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Nesta quinta-feira (8), o neurologista Sidarta Ribeiro, autor do livro “Oráculo da Noite - A história e Ciência do Sonho”, publicado pela Companhia das Letras, participou do programa Oito em Ponto. Ribeiro explicou o que, de fato, são os sonhos e o que eles podem representar, além da relação direta com a ciência.
“O livro foi escrito para explicar que o que tem de exotérico [nos sonhos], tem uma explicação científica”, explica. Segundo ele, “o sonho é o resultado da passagem de atividade elétrica por um circuito de neurônios que representam memórias”.
Essas memórias podem ser reais, com sonhos protagonizados por pessoas de nosso dia a dia, ou podem ser baseadas em algo que entramos em contato através da internet, filmes ou redes sociais.
O programa "Oito em Ponto", com apresentação de Sergei Cobra, vai ao ar pela Rádio Cultura FM 103.3 FM, de segunda à sexta-feira, às 8h da manhã, na Cultura FM, Cultura Brasil e no aplicativo Cultura Digital.
Nesta quarta-feira (7), o professor de direito da USP, Rafael Mafei, autor do livro “Como remover um presidente”, lançado pela Editora Zahar, da Companhia das Letras, participou do programa Oito em Ponto. Ele discorreu sobre os processos de impeachment na América Latina e, principalmente, no Brasil.
Só no Brasil, houve mais de 250 denúncias de crime de responsabilidade e o afastamento de dois presidentes. “O impeachment é uma tradição que a gente herda desde o Império, que é garantir aos cidadãos o direito amplo de petição de levar ao conhecimento de qualquer autoridade a suspeita de uma ilegalidade”, explica.
Segundo Mafei, o número de pedidos de impeachment no Brasil é mais elevado porque qualquer pessoa pode fazer este pedido, diferente dos Estados Unidos, por exemplo, em que os deputados são responsáveis por realizar esses pedidos.
O programa "Oito em Ponto", com apresentação de Sergei Cobra, vai ao ar pela Rádio Cultura FM 103.3 FM, de segunda à sexta-feira, às 8h da manhã, na Cultura FM, Cultura Brasil e no aplicativo Cultura Digital.
*Estagiária sob supervisão da profissional habilitada Letycia Holanda - MTB: 63024/SP
Conhecido pelos best-sellers 1808, 1822 e 1889, o jornalista e escritor Laurentino Gomes lançou recentemente o segundo trabalho dedicado à história da escravidão no Brasil, que no primeiro volume destaca a maneira como se organizava o tráfico de escravos vindos da África.
Em entrevista ao Oito em Ponto, o Laurentino Gomes falou sobre como o preconceito racial ainda é arraigado no país. “O Brasil é um país segregado de várias formas, sem que tenha tido a necessidade de lei contra a segregação racial como houve na África do Sul e no Sul dos Estados Unidos. O Brasil é segregado na paisagem. Observa quem mora nos chamados bairros nobres e quem mora naquelas favelas totalmente abandonados pelo Estado Brasileiro, dominadas pelo crime organizado, [...], majoritariamente descendentes de escravos... Então há uma segregação na geografia brasileira”
No livro “Escravidão - Da corrida do ouro em Minas Gerais até a chegada da corte de Dom João ao Brasil", o autor também destaca o fato da escravidão existir desde o início da história humana, mas só ter atingindo uma escala industrial quando colonos europeus levaram à força 12,5 milhões de africanos para a América. Processo que resultou, pela primeira vez, em torna a cor negra da pele em sinônimo de sujeito escravizado.
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No último dia 25 de junho, o ministro da Economia, Paulo Guedes, apresentou a segunda parte do plano da Reforma Tributária do Governo Federal ao presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, que envolve as faixas de isenção de imposto de renda e também uma reedição na tributação de IR sobre dividendos nacionais.
Embora as novas medidas ainda precisem ser aprovadas pelo Congresso Nacional para que tenham validade, algumas reflexões se mostram necessárias a respeito das mudanças que poderão ocorrer.
