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By Duarte CalistoSociety & CultureDocumentary
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  • Cafezinho 447 – Oitocentos
    Esta semana colocamos no ar o episódio número 800 do Podcast Café Brasil. Oi-to-cen-tos! Sabe o que significa oitocentos semanas? Mais de 15 anos ininterruptos, algo como 400 horas de conteúdo! Você precisaria de quase 17 horas seguidas para ouvir todos os 800 episódios lançados desde 2006. Não é mole... Escolhi para esse episódio especial algo que representasse energia, explosão, música, emoção: o rock´n roll, com um especial de cerca de uma hora contando a história da banda AC/DC, uma das mais importantes da história do rock. E há ali uma lição que, ao menos para mim, é preciosa. O AC/DC é uma banda que se manteve fiel por mais de 40 anos às suas origens. Eles nasceram, fazendo o rock básico, cru, com poucos acordes e um ritmo incendiário, lançaram dezenas de discos e centenas de músicas. E se você ouvi-los hoje, ou 40 anos atrás, reconhece a banda, nos vocais marcantes de Bom Scott ou Brian Johnson e as guitarras nervosas de Malcoln e Angus Young. E isso não é pouco. Num mundo onde os produtores de arte cada vez mais se rendem a modismos, a fórmulas mágicas que nivelam tudo por baixo para que mais gente compre, encontrar quem se mantém fiel a seus princípios é uma raridade. E fui encontrar esse atributo justamente num grupo de roqueiros malucos, que usam signos infernais para provocar seu público. Basta ver a reação das plateias em seus shows... Ouça o Café Brasil 800, mas tome cuidado. Não ouça por ouvir, prepare seu espírito para enfrentar 60 minutos de adrenalina, ouvindo um rock como não se faz mais. Garanto que por algum tempo você conseguirá esquecer desta loucura toda que andamos vivendo. E hoje em dia, isso não é pouco.     No Youtube: https://youtu.be/m7YjdnrLcWk   Gostou? De onde veio este, tem muito, mas muito mais. Acesse http://mundocafebrasil.comSee omnystudio.com/listener for privacy information.
    8 min
  • Cafe Brasil 800 - The devil in my fingers
    Olha: há um bom tempo, mas um bom tempo mesmo,  eu queria fazer um Café Brasil sobre rock. Puro rock. Eu já tinha feito aquele O diabo é o pai do rock, mas eu queria mais. Eu queria ir um pouco mais longe. Eu confesso que tenho alguma dificuldade quando me perguntam qual a banda de rock que eu prefiro. Rolling Stones? Beatles? Led Zepellin? Quem sabe o Grand Funk ou The Who? Já ouvi tudo desses caras e eu tenho ele nas minhas playlists. São bandas que, ao ouvir o primeiro acorde, eu paro o que estou fazendo para curtir. Mas aí me chegou um pedido muito especial e eu resolvi atender em alto estilo. Olha, este não será um programa para ser ouvido de qualquer jeito em qualquer lugar. Tem de estar na vibe. Hoje é rock´n roll, brother! Segure-se. Link para a promoção NUvemShop: https://www.nuvemshop.com.br/partners/cafe-brasil?utm_source=podcast&utm_medium=affiliates&utm_campaign=cafe_brasilSee omnystudio.com/listener for privacy information.
