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By Duarte CalistoSociety & CultureDocumentary
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  • Cafezinho 389 - O Poder da Identidade
    Terminei de gravar mais um Podsumário, que todo mês é enviado aos assinantes do Café Brasil Premium. Desta vez foi o O Poder da Identidade, que é interessantíssimo. Escolhi este tema por sentir que um dos grandes problemas que nos afligem atualmente é a perda da identidade, diante dos esforços incansáveis de grupos coletivistas, que atuam para que o indivíduo seja menos importante que o grupo. A consequência é a tentativa jamais bem sucedida de combinar igualdade com liberdade. É impossível! Se você tem de ser igual aos outros, não tem a liberdade de ser você mesmo. Essa luta é antiga e provavelmente não terminará nunca. O princípio chave aqui é que o ser antecede o fazer. Quem somos (nossa identidade) molda o que fazemos (nosso comportamento). Bem interessante esse capítulo, especialmente num tempo em que temos sido pressionados a tomar partido em todas as instâncias de nossas vidas. Muitas vezes, por medo de parecermos injustos ou gananciosos ou ainda incapazes de praticar a empatia. Para todo lado vemos essa espécie de viés cognitivo: o artista famoso engajado em causas ambientalistas, que se desloca pra lá e pra cá em seu jatinho poluidor; o político defensor da igualdade social que se esbalda queimando verbas públicas com suas mordomias; o ativista da causa LGBT usando boina de Che Guevara, e assim por diante. O que a princípio parece um desvio de caráter, ou seja, a vontade de lacrar para sua patota, de afetar uma virtude que não pratica, pode ser uma questão de identidade. A pessoa se sente uma coisa, mas pratica outra. Bem, o Podsumário está chegando para os assinantes, e de onde ele vem, tem mais 42. Mas é só para assinantes. Ficou interessado? Acesse o Cafebrasilpremium.com.br e dê uma olhada. Você vai mergulhar num mundo de conteúdo rico, de aplicação imediata, sem blá blá blá e ainda com acesso a um grupo no Telegram repleto de gente que, como você quer crescer.   Este cafezinho chega a você com apoio do Cafebrasilpremium.com.br, conteúdo extraforte para seu crescimento profissional. A versão completa deste vídeo é exclusiva para assinantes do Café Brasil. Saiba como assinar em http://confraria.cafe.See omnystudio.com/listener for privacy information.
    8 min
  • Café Brasil 771 - LiderCast Aurelio Alfieri
    Aurélio Alfieri é um educador físico e youtuber, apaixonado pela atividade física equilibrada para a promoção da saúde. Seu trabalho é focado na sobre qualidade de vida e longevidade, e me chamou atenção quando, no começo da pandemia, focou seu trabalho nos exercícios físicos para idosos. mas tem um case maravilhoso de marketing digital aí. É com ele que vamos conversar hoje.See omnystudio.com/listener for privacy information.
    1 hr 48 min
  • Café Brasil 770 - O kit para detecção de bobagens
    Michael Shermer é fundador da The Skeptics Society, a sociedade dos céticos, e editor chefe da revista, Skeptic, que se dedica a investigar alegações pseudocientíficas e sobrenaturais. A Fundação Richard Dawkins pela Razão e Ciência publicou um vídeo com ele, chamado “Kit de Detecção de Bobagens”, com dez questões que você deve perguntar quando encontrar esse povo cheio de certezas que prega suas verdades por aí. A inspiração para o Kit foi, evidentemente, Carl Sagan e o vídeo já existe legendado no Youtube, vou colocar o link no roteiro deste programa em portalcafebrasil.com.br. Este episódio é a adaptação do texto daquele vídeo.See omnystudio.com/listener for privacy information.
