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Esther Mucznik é uma das maiores especialistas em temas judaicos em Portugal. Filha de pais polacos, viveu em Israel e em Paris onde estudou, respectivamente, Língua e Cultura Hebraicas e Sociologia na Sorbonne. É autora de vários livros sobre o Judaísmo, vice-presidente da Comunidade Israelita de Lisboa (CIL) e coordenadora da Comissão Instaladora do Museu Judaico. Para além disso, foi colunista do jornal Público entre 2002 e 2011, onde continua a escrever com esporadicamente.
Foi uma conversa animada, em que falámos de muitos temas relacionados com o Judaísmo, desde o Judaísmo enquanto religião e cultura, passando pela sua História - incluindo em Portugal -, até à constituição e actualidade do Estado de Israel.
Esther Mucznik foi uma convidada encantadora e o Judaísmo é um tema quase infinito, por isso a sensação com que fiquei foi de que a conversa poderia ter durado, facilmente, mais uma ou duas horas. O livro mais recente de Esther Mucznik - e que serviu de mote à conversa - é "A Grande Epopeia dos Judeus no Século XX", publicado este ano, e que narra os acontecimentos ocorridos desde o surgimento do Sionismo, no final do século XIX, até à formação e consolidação do Estado de Israel, passando - inevitavelmente - pelas terríveis provações sofridas pelo 'povo escolhido' durante o século XX.
(sonoplastia com a colaboração de Luís Ferreira)
Voz de Carlos Lopes retirada de:
https://youtu.be/Mn90o038ZLE
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Pedro Braz Teixeira tem formação em Economia, Economia Internacional e História. Durante a carreira, tem passado pela academia, como investigador em várias Universidades, e pela banca privada, como economista-principal do Banco Santander Totta. Actualmente, é director do Gabinete de Estudos do Forum para a Competitividade.
Conversámos essencialmente sobre a economia portuguesa – especialmente sobre as políticas económicas das últimas décadas – e sobre o Euro, enquanto moeda.
A visão do economista sobre os temas que discutimos tem vindo a ser exposta através da colaboração, como colunista, em vários jornais – o jornal ECO, mais recentemente – e, como autor, em livros sobre a economia portuguesa e o Euro. O mais recente, lançado este ano, é o ensaio «O Euro e o Crescimento Económico», publicado pela Fundação Francisco Manuel dos Santos.
Foi uma conversa animada, em que – como é característico das boas conversas – nem sempre estivemos de acordo, mas foi sobretudo uma conversa que me permitiu compreender melhor estes temas. Espero que achem o mesmo.
(sonoplastia com a colaboração de Luís Ferreira)
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Neste episódio estarei à conversa com José Milhazes para tentar compreender a Rússia. Especificamente, A História do país, a sua geografia, a União Soviética, mais recentemente, a política de Vladimir Putin, entre vários outros temas.
José Milhazes, que todos conhecemos pela sua imponente barba (que é a inveja póstuma de Rasputin), é um convidado excepcional para compreender a Rússia, pois tem formação académica em História da Rússia – com doutoramento em 2008 – e viveu desde 1977 até recentemente no país (desde o início dos anos 90, como correspondente em Moscovo, inicialmente do Público).
Na Rússia, José Milhazes foi testemunha em primeira mão do regime soviético – com o qual se foi progressivamente desencantando –, da queda da “cortina de ferro” e, mais recentemente, da emergência da nova Rússia de Putin.
O mote para a nossa conversa foi a leitura de dois livros que o jornalista e historiador publicou nos últimos anos: um, um ensaio histórico: "Rússia e Europa: uma parte do todo"; outro, um misto de auto-biografia e peça jornalística na 1ª pessoa “As Minhas Aventuras no País dos Sovietes” (título inspirado num livro do Tintin).
(sonoplastia com a colaboração de Luís Ferreira)
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António Araújo é, actualmente, entre outras ocupações relevantes, director de publicações da FFMS e editor do blog Malomil. É, além disso, o convidado ideal para compreender este tema, pois junta atributos que não costumam coincidir na mesma pessoa: por um lado, com formação em Direito e doutoramento em História, para além de estudioso destes temas, conhece bem o sistema partidário e político português. Por outro lado, o que não é comum, é também alguém atento à evolução da sociedade, no que diz respeito quer à moral da população quer aos seus hábitos de entretenimento; tudo factores que influenciam inevitavelmente as preferências políticas dos cidadãos
Conversámos a propósito do seu livro Da Direita à Esquerda. O livro aborda a evolução das culturas de direita e de esquerda em Portugal, ao longo das últimas décadas. Falámos, portanto, sobre a sociedade e a evolução dos seus hábitos e valores, mais do que propriamente de ciência política e ideologias. Isto porque são, na essência, esses valores e práticas que influenciam a evolução das ideias políticas e do próprio sistema político.
A tese principal do livro Da Direita à Esquerda – embora este apresente várias outras conclusões relevantes – é de que existem hoje muitas afinidades ocultas entre direita e esquerda, afinidades essas que os conflitos que vão preenchendo os noticiários procuram, muitas vezes, e de certa forma, camuflar.
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(sonoplastia com a colaboração de Luís Ferreira)
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O 45 Graus é um podcast para saber mais e pensar criticamente. José Maria Pimentel, economista, professor universitário e curioso por natureza, conversa sobre os grandes temas (e não só) com especialistas e pessoas cujas ideias vale a pena ouvir.
São conversas sem pressa, às vezes profundas, mas sempre descontraídas. Novos episódios a cada duas semanas, sempre à quarta-feira.