecto. Saber das origens, muda o sabor das coisas. Pois bem, o mesmo acaba de acontecer agora. Ficamos conhecendo a Veroo Café Especiais. E a história se repetiu. Eu pensei que sabia o que era café, até receber os primeiros kits da Veroo, e me deparar com sabores, com histórias, com nuances que eu jamais havia percebido antes. Cara, é tão legal, mas tão legal, que a partir de hoje a Veroo torna-se nossa parceira aqui no Cafezinho. Agora você tem a oportunidade de ter um cafezinho muito especial para a mente e outro para o paladar. Bem-vinda Veroo! A Veroo é um clube de assinatura de cafés especiais que além de conectar pequenos produtores e consumidores, valoriza um produto de qualidade, pautado no comércio justo, garantindo uma experiência incrível com o melhor custo-benefício do mercado.   Gostou? De onde veio este, tem muito, mas muito mais. Acesse: http://mundocafebrasil.comSee omnystudio.com/listener for privacy information.
    6 min
  • Cafezinho 451 - Resoluções de ano novo
    Fim de ano. De repente, faz-se a luz, você tem um lampejo e toma suas decisões para o ano novo. Vou emagrecer, vou retomar um projeto, vou viajar, vou mudar um relacionamento, vou retomar uma amizade, vou terminar o meu livro...Você estabelece uma série de objetivos e invoca sua força de vontade para fazer acontecer. E quase nada acontece. E fica alucinado quando vê alguém que consegue! Qual é a diferença entre as resoluções que não vão acontecer e aquelas que provocam mudanças sustentáveis? Será algo mágico que só as outras pessoas têm? Olha, talvez tenha a ver com a forma com que você se conecta com seu futuro. Se sua conexão é “vou emagrecer” e pronto, é provável que nada aconteça. Mas se você elabora o cenário no qual quer chegar, se vê nele, aprecia os benefícios, constrói uma visão completa, capaz de contaminar todos os dias de sua vida, talvez haja chance de sucesso. Procure ouvir o Café Brasil 518 – Fator Merlin. Nele eu faço uma provocação fascinante: “Já pensou se você pudesse viajar no tempo, ir lá para o futuro, ver como a sua vida se desenvolveu, voltar para o presente e fazer novas escolhas? O que você mudaria hoje?” Quando você faz uma resolução para o ano novo baseada no medo e no desespero, a chance de que ela dure por alguns dias ou semanas é muito grande. Se você não se apaixonar pelos resultados da mudança proposta, se não se apaixonar pelo futuro idealizado, provavelmente nada vai andar. É por isso que os arquitetos e projetistas fazem questão de mostrar a seus clientes uma versão em 3D,se possível uma maquete da nova casa. Eles sabem da força que essa tangibilização no presente, que será o futuro, tem. Você precisa visualizar o futuro, ter a real dimensão dos benefícios da mudança, compreender os impactos em todas as dimensões de sua vida. Apaixonado pelo futuro idealizado, você então tem de lidar com seus medos e limitações. O que é preciso fazer para chegar lá? E e for inteligente o suficiente, quebrará os grandes obstáculos em pedacinhos e os vencerá um a um, aos poucos, sem grandes saltos, sem grandes arroubos, sem grandes fracassos que o farão voltar atrás. Quem fez meus cursos de produtividade conheceu a Matriz Vhirpa, um guia para avaliar o que fazer para chegar lá. Visualize os domínios físico, emocional, financeiro, relacionamentos, carreira, vida social e espiritual. Veja o que afasta você daquele futuro pelo qual se apaixonou. O que é que você tem de começar a fazer agora para chegar lá? E amanhã? E daqui a uma semana? Um mês? E aí você começa a fazer o que pode. Sacou? Fazer o que pode. Aos poucos, de forma contínua e sistemática. O que deixa você em forma não é ir à academia e levantar 100 quilos. É ir à academia sempre, e levantar alguns quilos. Só tem um jeito de mudar seu futuro. É começando hoje. Vamos nessa?  No Youtube:https://youtu.be/jdzqlV_4lZ0 Gostou? De onde veio este, tem muito, mas muito mais. Acesse http://mundocafebrasil.comSee omnystudio.com/listener for privacy information.
    8 min
  • Café Brasil 802 - A Lei de Lindy
    Olhe pela janela ... o que restará daqui a 100 anos, de tudo que você está vendo? Quais prédios, casas, árvores, marcos estão em pé? E no rádio, que está tocando sendo ouvidas? E quais filmes assistidos? O que será normal, aceitável e desejado? Nassim Nicholas Taleb, autor dos livros A Lógica do Cisne Negro e Antifrágil, dá uma dica simples: para saber quanto uma coisa não perecível vai durar, pergunte há quanto tempo ela existe. Quanto mais velha para, mais provável será que continuar sobrevivendo, Vamos nessa trilha hoje. Link para a promoção Nuvemshop: https://www.nuvemshop.com.br/partners/cafe-brasil?utm_source=podcast&utm_medium=affiliates&utm_campaign=cafe_brasilSee omnystudio.com/listener for privacy information.
