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Sandra Marques Pereira é doutorada em Sociologia pelo ISCTE-IUL, e investiga sobretudo questões relacionadas com Modos de Habitar, evolução da sociedade, arquitectura residencial e também Políticas Públicas de Habitação -- aliás, a Sandra tem tido nos últimos anos uma voz activa no debate em torno das políticas públicas de habitação, sobretudo na cidade de Lisboa.
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A investigação da convidada segue uma abordagem original, que passa por estudar as transformações da sociedade através da habitação, olhando para a forma como se têm alterado quer a estrutura das casas quer o uso que fazemos delas.
Surpreendeu-me imenso, ao preparar este episódio, a quantidade de informação que se consegue para extrair da evolução da casa em relação às transformações que foram acontecendo ao nível da cultura, da demografia, da estrutura económica e, até, da organização política da sociedade.
Durante a conversa, começámos por fazer uma viagem por esta “Sociologia da Habitação”, percorrendo uma série de alterações que se deram na estrutura das casas e da sociedade ao longo do século XX, sobretudo a partir do Estado Novo. Acabámos por falar mais de Lisboa, porque é a cidade que a investigadora conhece melhor, mas passámos também pelo Porto e pelo campo, e... de resto, a cultura da época que a convidada descreve era semelhante em todo o país.
À medida que a conversa nos foi trazendo para os nossos dias, fomos dar inevitavelmente a um tema incontornável: os desafios actuais do preço da habitação nas grandes cidades, Lisboa e Porto, em que a tendência de redescoberta do Centro Histórico, ainda recente, se cruzou com o enorme aumento dos preços das casas que se tem verificado nos últimos anos.
Este é um tema complexo, e que ainda fará correr muita tinta, até porque é um caso típico em que os benefícios e os custos afectam muita gente, mas de forma diferente, em em que resolver ao mesmo tempo os desafios do curto e do longo-prazo não é nada fácil.
Para dar algum contexto, o que se passa é que desde 2016 que os preços nas grandes cidades têm vindo a subir vertiginosamente, a reboque de um círculo virtuoso - ou vicioso, dependendo de a quem perguntarmos - que se gerou entre o aumento maciço do turismo e o influxo de investimento estrangeiro, que chegou atraído sobretudo pelos vistos gold e pelos benefícios fiscais atribuídos a residentes estrangeiros, e que fez estas cidades entrarem no mercado global de imobiliário.
Durante este último trecho da conversa, tentei destrinçar as diferentes causas deste fenómeno, e, ao mesmo tempo, ouvir as soluções da convidada para resolver o problema de assegurar habitação acessível aos locais sem, ao mesmo tempo, como se costuma dizer, ‘deitar fora o bebé com a água do banho’.
Informação de contexto
Índice da conversa:
Esta conversa foi editada por: Martim Cunha Rego
Obrigado aos mecenas do podcast:
Bio: Sandra Marques Pereira é doutorada em Sociologia pelo ISCTE (2010). Presentemente é investigadora do DINÂMIA'CET-ISCTE'IUL/ Grupo de Pesquisa Cidades e Territórios e professora assistente convidada do Mestrado Integrado do ISCTE (ISCTE-IUL), Doutoramento Arquitectura dos Territórios Metropolitanos Contemporâneos (ISCTE-IUL) e Mestrado e Estudos Urbanos (FCSH-Universidade Nova/ ISCTE-IUL). As suas áreas de investigação são: habitação, mercado imobiliário, políticas públicas de habitação, modos de habitar e modelos habitacionais urbanos, trajectórias residenciais, transformações urbanas. Co-coordenadora do WG Southern European Housing do European Network for Housing Research/ENHR. Foi investigadora convidada do Institut National d'études Démographiques/ INED - Paris e membro de vários projectos FCT centrados sobre o tema da habitação. Autora de várias publicações nacionais e internacionais e vencedora de dois prémios para melhor tese de doutoramento (IHRU 2011 e André Jordan 2012) e de um prémio científico ISCTE-IUL no ano 2017. Coordenadora e membro da organização de vários eventos de divulgação científica de âmbito internacional. O seu trabalho tem acentuado a interdisciplinaridade, sobretudo com a área de arquitectura: co-orientação de teses, ensino e formação em contexto nacional e internacional, conferências e projectos de investigação.
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Luana Cunha Ferreira é psicóloga clínica, investigadora, doutorada em Psicologia da Família e professora na Faculdade de Psicologia da Universidade de Lisboa. Desenvolve investigação sobre intimidade e desejo dos casais portugueses, assim como nas temáticas da parentalidade, resiliência, migrações e psicoterapia. Simultaneamente, dedica-se no consultório à terapia familiar e de casal.
