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By Duarte CalistoSociety & CultureDocumentary
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  • Cafe Brasil 761 - O vies nosso de cada dia
    Você já ouviu falar em auto-ilusão? A forma como nós enganamos a nós mesmos, aceitando como verdadeiro aquilo que é falso? Existem diversas maneiras desse mecanismo agir em nosso inconsciente, tentando fazer com que as circunstâncias e os fatos sejam moldados conforme nossas crenças e desejos. Hoje vamos refletir a respeito. See omnystudio.com/listener for privacy information.
    32 min
  • Cafezinho 368 – Sobre Integridade
    Integridade vem do latim integritate, significa a qualidade de alguém ou algo ser íntegro, de conduta reta, pessoa de honra, ética, educada, brioso, pundonoroso, cuja natureza de ação nos dá uma imagem de inocência, pureza ou castidade. O que é íntegro, é justo e perfeito, é puro de alma e de espírito. Um ser humano íntegro não se vende por situações momentâneas, infringindo as normas e leis, prejudicando alguém por um motivo fútil e incoerente. A moral de uma pessoa não tem preço e é indiscutível. Bem, isso é o que diz a Wikipedia. Lendo aqui, parece que integridade tem a ver com quem é... assim... um bocó-de-mola. Putz... bocó-de-mola? É. Essa é dos meus tempos de garoto em Bauru. Conforme o Dicionário Brasileiro de Insultos, de autoria de Altair J. Aranha, “Bocó é o que tem um comportamento meio infantil, apatetado. “Bocó de Mola” é um bobo a quem se dá corda; “nasceu e cresceu bocó”; vai  morrer assim”... Se bobear, integridade, com essa coisa de conduta reta, pessoa de honra, ética, educada, briosa, pundonorosa, nos dias de hoje é coisa de bocó-de-mola, de trouxa, de otário, não é? Pois é. O indivíduo íntegro é aquele que se apega a seus valores, que não negocia, que não entra na boiada e vai pra lá ou pra cá só porque todo mundo está indo. O indivíduo íntegro não abre mão de seus valores e convicções só para ficar na modinha. Com isso tem mais chances de reduzir as áreas cinzas, onde o bem e o mal são relativizados. Não gosto, não aceito, não quero, não transijo, só porque você acha que sua visão de mundo, alinhada à patota, é melhor que a minha. E isso nada tem a ver com ser de direita ou de esquerda, ser progressista ou conservador. Tem a ver com querer um mundo melhor, mas não a qualquer preço.   Versão no Youtube:   https://youtu.be/o2ZxW9Xb0Vk   Este cafezinho chega a você com apoio do Cafebrasilpremium.com.br, conteúdo extraforte para seu crescimento profissional. A versão completa deste vídeo é exclusiva para assinantes do Café Brasil. Saiba como assinar em http://confraria.cafe​.See omnystudio.com/listener for privacy information.
    5 min
  • Cafezinho 367- A imunizaçao cognitiva
    No Cafezinho anterior, falei da dissonância cognitiva. Neste, quero tratar da imunização cognitiva. A imunização cognitiva é um escudo que permite que as pessoas se agarrem a valores e crenças, mesmo que fatos objetivos demonstrem que eles não correspondem à verdade. Existem ao menos cinco fases no processo de imunização cognitiva. Primeira fase: isolamento. A pessoa vai eliminando de seu convívio quem pensa diferente dela. Segunda fase: redução da exposição às ideias contrárias. Só leio argumentos com os quais eu concordo. Terceira fase: conexão das crenças a emoções poderosas. “Se você não seguir essa ideia, algo de ruim vai acontecer”. Quarta fase:  associação a grupos que trabalham para combater as ideias dos grupos contrários. Quinta fase: a repetição. Cria-se um tema, um slogan, que materializa um determinado credo ou visão, que passa a ser repetido como um mantra, numa técnica de aprendizado, de lavagem cerebral: “Fora Temer”… “Foi golpe”… Os especialistas em psicologia das massas sabem que nossas mentes evoluíram muito mais para proteger nossos credos do que para avaliar o que é verdade e o que é mentira.  E aí não adianta argumentar, mostrar o vídeo, o recibo, o cheque, a foto, o testemunho do caseiro, a ordem da transportadora, o grampo telefônico, a mala de dinheiro, a pesquisa publicada na revista… O imunizado cognitivo está vacinado contra fatos objetivos. Para ele, argumentos lógicos não têm relevância. É por isso que vemos tanta gente com estudo, inteligente, articulada, honesta, que a gente sabe que não é canalha, defendendo em público o indefensável. Como é que essas pessoas chegam a esse ponto? Imunização cognitiva, meu caro. Defendem crenças, não defendem a verdade.   Versão no Youtube:   https://youtu.be/Ln85YGkhFL8   Este cafezinho chega a você com apoio do Cafebrasilpremium.com.br, conteúdo extraforte para seu crescimento profissional. A versão completa deste vídeo é exclusiva para assinantes do Café Brasil. Saiba como assinar em http://confraria.cafe​.See omnystudio.com/listener for privacy information.