Para comentar as discussões em torno da Reforma Tributária no país e os efeitos das propostas apresentadas nesta segunda etapa, o Consultor Tributário José Messias Teodoro, participou do programa Oito em Ponto nesta segunda-feira (05).
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A pandemia da Covid-19 forçou mudanças estruturais nas nossas relações pessoais, profissionais e familiares. O isolamento social fez com que ferramentas digitais de comunicação, como Whatsapp, Zoom, Teams e Skype se tornassem essenciais no nosso dia a dia.
Mas quase um ano e meio depois de termos nossas vidas alteradas pelo coronavírus, o que aprendemos até agora sobre essas novas relações digitais? Quais os limites que devemos respeitar para não invadir o espaço e o tempo alheios? Como usar essas ferramentas virtuais da melhor forma?
Essas e outras questões foram abordadas nesta sexta-feira (02), no 'Oito em Ponto", em uma entrevista com Claudia Matarazzo, jornalista especializada em etiqueta e comportamento, apresentadora de rádio e televisão, palestrante e autora de dezoito livros, como o best-seller "Etiqueta sem Frescura".
"A gente está diferente, mas já era esperado, só acelerou o que estava vindo. Essas coisas do virtual e do home office já eram uma tendência e só acelerou. Agora as pessoas aprenderam a ficar em casa de outra maneira, descobriram que dá para trabalhar em casa, comer em casa e até se divertir em casa. Antes era só para dormir", avalia a jornalista.
Claudia Matarazzo também deu dicas sobre ligações para amigos e colegas de trabalho, e troca de mensagens por aplicativos. "Com amigo, você não precisa perguntar se ele pode falar. Agora quando é profissional, tem que perguntar se a pessoa pode falar, em que horário, e qual o assunto", disse.
A jornalista especializada em etiqueta e comportamento também comentou sobre a mistura da vida pessoal e profissional durante o homeoffice. "Precisa ter um movimento mais organizado em relação às empresas, porque elas não estão pensando em seus funcionários. Não tem mais horário de almoço, por exemplo. Não é assim que se trabalha. Os jovens estão esgotados. Daqui a pouco estão com 30 anos, e todos com síndrome de burnout", comentou Claudia Matarazzo. Confira a entrevista completa.
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A pandemia de Covid-19 abalou todas as estruturas econômicas, sociais e políticas do mundo inteiro, e uma área que foi muito afetada e que ainda não encontrou solução é a educação infantil.
A maior parte das escolas públicas não conseguiram criar mecanismos para oferecer o ensino à distância, e as escolas particulares, que possuem essas ferramentas, enfrentam dificuldades em estimular seus estudantes de forma virtual.
De acordo com pesquisa da Unicef, em novembro do ano passado, quase 1 milhão e meio de estudantes brasileiros de 6 a 17 anos não estavam frequentando a escola (remota ou presencialmente). O maior número de crianças sem educação se encontra na faixa etária de 6 a 10 anos de idade, que representam mais de 40% dos pesquisados.
Para falar sobre os desafios do ensino infantil durante a pandemia, e passar algumas dicas para melhorar o desempenho escolar das crianças, o 'Oito em Ponto' entrevistou nesta quinta-feira (01) a pedagoga Bruna Duarte Vitorino, que tem mais de 15 anos de atuação na área e atualmente é coordenadora pedagógica do Kumon.
"Tem um grande prejuízo [no ensino à distância]. O que a gente recomenda para as famílias é que elas estimulem as crianças em casa, para brincar, se divertir, longe da televisão e do celular", diz a pedagoga.
Segundo Vitorino, a fase da primeira infância, que vai dos zero aos cinco anos, é determinante para a formação pessoal. "Tem estudos que mostram que a criança aprende duas vezes mais [nesta faixa etária] do que crianças mais velhas".