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Este tema é ao mesmo tempo interessante, pelo que permite compreender da psicologia humana, e relevante para...qualquer homo sapiens não celibatário. Ao mesmo tempo, porém, é extraordinariamente difícil chegar a conclusões muito nítidas, uma vez que há poucas coisas simultaneamente tão complexas e variáveis como a realidade das relações dos casais.
Apesar desta limitação, há muito que descascar neste tema. Por um lado, a natureza humana, dos ímpetos às emoções -- essa sim possível de identificar apesar da variação entre indivíduos, e que tem aqui uma influência óbvia. Por outro lado, o modo como as nossas crenças e vontades hoje em dia (de liberdade, de igualdade, de intimidade) criam novas dificuldades nas relações e obrigam a repensar caso-a-caso os modelos que antes tomávamos por adquiridos.
Durante a conversa, percorremos uma série de tópicos, de maneira livre, de tal forma que tive alguma dificuldade quer neste resumo quer, sobretudo, em dar um título ao episódio. Espero que gostem.
Informação de contexto
Índice da conversa:
Esta conversa foi editada por: Martim Cunha Rego
Obrigado aos mecenas do podcast:
Bio: Psicóloga clínica, Doutorada em Psicologia da Família (FPUL-FPCEUC), Professora Auxiliar Convidada na Faculdade de Psicologia da Universidade de Lisboa. Desenvolve investigação sobre intimidade e desejo dos casais portugueses, assim como nas temáticas da parentalidade, resiliência, migrações e psicoterapia. Iniciou o percurso profissional no Centro de apoio Familiar e Aconselhamento Parental (Associação Nós), no âmbito da formação parental e promoção da parentalidade positiva, e faz clínica individual, conjugal e familiar desde 2008, em contexto institucional e privado. É autora de diversos artigos científicos em revistas com revisão de pares internacionais, tendo colabora com equipas de investigação na Universidade de Manchester e City College New York. Tem formação em Terapia Familiar pela Sociedade Portuguesa de Terapia Familiar. Possui CAP-CCP. Consultora em Metodologias Qualitativas. Especialista em Psicologia Clínica pela Ordem dos Psicólogos Portugueses e orientadora de estágios. Sócia fundadora da Casa Estrela do Mar.
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Pedro Morgado é médico psiquiatra, professor, também nas áreas de Neuronatomia e Comunicação Clínica, na Escola de Medicina da Universidade do Minho, da qual é também Vice-Presidente. Tem também prática clínica no Hospital de Braga e no Centro de Medicina Digital P5.
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A Saúde Mental é, na verdade, um tema que já tardava no podcast. E, aliás, hei-de voltar a ele no futuro.
Nesta conversa escolhi o Pedro por ser psiquiatra, com experiência quer de investigação quer de prática clínica. Por isso falámos sobretudo de doenças psiquiátricas (que não esgotam minimamente o âmbito da Saúde Mental) e sobretudo sob a perspectiva da medicina. Hei-de voltar ao tema no futuro com a perspectiva de alguém de psicologia clínica.
Foi um episódio em que aprendi imenso -- o Pedro não só sabe do que fala como é um óptimo comunicador. Durante a conversa, percorremos as principais doenças, falámos do eterno debate entre as causas biológicas e as psicológicas / sociais e ainda tivemos tempo para uma discussão mais livre sobre o que explica o facto quer de Portugal ser um dos países europeus com maior prevalência de doenças mentais quer o facto de termos um perfil de doenças mais e menos comuns muito diferente dos países vizinhos. Já sabem que podem encontrar um índice dos tópicos abordados e ainda leituras adicionais na descrição do episódio.
Temas abordados durante a conversa:
Agradecimento especial: Tiago Ramalho, Diogo Sampaio Viana, Hélder Miranda e Rui Passos Rocha
Esta conversa foi editada por: Martim Cunha Rego
Obrigado aos mecenas do podcast:
Bio: Pedro Morgado é Professor de Neuronatomia, Psiquiatria e Comunicação Clínica na Escola de Medicina da Universidade do Minho e Médico Especialista do serviço de Psiquiatria do Hospital de Braga e do Centro de Medicina Digital P5. Desde 2017, é também Vice-Presidente da Escola de Medicina da Universidade do Minho. É licenciado em Medicina pela Universidade do Minho (2007) e doutorado em Medicina – Neurociências/Psiquiatria (2013), sendo investigador no Laboratório Associado ICVS/3B’s. É membro da Direção da Sociedade Portuguesa de Comunicação Clínica em Cuidados de Saúde (SP3CS), da Alumni Medicina e da B-ACIS. É também membro dos corpos gerentes da Liga de Amigos do Hospital de Braga. Dedica-se à investigação dos mecanismos biológicos implicados nos efeitos do stresse crónico na tomada de decisão, bem como das bases fisiopatológicas de doenças como a Perturbação Obsessivo-Compulsiva, a Psicose Esquizofrénica e as Perturbações Aditivas. Tem também como interesse de investigação a comunicação clínica e a relação entre profissionais de saúde e doentes. Coordena um projeto de informação sobre doenças psiquiátricas para o Plano Nacional de Saúde Mental da Direção Geral de Saúde (DGS). É autor de mais de 40 artigos publicados em revistas internacionais com revisão de pares e 6 capítulos de livros. É Editor Associado do Frontiers in Psychiatry e do Jornal Brasileiro de Psiquiatria.