    27 min
  • Cafezinho 450 - O óbvio para o ano novo-
    Há tempos saquei que grande parte dos que me leem são jovens (na faixa dos 24 a 35 anos) buscando conhecimento que os ajude a pavimentar seu caminho no universo profissional. E para gente jovem poucos assuntos são óbvios. E mesmo os óbvios precisam ser revistos sob óticas diferentes ou simplesmente relembrados. É nos detalhes óbvios que mora a diferença. Portanto, vamos ao óbvio. Minha carreira me coloca diante de situações e pessoas diferentes e com histórias de vida quase sempre fascinantes e únicas. Mesmo quando encontro pessoas parecidas que agiram de forma parecida, quase nunca o resultado é igual. A única coisa comum entre os que obtiveram o sucesso que verdadeiramente importa é que todos trabalharam pra valer. E com o tempo a gente vai juntando umas reflexões que, se não garantem o sucesso, ajudam de montão. Lá vão então as dicas óbvias de ano novo:
    1. Você percebe que chegou a hora de mudar quando levanta da cama pela manhã e diz: Que saco! Tenho que ir trabalhar.
    2. O mundo acontece fora de sua sala, de seu departamento, de sua empresa, de seu círculo de amizades. Vá onde os outros não vão. Leia o que os outros não leem. Ande com gente de fora. Arrume uns amigos esquisitos.
    3. A vida é feita de encontros, especialmente os imprevisíveis. Exponha-se a eles. Se sua vida é casa-trabalho-escola-casa, seus encontros são previsíveis. Busque novos encontros. Deles surgem as oportunidades.
    4. Ao levantar pela manhã você pensa na sua proposta de valor? Naquilo que você quer que as pessoas sintam quando encontram você? Se você não pensa, outras pessoas pensam. E constroem sua imagem à sua revelia. Tome conta de sua imagem.
    5. Chegará o dia em que seu maior patrimônio será seu círculo de amizades. A maioria das soluções para seus problemas surgirá de um contato com um conhecido. Portanto alimente esse círculo, plante, regue e retribua.
    6. Como diz Rubem Alves: é no espanto que o pensamento acontece. Se sua vida é uma rotina, não há mais inteligência nela. Fuja da rotina. Procure o novo.
    7. Aprendi como cartunista: para poder fazer uma caricatura, você tem que saber desenhar. Aprendendo bem o básico, é possível criar sobre ele. Portanto, antes de inventar moda, enriqueça seu repertório.
    8. Falar português errado é como ter unha suja, cabelo ensebado ou cheiro de corpo. Seja culturalmente asseado. Quem, tendo a oportunidade de estudar, fala “problema” e “nóis vamo”, dá uma pista sobre suas prioridades. E se acha que isso é preconceito linguístico, não entendeu nada de nada.
    9. Esforce-se para se colocar em situações em que seu estômago congele na hora de tomar uma decisão. Se seu estômago não gela, é porque não há risco. E qual é o retorno de atividades que não tem risco?
    10. Por fim, uma frase deliciosa do escritor francês Charles Lemesle: “Os homens são como os vinhos: com a idade, só os melhores lucram em doçura o que perdem em força. Os outros azedam.”
    Que seu 2022 seja nutritivo. É óbvio. No Youtube: https://youtu.be/pydquPPj87w Gostou? De onde veio este, tem muito, mas muito mais. Acesse http://mundocafebrasil.comSee omnystudio.com/listener for privacy information.
