90 segundos de Ciência | Investigadores do Técnico

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90 segundos de Ciência | Investigadores do Técnico episodes

  • Ana Vieira (Técnico / CEGIST) – Projeto Medi-value desenvolve métodos de apoio à toma de decisão na avaliação de tecnologias de saúde

    Este projeto está a desenvolver métodos de apoio à tomada de decisão na avaliação de dispositivos médicos.​


    EP. 716 ANA VIEIRA – PROJETO MEDI-VALUE DESENVOLVE MÉTODOS DE APOIO À TOMA DE DECISÃO NA AVALIAÇÃO DE TECNOLOGIAS DE SAÚDE

    (4 de Novembro de 2019)


    Ana Vieira, investigadora no Grupo de Ciências de Decisão do Centro de Estudos de Gestão (CEG) do Instituto Superior Técnico (IST), participa no MEDI-VALUE, um projeto enquadrado na avaliação das tecnologias de saúde, com o objetivo de desenvolver novos métodos para apoiar a tomada de decisão em saúde através do valor relativo das tecnologias.

    “Existe uma panóplia gigante de dispositivos médicos e as pessoas contactam com eles quando se deslocam ao Hospital, ou quando vão ao Centro de Saúde, e muitas vezes não sabem o que são. Um dispositivo médico pode ser uma luva, uma seringa ou um dispositivo muito mais complexo como um stent ou as próteses que são utilizadas recorrendo a técnicas cirúrgicas”, conta.

    O objetivo do MEDI-VALUE é olhar para todos estes dispositivos de uma forma integrada e conseguir avaliar o seu valor. Para tal é preciso envolver todos os atores que estão no sistema de saúde, os pacientes, os médicos, os enfermeiros e todo o staff de apoio dos hospitais.

    Ao reunir as opiniões destes diferentes atores será possível olhar para os diferentes dispositivos e perceber qual o melhor método para medir o seu valor.

    Este projeto vai criar novas plataformas online para recolher as preferências dos diferentes atores em relação aos dispositivos médicos.

    A ideia é recolher estas preferências de uma forma que permita chegar a um consenso sobre o valor relativo de cada um destes dispositivos médicos.

    “Ao mesmo tempo tentamos promover um processo de aprendizagem destes diferentes atores. Queremos que eles não só nos forneçam o seu ponto de vista e os seus valores, mas que também tenham o conhecimento dos valores e das perspetivas das outras pessoas envolvidas neste contexto de avaliação e que possam aprender entre eles”, revela.

    Saiba mais sobre a investigadora em: Google Scholar | IST


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    Produção: ITQB NOVA, FCSH NOVA, Antena 1; Apoio ao abrigo de mecenato educacional: Novartis

    3 min
  • Vítor Cardoso (Técnico / CENTRA) – À procura do eco de um buraco negro

    Esta investigação está a estudar as ondas gravitacionais com o objetivo de conhecer o que se esconde no interior de um buraco negro.​


    EP. 709 VÍTOR CARDOSO – À PROCURA DO ECO DE UM BURACO NEGRO

    (24 de Outubro de 2019)


    Vítor Cardoso, professor catedrático no Instituto Superior Técnico (IST) e investigador no CENTRA – Centro de Astrofísica e Gravitação, está à procura de ecos nas ondas gravitacionais para determinar se o que estamos a observar é ou não um buraco negro.

    Os buracos negros surgem da morte de uma estrela mãe e quando essa estrela morre, implode e cai sobre si mesma eternamente. Segundo Vítor Cardoso isto traz dois problemas, o primeiro problema prende-se ao facto de que se um objeto cai eternamente sobre si, ele vai cair para um ponto e esse ponto vai ficar com uma densidade infinita. Toda a estrela vai estar concentrada num único ponto.

    O segundo problema é conhecido como o paradoxo da informação. Ao transformar-se num buraco negro, toda a informação acerca daquela estrela perde-se para sempre.

    “Quantos átomos é que a estrela tinha? Eram átomos de ferro? Eram átomos de hidrogénio? Tudo isso foi à vida porque o buraco negro não deixa informação escapar e quando deixa, como é o caso da radiação de Hawking, ela não carrega informação. Isto é o paradoxo da informação que nós não sabemos resolver”, explica.