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João Costa é coordenador do Mecanismo Nacional de Prevenção contra a tortura e maus-tratos. É também Doutorando na Universidade de Cambridge, com um projecto que passa por desenvolver uma ferramenta de resolução de conflitos armados em comunidades de zonas de conflito.
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Durante a conversa falámos de uma série de temas. Começámos pela visão política do convidado, que nos levou a abordar questões marcantes dos tempos actuais, como a desigualdade económica, o progresso moral e questões de costumes, e também como construir uma sociedade onde o poder político tem legitimidade e evitar derivas populistas.
A conversa levou-nos também à investigação do convidado, que é particularmente original, uma vez que junta conclusões da filosofia política -- como a Teoria de Justiça de John Rawls -- a evidência que vem das ciências sociais, sobretudo da área da psicologia, com o propósito de desenhar uma técnica de resolução de conflitos armados em zonas de conflito, em que os habitantes das comunidades locais são levados a compreender a posição do outro lado de forma a alterar o seu comportamento e gerar um acordo benéfico para todos. Embora a investigação nesta área estude sobretudo zonas de conflito, há paralelos óbvios entre esses conflitos acesos e a necessidade de aumentar o capital social e melhorar as instituições políticas das nossas sociedades.
A terminar a conversa, tivemos ainda tempo de voltar ao tema quente da justiça económica, em particular a tensão entre, por um lado, a necessidade de evitar uma desigualdade económica extrema e de promover a igualdade possível de oportunidades e, por outro, assegurar que o rendimento gerado legitimamente não é expropriado levianamente e que a sociedade é capaz de continuar a gerar prosperidade e crescimento económico.
Temas abordados durante a conversa:
Obrigado aos mecenas do podcast:
Bio: João Costa é coordenador do Mecanismo Nacional de Prevenção contra a tortura e maus-tratos, resultante da ratificação, por Portugal, do Protocolo Adicional das Nações Unidas à Convenção contra a Tortura. É também Doutorando na Universidade de Cambridge, onde se encontra a desenvolver uma ferramenta de resolução de conflitos armados em comunidades locais, alterando o comportamento dos seus habitantes. João tem experiência no terreno e headquarters em peacebuilding, conflito e segurança e desenvolvimento. Como consultor, trabalhou em projetos em vários países Africanos, do Médio Oriente e da América do Sul, para clientes como o Banco de Desenvolvimento Africano, Ministérios dos Negócios Estrangeiros Holandês e Norueguês, Interpeace ou Anglo American. Foi, ainda, delegado do Comité Internacional da Cruz Vermelha na Colômbia, e parte do sistema das Nações Unidas em Haia, Genebra e Nova Iorque, em diferentes posições – a última das quais no Tribunal Penal Internacional para a Antiga Jugoslávia. Completou um M.Phil em criminologia na Universidade de Cambridge (distinção) e mestrado e licenciatura na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra (ambos como melhor aluno). Deu aulas na Faculdade de Direito da Universidade de Católica, em Lisboa. Publicou um livro e vários artigos científicos, tendo recebido vários prémios e bolsas.
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Miguel Costa Coelho é doutorado em Biologia pelo Instituto Max-Planck, na Alemanha, e é actualmente investigador no departamento de Biologia Celular e Molecular da Universidade de Harvard, nas áreas do cancro e do envelhecimento celular. Recentemente, o Miguel lançou também um grupo de investimento em empresas de biotecnologia.
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Durante a conversa, tentei compreender melhor dois fenómenos intimamente relacionados: o envelhecimento e o surgimento de cancro. No final, tivemos ainda tempo para falar de terapias promissoras para atrasar ou inverter o envelhecimento.
Se não ouviram na altura, vale a pena ouvir também o episódio #49, com Maria do Carmo Fonseca, em que abordámos muitas questões relacionadas, no campo da Genética e Biologia Molecular.
