A Malu tá ON

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By O Globo
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A Malu tá ON episodes

  • #24 - Fabiano Contarato: Me omitir seria negar voz a milhares de famílias
    Há muito pouco tempo seria impensável ter alguém como Fabiano Contarato no Congresso Nacional. Homossexual, casado, pai de duas crianças, ele foi o senador mais votado do Espírito Santo em 2018. Se elegeu com bandeiras como o combate a crimes de trânsito e à corrupção, mas no cargo se tornou um ativo porta-voz da causa LGBTQIA+. Ainda assim, o senador se surpreendeu com a repercussão do desabafo que fez na CPI da Covid sobre os ataques homofóbicos que sofreu. Neste episódio, Contarato fala dos conflitos que viveu ao assumir a homossexualidade, da carreira na polícia, da opção pela política e das descobertas da paternidade, e explica por que decidiu comprar a briga na CPI. “Eu entendi que a minha omissão equivaleria a um ato de covardia. Porque eu faço parte da população LGBTQIA+ e tenho um lugar de fala, se eu me omitisse estaria negando vez e voz a milhares de famílias”
    46 min
  • #23 - Caetano Veloso: conservadorismo no Brasil está ameaçado e fraco
    Caetano Veloso emergiu da quarentena forçada pela pandemia com uma turnê pela Europa, um disco todo de músicas inéditas e o lançamento de uma canção de forte conteúdo político, “Anjos Tronchos”. Na música, que ele mesmo define como um desabafo, Caetano fala do desconforto com o mundo dominado por “líderes palhaços” que emergiu da nova lógica dos algoritmos e da tecnologia. Neste episódio do A Malu Tá ON, Caetano rememora as reflexões que o levaram a escrever a música, comenta o clima de polarização que tomou conta da política e oferece uma perspectiva nova sobre o cenário brasileiro: “Os conservadores eram chamados de maioria silenciosa. Terem que deixar de ser silenciosos significa muito. Eles estão ameaçados, é uma demonstração de fraqueza inelutável”. Na conversa, Malu e Caetano falam ainda de eleições, da relação do artista com a nova lógica da indústria cultural e da forma como lida com as críticas.
    45 min
  • #22 - Nina da Hora: Cenário digital para as eleições precisa mudar já
    Hacker antirracista, pesquisadora, desenvolvedora, podcaster, consultora de grandes empresas e integrante do time de especialistas que assessorará o TSE nas eleições de 2022. A lista de definições para Nina da Hora, de 26 anos, não para por aí. A jovem moradora da Baixada Fluminense é uma das expoentes do Brasil na discussão sobre racismo algorítmico e privacidade digital. No episódio #22 do A Malu Tá ON, Nina avalia que o sistema eleitoral está mais preparado do que há quatro anos. “Em 2018, fomos atropelados pelo digital. Agora pelo menos conhecemos o desafio, as dificuldades – e acreditamos que pode haver uma quebra da democracia". Ainda assim, não há tempo a perder. "O ideal seria mudar esse cenário até março. Não dá para esperar até outubro não." Na conversa com Malu Gaspar, Nina defende o banimento da tecnologia de reconhecimento facial na segurança pública e discute os dilemas da moderação de conteúdo nas redes sociais em tempos de fake news.
    41 min
  • #21 - Kim Kataguiri: 'Bolsonaro faz a direita de refém'
    O Movimento Brasil Livre (MBL) emergiu como força política na campanha pelo impeachment de Dilma Rousseff, e nas eleições de 2018 se tornou uma espécie de linha auxiliar do bolsonarismo. Só que, desde então, muita água já passou debaixo da ponte, muitos likes e deslikes já rolaram, e hoje o movimento monta palanques justamente pelo impeachment de Jair Bolsonaro. Mas essa conversão do MBL não tem sido fácil. Os atos esvaziados do último dia 12 mostraram que o papo de unir a oposição acima de diferenças ideológicas em prol da democracia pode ser bonito na teoria, mas na prática o desafio é bem mais complexo, como o fundador do MBL e deputado federal Kim Kataguiri (DEM-SP) reconhece neste episódio. "Bolsonaro quis nos fazer de refém. O que Lula faz com as esquerdas é o que o Bolsonaro faz com as direitas. Não aceita nenhuma dissidência, não aceita nenhuma crítica e busca destruir logo na raiz para acabar com aquela liderança de toda maneira." Para Kim Kataguiri, porém, o a maior barreira para o impeachment é o presidente da Câmara dos Deputados. "Quando eu procuro o Arthur Lira para cobrar a abertura do processo de impeachment, ele diz: "Sai daqui!"
    43 min
  • #20 - Gilberto Kassab: "Carta afasta risco de impeachment - por enquanto"
    Gilberto Kassab é conhecido como uma espécie de biruta da política, capaz de indicar para onde sopram os ventos em Brasília. Mas nem ele foi capaz de antecipar a carta-recuo escrita por Michel Temer e divulgada por Bolsonaro, desdizendo tudo o que o presidente tinha dito no palanque de 7 de setembro. Até então, Kassab estava convencido de que o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), não conseguiria barrar a abertura de um impeachment contra Jair Bolsonaro. Agora, o presidente nacional do PSD avalia que a carta atenuou a tensão e que o risco de impedimento está afastado - por enquanto. Em entrevista ao A Malu Tá ON, Kassab reforça que o temperamento de Bolsonaro o empurra para o conflito e que, por isso, acha que ele vai "escorregar" de novo. Por isso, diz acreditar que Bolsonaro acabará fora do segundo turno e vê ensaios de desembarque de parlamentares da base governista, de olho nas eleições de 2022. E explica por que acha que o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), tem mais chances do que João Doria (PSDB) como opção para a terceira via contra Lula e Bolsonaro.