    31 min
  • Cafezinho 386 – Imunização Cognitiva
    Vou repetir neste novo formato, o texto “imunização cognitiva”, de um cafezinho anterior. A imunização cognitiva é um escudo que permite que as pessoas se agarrem a valores e crenças, mesmo que fatos objetivos demonstrem que eles não correspondem à verdade. Existem ao menos cinco fases no processo de imunização cognitiva. Primeira fase: isolamento. A pessoa vai eliminando de seu convívio quem pensa diferente dela. Segunda fase: redução da exposição às ideias contrárias. Só leio argumentos com os quais eu concordo. Terceira fase: conexão das crenças a emoções poderosas. “Se você não seguir essa ideia, algo de ruim vai acontecer”. Quarta fase: associação a grupos que trabalham para combater as ideias dos grupos contrários. Quinta fase: a repetição. Cria-se um tema, um slogan, que materializa um determinado credo ou visão, que passa a ser repetido como um mantra, numa técnica de aprendizado, de lavagem cerebral: “Fora Temer”… “Foi golpe”… Os especialistas em psicologia das massas sabem que nossas mentes evoluíram muito mais para proteger nossos credos do que para avaliar o que é verdade e o que é mentira. E aí não adianta argumentar, mostrar o vídeo, o recibo, o cheque, a foto, o testemunho do caseiro, a ordem da transportadora, o grampo telefônico, a mala de dinheiro, a pesquisa publicada na revista… O imunizado cognitivo está vacinado contra fatos objetivos. Para ele, argumentos lógicos não têm relevância. É por isso que vemos tanta gente com estudo, inteligente, articulada, honesta, que a gente sabe que não é canalha, defendendo em público o indefensável. Como é que essas pessoas chegam a esse ponto? Imunização cognitiva, meu caro. Defendem crenças, não defendem a verdade.   Versão no Youtube: https://www.youtube.com/watch?v=SVitO0Nzh20   Este cafezinho chega a você com apoio do Cafebrasilpremium.com.br, conteúdo extraforte para seu crescimento profissional. A versão completa deste vídeo é exclusiva para assinantes do Café Brasil. Saiba como assinar em http://confraria.cafe.See omnystudio.com/listener for privacy information.
    5 min
  • Cafezinho 385 - O Vagabundo
    Cafezinho 385 – O vagabundo Aproveitando que o termo ganhou relevância, tentei me lembrar da primeira vez que ouvi o termo “vagabundo”. Foi muito tempo atrás, e na maioria das vezes eu conectei o termo com o mais famoso vagabundo da história: Carlitos, o personagem interpretado por Charles Chaplin em filmes geniais em preto e branco, que fizeram a história do cinema. Portanto, “vagabundo”, para mim, tem uma conotação romântica e afetuosa.
    Tentando, pra usar um termo que anda na moda, ressignificar essa minha percepção no contexto atual, procurei o significado de “vagabundo” no Google e encontrei o seguinte:
    Característica de quem caminha sem rumo determinado, que perambula ou vagueia; andarilho. Não é o caso. 
    Característica de quem vive de maneira desocupada, que não possui ocupação, que não tem vontade de realizar suas tarefas. Não é o caso.
    Característica de quem não trabalha ou não gosta de trabalhar; vadio: aluno vagabundo. Não é o caso. 
    Aquele que não possui um endereço fixo ou um negócio/ocupação constante. Não é o caso. 
    Característica daquilo ou de quem expressa inconstância, que se comporta de modo volúvel: coração vagabundo. Hummm... pode ser. 
    Característica daquilo que apresenta péssima qualidade; inferior. Também pode ser. 
    Desprovido de honestidade, que se comporta de modo desonesto; malandro, canalha. Uau. Achei! É isso. 
    Aquele vagabundo do cinema mudo, gentil, simples, ingênuo e cavalheiro, cheio de graça, não existe mais, é só memória.
    O vagabundo de hoje usa terno, tem fala mansa, ganha muito bem, vagueia pelas catacumbas do poder conspirando para manter-se no poder e não tem o menor problema de exibir em público sua desonestidade.
    O vagabundo de hoje é um canalha. 
    Que não tem graça nenhuma. Versão no Youtube:  https://youtu.be/sphAdGswJzk Este cafezinho chega a você com apoio do cafebrasilpremium.com.br, conteúdo extraforte para seu crescimento profissional.See omnystudio.com/listener for privacy information.
