A Malu tá ON

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By O Globo
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A Malu tá ON episodes

  • #34 - Fernando Haddad: 'Temos que pavimentar o segundo turno já'
    Fernando Haddad é um dos políticos mais empenhados nas conversas para a formação de uma chapa em 2022 com Geraldo Alckmin como vice de Lula. Seu esforço tem um motivo concreto: para Haddad, a falta de alianças com partidos de centro foi elemento central para a sua própria derrota na última eleição presidencial, contra Jair Bolsonaro. "Não podemos repetir 2018. O Brasil não vai aguentar quatro anos com um inconsequente, um genocida no poder. Então nós temos que pavimentar um segundo turno já." Haddad acredita que é possível forjar um pacto entre os partidos de oposição para restituir ao Brasil os princípios democráticos e a soberania nacional. Mas isso não o impede de alfinetar aliados como o PSB, que tem feito exigências para receber Alckmin, e Ciro Gomes, que lembra em seus discursos a corrupção nos governos petistas. E alerta: "As pessoas de esquerda, de centro esquerda, superestimam um pouco a nossa força. Nós temos muito o que avançar. Para a gente ter a metade da Câmara, a gente precisava ter 257 parlamentares. Nós não temos metade disso."
    44 min
  • #33 - Juliano Spyer: ‘O voto em Bolsonaro custa caro ao evangélico’
    Depois de viver por um ano e meio em uma comunidade pobre e predominantemente evangélica no interior da Bahia, o antropólogo Juliano Spyer escreveu o livro que virou manual para os políticos interessados em conquistar os evangélicos nas próximas eleições - “O Povo de Deus”. Spyer sustenta que o estigma e o preconceito da esquerda empurraram essa fatia cada vez mais numerosa do eleitorado na direção de Jair Bolsonaro. “O voto em Bolsonaro custa caro ao evangélico, não é um apoio fácil. Ele fala de forma vulgar, truculenta, e defende armas”, diz Spyer. “A diferença é que ele faz essa defesa clara, pública, da tal família tradicional”. Neste episódio, Spyer diz acreditar que, desta vez, o alinhamento político com o presidente da República não será automático como em 2018. E é nesse contexto de disputa que ele vê a indicação do presbiteriano André Mendonça para ministro do Supremo como um “golaço”. “Para o evangélico pobre, que não se vê representado em espaços de poder, foi um grande acontecimento”.
    41 min
  • #32 - Renata Abreu: Candidatos da 3a via terão que ter desprendimento e apoiar Moro
    Ela não gostava de política quando pequena, mas, ao ver o pai debilitado pelo Alzheimer, decidiu assumir o comando do partido criado pela família, o nanico PTN. Hoje convertido em Podemos, a legenda reúne a terceira maior bancada do Senado, está lançando Sérgio Moro como candidato a presidente em 2022 e deve receber uma cota de cerca de 200 milhões de reais do fundo eleitoral para gastar na campanha. Aos 39 anos, Renata Abreu entrou para o time dos grandes caciques políticos brasileiros. E está certa de que, na disputa pelo eleitor da terceira via, sua aposta no ex-juiz da Lava Jato vai prevalecer. "Se algum dos candidatos não contribuir para que tenha uma união e a 'melhor via' possa de fato ir para o segundo turno, vai ter uma pressão popular para que essa união aconteça." Renata ainda desafia: "Se tivesse algum outro candidato que pontuasse muito melhor do que o Moro, ou que ele por alguma razão despencasse nas pesquisas, ele não teria problema em contribuir. Agora sinceramente, eu não vejo possibilidade de isso acontecer, e aí os outros terão que ter esse desprendimento também".
    37 min
  • #31 - Ricardo Paes de Barros: Deixamos de ser modelo para virar um país sem rumo no combate à pobreza
    Difícil achar alguém no Brasil que saiba mais sobre políticas de combate à desigualdade do que Ricardo Paes de Barros, o PB. Um dos criadores do Bolsa Família, formado na liberal Universidade de Chicago, ele está convicto de que o problema do novo Auxílio Brasil não é falta de dinheiro e sim falta de informação. “Não tem como resolver o problema da pobreza eletronicamente ou pelo correio. Você tem que conversar com a família, entender o problema dela”, diz o economista. “O pobre brasileiro não está precisando apenas de transferência de renda, mas também de inclusão produtiva. As famílias querem ter capacidade autônoma de gerar a própria renda”, explica o economista. Na conversa com Malu Gaspar, PB revela que suas sugestões para o programa não foram aproveitadas pelo governo. E lamenta: "O Brasil deixou de ser um país que era um modelo no combate à pobreza para ser um país percebido mundialmente como sem rumo no combate à extrema pobreza"
    42 min
  • #30 - Tabata Amaral: ‘O Enem 2021 já é o mais elitista da história’
    A crise do Inep, que realiza o Exame Nacional do Ensino Médio, é a fumaça. O fato é que teremos o Enem mais elitista, mais branco e mais rico da história. "São vários erros, políticas e confusões que vão excluindo quem é mais vulnerável. Já vamos para o terceiro ano de um Enem que está sendo feito para excluir cada vez mais gente", diz Tábata Amaral (PSB-SP). Criada na periferia de São Paulo, Tábata critica tanto a postura do governo como a da oposição na discussão sobre o fechamento das escolas durante a pandemia. Neste episódio, ela defende a formação de uma frente ampla contra Bolsonaro em 2022, comenta ataques machistas que sofre à esquerda e à direita e deixa claro: não vai perdoar a atitude do ator José de Abreu, que reproduziu ameaças a ela em redes sociais. "Você ameaçar alguém de agressão física, você endossar crime, são crimes. E até onde me consta crimes são respondidos na Justiça, e não em artigos na Folha de S. Paulo com pedidos de desculpa."