    8 min
  • Cafezinho 449 – Um Natal inesquecível
    O meu Natal inesquecível aconteceu quando eu tinha uns dez anos, lá por 1966. A família gigantesca reunia-se na casa de meus avós Duarte e Dora. Era uma tremenda festa, todos davam presentes para todos. Naquele ano só ganhei coisas que crianças detestam: meias, lenços, sabonetes… Fui pra casa arrasado. Quando cheguei, meu pai estranhamente mandou que eu entrasse no quarto e acendesse a luz. Ao entrar senti um cheiro de coisa nova. Acendi a luz e no meio do quarto estava uma bicicleta. Uma Monareta branca e vermelha. Linda. Brilhante. O melhor presente de Natal da minha vida. O Natal é um período especial do ano. Uma convenção. Quando ele chega o tempo muda, um clima diferente toma conta da casa, da cidade, do país. Conheço muita gente que odeia o período do Natal. Acha triste, provavelmente por trazer lembranças de tempos felizes que não vão mais voltar. Lembranças de entes amados que já se foram. O Natal traz saudades. Ele acorda a criança que dorme dentro de nós, reaviva sentimentos que nos dominavam quando tínhamos seis, sete anos de idade. É um período em, o Natal, em que você, seja rico ou seja pobre, é sempre fascinante. Foi Erma Bomback, humorista norteamericana quem disse uma frase que chega a doer de tanta poesia: “Nada mais triste que acordar numa manhã de Natal e não ser criança.” E houve também um anônimo cruel que disse: “Aprendi que o homem tem quatro idades: quando acredita em Papai Noel, quando não acredita em Papai Noel, quando é o Papai Noel e quando se parece com Papai Noel.” Que seu natal tenha sido perfeito e que seu 2022 seja ainda mais que perfeito.   No Youtube: https://youtu.be/OfqQNr0cm3E   Gostou? De onde veio este, tem muito, mas muito mais. Acesse http://mundocafebrasil.comSee omnystudio.com/listener for privacy information.
    6 min
  • Cafe Brasil 801 - Especial de Natal
    Pronto, chegamos às festas natalinas de 2021. Cara, estes dois últimos anos não têm sido fáceis, né? A pandemia provocou uma revolução em nossas vidas, nosso trabalho, nossos relacionamentos... e para muita gente, ela está sendo um divisor de águas. A pandemia está mostrando claramente quem é quem, em quem podemos e devemos confiar. E nessa loucura, o espírito natalino vai pra cucuia, não é? Bem, estamos aqui é pra lembrar dele, mas como é uma episódio especial, eu lancei um desafio para o grupo de assinantes do Café Brasil Premium. Pedi pra que enviassem mensagens de natal nas vozes deles. Dos ouvintes. Portanto, hoje, boa parte do programa quem faz é você. Bom dia, boa tarde, boa noite. Você está no Café Brasil e eu sou o Luciano Pires. Posso entrar? Link para a promoção Nuvemshop: https://www.nuvemshop.com.br/partners/cafe-brasil?utm_source=podcast&utm_medium=affiliates&utm_campaign=cafe_brasilSee omnystudio.com/listener for privacy information.
    44 min
  • Cafezinho 448 – O dito e o não dito
    No livro The Said and The Unsaid (O Dito e o Não-Dito), Stephen A. Tyler escreveu: “Alguns objetos de nosso mundo são aparentemente não problemáticos – mesas, cadeiras e coisas semelhantes – enquanto outros, tais como pensamentos, imagens, memórias e dores, tem um status de objeto peculiar (..) embora não tenham nenhuma representação externa na percepção sensorial, falamos sobre eles como se não diferissem nada de mesas e cadeiras que, como todos sabem, podem ser percebidas pelos sentidos. Posso dizer que ‘eu tenho um pensamento’ do mesmo modo que diria ‘eu tenho duas pernas’, como se o pensamento e as pernas fossem objetos da mesma natureza. O problema é que nossa linguagem parece mentir a nós mesmos, pois ‘ter pensamentos’ não pode ser verificado ou descrito do mesmo modo que ‘ter pernas’; as pernas e os pensamentos não são objetos da mesma realidade. A linguagem trata pensamentos e pernas como se ambos tivessem extensão no espaço, como se fossem ambos substâncias.” Pois é. Aí me lembrei de nosso Poeta João Cabral de Melo Neto: "As palavras pedra ou faca ou maçã, palavras concretas, são bem mais fortes, poeticamente, do que tristeza, melancolia ou saudade. Mas é impossível não expressar a subjetividade. Então, a obrigação do poeta é expressar a subjetividade, mas não diretamente. Ele não tem que dizer ‘eu estou triste’. Ele tem é que encontrar uma imagem que dê ideia de tristeza ou do estado de espírito - seja ele qual for - por meio de palavras concretas e não simplesmente se confessando na base do eu estou triste." Então matei uma charada que há tempos me incomodava. Lembra daqueles advogados dos tempos de Lava Jato que diligentemente apresentavam recursos e mais recursos insistindo que não existia a materialidade das provas? Fazem assim até hoje. Eu não entendia como funcionava o pensamento deles, mas agora, depois de ler Stephen Tyler e João Cabral de Melo Neto, penso que não são necessariamente desonestos, parte da quadrilha ou mal-intencionados. São simplesmente poetas da corrupção.   Isca: Preste atenção no que não é dito.   No Youtube: https://youtu.be/Zgrxf0wOx3g   Gostou? De onde veio este, tem muito, mas muito mais. Acesse http://mundocafebrasil.comSee omnystudio.com/listener for privacy information.
    9 min