Para a pedagoga, é indicado criar uma rotina diária para as crianças em casa. "Os pais devem colocar limites, com uma rotina adequada para a criança. Se ela não sabe o horário de comer, o horário de estar em família, os pais devem começar a guiar esses passos, criar o momento correto para cada atividade".
Bruna Duarte Vitorino, coordenadora pedagógica do Kumon, também falou sobre o uso de celulares, tablets, computador e televisão na infância. "A recomendação da OMS [Organização Mundial da Saúde] é que até os dois anos de idade a gente não apresente telas para as crianças. Estudos apontam que a formação criativa fica prejudicada se a criança fica muito exposta diante das telas", disse a pedagoga. Confira a entrevista completa.
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Nas últimas semanas, a cotação do dólar ficou abaixo dos 5 reais, valor que não era atingido há pelo menos um ano. O euro também teve queda expressiva, caindo para valores inferiores a 6 reais.
Ao mesmo tempo, a estimativa para a inflação desse ano é crescente, e já encosta em 6%, e deve ultrapassar o teto da meta para este ano, que é de 5,25%.
Para falar sobre esses assuntos e sobre o impacto que essas variações provocam no bolso do brasileiro, o 'Oito em Ponto' entrevistou nesta quarta-feira (30) Étore Sanchez, economista-chefe da Ativa Investimentos.
"Estamos falando de uma melhora do real frente às moedas estrangeiras. Ao longo de 2020, a aversão ao risco do globo subiu muito. Todo mundo que tem um dinheirinho quis ir para ativos mais seguros, no caso euro e dólar. Agora, como a pandemia está diminuindo, o dinheiro começa a voltar para investimentos mais arriscados. No caso, o Brasil é um deles, a gente vê um fluxo para cá", disse Sanchez.
O economista também explicou os motivos da recente alta da inflação. "O consumo das famílias acaba influenciando a alta da inflação, mas a escassez de produtos também acaba afetando. Muitas fábricas deixaram de funcionar durante a pandemia, e houve queda de commodities. No Brasil, a inflação foi influenciada pela queda de commodities, e pela alta no preço dos alimentos e da energia".
Étore Sanchez, da Ativa Investimentos, também comentou sobre a reforma tributária, proposta pelo governo Jair Bolsonaro. "É relativamente boa, porque ela precisa existir, mas tem alguns pontos que precisam ser ajustados. Nós precisamos de uma análise como um todo para saber se ela será benéfica à economia brasileira", avaliou o economista. Confira a entrevista completa.
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Ricardo Salles pediu demissão do Ministério do Meio Ambiente na semana passada, após dois anos e meio à frente da pasta, em uma gestão criticada por importantes entidades e lideranças ambientais.
O agora ex-ministro deixa o governo investigado pela Polícia Federal, em um inquérito encaminhado ao Supremo Tribunal Federal, que apura a venda de madeira ilegal brasileira a países estrangeiras.
A gestão de Ricardo Salles no ministério foi marcada por episódios lamentáveis para o Meio Ambiente, como o avanço do desmatamento, o derramamento de óleo no litoral brasileiro e as queimadas na Amazônia e no Pantanal.
Para falar sobre esse triste legado e sobre os caminhos para a flora e a fauna brasileiras, o 'Oito em Ponto' entrevistou a doutora Maria Tereza Jorge Pádua, membro da Rede de Especialistas em Conservação da Natureza, da Comissão Mundial de Áreas Protegidas, do Conselho da Associação O Eco, e ex-presidente do Ibama.
"É um legado muito triste. Esse homem nunca poderia ter sido ministro. É o anti-ministro", disse Pádua. A ex-presidente do Ibama avalia que o Brasil possui uma legislação ambiental muito boa, mas diz que ela precisa ser respeitada e cumprida. "Ele [Ricardo Salles] fez de tudo para acabar com essa legislação, incentivando a destruição da natureza".
Maria Tereza Jorge Pádua também avaliou a perspectiva do Ministério do Meio Ambiente, agora sob o comando de Joaquim Álvaro Pereira Leite. "Ele é um preposto do Salles, não é da área ambiental. Esse senhor não tem nenhum conhecimento. Nós precisamos de cientistas, especialistas no assunto", comentou a doutora. Confira a entrevista completa.