Estes são temas simultaneamente relevantes e fascinantes. Que são relevantes nem é preciso explicar por quê. São fascinantes porque são uma porta para a incrível complexidade da nossa biologia. Porque é que a evolução levou a que envelheçamos como envelhecemos? E porque temos cancro? (por exemplo, embora não falemos disso durante a conversa, o cancro é muito comum em alguns animais, mas muito raro em mamíferos de grande porte como as baleias ou os elefantes).
Foi, por isso, uma conversa desafiante e complexa. Aliás, no 45 Graus já sabem que é com isso que contam e não ia deixar o Miguel vir ao podcast sem mergulhar a fundo no tema. Por isso, este é um daqueles episódios que ganham em ter uma mini-aula na introdução:
Antes de mais, a célula. Se ouviram a conversa com a Mª do Carmo Fonseca, que foi mais focada em genética, lembram-se que a célula é a unidade básica de todos os seres vivos, desde os micróbios aos seres complexos como nós. No núcleo de cada célula do nosso corpo está guardado o nosso genoma, uma espécie de livro, muito longo onde são escritas com moléculas de DNA as instruções para desenvolver e manter o nosso corpo. Cada ‘linha’ desse livro de instruções é um gene diferente, composto por várias moléculas de DNA, e que traz as instruções para produzir proteínas, o ‘material da vida’, pois é delas que são feitos todos os diferentes tecidos do nosso corpo.
E qual é a ligação entre as células e o envelhecimento e o cancro? Ao longo da nossa vida, logo desde o momento em que o nosso embrião foi formado (quando éramos apenas uma célula) começou um processo em que as células se foram dividindo e multiplicando, de modo a fazer-nos crescer e a manter-nos vivos e funcionais.
Ao longo desse processo, que dura a nossa vida toda, vão surgindo defeitos e erros de multiplicação, que afectam os genes e outras partes das células. Com o acumular desses erros, as células vão-se desgastando e dividindo mais lentamente o que vai prejudicando o funcionamento dos órgãos até que morremos. Mas isto é a versão boa, porque em alguns casos, antes de essa ‘morte natural’ acontecer, surgem nas células erros de replicação que afectam genes específicos e que se multiplicam descontroladamente até formar cancro. E isso, todos sabemos o resultado que tem.
Esta foi, por isso, uma excelente conversa para compreender melhor estes fenómenos relacionados - envelhecimento e cancro - bem como os tratamentos com maior potencial para retardar o primeiro e evitar o segundo. Espero que gostem!
Temas abordados durante a conversa:
Esta conversa foi editada por: Martim Cunha Rego
Obrigado aos mecenas do podcast:
Bio: Cientista, Investidor e Consultor de Biotecnologia, interessado em Cancro, Envelhecimento e Terapias Genéticas. Nascido em Lisboa mas filho de pais mirandelenses, estudou Bioquímica na Universidade de Lisboa e depois de um mestrado no Instituto Gulbenkian de Ciência, fez o doutoramento no Instituto Max-Planck, em Dresden (Alemanha). Associado do departamento de Biologia Celular e Molecular da Universidade de Harvard, nos EUA. Recentemente, saiu do mundo acadêmico para Wall Street em Nova Iorque, onde espera poder canalizar o conhecimento científico para oportunidades de investimento em biotecnologia, criando valor científico e financeiro.
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Gonçalo Gil Mata colabora quer com pessoas quer com organizações para aumentar o desempenho dos indivíduos e dos grupos. Isto leva-o a explorar várias frentes, desde a produtividade, à motivação, passando por liderança e a comunicação entre pessoas nas organizações.
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Um aspecto particularmente importante da produtividade, e que nos é familiar a todos, é a dificuldade em gerir o nosso tempo, isto é, em conseguir fazer tudo o que queremos fazer sem, ao mesmo tempo, pagar o preço em stress.
Esse é, precisamente, o tema o tema do último livro do convidado, que serviu de mote à conversa. A ideia do livro é relativamente simples: compreender melhor a nossa mente e, com isso, não só pôr a nu os obstáculos que nos podem estar a impedir de gerir melhor o nosso tempo mas também, porque nunca conseguiremos fazer tudo, ser capaz de distinguir entre o que queremos realmente fazer e aquilo que não nos vai propriamente realizar.
Temas abordados durante a conversa:
Obrigado aos mecenas do podcast:
Esta conversa foi editada por: João Ervedosa
Referências abordadas na conversa:
Bio: Licenciado em Engenharia, com experiência em gestão de projetos a nível internacional, especializou-se em Performance Organizacional, Produtividade Pessoal e Interpessoal, Comunicação, Liderança e Psicologia Motivacional. Executive Coach certificado pela European Coaching Association, acumula certificações avançadas em Business, Life e Team Coaching, tendo treinado pessoalmente com nomes de relevo mundial como Robert Dilts, David Allen, Joseph O'Connor e Michael Neill, entre outros. Colabora com várias escolas de negócios, sendo nomeadamente responsável pelo módulo de Personal Productivity do The Lisbon MBA Executive, na Universidade Católica Portuguesa. Autor dos livros “Buena York”, 2007 e de “Ainda Não Tive Tempo”, 2015. Escreve regularmente no blog Whats The Trick e publica artigos sobre Produtividade e Performance na sua página de autor do Linkedin.
