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By Duarte CalistoSociety & CultureDocumentary
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  • Cafezinho 355 – A burrice
    Num podcast Café Brasil de muito tempo atrás usei um texto de Guto (vulgo Carlos Magalhães), que falava de Burrice. Vale lembrar uns trechos: “... o que é a burrice? O Aurélio apenas cruza sinônimos. Não esclarece nada. Em primeiro lugar, a burrice não pode ser confundida com falta de informações. Isso é ignorância. Há pessoas ignorantes muito inteligentes. E há pessoas muito informadas e muito burras. Em segundo lugar, a burrice também não pode ser confundida com doença mental. Terceiro, burrice não é sinônimo de desrazão. E razão não é sinônimo de inteligência. Na minha opinião, a burrice é uma questão de escolha. Penso que todos os humanos nascem com o mesmo equipamento cerebral. O uso ou o não-uso daquilo que a evolução nos deu é opcional. Muitas pessoas optam por não usar. Esses são os verdadeiros burros. Pensamentos complexos só podem prosperar quando a "memória de trabalho" está amplamente disponível. Quando essa memória é muito pequena, o indivíduo não é capaz de trabalhar com mais de duas variáveis, com sinais sempre opostos (se A é verdade, logo B é falso). É próprio do pensamento monofásico a desconexão entre os diferentes blocos de ideias. Por isso os burros caem sempre em contradição, embora nunca percebam esse detalhe. Ou pior, acreditam-se muito coerentes. Os burros gostam muito de frases peremptórias. Em geral são muito sérios. E quanto mais sérios, mais burros. Mas a principal característica de todos os burros é a crença inabalável. São crentes. Acreditam em uma realidade externa, objetiva e estável que pode ser fielmente representada pelas palavras. Acreditam que as palavras são etiquetas que se colam a coisas reais. Desconfiam de todos que não usam as etiquetas que consideram corretas. Se a burrice é opcional, a crendeirice não o é. É efeito colateral da escolha. E esse efeito, depois de acometer aquele que optou pela parvoíce, não o abandona mais. Enfim, burrice não tem cura.See omnystudio.com/listener for privacy information.
    7 min
  • LiderCast 217 - Amyr Klink
    Um recado para os navegantes. Em 2015 lançamos o podcast LíderCast, com a intenção de conversar livremente, sem roteiro, com gente que faz acontecer. Já são 216 conversas publicadas, algumas delas memoráveis, registros de pessoas que conseguem impactar o mundo com sua força, criatividade, persistência e inteligência. Lançamos os episódios por temporadas, experimentando uma forma de produzir e distribuir que fosse um diferencial sobre as opções de podcasts existentes no mercado. Olha! Foi legal, são cinco anos, gerou diversas ideias, fomos copiados e até o nome LíderCast foi surrupiado por um aí, cara... E agora mudaremos o esquema, o LíderCast passa a sair sempre que um convidado interessante surgir. Não é mais por temporada, tá? E a periodicidade vai ser irregular irregular, vamos ver como será. E quem inaugura a nova fase é ninguém menos que Amyr Klink.See omnystudio.com/listener for privacy information.
    1 hr 50 min
  • Café Brasil 754 - LíderCast Amyr Klink
    Um recado para os navegantes. Em 2015 lançamos o podcast LíderCast, com a intenção de conversar livremente, sem roteiro, com gente que faz acontecer. Já são 216 conversas publicadas, algumas delas memoráveis, registros de pessoas que conseguem impactar o mundo com sua força, criatividade, persistência e inteligência. Lançamos os episódios por temporadas, experimentando uma forma de produzir e distribuir que fosse um diferencial sobre as opções de podcasts existentes no mercado. Olha! Foi legal, são cinco anos, gerou diversas ideias, fomos copiados e até o nome LíderCast foi surrupiado por um aí, cara... E agora mudaremos o esquema, o LíderCast passa a sair sempre que um convidado interessante surgir. Não é mais por temporada, tá? E a periodicidade vai ser irregular irregular, vamos ver como será. E quem inaugura a nova fase é ninguém menos que Amyr Klink.See omnystudio.com/listener for privacy information.