    A equipa de Vítor Cardoso descobriu recentemente que se o que estiver no interior de um buraco negro não for um buraco negro na definição atual deste objeto, então será possível identificar ecos de uma onda gravitacional.

    “Isto significa que se eu pegar na onda gravitacional e esperar tempo suficiente vou ver pequenos ecos do sinal inicial da onda, isto é uma assinatura muito clara, muito distinta e relativamente fácil de procurar, e agora estamos à espera, o tempo o dirá”, acrescenta.

    Se este sinal for detetado, significa que a informação da estrela que colapsou para um buraco negro, não se perdeu, e que está apenas contida num ponto muito denso no espaço.

    Saiba mais sobre o investigador em: Google Scholar | IST | CENTRA


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    Produção: ITQB NOVA, FCSH NOVA, Antena 1; Apoio ao abrigo de mecenato educacional: Novartis

    3 min
  • Mário Pimenta (Técnico / LIP) – Primeiro passo para a construção de um observatório de raios gama nos andes

    Para suprir a necessidade de desenvolvimento de um observatório do céu no hemisfério sul foi criado um grupo de trabalho entre cientistas e organizações de nove países.​


    EP. 704 MÁRIO PIMENTA – PRIMEIRO PASSO PARA A CONSTRUÇÃO DE UM OBSERVATÓRIO DE RAIOS GAMA NOS ANDES

    (17 de Outubro de 2019)


    Mário Pimenta, professor no Instituto Superior Técnico (IST) e Presidente da Direção do Laboratório de Instrumentação e Física de Partículas (LIP), organizou uma reunião internacional deste consórcio em Lisboa em Maio deste ano, onde foi dado o primeiro passo para a construção deste observatório.

    Há cerca de três anos foram iniciadas as conversas entre os diferentes cientistas e instituições interessadas no desenvolvimento deste observatório para reunir as capacidades científicas e técnicas, e os recursos financeiros para o construir.

    “Nós trabalhamos nos últimos dois anos não só nas nossas propostas e nas nossas ideias para esse observatório mas também fizemos um esforço de tentar ligar todos os grupos no Mundo que estavam interessados”, acrescenta.

    Mário Pimenta espera ver esta obra em construção no espaço de três anos.

    “Vamos arrancar um programa muito ambicioso e apertado para no espaço de três anos conseguirmos definir melhor a ambição da ciência que queremos e quais são as condições tecnológicas que precisamos para essa ambição. Tudo isto faz parte do desenvolvimento da ciência, faz parte da aventura científica e é para isso que nós trabalhamos”, revela.

    Segundo Mário Pimenta, este observatório terá um custo de cerca de 50 milhões de euros e estará a funcionar num prazo de oito a dez anos.

    Este observatório irá detectar raios gama de energia mais alta, partículas de luz biliões de vezes mais energéticas do que a luz visível, que vão permitir conhecer a origem dos raios cósmicos de alta energia e procurar partículas de matéria escura e desvios em relação à Teoria da Relatividade Geral de Albert Einstein.

    Além do LIP, estão envolvidos mais 37 institutos de investigação, oriundos da Alemanha, Argentina, Brasil, Estados Unidos, Itália, México, Reino Unido e República Checa.

    Saiba mais sobre o investigador em: Linkedin | Researchgate | IST


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  • Rodrigo Rodrigues (Técnico / INESC ID) – projeto quer melhorar a eficiência dos servidores para computação em nuvem

    Os sistemas de computação em nuvem exigem que o armazenamento de informação seja feito de forma redundante em vários servidores espalhados pelo Mundo. Este projeto pretende desenvolver protocolos capazes de tornar mais eficiente a replicação da informação guardada nestes servidores.​


    EP. 694 RODRIGO RODRIGUES – PROJETO QUER MELHORAR A EFICIÊNCIA DOS SERVIDORES PARA COMPUTAÇÃO EM NUVEM

    (3 de Outubro de 2019)


    Foi atribuída a Rodrigo Rodrigues, professor no Instituto Superior Técnico (IST), investigador no INESC ID e codiretor nacional do programa CMU Portugal, uma bolsa do Conselho de Investigação (ERC, sigla em inglês), para estudar o desenvolvimento de protocolos mais eficientes e fidedignos para a replicação de informação em computação em nuvem.