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Pedro Galvão é filósofo e professor na Universidade de Lisboa; investiga principalmente na área da Ética (também conhecida por Filosofia Moral) e foi sobretudo sobre isso que falámos.
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O episódio tem duas partes facilmente separáveis:
1. Até aos cerca de 00:55 minutos, falámos sobre Ética filosófica no geral. O Pedro começou até por dar um passo atrás para explicar os vários campos da Filosofia e onde a Ética se situa nessa taxonomia. De seguida, falámos de algumas das principais correntes e também dos principais pontos de disputa entre quem pensa estas questões. Falámos da distinção clássica, mas ainda relevante, entre as perspectivas utilitarista e deontológica, da discussão sobre se o certo e o errado são factos objectivos ou apenas conceitos relativos (uma discussão com implicações práticas óbvias na política, por exemplo). E abordámos ainda outras questões, como se existe ou não progresso moral.
2. Na segunda parte, passámos da teoria à prática, ou pelo menos a um caso concreto, um tema de Ética aplicada: os direitos dos animais.
É um campo que tem vindo a ganhar cada vez mais protagonismo. Nas últimas décadas, muitos filósofos morais (em particular, o mais mediático de todos, Peter Singer) têm argumentado que é necessário alargar as fronteiras da Ética para incluir não só os nossos deveres para com outros Seres Humanos, mas também em relação aos animais, em particular os animais ‘sencientes’, isto é, os animais que sentem de forma consciente.
Os pontos em contenda são mais que muitos. Será que temos, de facto, deveres em relação aos animais? E, se sim, que deveres? E isso implica que os animais têm direitos? (por exemplo, o convidado entende que temos deveres para com os animais, mas não acha que não se possa dizer que eles tenham direitos).
E depois há as implicações práticas. O que devemos permitir, por exemplo, na indústria alimentar, ou na utilização da animais para experiências científicas, ou, ainda - tema inevitável - nas touradas?
A ética dos animais é, como se percebe, um tema fascinante, mas que também nos força a diálogos internos difíceis. Por exemplo: ao contrário do convidado, inclino-me para achar que não é errado matar um animal ‘senciente’ para o comer, desde que se evite o sofrimento do bicho. Mas não será isto apenas uma racionalização minha para que possa continuar a comer carne de consciência tranquila?
Na sociedade como um todo, parece que temos duas tendências de sentido contrário. Por um lado, é cada vez mais comum as pessoas tratarem os animais domésticos quase como filhos (e, mesmo quem, como eu, rejeita isso, é preciso admitir que não vemos as nossas obrigações éticas em relação aos nossos cães ou gatos de forma muito diferente das obrigações em relação aos nossos familiares). Por outro lado, (como longe da vista, longe do coração) continuamos - muitos de nós, pelo menos - a comprar e comer carne de produção intensiva, fechando os olhos ao modo como muitos destes animais são criados (basta uma pesquisa rápida no Google para perceber como).
Havia outros dois temas de Ética aplicada que queria ter abordado, mas faltou tempo. Um, o aborto, por ser muito desafiante filosoficamente; o outro, a Eutanásia, é talvez menos desafiante (porque os argumentos mais relevantes do contra são mais de índole prática do que filosófica), mas é mais actual, uma vez que, ao que tudo indica, está prestes a entrar na actualidade política. Talvez um dia volte a convidar o Pedro para terminarmos esta discussão. Fico também à espera do vosso feedback nesse sentido. Ora ouçam a conversa:
Obrigado aos mecenas do podcast:
Esta conversa foi editada por: Martim Cunha Rego
Referências abordadas na conversa:
Livros e artigos
Livro do convidado: “Ética com Razões” (FFMS)
Artigos do convidado sobre Direitos dos Animais: um, dois
Sam Harris - The Moral Landscape
Metaethics, an Introduction, de Andrew Fisher
Taking Life: Three Theories on the Ethics of Killing 1st Edition, Kindle Edition, de Torbjorn Tannsjo
“What a Fish Knows: The Inner Lives of Our Underwater Cousins” (livro sobre a senciência dos peixes)
Reasons and Persons, de Derek Parfit
Livro recomendado: Os Métodos da Ética, de Henry Sidgwick
Filósofos
Derek Parfit
Henry Sidgwick
Torbjörn Tännsjö
John Stuart-Mill
Jeremy Bentham
Tom Regan
Escolas de pensamento e problemas
The Repugnant Conclusion (Parfit)
Rule utilitarianism
Non-cognitivism
Moral relativism
Teoria do Erro (Mackie)
Moral constructivism
André Silva: “Há características mais humanas num chimpanzé ou num cão do que numa pessoa em coma”
Episódio do podcast da NPR ‘Hidden Brain’ em que se aborda a vida dos galos
Bio: Filósofo e professor de Filosofia na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, onde é membro do grupo de investigação LanCog (Language, Mind and Cognition). O seu ensino e investigação situam-se sobretudo na área da ética filosófica. Escreve literatura de fantasia.
