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Waldemar Falcão é uma das grandes autoridades brasileiras em astrologia.
Costuma trazer essa arte de acessar saberes para um campo mais compreensível, mais didático, não à toa seu último livro tem como título “A História da Astrologia para Quem Tem Pressa”. Antes de estudar os astros, Waldemar levou a vida literalmente na “flauta”. Ele foi flautista na banda de Zé Ramalho até o início dos anos 80.
Neste papo com o podcast "45 Do Primeiro Tempo" ele conta como foi sua transição de carreira e como a astrologia mudou a sua forma de ver a vida. Consultando os astros, Waldemar Falcão diz que este momento em que estamos atravessando poderá marcar o fim de uma era: “essa estrutura de mundo não dá mais conta da velocidade com que nós processamos as coisas. Algo novo precisa nascer”.
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Lya Luft já tem o seu nome impresso na história da literatura brasileira. Aos 81 anos continua produzindo para a alegria de seus leitores que encontram em sua obras uma espécie de aconchego para as indecifráveis dores humanas. Em conversa com o "45 Do Primeiro Tempo", Lya falou sobre seu mais novo livro, “As coisas humanas”, que mescla material já publicado com textos inéditos, todos compilados após a morte de André Luft, seu filho do meio, que teve a vida abreviada aos 51 anos por conta de uma parada cardiorespiratória.
Cumprindo sua quarentena em Porto Alegre, a escritora falou também sobre esse momento em que estamos atravessando por conta da pandemia: “não sabemos de nada, por isso estamos tão assustados e perplexos. Será que vamos voltar a nos abraçar no futuro? Tenho muitas dúvidas que como serão as coisas daqui pra frente. Tenho muita vontade de ver”, finalizou.
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Rodrigo Oliveira é um dos grandes nomes da gastronomia brasileira. Coleciona prêmios e honrarias pelo país. Ele é um dos responsáveis por redescobrir e renovar os sabores da comida nordestina brasileira. Aprendeu a pilotar as caçarolas e os valores de uma boa cozinha com a simplicidade do seu pai, o seu Zé Almeida, do restaurante Mocotó. Em conversa com o podcast "45 Do Primeiro Tempo", Rodrigo diz que este momento em que estamos atravessando pode ser uma grande oportunidade de levar a gastronomia para um lugar mais essencial e inclusivo. O chefe de cozinha aposta ainda no fortalecimento dos pequenos negócios envolvendo toda a cadeia de alimentos sempre com uma preocupação na qualidade do que comemos.
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Rick Chesther já fez muita coisa em sua vida. Foi pedreiro, faxineiro, auxiliar de serviços gerais e vendedor de água na praia, ofício aliás que mudou o rumo de sua vida quando, por meio de um vídeo que viralizou em poucos dias, ele ensinava as pessoas a empreender. Hoje ele é uma espécie de “guru do empreendedorismo” além de palestrante e escritor. Neste papo com o "45 Do Primeiro Tempo", Rick conta sua história de vida, diz não se conformar com o fato do racismo ainda estar tão presente em nossa sociedade e alerta: “na favela, “morro” é verbo, não ladeira”.
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Marçal Aquino é um dos grandes roteiristas do país. Suas histórias nascem dos dramas humanos e ganham as páginas dos livros. É de sua autoria um romance cujo título é um dos mais belos da nossa literatura: “Eu receberia as piores notícias dos seus lindos lábios”, que também foi para o cinema. Em conversa com o podcast "45 Do Primeiro Tempo", Marçal Aquino se mostrou muito preocupado com o futuro no pós-pandemia e foi categórico ao dizer que teremos que repensar a forma de fazer cinema. Aproveitando a quarentena para concluir mais um romance, Aquino afirmou que será necessário uma nova ética na relação entre as pessoas.
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Márcio Ballas faz do improviso um caminho para a criatividade, do humor uma leveza para a vida. A junção do improviso e do humor o levou a largar um pequeno comércio no centro de São Paulo para se tornar palhaço e um palhaço sem fronteiras. Viajou o mundo com uma companhia francesa, conheceu a África, esteve no campo de refugiados na Guerra do Kosovo, entre tantos outros locais. No Brasil, foi integrante do Doutores da Alegria. Neste papo com o "45 Do Primeiro Tempo", Ballas diz que esse momento de pandemia pode ser uma grande oportunidade de nos conectarmos com a nossa essência. Aprendendo a trabalhar remotamente nesses tempos de isolamento social, o também ator e dramaturgo diz que o palhaço pode nos ensinar muitas coisas, principalmente a dizer sim para a vida.
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Murilo Gun foi um dos pioneiros na internet do Brasil, já fez sucesso com a comédia, escreveu livros, deu palestras e hoje é conhecido nacionalmente como um professor de criatividade. Em conversa com o podcast "45 Do Primeiro Tempo", Gun disse que esse momento em que estamos vivendo marca uma transição de era: “durante anos vivemos uma ilusão da separação, agora, mais do que nunca chegou a hora de nos reconectarmos com a natureza”. Para o fundador da Keep Learning School o mundo pós-coronavírus vai trazer um novo olhar sobre as questões econômicas: “teremos que pensar numa outra métrica do PIB daqui pra frente e num outro modelo econômico. Vamos viver com menos”. Murilo Gun ressalta ainda que esta é hora de olharmos mais para o lado espiritual do que para o material. Confira o papo de hoje.
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Tony Bellotto caminha muito bem por duas vertentes da arte: a música e literatura. Na música já são quase 40 anos nos palcos com uma das mais aclamadas bandas de rock do País, os Titãs; na literatura acaba de lançar seu décimo romance, “Dom”, pela "Cia das Letras". Em quarentena no interior do Rio de Janeiro, Tony Belloto conversou com o podcast "45 Do Primeiro Tempo", foi categórico em dizer que nunca mais será o mesmo depois que a pandemia passar: “não tem como voltar igual depois do que estamos vivendo”.
Bastante tocado com as inúmeras mortes provocadas pelo coronavírus e pela iminente crise econômica que se avizinha com graves desdobramentos sociais, Tony Bellotto lembra que este vírus nos mostra o tamanho da nossa fragilidade: “o homem criou uma falsa ideia de que domina o mundo”, finalizou.
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Ignácio de Loyola Brandão é um imortal da Academia Brasileira de Letras. Em sua carreira como escritor fez a realidade correr atrás da ficção em muitas de suas obras. No seu mais recente livro escrito há 4 anos, “Desta terra nada vai sobrar a não ser o vento que sopra sobre ela”, o também jornalista já descortinava um cenário muito parecido com o que vemos hoje em tempos de coronavírus: pandemia, idosos morrendo, corpos na ruas e um presidente sem sentimento. Em conversa com o podcast "45 Do Primeiro Tempo", Ignácio de Loyola diz que a loucura passou a ser a normalidade, diz ter um otimismo contido sobre mudanças de valores na sociedade pós pandemia e lamenta que o idoso hoje é o retrato da sociedade do descarte.
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Ciro Pirondi é um pensador do espaço urbano, costuma trazer a arquitetura para uma dimensão mais humana e menos elitista, não à toa está a frente da chamada “Escola de Humanidades”, voltada a alunos do ensino médio, além de ser também um dos fundadores da Escola da Cidade, uma das principais instituições de ensino da arquitetura do Brasil. Do interior de São Paulo, onde cumpre a quarenta, ele conversou com o podcast "45 Do Primeiro Tempo", disse que a pandemia do coronavírus pode nos dar a oportunidade de olharmos de forma diferente para as cidades, além de romper a dimensão da separação econômica e social possibilitando um caminhar mais junto com o outro.
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