    5 min
  • Café Brasil 769 - Paulo Gustavo e as 48 horas
    Olha: eu tinha já começado a montar um programa sobre a regra das 48 horas quando, de repente, morreu o Paulo Gustavo. A princípio eu ia deixar passar batido, mas a reação foi tão grande que eu decidi misturar as duas coisas. Peguei um programa meio andado e trouxe alguns textos a respeito do Paulo Gustavo pra usar hoje aqui com você, tá bom? Então vamos lá?See omnystudio.com/listener for privacy information.
    29 min
  • Cafezinho 384 – Gente estúpida
    Na imagem do topo do meu Facebook está escrito Stop Making Stupid People Famous: Pare de tornar pessoas estúpidas, famosas. Esse é o título de um livro de Moaml Mohhmed, no qual ele diz assim: "A fama é frequentemente concedida a qualquer um que por acaso atrai as massas em um determinado momento. E essas massas são, em grande parte, compostas de idiotas incapazes de distinguir talento de reputação. As pessoas que adquirem fama geralmente refletem os gostos (ou a falta deles) dessas pessoas muito simples e muito básicas. E esses famosos dificilmente estão qualificados para avaliar a importância dessas pessoas simples e de suas características definidoras. Às vezes, basta ter conhecimento da existência e dos detalhes dessas pessoas famosas para que as pessoas simples se sintam realizadas, em oposição a realmente realizar algo digno de seu tempo. Suponho que isso poderia ser uma forma de vida projetada, e se for, é uma das formas mais cruéis. Em conclusão, você tem todo o direito de acreditar que alguém famoso é melhor do que você, mesmo que seja simplesmente porque é famoso. Mas acreditar que eles são melhores do que todos os que não são famosos é uma demonstração de ignorância.” Distinguir talento de reputação, veja que questão interessante. Houve um tempo em que, para ser famosa, a pessoa precisava fazer algo extraordinário. Um ator talentoso, um esportista excepcional, alguém que superou uma dificuldade impossível. A pessoa tinha de fazer algo excepcional. Com as mídias de massa, isso se perdeu. Agora basta que a pessoa seja excêntrica, arrume uma treta ou se comporte fora da média. Não importa a qualidade do que ela faz, mas o que ela faz, desde que atraia atenção. E por atrair atenção, atrai mais atenção. Esse é o fenômeno das redes sociais: a celebridade se torna celebridade por ser... celebridade. Mesmo que seja estúpida! Mas o processo só funciona se outras pessoas a tornarem famosa. Entendeu o ciclo? Não? Então você já faz parte dele.     Versão no Youtube: https://youtu.be/sphAdGswJzk   Este cafezinho chega a você com apoio do Cafebrasilpremium.com.br, conteúdo extraforte para seu crescimento profissional.  See omnystudio.com/listener for privacy information.
    5 min
  • Cafezinho 383 – Dicas do tio Lu
    Vira e mexe, jovens pedem pro tio aqui conselhos sobre carreira. É uma situação de alta responsabilidade. É fácil entrar na onda e dizer que tudo é difícil, tudo é perigoso, tudo é complicado, mas não é esse tipo de conselho eles precisam. Essas porcarias eles aprendem assistindo TV. Preparei uma série de pensamentos, sem me preocupar em seguir alguma lógica. Talvez alguém ache que eles servem para alguma coisa:
    1. Cerque-se de gente inteligente. Andando com gente burra você se acostuma com a burrice.
    2. Fique de olho no seu chefe. Ele tem que ser motivo de inspiração, admiração, dar prazer de estar com ele. Fuja de chefes medíocres.
    3. Assine publicações que falem de carreira e que exponham a ideias novas, que não se limitem a contar fatos, mas que tragam artigos de gente que sabe refletir. E tente encontrar pontos de vista diferentes dos seus.
    4. Leia sobre como funciona o seu cérebro, seu processo de julgamento e tomada de decisão. Aprenda a pensar antes de aprender a fazer.