    A computação em nuvem, do inglês cloud computing, tem algumas características que a tornam distinta dos métodos de computação tradicional. Uma dessas características reside no facto da computação em nuvem exigir que a informação seja multiplicada por uma rede de servidores espalhada em vários pontos do Mundo.

    Esta redundância de informação é necessária por um lado, para que os dados não se percam caso o servidor seja destruído por uma catástrofe natural, e por outro para que esta informação fique mais próxima do utilizador final, permitindo assim fornecer um serviço mais interactivo, e de rápida resposta, a esses utilizadores.

    Segundo Rodrigo Rodrigues, esta distribuição geográfica traz desafios muito grandes ao nível dos protocolos que são usados para manter as diferentes cópias dos dados coerentes entre si em diferentes localizações.

    “Para fazer essa replicação é necessário correr a uma série de protocolos que se tornam mais ineficientes quando os computadores que copiam os dados estão mais distantes entre si. Surgiu assim uma oportunidade interessante de encontrar um meio-termo entre a eficiência desses protocolos e as garantias que os protocolos dão ao nível do comportamento do sistema”, explica.

    A ERC desenvolvida por Rodrigo Rodrigues procura assim desenvolver protocolos capazes de aumentar a eficiência das cópias, reduzindo o risco da perda de informação, e aumentando a velocidade de acesso do utilizador final a estes dados.

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    Produção: ITQB NOVA, FCSH NOVA, Antena 1; Apoio ao abrigo de mecenato educacional: Novartis

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  • Filipe Moura (Técnico / CERIS) - Projeto IAAPE quer tornar as cidades mais amigas de quem quer e pode andar a pé

    O quão caminhável é a cidade de Lisboa? Este projeto estudou a caminhabilidade de diversas ruas da capital portuguesa com o objetivo de avaliar os obstáculos, desafios e comportamentos que tornam uma rua mais ou menos prática para quem anda a pé​.


    EP. 686 FILIPE MOURA – PROJETO IAAPE QUER TORNAR AS CIDADES MAIS AMIGAS DE QUEM QUER E PODE ANDAR A PÉ

    (23 de Setembro de 2019)


    Filipe Moura, professor associado do Departamento de Engenharia Civil, Arquitetura e Georecursos do Instituto Superior Técnico (IST) e investigador do CERIS – Centro de Investigação e Inovação para a Sustentabilidade em Engenharia Civil, está a desenvolver o projeto IAAPE – Indicadores de Acessibilidade e Atratividade Pedonal, com o objetivo de avaliar e mapear a caminhabilidade das ruas para diferentes segmentos da população.

    No âmbito deste projeto foi desenvolvido um dispositivo que funciona como um scanner 3D de passeios que é usado para detetar de forma automática irregularidades do passeio como buracos, obstáculos e larguras de passagem.

    Este dispositivo permite determinar se uma determinada rua pode ou não ser usada por pessoas com mobilidade reduzida ou com carrinhos de bebés.

    Está também a ser criada uma aplicação direcionada para idosos com o objetivo de os ajudar a encontrar o melhor percurso a pé.

    “O objetivo final é arranjar maneiras para que as pessoas não deixem de andar a pé, independentemente da sua idade ou da sua condição física, e para que as cidades sejam mais amigas de quem quer e pode andar a pé”, reforça.

    Para Filipe Moura o principal resultado do projeto IAAPE é a sua capacidade de fornecer informação sobre o espaço público que pode depois ser usada pelas entidades competentes para identificar e resolver problemas que dificultem a mobilidade das pessoas numa determinada rua.

    “Entre os vários resultados do IAAPE destacamos a sua capacidade de avaliar o espaço público em função da sua caminhabilidade local, produzimos índices e mapas que podem ajudar, por exemplo, os gestores do espaço público a detetar as necessidades de melhoria desse espaço”, acrescenta.