    1 hr 50 min
  • Cafezinho 354 – Abaixo de zero
    Em maio de 1996, dezenas de alpinistas foram surpreendidos por uma violenta tempestade enquanto retornavam do cume do monte Everest. Um patologista norte-americano chamado Beck Weathers, viveu uma experiência inacreditável. Praticamente cego, a 8.200 metros de altitude, de noite, em meio a uma tempestade, ele se desprendeu do grupo e vagou pela montanha até cair na neve, congelando. A morte por congelamento é chamada de “morte suave”, a pessoa vai apagando aos poucos, lentamente, como uma vela. Quando tudo parecia perdido, Beck teve um lampejo de vida, levantou e continuou a caminhar, com um braço congelado, delirando, sem ter ideia de para onde estava indo. Chegou próximo a um acampamento onde foi visto por um alpinista e levado para dentro de uma barraca. Milagrosamente Beck sobreviveu até ser resgatado por um helicóptero. Perdeu dedos das mãos e dos pés e até o nariz. Mas sobreviveu. Ao ser perguntado sobre que força fez com que ele, mesmo virtualmente morto, levantasse para a salvação, Beck respondeu: - Pensar em minha família. Em meus filhos. Beck Weathers, em meio a uma situação desesperadora, focou no que dava sentido à sua vida. E algo lá no fundo de sua mente quase congelada acendeu, gerando calor suficiente para que ele lutasse pela vida. Aquela noite fatídica no Everest produziu uma dúzia de corpos. Menos o de Beck Weathers. Tem gente que se agarra à fé, Deus há de dar um jeito. Tem gente que se agarra a um ente querido. Tem gente – como eu – que se agarra a uma causa política, cultural ou social. Todos, de alguma maneira, buscando um propósito que dê sentido à pergunta que não quer calar: vale a pena lutar? Sem um propósito, não. E então, como um alpinista sem esperança, abaixo de zero, a saída é aguardar a morte suave chegar.     Este cafezinho chega a você com apoio do Cafebrasilpremium.com.br, conteúdo extraforte para seu crescimento profissional.See omnystudio.com/listener for privacy information.
    7 min
  • Cafezinho 353 – Confie desconfiando
    Sempre me fascina a capacidade que algumas pessoas têm de tratar sua visão do mundo como a única correta, com uma confiança que chega a ser comovente. Vira fé. E não adianta você trazer fatos, a pessoa simplesmente não ouve nem enxerga o que está sendo dito ou mostrado. Ela tem excesso de confiança nas próprias habilidades, excesso de confiança em que suas ideias e opiniões são as corretas, excesso de confiança de que é superior aos outros. Afinal, ela está certa, não é? Ter confiança nas coisas é o que nos faz seguir em frente. Não é ruim. Se eu não confiasse em minha capacidade de escrever as ideias, por exemplo, eu não me atreveria a fazê-lo. O problema não é a confiança, mas é o excesso dela. Olha, depois que eu me curei da juventude, aprendi a confiar desconfiando. Minhas opiniões são definitivas até a página três, por uma razão muito simples: é essa certeza definitiva que guiará minhas ações. Uma sociedade repleta de gente com excesso de confiança e com acesso aos canais de distribuição de ideias, corre o risco de não dar certo. Ou de mergulhar num cenário conflituoso onde se destrói mais do se constrói. E é aí que deveria tocar o sinal de alerta. O excesso de confiança é contagioso. Se você escolhe seguir alguém que sofra desse mal, provavelmente se contagiará com ele, sem perceber que se tornará cego e surdo para tudo aquilo que vá contra suas crenças. E tomará decisões baseadas exclusivamente em evidências que confirmam suas crenças pré-existentes. Você passa a viver numa bolha. E aí, dá nisso que estamos vendo.   Este cafezinho chega a você com apoio do Cafebrasilpremium.com.br, conteúdo extraforte para seu crescimento profissional.   Versão do Youtube: https://youtu.be/0nAwziiHHPISee omnystudio.com/listener for privacy information.
    4 min
  • Café Brasil 753 - A sala dos professores
    Professor...professor...professor... houve um tempo em que o sonho de uma criança era ser professor. Mas a profissão foi perdendo o brilho com o passar dos anos, ultrapassada por atividades mais, digamos, glamorosas. Pois é. É uma pena, viu? Poucas atividades são tão nobres como a de um educador. Vamos dar um mergulho então dentro da sala dos professores, pelas mãos de um professor, pra ver o que acontece?See omnystudio.com/listener for privacy information.
    28 min
  • Cafezinho 352 – O drama da esquina
    Que legal a mobilização das pessoas para ajudar de alguma forma nossos irmãos no Amazonas com a questão do oxigênio. É isso que acontece quando esses dramas ganham as manchetes. E aqui vão algumas reflexões: Primeiro: a natureza do voluntariado é a escolha consciente por trabalhar sem ser pago por isso. Ser voluntário é bom porque você aprende coisas novas; porque estabelece relacionamentos fortes com gente do bem; porque desenvolve sua habilidade de comunicação; porque cria relacionamentos; porque é bom para a sociedade. E dá um senso de propósito. Segundo: se você vai ajudar uma entidade, depois de fazer a investigação habitual sobre a honestidade de propósito, faça uma investigação logística. Examine para ver se a estrutura da organização não consome a maior parte dos recursos, se existe inteligência logística para que seu esforço e dinheiro doados cheguem até quem necessita, de forma eficiente. Terceiro: não espere que o Estado se preocupe com o indivíduo. O Estado age pensando em grupos, no atacado, sem coração, sem empatia. São as pessoas dentro do Estado que tornam os processos mais ou menos eficazes, se e quando podem influenciar na burocracia. O que é muito raro.     Quarto: você também pode causar um impacto imediato, poderoso e duradouro agindo na esquina da sua casa. Entendeu? Isso mesmo, aí na esquina da sua casa.  Eu convido você a ouvir o LíderCast 130 com a Katia Carvalho. Ela começou na calçada da casa dela, e hoje impacta a vida de dezenas, centenas, talvez até milhares de pessoas. Não espere os grandes dramas nacionais para agir. Tem um drama precisando de você aí, na esquina da sua casa.See omnystudio.com/listener for privacy information.