    1 hr 9 min
  • Cafezinho 446 - Competência Moral
    Em viagem aos Estados Unidos, um conhecido foi assistir com o filho a um jogo de basquete da NBA em Orlando, na Amway Arena. Ainda no Brasil. comprou os ingressos pela internet e embarcou para Nova Iorque. No dia de ir para Orlando, uma nevasca impediu o voo e eles perderam o jogo. E ele conformou-se. De volta ao Brasil, surpreso, recebeu um email da Amway Arena perguntando por que ele não foi ao jogo. Mais surpreso ainda ficou quando responderam que o ingresso incluía um seguro para casos assim. “O senhor gostaria de utilizar o seguro?” Ele concordou e recebeu pelo correio um cheque de cerca de 120 dólares. Putz! Para nós que temos de sair no tapa para tirar o bicão da nossa cadeira numerada nos principais estádios do Brasil, que custou uma pequena fortuna; que temos de usar um banheiro imundo; que pagamos uma nota para um guardador de carros não riscar nosso automóvel; que corremos risco de vida a cada vez que vamos a um estádio, o relato do meu conhecido é peça de ficção. Essa história tem muito a dizer sobre a competência técnica e profissional dos norte-americanos. Mas sabe o que realmente me chamou a atenção? Foi o que eu chamo de “competência moral.” Alguém tomou a decisão moral de ressarcir quem foi prejudicado, o que de certa forma é de se esperar. Mas a verdadeira profundidade da decisão moral foi: não vamos esperar que a pessoa reclame, vamos nos antecipar e avisar que ela tem direitos e perguntar se quer valer-se deles. Você consegue imaginar uma situação assim aqui no Brasil?  Deixe de lado a questão estrutural, se temos ou não computadores e gente capaz para implementar um processo idêntico. Concentre-se na pergunta que realmente interessa: temos a competência moral para respeitosamente avisar a pessoa que ela tem um direito? Ou vamos optar pelo velho: “Deixa quieto. Ele nem vai perceber...”? Pois é. Competência técnica e profissional tem jeito, o dinheiro pode comprar. Mas competência moral, ah, isso vem lá de um lugar que o dinheiro não alcança. Por isso vai demorar um pouco pra gente chegar lá.   No Youtube: https://www.youtube.com/watch?v=tvpxtY8-ixE   Gostou? De onde veio este, tem muito, mas muito mais. Acesse http://mundocafebrasil.comSee omnystudio.com/listener for privacy information.
    8 min
  • Cafezinho 445 – Sobre obedecer ordens
    O espetacular documentário Get Back, de Peter Jackson, mostra imagens inéditas dos Beatles, e é para ser saboreado segundo a segundo. Para quem ama a banda, é uma viagem no tempo. Um dos momentos mais interessantes é o registro do show dos Beatles em 30 de janeiro de 1969, no terraço da gravadora Apple em Londres. Seria o derradeiro show da banda, que logo em seguida se separaria para sempre. No auge da performance, um grupo de policiais chega ao terraço. E interrompe o show. Ray Shayler, policial que na época tinha 25 anos e comandou o grupo que interrompeu o show, disse assim recentemente: “Eu não parei os Beatles. Apenas sugeri que seria uma boa ideia que eles não continuassem. Sempre tentei resolver os problemas sem prender as pessoas ”. Entendeu a resposta dele? "Eu só obedeci as ordens" Pois é. Dá para levar essa reflexão muito longe. Quem já leu Anna Arendt sobre a banalidade do mal sabe até onde essa justificativa pode chegar. O psicólogo norte americano Philip Zimbardo, chama de Efeito Lúcifer o processo de transformação do ser humano, que leva pessoas comuns - e boas - a executar atos nocivos a outras pessoas. Simplesmente por parar de pensar e "obedecer ordens". Políticos, gurus, influencers, líderes de empresas, religiosos, mestres que têm o poder da oratória e dão a suas missões um caráter heróico, são capazes de produzir o Efeito Lúcifer. Aquele policial, meio século atrás, só parou a última apresentação de uma banda. Mas ajuda e entender muito do que está acontecendo com a humanidade.   No Youtube: https://www.youtube.com/watch?v=k7fAtztZR6g   Gostou? De onde veio este, tem muito, mas muito mais. Acesse http://mundocafebrasil.comSee omnystudio.com/listener for privacy information.
    7 min
  • Café Brasil 799 - essa tal meritocracria
    Meritocracia, meritocracia... meritocracia... como tem gente que fala mal da meritocracia, cara. A maioria porque não sabe até hoje o que é. Eu já tratei a respeito do assunto em outros programas, na verdade foram três em sequência, os Café Brasil 460, 461 e 462. Mas o tema continua quente. Eu vou aproveitar hoje um artigo de um autor norte americano para voltar ao assunto. É indispensável. O link exclusivo da promoção Nuvemshop: Link: https://www.nuvemshop.com.br/partners/cafe-brasil?utm_source=podcast&utm_medium=affiliates&utm_campaign=cafe_brasilSee omnystudio.com/listener for privacy information.