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  • Tiago Fernandes (Técnico / IBB) – Investigação usa células estaminais para desenvolver tecidos de órgãos humanos

    Esta investigação está a usar células estaminais pluripotentes para desenvolver tecidos de órgãos humanos. A ideia é usar estes tecidos para conhecer melhor os processos de desenvolvimento de certas doenças.​


    EP. 676 TIAGO FERNANDES – INVESTIGAÇÃO USA CÉLULAS ESTAMINAIS PARA DESENVOLVER TECIDOS DE ÓRGÃOS HUMANOS

    (29 de julho de 2019)


    Tiago Fernandes, investigador do Instituto de Bioengenharia e Biociências (IBB) no Instituto Superior Técnico (IST), está a desenvolver um projeto em parceria com o Instituto de Medicina Molecular João Lobo Antunes (IMM) com o objetivo de estudar o desenvolvimento da doença de Rhett.

    As células estaminais pluripotentes são células que têm a capacidade de dar origem a todas os tecidos do nosso corpo.

    Na sua investigação, Tiago Fernandes tenta perceber que mecanismos e sinais podem ser usados para direcionar estas células para os vários tecidos de interesse de forma a criar modelos in vitro com propriedades e características que imitem aquilo que acontece no sistema nervoso central do ser humano.

    Estes modelos podem depois ser usados para determinar o impacto que certas doenças podem ter no sistema nervoso central.

    “Um exemplo em concreto que nós estamos a estudar em colaboração com um grupo do IMM é a doença de Rhett. A doença de Rhett é uma doença do sistema nervoso central, mais concretamente do córtex cerebral, que dá origem a sintomas do espetro do autismo”, revela.

    Esta doença é provocada por mutações específicas numa proteína que já foi identificada pela comunidade científica. Esta equipa pretende usar células estaminais pluripotentes para comparar o efeito que esta proteína tem em tecidos saudáveis e em tecidos com mutações que levam ao desenvolvimento da doença de Rhett.

    “Quando geramos o tecido do córtex cerebral in vitro, aquilo que tentamos fazer é comparar o que acontece com tecidos e células saudáveis, com células que têm as mutações que vão dar origem ao síndrome de Rhett. Queremos tentar perceber molecularmente e fenotipicamente que diferenças têm e tirar algumas pistas sobre quais são os mecanismos que levam ao aparecimento daquela doença”, acrescenta.

    Tiago Fernandes espera com esta investigação identificar os mecanismos que levam à origem da doença de Rhett.

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    Produção: ITQB NOVA, FCSH NOVA, Antena 1; Apoio ao abrigo de mecenato educacional: Novartis

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  • João Carlos Bordado (Técnico / CERENA) – Projeto está a usar resíduos florestais para produzir combustíveis de madeira liquefeita

    O excesso de material combustível nas florestas é uma das principais causas de incêndios. Contudo, não basta limpar as matas, é preciso também encontrar um novo uso para esses resíduos. Este projeto quer reaproveitar os resíduos florestais para a produção de combustíveis de madeira liquefeita.


    EP. 464 JOÃO CARLOS BORDADO – PROJETO ESTÁ A USAR RESÍDUOS FLORESTAIS PARA PRODUZIR COMBUSTÍVEIS DE MADEIRA LIQUEFEITA

    (4 de outrubro de 2018)


    João Carlos Bordado, professor do Instituto Superior Técnico (IST) no Departamento de Engenharia Química e investigador no CERENA – Centro de Recursos Naturais e Ambiente, está a desenvolver este projeto em parceria com a empresa SECIL.

    A SECIL utiliza no seu processo de produção de cimento combustíveis de diferente tipo como o petecoque e combustíveis que resultam do petróleo. Estes combustíveis têm taxas de emissão de dióxido de carbono (CO2) que representam valores anuais significativos, que além de ter um maior impacto no meio ambiente, também representa uma maior carga fiscal para a empresa.

    Nesse sentido, esta empresa contactou João Carlos Bordado para desenvolver um combustível baseado em madeira liquefeita, feita a partir de resíduos florestais.