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Miguel Farias é psicólogo experimental, doutorado pela Universidade de Oxford e actualmente professor na Universidade de Coventry.
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A investigação do convidado incide sobretudo na área da psicologia da crença e da espiritualidade e foi daí que resultou o livro de que é co-autor e que serviu mote à conversa. Chama-se: , ‘The Buddha Pill’ ou, Como a Meditação Pode (ou não) Mudar a Sua Vida, e é uma análise aprofundada da ciência por trás da meditação.
O livro é uma viagem pelo que a investigação científica permite concluir em relação aos efeitos da meditação: os benefícios reais, os benefícios que parecem francamente exagerados pelos promotores da meditação e mesmo os perigos que esta prática pode trazer a quem a pratica.
A conversa foi muito livre, por isso andámos cá e lá entre vários temas: os efeitos da meditação, o enquadramento histórico, nas tradições espirituais hindus e budistas, a espiritualidade no geral e até a comparação entre a meditação e outras abordagens, como a psicoterapia ou simples técnicas de respiração.
O que é a Meditação?
A meditação funciona basicamente usando uma determinada técnica de concentração para treinar a nossa atenção e aumentar a nossa consciência e, assim, atingir um determinado estado mental, diferente do normal. (E isto é a única coisa em comum aos vários tipos de meditação, porque quer a técnica específica quer estado que se pretende atingir variam muito.)
A meditação é praticada desde a antiguidade, e por todo o mundo, até recentemente tipicamente num contexto religioso, e normalmente enquanto como parte do caminho de desenvolvimento espiritual.
Esta meditação de origem oriental começou a chegar ao ocidente sobretudo a partir do século XIX. Já no século XX tivemos a entrada em força da Meditação Transcendental e, actualmente, é sobretudo do chamado Mindfulness que ouvimos falar (se ouviram falar de meditação nos últimos anos, foi quase de certeza desta técnica).
Este Mindfulness tem origem no Budismo mas, na maior parte das aplicações actuais, usa-se apenas a técnica de concentração, sem a interpretação espiritual.
Nos últimos anos, esta prática vindo a ganhar adeptos muito para além a contra-cultura New Age que primeiro abraçou estas práticas. Aliás, é hoje em dia cada vez mais aplicada em contextos muito variados, como nos cuidados de saúde, no ensino e mesmo em empresas.
Para esta entrada do Mindfulness no mainstream tem contribuído muito o facto de a investigação científica parecer validar vários dos efeitos benéficos da meditação, que vão da redução da ansiedade até mesmo ao bem estar físico.
O livro do convidado, como já perceberam, é uma espécie de água na fervura sobre esta onda de entusiasmo. Como digo algures durante a conversa, já experimentei meditação, mas de forma muito limitada. A quantidade de gente em cuja opinião confio noutros temas e que diz que meditação melhorou muito a sua vida continua a fazer-me ter vontade de explorar melhor a meditação, mas a perspectiva a investigação do Miguel deixou-me, no mínimo, com uma visão mais matizada do tema.
[Artigo de opinião no Público: Oito desejos para um partido liberal em Portugal]
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Esta conversa foi editada por: Martim Cunha Rego
Referências abordadas na conversa:
Livro do convidado (com Catherine Wikholm):
Original: The Buddha Pill
Versão PT: Como a Meditação Pode (ou não) Mudar a Sua Vida
Müller-Lyer illusion
Accents Are Forever
Tripiṭaka (Páli)
Mircea Eliade
Benny Shanon
A ilusão da mão de boracha
Timothy Leary
Livro recomendado: A Queda Do Céu, de Davi Kopenawa
Bio: Miguel Farias é um psicólogo experimental doutorado pela Universidade de Oxford. O seu livro sobre a ciência da meditação, 'The Buddha Pill: Can Meditation Change You?', foi traduzido em português pela Leya, e actualmente prepara o Oxford Handbook of Meditation. Em 2017 ganhou o prémio William Bier, concedido pela Associação Americana de Psicologia, pelo seu trabalho sobre a psicologia da crença e da espiritualidade. Foi professor da Universidade de Oxford e é o diretor fundador do Laboratório 'Cérebro, Crença e Comportamento' na Coventry University.