    30 min
  • Cafezinho 444 - Congestão mental
    Há um vídeo muito interessante de Rubem Alves, se não me engano no programa Provocações, em que ele conta um caso e faz uma reflexão preciosa: “Eu estava na porta de um restaurante, quando dois senhores se aproximaram de mim com alguma coisa na mão e eu imaginei logo que deveriam ser Testemunhas de Jeová ou algum grupo religioso que queria me vender o seu Deus. Aí eles me fizeram a seguinte proposta: o senhor quer ler em vinte minutos um livro de trezentas páginas? Eles eram vendedores daquela praga que é a leitura dinâmica. E eu disse: mas os senhores estão loucos completamente porque ler Guimarães Rosa em meia hora, não é possível, porque o prazer quer tempo, prazer rápido, só galo e galinha, que tem … eles ficaram assustadíssimos. Eu comecei a falar: vamos ouvir a Nona sinfonia em dez minutos, o que é que o senhor quer? O prazer demanda tempo. Então, a gente tem que gastar tempo, porque a vida é pra isso. É pra gastar tempo. Quando a gente fala que está ganhando tempo, na realidade a gente não está ganhando tempo, a gente está é estragando o tempo.” O prazer demanda tempo... Eu tenho uma cachorrinha que, por conta de problemas hormonais, passa o dia inteiro pedindo comida. Se ela tiver comida quando quiser, vai explodir. E quando alguém corta um pedacinho de um bife e joga para ela, a cachorra engole sem nem mastigar. E eu olho para aquilo espantado... cara, a cachorra não saboreia a comida. Ela só come. Eu fico alucinado quando as pessoas dizem que ouvem meus podcasts na velocidade de uma vez e meia ou duas vezes, para poder ouvir mais conteúdo em menos tempo. Cara, é igualzinho minha cachorra. Fazendo assim, matam todo o trabalho de edição, as pausas, os climas, as músicas. Fala a verdade, quanto de alimento intelectual você consegue entuchar em sua mente, antes de provocar uma congestão mental?   No Youtube: https://www.youtube.com/watch?v=k7fAtztZR6g   Gostou? De onde veio este, tem muito, mas muito mais. Acesse http://mundocafebrasil.comSee omnystudio.com/listener for privacy information.
    8 min
  • Cafezinho 443 –  O crime nosso de cada dia
    No cafezinho de hoje, vou ler uns trechos de algumas notícias recentes dos Estados Unidos. As tradicionais vitrines de Natal, que eram uma festa na Union Square em San Francisco, Califórnia, este ano são tábuas protegendo as lojas de ataques. No mais chocante dos roubos recentes, cerca de 80 homens mascarados em 25 carros assaltaram uma loja de departamentos Nordstrom em Walnut Creek, leste de São Francisco, Califórnia, levando mercadorias de luxo do primeiro andar e escapando em alguns minutos. Lojas das redes de varejo Target e Walgreens estão fechando unidades ou reduzindo seus horários de funcionamento na Califórnia, por conta de um aumento no número de pequenos furtos de produtos das prateleiras.   Em São Francisco, onde há mais registros da ação desses criminosos, muitas lojas que fechavam às 22h todos os dias agora estão baixando as portas entre 17h e 18h para diminuir os prejuízos com a ação de criminosos. A polícia, sobrecarregada com o aumento de casos de assassinatos e outros crimes violentos, "simplesmente não consegue acompanhar" o volume de mercadorias roubadas e as pessoas que as revendem. Com medo de serem acusados por agressão ou algum tipo de preconceito, os seguranças apenas observam e gravam as imagens de pessoas que entram nas lojas, enchem as sacolas de produtos e saem sem pagar e sem serem importunadas. O que acontece nos EUA não é uma doença, mas o sintoma de uma sociedade doente. E os Estados Unidos somos nós, amanhã.   No Youtube: https://www.youtube.com/watch?v=AiaP4rWEVS0   Gostou? De onde veio este, tem muito, mas muito mais. Acesse http://mundocafebrasil.comSee omnystudio.com/listener for privacy information.
    8 min
  • Cafe Brasil 798 - Raciocinios perigosos revisitado
    O Café Brasil de hoje é a releitura de um programa de 2012, mas que se torna absolutamente necessária. Vamos tratar de algo que falo há tempos: a necessidade da gente conhecer não só o que acontece, mas por que acontece. A maioria das pessoas acha que estar bem informada basta, mas é preciso mais que isso para quem não quer ser apenas um refém de quem sabe como manipular a informação. O link exclusivo da promoção Nuvemshop: Link: https://www.nuvemshop.com.br/partners/cafe-brasil?utm_source=podcast&utm_medium=affiliates&utm_campaign=cafe_brasilSee omnystudio.com/listener for privacy information.