    “Esta madeira liquefeita pode ter aí um papel interessante não só valorizando os resíduos florestais, que sabemos que estão na origem da propagação dos incêndios, valorizando-os e transformando-os em algo que pode ser utilizado pela indústria”, acrescenta.

    João Carlos Bordado refere ainda que usar resíduos florestais liquefeitos corresponderá a uma poupança significativa nos impostos que a SECIL paga anualmente sobre as emissões de CO2 no seu processo de produção.

    Foi já construída uma instalação piloto que se encontrar a operar em Pataias. Esta instalação piloto é capaz de produzir cerca de três toneladas de madeira liquefeita por dia.

    “É uma instalação piloto de alguma dimensão que pois é necessário obter uma quantidade de combustível suficiente para poder fazer ensaios em fornos de cimento”, explica.

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    Produção: ITQB NOVA, FCSH NOVA, Antena 1; Apoio ao abrigo de mecenato educacional: Novartis

    2 min
  • Gustavo Paneiro (Técnico / CERENA) – Qual o risco das vibrações provocadas pelo homem no meio urbano?

    Todos já sentimentos a janela do quarto a abanar quando um camião passa pela nossa rua. As vibrações produzidas pelo tráfego rodoviário e ferroviário, pelas obras de construção, e pela azáfama habitual de uma cidade, podem trazer consequências graves para a estrutura dos edifícios, para o ambiente, e para a saúde dos habitantes.​


    EP. 453 GUSTAVO PANEIRO – QUAL O RISCO DAS VIBRAÇÕES PROVOCADAS PELO HOMEM NO MEIO URBANO?

    (19 de Setembro de 2018)


    Gustavo Paneiro, investigador do Centro de Recursos Naturais e Ambiente (CERENA) do Instituto Superior Técnico (IST), está a desenvolver modelos de avaliação de risco derivado das vibrações em ambiente urbano.

    Nas grandes cidades a circulação rodoviária, ferroviária e inclusivamente a presença de obras de construção são importantes fontes de vibração. Essas vibrações vão-se propagar pelos terrenos, em função da sua natureza geológica, e vão atingir edifícios que estão nas imediações das referidas fontes.

    Estas vibrações podem dar origem ao deficiente funcionamento dos equipamentos de precisão, como por exemplo equipamentos médicos ou equipamentos a laser, e podem também causar em danos em estruturas. Estes danos podem-se traduzir no aparecimento de fissuras a nível estético ou até a nível da estabilidade estrutural dos edifícios.

    Com este projeto Gustavo Paneiro pretende analisar a propagação das vibrações nos terrenos, criando modelos que possam explicar essa propagação.

    “Estes modelos vão nos permitir ver os riscos associados às atividades humanas, constituindo assim uma ferramenta que se considera ser fundamental para o planeamento e a gestão inteligentes do ambiente e do ordenamento urbano”, explica.

    A atividades económica que pode tirar maior benefício destes modelos é área dos seguros.

    “As seguradoras podem usar estes modelos para aferição de custos no âmbito da responsabilidade civil das atividades, ou até mesmo através do conhecimento público do risco ambiental e tomada de algumas decisões em termos de projeto”, conclui.

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    3 min
  • Susana Vilanova (Técnico / CERENA) – Técnicas de Geocronologia descobrem duas falhas sísmicas ao longo do rio tejo

    Com técnicas que recorrem ao estudo de alterações geológicas provocadas por sismos na antiguidade foi possível identificar um sistema de falhas composto por duas estruturas, uma com cerca de 85 km na margem norte do rio Tejo e outra com cerca de 75 km na margem sul.


    EP. 412 SUSANA VILANOVA – TÉCNICAS DE GEOCRONOLOGIA DESCOBREM DUAS FALHAS SÍSMICAS AO LONGO DO RIO TEJO

    (21 de junho de 2018)


    Susana Vilanova, investigadora no CERENA – Centro de Recursos Naturais e Ambiente do Instituto Superior Técnico (IST-UL), recorre a técnicas de geocronologia para identificar deformações provocadas por sismos no passado com o objetivo de minimizar os efeitos dos sismos do futuro.