    5. Ouse. Não tenha medo de parecer ridículo, de errar e de perder likes ou seguidores.
    6. Ame o que você faz.
    7. Participe de seminários, palestras, onde haja gente buscando conhecimento. Valorize seu tempo de vida.
    8. Faça um curso de teatro! Aprenda a se expressar. É impressionante como isso será útil no futuro.
    9. Fique indignado com tudo aquilo que você considera que vai contra seus valores. Manifeste sua indignação.
    10. Por fim, leia. Leia, leia, leia. Tome contato com as ideias de outras pessoas através da leitura. Enriqueça seu repertório. Você vai dar valor a isso no futuro.
    Tudo óbvio, não é? Pois é. Não sei quantos anos você tem, mas garanto que perdeu um monte de oportunidades por não ter feito o óbvio, não é? Olha, sugiro que você experimente também fazer sua lista de dicas. Você vai se surpreender ao se descobrir aprendendo com o que já sabe...   Versão no Youtube:  https://www.youtube.com/watch?v=VqRBRQwia7s   Este cafezinho chega a você com apoio do Cafebrasilpremium.com.br, conteúdo extraforte para seu crescimento profissional.See omnystudio.com/listener for privacy information.
    5 min
  • Cafe Brasil 768 -Expedição Franklin
    Como é que a gente age diante do desconhecido? Bem, buscamos o conhecimento que temos e fazemos planos, não é? A partir de nossa vivência e das projeções futuras.  Mas a única coisa certa nesses planos, são as incertezas.  Portanto, a sensação de segurança que os planos trazem é falsa! Vou usar uma história inacreditável pra contar como isso acontece: a fatídica Expedição Franklin. See omnystudio.com/listener for privacy information.
    28 min
  • Cafezinho 382 – Fazer o quê?
    Em minha vida profissional sempre me deparei com coisas que não aconteciam, os “não-eventos”. E ao interpelar o responsável, invariavelmente vinha um “to esperando o fulano”, “to esperando a liberação”, “to esperando o orçamento” e outras variedades de esperas. E quando eu apertava a pessoa, vinha aquele infalível, “fazer o quê”? E a culpa do não acontecimento era confortavelmente transferida para um terceiro.  Num texto de Moacyr Scliar que tratava da eliminação do Brasil numa das copas do mundo, ele dizia que a frase mais comum foi o clássico “Fazer o quê?”, marca registrada do fatalismo brasileiro. Perdemos, fazer o quê? E Scliar explica: “‘Fazer o quê?’ serve para o curto prazo, para o momento de perplexidade, de desamparo. (...) No caso, esse desamparo resulta, não do destino, mas de uma invencível compulsão. O cara que prefere a sede à água, o cara que prefere, à cabeça, a parede que vai rachar a cabeça, esse cara realmente vai se ferrar, mas não pode evitá-lo: é o seu jeito de ser, fazer o quê? Por definição, trata-se de uma pergunta sem resposta, o símbolo da resignação. Uma resignação que, aliás, até ajuda as pessoas, impedindo-as de caírem no desespero. Numa crônica, Fernando Sabino fala de sua empregada que, numa daquelas chuvaradas devastadoras, perdeu o barraco onde morava. Além do “fazer o quê?”, a mulher produziu uma reflexão consoladora: pelo menos, ela disse, não vai faltar água para a lavoura. Quando alguém se queixa de coisas como tristeza, sensação de inutilidade, desamparo, um norte-americano inevitavelmente dirá: ‘Do something about it’, faça alguma coisa a respeito, não fique se lamentando. Fazer, numa sociedade eminentemente pragmática, é a coisa básica. Foi pelo fazer que os norte-americanos chegaram onde chegaram, mesmo que o modelo por eles construído desagrade a muita gente. Para a vida como um todo, a pergunta correta é ‘O que fazer?’“   Versão no Youtube:  https://youtu.be/Fl_jhZGDPjY   Este cafezinho chega a você com apoio do Cafebrasilpremium.com.br, conteúdo extraforte para seu crescimento profissional.See omnystudio.com/listener for privacy information.
    5 min