    6 min
  • Cafezinho 351 – Um autoritário pra chamar de seu
    O mundo está ficando estranho. As pessoas perderam completamente o bom-senso e já há gente pregando autoritarismo do bem na imprensa. Fiz uma rápida pesquisa sobre o que podemos esperar de alguém autoritário:
    1. Ódio. A pedra fundamental do autoritarismo. O ódio contra quem pensa ou age diferente do que ele acha certo.
    2. Punição e crueldade. O ódio leva à necessidade de punir quem age errado. Evidentemente, o juiz do erro é ele, o autoritário.
    3. Violência. Física ou psicológica.
    4. Ameaças e amedrontamento. Autoritários precisam incutir o medo nos outros.
    5. Regras confusas. O autoritário precisa que a regra seja quebrada para se sentir poderoso... punindo.
    6. Paranoia. Autoritários agem como se estivessem sendo ameaçados todo o tempo. Tem inimigo pra todo lado.
    7. A verdade é inimiga. Para quem quer punir os outros, a verdade é uma inconveniência.
    8. Humilhação e ridicularização. Não basta controlar, vencer, dominar o alvo. É preciso envergonhá-lo.
    9. Obsessão por comando e controle. A vida do autoritário é repleta de regras, certezas e verdades que, para ele, deveriam ser óbvias para todo mundo.
    10. Intromissão. Combinação da necessidade de controlar e envergonhar. O autoritário se mete onde não foi chamado.
    Vamos lá então? Ódio, punição, crueldade, ameaças, confusão, paranoia, desprezo pela verdade, humilhação, obsessão por controlar, intromissão... Sério que, em nome do bem futuro, você acha que vale se submeter a gente assim?      Este cafezinho chega a você com apoio do Cafebrasilpremium.com.br, conteúdo extraforte para seu crescimento profissional.See omnystudio.com/listener for privacy information.
    6 min
  • Cafe Brasil 752 - Jam Session
    Uma das coisas mais fascinantes é a demonstração de talento humano que surge em momentos inesperados, quando saímos fora do roteiro para improvisar. Tem gente que congela quando sai dos trilhos. Tem gente que improvisa brilhantemente. E tem gente que precisa do acaso, da incerteza, para liberar a criatividade. Que tipo desses é você, hein?See omnystudio.com/listener for privacy information.
    27 min
  • Cafezinho 350 – Sob o domínio do medo
    Quando estive no Museu Aeroespacial do Smithsonian em Washington, a coisa que mais me impressionou foi a minúscula cápsula espacial do Projeto Mercury, que colocou o primeiro astronauta norte americano em órbita em 1962. Que coragem de John Glenn de entrar ali e ser lançado para o incerto, sem saber se retornaria. Impressionante. Aquela era uma época de gente que fazia acontecer, de lideranças que assumiam riscos. Aquela era uma época em que os planos eram levados a sério, de gente responsável e compromissada com a ação. Hoje vejo estruturas complexas, gente superficial e planos. Planos, planos e mais planos. Todo mundo apresentando planos com nomes pomposos e depois esperando que se transformem em ação. Como mágica. São raras as lideranças que sentam a bunda no foguete e partem para a ação. Todo mundo quer livrar o seu. Decisão? Só se for num comitê, com a responsabilidade compartilhada com muita gente. Fazer acontecer? Só depois que outros fizerem. Sabe o que que é isso? É resultado de um processo de ampliação do medo. O mundo nunca esteve tão bem, por qualquer indicador que você pesquise, mas nunca tivemos tanta certeza de que o futuro será terrível. Portanto, evite riscos, não saia do rebanho, não invente moda, não tente provar seu ponto, especialmente se ele estiver fora da convenção social... Se ele não concordar com a patota. Enquanto isso os chineses, disciplinados, comprometidos, focados num objetivo comum, traçado em planos que já têm 30 ou 50 anos, dominam o planeta. Sem medo. No mundo de hoje, caótico, competitivo e apressado, não vence mais só quem tem o melhor plano, a melhor tecnologia, mais velocidade ou se adapta com facilidade. Vence quem não é cagão.     Este cafezinho chega a você com apoio do Cafebrasilpremium.com.br, conteúdo extraforte para seu crescimento profissional.   Versão do Youtube: https://youtu.be/wgDM8OcBytkSee omnystudio.com/listener for privacy information.
    6 min