    29 min
  • Cafezinho 442 – Por que cultura é boa?
    A cultura é boa porque é através dela que manifestamos nossa inteligência. Diferente dos animais, que vivem do meio, os seres humanos criam o meio. E é essa capacidade de criar que nos faz todos iguais, embora ao mesmo tempo nos faz tão diferentes, já que cada um cria sua própria cultura. E a soma dessas culturas diversas é que nos faz o que somos. A cultura é boa porque nos torna mais ricos. Nossos sistemas de crenças, padrões de conduta, princípios e formas de vida derivam da cultura, que é a soma de todas as formas de arte, de amor e de pensamento. Uma soma que permitiu que os seres humanos sejam mais livres. A cultura se relaciona com o desenvolvimento de nossas atitudes, ao esculpir nossos valores e influenciar a forma como vivemos. A cultura é boa porque nos orienta na forma como vemos o mundo e modela nossas atitudes. Quando rotulamos algo como bom ou mau, ou bem ou mal, usamos nossas ideias preconcebidas. E a cultura à qual pertencemos determina a estrutura de nosso pensamento e influi imensamente em nossas percepções e na construção de ideias preconcebidas. A cultura é boa porque nos prepara para compreender a sociedade na qual vivemos. As ideias que temos enraizadas na mente são nosso instrumento para compreender o mundo. A cultura do brasileiro nos dá flexibilidade para sair das saias justas. A cultura do alemão dá racionalidade e frieza para julgar sem emoções. A cultura do chinês dá a capacidade de pensar a longuíssimo prazo. A cultura é boa porque influencia diretamente a forma como nosso cérebro processa a informação. A cultura nos dá identidade e nos ajuda a forjar nosso caráter. Os valores que compartilhamos em nossas comunidades e grupos sociais nos dão o sentido de pertencimento a um grupo. Por que a cultura é boa? Porque nos une e dá a sensação de segurança, da proteção de pertencer a um grupo.   No Youtube: https://youtu.be/6_PjW0z2_Lw Gostou? De onde veio este, tem muito, mas muito mais. Acesse http://mundocafebrasil.comSee omnystudio.com/listener for privacy information.
    7 min
  • Cafezinho 441 – Qual cultura é melhor?
    No cafezinho anterior, no qual falei de alta e baixa cultura, terminei perguntando: qual das duas é a melhor?   Depende. Se eu estiver em Salvador, num daqueles resorts maravilhosos, na beira da piscina, com uma caipirinha nas mãos, vou curtir um axé sim senhor. Vou relaxar com a baixa cultura e sair feliz, relaxado, descansado e fisicamente aliviado. Mas se eu estiver no Auditório Ibirapuera assistindo a um show d’ Os Mulheres Negras, estarei ligado e atento para não perder as referências a outras músicas, os lances de ironia, a interação entre os integrantes da banda. E a cada vez que eu perceber um detalhe, eu sentirei uma pequena vitória. E sairei de lá intelectualmente feliz, certamente maior do que entrei. Sacou? Cultura tem a ver com o contexto no qual você escolhe estar. Repare que eu usei o termo ESCOLHE. Cabe, portando, a cada um escolher o tipo de cultura que melhor atende à demanda daquela hora e lugar. A baixa cultura não pode eliminar a alta cultura. Quem curte a baixa cultura não deve ser esnobado por quem curte a alta cultura. E vice-versa. A baixa cultura faz crescer a bunda, melhorar o gingado, ficar com alguém e se divertir um bocado, o que é muuuuuito bom. Mas é pouco. Quem escolhe apenas a baixa cultura, limita seu crescimento intelectual. A alta cultura me obriga a desenvolver o intelecto, a compreender melhor o mundo, a fazer escolhas mais sofisticadas e a aproveitar oportunidades que não se encontram com a bunda. A alta cultura me ajuda até mesmo a escolher a baixa cultura que vou consumir, sacou? Mas quem escolhe apenas a alta cultura provavelmente se transformará num chato, mal humorado e antissocial. Sacou? É tudo uma questão de escolha. E daquela palavrinha que eu adoro usar: equilíbrio.   No Youtube: https://youtu.be/oa7rZE8kWaA   Gostou? De onde veio este, tem muito, mas muito mais. Acesse http://mundocafebrasil.comSee omnystudio.com/listener for privacy information.
    8 min