    44 min
  • #29 - Juma Xipaya: Não adianta dar dinheiro à causa indígena e se eximir da responsabilidade climática
    Uma das principais lideranças indígenas na COP 26, Juma Xipaya ficou conhecida entre ambientalistas quando se engajou no movimento contra a construção da hidrelétrica de Belo Monte e denunciou casos de corrupção entre os próprios indígenas e a empresa responsável pela usina. Desde então, ela se tornou a primeira cacica do médio Xingu, foi ameaçada de morte, sofreu um envenenamento e se refugiou no exterior. Mas voltou e hoje está à toda. Em Glasgow, ela deixou seu recado não só para Jair Bolsonaro, mas também para os governos estrangeiros. “Não adianta colocar dinheiro nas organizações indígenas e se eximir da responsabilidade climática”, diz ela. Nesse episódio, Juma fala do apelo do bolsonarismo entre os indígenas, do sofrimento provocado pela Covid nas aldeias e de como enfrentou o machismo para se tornar líder do seu povo.
    44 min
  • #28 - Fernanda Montenegro: 'Bolsonaro é um vômito, uma punhalada no ventre'
    A Academia Brasileira de Letras acaba de confirmar o que a gente já sabia: Fernanda Montenegro é imortal. Aos 92 anos, ela acaba de ganhar mais uma honraria na carreira, ao ser escolhida por unanimidade para integrar a Academia Brasileira de Letras. Em mais de 70 anos de carreira, Fernanda já moldou o teatro, o cinema, a TV, e continua cheia de planos. No momento, porém, ela está concentrada em atravessar o governo Bolsonaro. "Esse governo é um vômito, uma punhalada no estômago", diz ela. "A grande tristeza é que ele entrou pelo voto. E por que votaram no Bolsonaro? Porque os governos que o antecederam cumpriram só metade do prometido". Mas ela não se abala: "É só esperar que passa".
    41 min
  • #27 - Wagner Moura: não acho certo condenar quem foi para a luta armada
    Como ator, Wagner Moura apresentou ao Brasil o Capitão Nascimento, policial do Bope que matava e torturava bandidos. Na estreia como diretor, traz “Marighella”, ex-deputado do partido comunista que entrou na luta armada e morreu nas mãos da ditadura. Com o primeiro filme, foi acusado de glamourizar violência policial. Agora, está sendo acusado de idolatrar terroristas. O filme irritou tanto os bolsonaristas que o lancamento, previsto para 2019, só está acontecendo agora – para Wagner, em razão de um ato de censura do governo Bolsonaro. Ele não esconde que em seu filme, Marighella, vivido por Seu Jorge, é herói. Mas diz que a discussão sobre o assunto é mais complexa do que parece. “Não acho certo julgar em 2021 brasileiros e brasileiras que, em momento de total cerceamento de suas liberdades e incendiados por uma ideia que permeava o mundo inteiro, optaram pela luta armada. Fiz o filme justamente pela profunda admiração que tenho por essas pessoas”. Na conversa com Malu Gaspar, o artista discute o futuro do país pós-2022, as contradições da esquerda e conta como é ser um ator latino em Hollywood.
    42 min
  • #26 - Deisy Ventura: muitos crimes cometidos na pandemia ainda virão à tona
    A jurista Deisy Ventura foi chamada para assessorar a CPI da Covid por ter coordenado o estudo mais extenso sobre as ações do governo Jair Bolsonaro ao longo da pandemia. Nesta semana, ficou claro que a cúpula da comissão se convenceu de sua tese central: a de que o presidente comandou uma estratégia deliberada pela imunidade de rebanho por contágio no país, sustentada por uma forte campanha de desinformação. “Em saúde pública, as palavras matam”, diz Deisy no episódio #26 do A Malu Tá ON. Para ela, a CPI já foi bem longe, mas as investigações que seguirão ainda farão emergir novos crimes. "Vamos concluir que foi muito mais grave ainda. Muita gente vai falar no dia em que esses processos se abrirem e existir alguma estabilidade política no nosso país". Na conversa com Malu Gaspar, Deisy Ventura avalia ainda a instrumentalização da classe médica pelo bolsonarismo e as chances de Bolsonaro ir para o banco dos réus do Tribunal de Haia.
    43 min
  • #25 -Tarcísio de Freitas: Empresários insuflaram caminhoneiros no 7 de setembro
    O ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, é um caso raro. Trabalhou para Dilma Rousseff e Michel Temer e ainda assim faz sucesso no bolsonarismo – a ponto de ser um dos cotados para candidato a vice na chapa do presidente da República à reeleição. Interlocutor do governo com os caminhoneiros, Tarcísio admite neste episódio do A Malu Tá ON que a mobilização da categoria para os atos antidemocráticos de 7 de setembro saiu do controle. “Não foi um movimento de caminhoneiros, mas político. Tinha outros agentes usando caminhão, como empresários de transporte e do agronegócio”, diz ele, que esteve nas manifestações. Na conversa com Malu Gaspar, Tarcísio diz ainda que a Petrobras poderá bancar o “bônus caminhoneiro”, o subsídio que o governo pretende dar para a renovação da frota. Apelidado de “Tarcisão do asfalto” nos grupos de zap, ele não descarta ser candidato em 2022 e faz uma rara admissão: uma eventual vitória de Luiz Inácio Lula da Silva não prejudicaria o cronograma de concessões no Brasil.
    41 min

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A jornalista Malu Gaspar retorna ao universo de podcasts, agora pelo GLOBO, com A MALU TÁ ON, um programa semanal de entrevistas sinceras e diretas com os personagens mais relevantes do país.