    4 min
  • Cafe Brasil 760 - Carl Sagan e o dragão na garagem
    Pandemia, que loucura. Tranca, abre, tranca, abre. Toma vacina, trata precocemente, vai pra escola, não vai pra escola... E aí, hein? Afinal, esse lockdown funciona? E a vacina? E a cloroquina? Pô, enquanto essa ciência não chega num acordo você está determinando suas atitudes e o destino de sua vida baseado em explicações que não podem ser comprovadas? Eu acho que tem um dragão na sua garagem, cara... Vamos falar um pouco mais de ciência, desta vez pelas mãos de Carl Sagan.See omnystudio.com/listener for privacy information.
    40 min
  • Cafezinho 366 – Sobre dissonância e hipocrisia
    Cafezinho 366 – Sobre dissonância e hipocrisia Você já ouviu falar em “dissonância cognitiva”? Dissonância cognitiva é a falta de harmonia na forma como adquirimos e processamos informações. Ela se manifesta pela sensação desagradável de conviver com duas ideias contraditórias ao mesmo tempo. Lembra daquela oferta que chega por e-mail com um preço inacreditável? Daquela proposta de curso que deixará você rico? Perspectiva de ganho rápido ou fácil de um lado e suspeita de que a proposta é um golpe, de outro. Em dissonância cognitiva, não raro fazemos a opção psicológica de correr o risco. Os psicólogos chamam essa vulnerabilidade de “suspensão voluntária da incredulidade”. Depois do prejuízo, criamos todo tipo de desculpa para justificar a escolha desastrada… Vivemos num mundo de contradições. Por todo lado, afirmações absolutas como “todo mundo”, “sempre”, “ninguém”, “nunca”, todas como conclusões genéricas de algum incidente em particular ou alguma evidência solitária. Um caso seletivamente escolhido serve como bandeira para a generalização. E dá-lhe dissonância cognitiva. Sabe o resultado? Desaprendemos a manifestar nossas dúvidas, paramos de usar “talvez”, “alguns”, “a maioria”, ”a minoria” e assim proporcionar o bom debate, evitando os malefícios da generalização. E daí surgem os justiceiros sociais exibindo virtudes, princípios e valores morais que na verdade não possuem. Praticam a censura para garantir a liberdade de opinião. Matam em nome da paz. Roubam em nome da justiça social. Agridem em nome da democracia. Quebram a Constituição em nome da segurança jurídica. Dizem uma coisa e agem ao contrário. Dissonância cognitiva é o gatilho. O nome dessas atitudes é hipocrisia.   Versão no Youtube:  https://youtu.be/U30K0e1DcsU     Este cafezinho chega a você com apoio do Cafebrasilpremium.com.br, conteúdo extraforte para seu crescimento profissional. A versão completa deste vídeo é exclusiva para assinantes do Café Brasil. Saiba como assinar em http://confraria.cafe​.See omnystudio.com/listener for privacy information.