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Mário Amorim Lopes é docente universitário, investigador na área da economia e políticas de saúde, e alguém que se descreve de forma provocadora como “despudoradamente liberal”. O Mário tem sido uma presença activa no discussão pública, seja no blog O Insurgente, no Twitter, ou ainda através dos ensaios sobre a área da saúde que tem escrito no Observador.
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Uma vez que nos identificamos ambos enquanto liberais - eu porventura mais “pudoradamente” do que o Mário -, e talvez, quem sabe, por eu ser um tudo-nada do contra, tentei puxar mais por temas em que previa que fôssemos discordar.
Resultou, por isso, numa conversa desafiante, embora até tenhamos discordado menos do que pensei inicialmente (o que mostra bem como não se deve reduzir as pessoas a rótulos).
Entre os temas em que estivemos alinhados destaco um que o Mário trouxe à conversa: o papel que os privados podem ter na saúde ou no ensino, e que não é, à priori, incompatível com um sistema de acesso universal..
Falámos também de questões que extravasam Portugal, como o aumento da concentração de riqueza em países como os EUA, e o aumento do poder de mercado de alguns gigantes tecnológicos; temas que me parece deverem suscitar no mínimo dúvidas entre liberais, visto que poder económico, esteja ele com indivíduos ou com empresas, facilmente converte-se em poder político.
Discutimos ainda uma crítica que faço a uma parte relevante da direita liberal em Portugal, que, em muitos casos, fala muito em meritocracia mas parece, na prática, dar pouca atenção a tentar diminuir a desigualdade de oportunidades.
Terminámos a discutir o que me parece ser um dos grandes desafios actuais para um progressista liberal: como fazer oposição às agendas políticas que vêm a reboque da expansão da política identitária e das tentativas de condicionamento do discurso sem deixar de reconhecer que existem, inegavelmente, problemas urgentes de injustiça social subjacentes que não se vão resolver sozinhos.
No total, percorremos uma série de temas, uns mais sociais outros mais económicos:
Uma última nota ainda para a qualidade do som, que não é a melhor, visto que a conversa foi gravada remotamente, mas acho que não incomoda excessivamente.
Obrigado aos mecenas do podcast:
Esta conversa foi editada por: Martim Cunha Rego
Referências abordadas na conversa:
The Constitution of Liberty - Friedrich A. Hayek
Atlas Shrugged - Ayn Rand
Murray Rothbard
The Virtue of Selfishness - Ayn Rand
The Largest Study Ever of Libertarian Psychology - Jonathan Haidt
John Rawls
The Road to Serfdom - Friedrich Hayek
The Economist - The dominance of Google, Facebook and Amazon is bad for consumers and competition
Milton Friedman: ‘Pro free enterprise vs pro business”
The Economist - “The Nordic countries, The next supermodel”
David Brooks - The market and the welfare state go together.
Modelo de Hofstede das diferenças culturais
Lócus de controle
Livros recomendados:
Identity: The Demand for Dignity and the Politics of Resentment, de Francis Fukuyama
Europe: The Struggle for Supremacy, from 1453 to the Present, de Brendan Simms
Bio: Mário Amorim Lopes é docente universitário e investigador, com um percurso pessoal e profissional algo inusitado: forma-se primeiro em Engenharia Informática, tendo trabalhado em São Francisco e regressado a Portugal para fundar uma startup. Cessa a sua participação e vai viajar um ano pela Europa e América do Sul de mochila às costas, com pouco mais do que roupas e livros (D. Quixote era a obra apropriada para esta empreitada). Regressa e dedica-se um ano a uma banda de rock electrónico, em que faz composição, produção e toca baixo. Entretanto, tira o mestrado de Economia na FEP e muda de agulha. Do mestrado segue para o doutoramento, onde estudou questões de economia e políticas de saúde, realizando investigação e consultoria na área da saúde. Escreve no blog Insurgente e produz ensaios sobre temas da área da saúde para o Observador. É despudoradamente liberal.
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Pedro Lomba é advogado e professor universitário. A actividade política do Pedro está ligada ao PSD e foi Secretário de Estado do governo de Passos Coelho. Mas foi bem antes disso que o Pedro começou por dar que falar, quando, ainda nos primórdios da blogosfera, em 2003, integrou um dos blogues mais marcantes, conjuntamente com Pedro Mexia e João Pereira Coutinho, onde uma direita mais jovem começava a mostrar-se.