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As instituições culturais foram um dos segmentos mais atingidos pela pandemia de Covid-19. O setor foi um dos primeiros a parar quando o coronavírus chegou ao Brasil, e deve ser um dos últimos a voltar plenamente.
Uma pesquisa realizada entre julho e setembro de 2020 em todo o país mostrou que as artes cênicas foram o setor mais afetado, com perda total de receita para 63% dos profissionais. Ainda segundo a pesquisa, nesse setor, a maioria dos artistas que atuam na area de circo (77%), em casas de espetáculo (73%) e no teatro (70%) perderam a totalidade de suas receitas entre maio e julho.
A pesquisa contou com o apoio da UNESCO no Brasil, do SESC, da USP, do Fórum Nacional de Secretários e Dirigentes Estaduais de Cultura e de 13 Secretarias Estaduais de Cultura.
Para falar sobre essa realidade e sobre como superar os desafios impostos pela pandemia, o 'Oito em Ponto' conversou com Ronaldo Bianchi, professor, bacharel em Administração Pública pela FGV, Mestre em Administração pela PUC-SP, com MBA Executivo Internacional pela FIA-USP e Conselheiro Certificado pelo IBGC (Instituto Brasileiro de Governança Corporativa). Ele ministra a partir do dia 12 de julho o curso virtual "Gestão de Entidades Culturais", pela plataforma culturaemercado.com.br
"Não existe civilização sem cultura; cultura é um retrato da civilização", diz Bianchi. "Na esfera federal, o governo Bolsonaro tem destruído as pontes para a cultura, dificultado todos os financiamentos públicos. Ele não acelera os processos de financiamento cultural via Lei Rouanet. Pelo contrário, ele engaveta", avalia o professor.
Para Ronaldo Bianchi, os profissionais do setor da cultura precisam se capacitar para enfrentar as dificuldades da área. "Se nós tivéssemos mais gente preparada, nós teríamos menos evasão de dinheiro, mais segurança pública. Nós temos que preparar gente, volume de pessoas, para poder administrar cada vez melhor as entidades culturais", disse o professor. Confira a entrevista completa.
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Autor do conhecido livro "Os Sertões", sobre a Guerra de Canudos, Euclides da Cunha foi um escritor e jornalista brasileiro, nascido em 1866, no Rio de Janeiro.
Formado em uma escola militar, era amigo de Júlio de Mesquita, dono do jornal "O Estado de São Paulo", que o convidou para escrever no periódico. Euclides foi incumbido de cobrir os conflitos entre o exército brasileiro e o bando comandado por Antônio Conselheiro.
O resultado foi sua maior obra, "Os Sertões", publicada em 1902, que reúne mais de 600 páginas sobre sociologia, geografia e história da Guerra de Canudos.
E esse personagem da história brasileira é tema do livro "Euclides da Cunha: uma biografia" (editora Todavia), lançado recentemente pelo historiador e embaixador do Brasil na Nicarágua Luís Cláudio Villafañe G. Santos, que conversou com Sergei Cobra, no ‘Oito em Ponto’.
“Euclides da Cunha está no imaginário de todos os brasileiros. Meu primeiro contato foi na escola, porque é um autor tão importante que, se não é lido, pelo menos todo mundo tem contato, ouve falar”, disse Santos.
Mesmo com os apontamentos históricos de que Euclides da Cunha cometeu episódios de plágio e divulgou informações científicas equivocadas em “Os Sertões”, o biógrafo acredita que isso não afeta a importância do livro e do autor.
“Isso não diminui a obra, ele tem o brilho dele como literato. É um livro importantíssimo, mudou a literatura brasileira, que era uma coisa romântica. Euclides fez um livro muito duro e realista”, avalia Luís Cláudio Villafañe G. Santos. Confira a entrevista completa.
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