    4 min
  • Cafezinho 365 - (IN)segurança nacional
    A Câmara dos Deputados pediu ao STF a prisão do humorista e apresentador de TV Danilo Gentili com base na Lei de Segurança Nacional, pois ele escreveu no Twitter que “só acreditaria que esse país tem jeito se a população entrasse agora na Câmara e socasse todo deputado que está nesse momento discutindo PEC de imunidade parlamentar”. Os deputados dizem que Gentili utilizou discurso de ódio contra os membros da Câmara, e pediram a distribuição do processo diretamente para o ministro Alexandre de Moraes, responsável pela prisão do deputado Daniel Silveira. Eles argumentam que o STF estabeleceu por unanimidade a jurisprudência de que caberia prisão em flagrante nesses casos. Você entendeu? Estabelecida a jurisprudência, qualquer autoridade que se sentir ofendida pode pedir a prisão do ofensor. E com base na Lei de Segurança Nacional! O Código Penal já prevê punição para esses casos, a comentarista da Jovem Pan Ana Paula Henckel tem vencido sistematicamente todos os processos que faz contra as pessoas que a ameaçam, ofendem e difamam, usando as leis que já existem.    Alan Isaacman, advogado de Larry Flint, o polêmico editor da revista Hustler, defendeu-o num julgamento em que ele era acusado de obscenidade, assim: “Se começarmos a cercar com paredes aquilo que alguns de nós julgam como sendo obsceno, acordaremos um dia e perceberemos que surgiram paredes em lugares que jamais esperaríamos que surgissem. E aí não poderemos ver ou fazer nada. E isto não é liberdade”. Nem precisa prender o Danilo Gentili, a simples ameaça já é mais um tijolinho na parede. Mas tem idiotas comemorando.   Versão no Youtube: https://youtu.be/2he0ZyUfhQM     Este cafezinho chega a você com apoio do Cafebrasilpremium.com.br, conteúdo extraforte para seu crescimento profissional. A versão completa deste vídeo é exclusiva para assinantes do Café Brasil. Saiba como assinar em http://confraria.cafe​.See omnystudio.com/listener for privacy information.
    4 min
  • Cafe Brasil 759 - Karl Popper e os negacionistas
    Para o filósofo austríaco Karl Popper, o processo de pesquisa científica apresenta três momentos: problema, conjecturas e falseamento. O problema consiste em pensar em um conflito que precisa ser resolvido. A conjectura é comprovar experimentalmente. O falseamento é provar que a teoria é científica pelo fato de que ela pode ser falsa. Como é que é, cara? Só e científico se puder ser falso? Sim. Dizer isso em tempos de pandemia, bicho, é uma loucura. Vai começar a gritaria...See omnystudio.com/listener for privacy information.
    33 min
  • Cafezinho 364 – Isolacionismo Intelectual
    Este mês os assinantes do Café Brasil premium receberão o Podsumário do livro O Catalisador, que trata de como convencer as pessoas a mudar. Num ponto do livro, o autor Jonah Berger diz assim: “A Web e as mídias sociais se combinaram para criar um estado de isolacionismo intelectual em que as pessoas raramente são expostas a pontos de vista conflitantes. Combinado com a tendência das pessoas para clicar em informações que apoiam suas perspectivas, esses algoritmos podem levar a humanidade a se tornar cada vez mais isolada em suas próprias bolhas. Para resolver esse problema, os especialistas sugerem que você, em vez de se esconder dentro de uma bolha on-line, busque trocar ideias com alguém que vê as coisas de maneira diferente. Crie pontes para o outro lado. Intuitivamente, isso faz muito sentido. Indo além das caricaturas e estereótipos e envolvendo-se com alguém que discorda, ambos os lados se beneficiarão. Em vez de inimigos ou adversários, as pessoas começarão a ver o outro lado como seres humanos reais. Ao entender de onde vem a oposição, todos nós ganharemos pontos de vista mais diferenciados.” Pois é... mas num cenário de histeria, a generosidade de se abrir para novas ideias é bem difícil. Todos temos a tendência de procurar e processar informações de uma forma que confirme um ponto de vista já existente. Isso é chamado de viés de confirmação. E ninguém está imune. Nin-guém! O viés de confirmação molda os tratamentos que os médicos prescrevem, as decisões que os jurados tomam e as estratégias que os investidores seguem. O viés de confirmação direciona as ações que os líderes realizam, os cientistas pesquisam e o feedback que os funcionários internalizam. O viés de confirmação leva ao isolacionismo intelectual, quando você não procura, refuta e, não raro, caçoa de ideias diferentes. Como se só você fosse o dono da razão. É aí que começam todos os problemas.See omnystudio.com/listener for privacy information.