    “Tenho liderado e participado em diversos projetos que visam identificar os sismos do passado com vista a minimizar os efeitos dos sismos do futuro. Apesar dos sismos muito grandes provocarem formações muito espetaculares – estamos a falar de vários metros de deslocamentos verticais ou horizontais – o que acontece é que em zonas onde os processos erosivos são bastante acentuados e em que exista muita ação humana, ou seja, em que a paisagem é transformada pela ação do Homem, depois de algumas centenas de anos esses indícios são muito subtis. É preciso então um verdadeiro trabalho de detetive para conseguir encontrá-los e para conseguir perceber exatamente onde passa a estrutura”, conta.

    Nos locais em que os indícios são mais prometedores é feita uma escavação onde são aplicadas técnicas de paleosismologia – ciência que estuda os registos geológicos de sismos no passado – para tentar perceber através da deformação das camadas geológicas em profundidade, o número de sismos e o tamanho dos sismos que afetou esse segmento de falha.

    “Quando se faz a projeção de uma estrutura crítica, como são por exemplo as barragens, as centrais nucleares ou os hospitais, é necessário fazer um estudo sísmico, para no fundo se tentar perceber qual é a intensidade dos movimentos de solo que essa estrutura terá que suportar na sua vida útil. Para fazer estes estudos com precisão é muito importante saber exatamente onde é que está a falha sísmica e até que ponto ela é ativa”, explica.

    Ao estudar a intensidade e a periodicidade dos sismos no passado geológico de uma determinada região é possível usar esses dados para avaliar o risco de construção de uma estrutura crítica, como as referidas por Susana Vilanova, nesse local

    Foram estas técnicas que permitiram descobrir o sistema de falhas que ocorre ao longo do rio Tejo. Estes dados vão assim permitir desenvolver modelos temporais para definir o risco sísmico desta região.

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    3 min
  • Amélia Dionísio (Técnico / CERENA) – Graffiti em monumentos: quanto mais rápida for a limpeza, menor é o dano causado

    O que acontece aos graffiti quando são deixados na pedra durante muito tempo? Modificam as suas características? Interagem com a pedra? Quando e como devem ser limpos esses graffiti?​


    EP. 409 AMÉLIA DIONÍSIO – GRAFFITI EM MONUMENTOS: QUANTO MAIS RÁPIDA FOR A LIMPEZA, MENOR É O DANO CAUSADO

    (18 de Junho de 2018)


    Amélia Dionísio, professora no Instituto Superior Técnico (IST-UL) e investigadora do CERENA – Centro de Recursos Naturais e Ambiente, está a estudar o efeito que os graffiti têm sobre a pedra dos monumentos e que métodos devem ser usados para os limpar.

    Para testar o efeito dos graffiti no património, a equipa de Amélia Dionísio usou uma câmara climática para reproduzir em laboratório a atmosfera das cidades. “Atmosfera essa que habitualmente está com elevada concentração em gases, nomeadamente dióxido de enxofre, e colocaram-se lá amostras de pedra, neste caso granito por ser uma das rochas mais empregues em património e foram grafitadas essas amostras com tintas de sprays, os sprays que os grafiters mais usam”, explica

    “Usámos quatro cores, deixámos as amostras durante dois meses na câmara e em seguida fez-se uma avaliação dos efeitos sobre a pedra, sobre as tintas e posteriormente efetuámos ensaios de limpeza. Limpeza com produtos químicos, por exemplo hidróxido de potássio, usando métodos de projecção de abrasivos e usando mesmo tecnologia laser, e procurou-se então acompanhar o que acontecia às tintas e à pedra”, acrescenta.

    Este projeto concluiu que a limpeza das pedras grafitadas deve ser feita o mais cedo possível após a sua execução para evitar o envelhecimento das tintas de spray e para evitar a degradação da pedra.

    Quanto mais tempo uma pedra permanecer grafitada mais difícil será a sua limpeza. Isto não só pode levar a uma maior demora do processo de limpeza, como ao aumento dos custos associados, seja em tempo, seja em dinheiro.

    Saiba mais sobre a investigadora em: Researchgate | Google Scholar | IST | CERENA


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