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Este é o 1º episódio de uma nova edição da série ‘Orientações Políticas’ que fiz na temporada passada. Gravámos esta conversa ainda durante a campanha das legislativas mas como, sendo sobre política, não nos focámos nas eleições, decidi deixar passar o período eleitoral e publicá-lo só agora. Nesta 2ª edição da série ‘Orientações Políticas’ a minha ideia é a mesma dos episódios que publiquei anteriormente - conversar com pessoas com posicionamento político conhecido - mas desta vez vou tentar encontrar pessoas que actualmente estejam fora da política activa (como é o caso do Pedro).
Da minha parte, enquanto anfitrião, a abordagem é a mesma da série anterior: por um lado, tento debater com o convidado as suas ideias e confrontá-las com a minha própria visão crítica; por outro lado, tento estar de mente aberta e aprender com os insights que o convidado traz (como faço nos episódios ‘normais’ do podcast). Isto é importante até porque, embora eu tente sempre ir atrás dos factos, quando falamos em política, a realidade é demasiado complexa para conseguirmos se 100% objectivos. Para além disso, os nossos valores variam entre indivíduos diferentes e influenciam sempre a nossa visão das coisas.
Esta nossa conversa foi muito aberta. Fomos saltando de tema em tema sem um guião pré-definido. E, aliás, ao reouvi-la, percebi que foi mais o convidado quem definiu o rumo da conversa do que eu, o que nestas conversas é o ideal. O facto de ter sido um diálogo aberto implica, por outro lado, que houve temas que ficaram por concluir e, pelo menos da minha parte, reflexões que são mais um princípio de opinião do que uma opinião definitiva. Mas julgo que esse é o maior valor deste exercício: dar a quem ouve um acesso (quase) em bruto a uma conversa franca entre duas pessoas.
Durante esta hora e pouco, cobrimos uma série de assuntos. Comecei por tentar perceber a origem do pensamento político do convidado e daí partimos para discutir outros temas, vários dos quais dão hoje muito que falar: (i) os limites à integração europeia numa Europa de Estados-nação com culturas específicas, (ii) as ameaças à liberdade de expressão nestes tempos em que o espaço público passou a abarcar as redes sociais, (iii9 e aquilo que o convidado vê como o problema do ressurgimento de novas ideologias em sítios como as Universidades. Mais para o final da conversa, discutimos também a crítica do convidado a uma sociedade por vezes demasiado focada nos direitos, um tema que em si mesmo dava uma conversa.
Obrigado aos mecenas do podcast:
Esta conversa foi editada por: João Torgal
Sugestões de leitura (e não só) referidas na conversa:
Benjamin Constant
Alexis de Tocqueville
História Intelectual do Liberalismo, de Pierre Manent
Milton Friedman sobre o rendimento mínimo garantido
Citação da série Chernobyl
Adam Smith’s market never stood alone - Amartya Sen (FT)
Livro recomendado: The Once and Future Worker: A Vision for the Renewal of Work in America, de Oren Cass
Bio: Pedro Lomba é licenciado, mestre e doutorado em Direito na Faculdade de Direito de Lisboa e Professor Auxiliar da mesma faculdade. Obteve o Doutoramento em Direito na mesma Faculdade, detendo também um Master of Research em Direito Comparado e Direito Internacional, pelo Instituto Universitário Europeu. É actualmente advogado na firma PLMJ, sócio nas áreas de Público e de Saúde, Ciências da Vida e Farmacêutico. Para além da prática como advogado, foi também Secretário de Estado Adjunto do Ministro Adjunto e do Desenvolvimento Regional no XIX Governo Constitucional (2013-2015), Secretário de Estado Adjunto e dos Assuntos Parlamentares no XX Governo Constitucional (2015) e Assessor da Presidência do Conselho de Ministros (2003). Pedro tem tido uma vasta intervenção pública nos órgãos de comunicação social desde 2004, e é atualmente membro do Conselho de Opinião da RTP. Foi colunista de vários órgãos de comunicação social, nomeadamente Público, I, Diário de Notícias, Diário Económico, O Independente, e comentador na RTP N. É autor dos livros «Teoria da Responsabilidade Política», Coimbra, 2008; «Constituição Portuguesa Anotada» - Vol. 3 (com Alexandre Sousa Pinheiro), Coimbra, 2008; «Direitos Fundamentais e Jurisprudência Constitucional - Materiais de Apoio às Aulas Práticas» (com Alexandre Sousa Pinheiro), 2006; e de numerosos artigos.
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O 45 Graus é um podcast para saber mais e pensar criticamente. José Maria Pimentel, economista, professor universitário e curioso por natureza, conversa sobre os grandes temas (e não só) com especialistas e pessoas cujas ideias vale a pena ouvir.
São conversas sem pressa, às vezes profundas, mas sempre descontraídas. Novos episódios a cada duas semanas, sempre à quarta-feira.