    7 min
  • Cafezinho 363 – Chapeuzinho Vermelho 4.0
    A vida toda conheci a história de Chapeuzinho Vermelho do ponto de vista de um narrador, no caso da versão clássica dos Irmãos Grimm, que botaram ordem nas informações, transformando-as numa história clássica. Eles escolheram os melhores ângulos e interpretações do ponto de vista deles, e assim nos encantaram com a menininha, a vovó, o caçador e o lobo mau. Mas o mundo mudou. Nos sentimos sonegados de uma parte da realidade, ao nos depararmos com a visão de um narrador só. Como num grande Big Brother Brasil, estamos em busca da ação sob ângulos diversos e, teoricamente sem edição. Assim imaginamos que seja possível assistir além da narrativa e da manipulação de alguém. Como seria Chapeuzinho Vermelho do ponto de vista da menina? Da Vovó? Do Caçador? E por fim, do Lobo? Seria a mesma história? Quem seria o vilão? Quais os motivos de cada um? Quem estaria certo? Chapeuzinho Vermelho com as imagens capturadas pelas câmeras do narrador, da menina, da vovó, do caçador e do lobo mau, localizados em pontos distintos ao longo da trama. Essas imagens brutas iriam ao ar ao mesmo tempo e caberia ao telespectador montar a narrativa que lhe interessasse. Material extremamente rico em conteúdo, mas... sem ritmo. Tem gente que aposta que esse é o futuro da imprensa. Eu vou esperar para ver. Acho que, até por um problema de capacidade mental, sempre precisaremos de alguém que nos conduza pela narrativa, apontando os detalhes que não conseguimos enxergar, ligando pontos e ajudando a entender a realidade. O problema é que os narradores atuais têm feito um serviço de porco. Ou de lobo. Em vez de ajudar a entender a realidade, nos deixam desconfiados, bombardeados por suas mentiras, ideias românticas e promessas do paraíso. Tome cuidado com os narradores que você escolhe. No Chapeuzinho Vermelho 4.0, tá cheio de lobo se fingindo de menininha pra comer a vovó.     Versão no Youtube: https://youtu.be/99KMJLV_TqY   Este cafezinho chega a você com apoio do Cafebrasilpremium.com.br, conteúdo extraforte para seu crescimento profissional. A versão completa deste vídeo é exclusiva para assinantes do Café Brasil. Saiba como assinar em http://confraria.cafe​.See omnystudio.com/listener for privacy information.
    5 min
  • Cafezinho-362- Na bala
    Cafezinho 362 – Na bala. “Maomé não é sagrado para mim. Eu vivo sob a lei francesa e não sob a lei do Corão”, afirmou o cartunista e editor-chefe do Charlie Hebdo, Stéphane Charbonnie, em 2011 após reação violenta de fanáticos à publicação de charges consideradas ofensivas ao islamismo. Quatro anos depois, ao que consta, ele foi o primeiro a ser morto quatro no atentado de 7 de janeiro de 2015. Na ocasião, escrevi assim: “Segurar um cartaz, usar um botão ou publicar um post dizendo ´Je Suis Charlie´ não quer dizer que você concorda com o posicionamento político ou ideológico do jornal Charlie Hebdo. Não quer dizer que você aprecia as charges que eles publicavam. Não quer dizer que você endossa as gozações e ataques que eles fazem a religiões, governos e personalidades. Nem mesmo quer dizer que você, se morasse na França, seria um leitor do jornal. Neste momento, nestas circunstâncias, quer dizer que você se solidariza com seres humanos que foram mortos por expressarem suas ideias.” Trago esse assunto de volta por conta do episódio envolvendo o Deputado Daniel Silveira. Por favor, POR FAVOR, guarde as proporções. Minha opinião é a seguinte: se aquele vídeo ofensivo que ele publicou foi iniciativa individual dele, o deputado foi muito burro. Subiu no ringue para lutar com Mike Tyson no auge. Não tinha a menor chance. Como os cartunistas do Charlie Hebdo, ele pagou a conta por falar o que quis, como quis. O vídeo foi ofensivo, excessivo, teatral e irresponsável, exatamente como os cartuns do Charlie Hebdo. Mas o deputado não poderia ser preso por expressar sua opinião. Os juízes do STF agiram como os terroristas: se as leis da França não proíbem que as piadas contra Maomé sejam feitas, eles resolvem na bala. Se a constituição brasileira não proíbe que o deputado ofenda quem ele quiser, eles resolvem na bala. Felizmente ainda não matam o corpo.      Versão no Youtube: https://youtu.be/iR9JCAg0zJ4 Este cafezinho chega a você com apoio do Cafebrasilpremium.com.br, conteúdo extraforte para seu crescimento profissional. A versão completa deste vídeo é exclusiva para assinantes do Café Brasil. Saiba como assinar em http://confraria.cafe​.See omnystudio.com/listener for privacy information.
    4 min