    42 min
  • #19 - Eduardo Paes: "Não vai ter nada no 7 de setembro"
    O prefeito do Rio, Eduardo Paes, deve ser uma das poucas autoridades do país que não embarcou na tensão pré-7 de setembro. Para ele, "não vai acontecer nada" nos atos marcados para o feriado da Independência. "Vai uma cota grande de irresponsáveis, que defendem teses estapafúrdias, golpe militar, AI-5. Mas nem eles sabem do que estão falando, essa é a verdade". O prefeito, que está acostumado a trolar Carlos Bolsonaro na internet, considera que o bolsonarismo tem "uma parcela de gente inculta absurda, que não vale a pena perder tempo". Nem mesmo o tempo de multar o presidente da República, que vem ao Rio de Janeiro sem máscara e promove aglomerações frequentemente? Ele diz que não. “Não vou ficar de babá de presidente da República [...] as pessoas são inteligentes, elas sabem quem está cumprindo com a obrigação e quem não está”. Nesta conversa com Malu Gaspar, ele fala também do passaporte de vacinação, de eleições, de milícias e – claro – de samba.
    43 min
  • #18 - Flávio Dino: passivos e coniventes se beneficiam do golpismo de Bolsonaro
    O governador do Maranhão, Flávio Dino, anda irritado com a cumplicidade dos políticos que desviam o olhar quando Jair Bolsonaro ameaça romper com o regime democrático. “Há infelizmente uma atitude ou passiva ou conivente de segmentos da política, que estão de algum modo se beneficiando desse sistema inusitado de governança que se estabeleceu no Brasil”, diz. Neste episódio do A Malu Tá ON, ele ataca os colegas governadores, que nesta semana se negaram a escrever uma carta conjunta de críticas ao presidente. “Quando você fica acanhado, acovardado, intimidado, a minoria acha que é maioria", diz ele. "O silêncio é uma forma até de concordância com aquilo que Bolsonaro prega”. Ainda assim, Dino não acredita em golpe armado das polícias. E ironiza o novo bordão de Bolsonaro, de que “joga nas quatro linhas da Constituição”. “Eu sempre pego a minha e digo assim ‘mas que Constituição é essa que só tem quatro linhas’? A minha é um pouquinho maior”.
    41 min
  • #17 - Luiza Frischeisen: o estrago que Augusto Aras, o omisso, causa à democracia
    O Brasil vive um tumulto institucional provocado por declarações e ameaças do presidente da República contra a própria democracia. Mas a única pessoa que pode agir para pará-lo, o procurador-geral Augusto Aras, finge que não tem nada a ver com a história. Neste episódio do A Malu Tá ON, a conversa é com Luiza Frischeisen, que poderia estar no lugar de Aras se Bolsonaro tivesse respeitado a tradição e escolhido o mais votado (no caso, a mais votada) na eleição dos procuradores da República para a chefia do Ministério Público. Subprocuradora com 55 anos de idade e mais de 30 de carreira, Luiza diz que o Supremo só está sendo tão ativo porque Aras não cumpre seu papel. E explica a diferença entre liberdade de expressão e o discurso de ódio, que levou à prisão o ex-deputado Roberto Jefferson. “A liberdade de expressão é fundamental para a democracia, mas a democracia também precisa se defender de atos antidemocráticos.” Fã de soul e de música brasileira, Luiza indica uma trilha sonora para embalar os dias de hoje: a interpretação de Ney Matogrosso para Bloco na Rua, de Sérgio Sampaio.
    38 min
  • #16 - Paula Lavigne: “Está difícil ver pessoas influentes não se posicionarem”
    Paula Lavigne não gosta de ser vista como líder sindical da comunidade artística, mas é mais ou menos isso o que ela virou nos últimos tempos. "Me tornei ativista por necessidade", diz a produtora cultural. Em 2017, ela ajudou a fundar o movimento 342, que hoje faz campanha pela prisão do Secretário de Cultura do governo federal, Mário Frias. ““O incêndio da Cinemateca não foi um acidente. Aquilo estava em situação precária. E aí, vamos continuar com um Secretário de Cultura que continua agindo criminosamente?”. Neste episódio , ela diz que, mais do que desprezo, o governo Bolsonaro nutre ódio pela cultura ou pela classe artística. "Sinceramente, não entendo como um artista pode apoiar o Bolsonaro", diz ela. “Está difícil ver pessoas que têm influência não se posicionarem”. Na conversa com Malu Gaspar, enquanto fazia as malas para a turnê européia de Caetano Veloso, a primeira depois da pandemia, a produtora fala ainda sobre a destruição de estátuas, os desafios do setor diante da pandemia e os dilemas da esquerda em 2022.
    41 min
  • #15 - Georgette Vidor: "Quando Rebeca ganha o ouro, ninguém quer saber o quanto ela sofreu"
    Ninguém no Brasil sabe como produzir uma campeã na ginástica olímpica melhor do que Georgette Vidor, que revelou talentos como Luísa Parente e Daiane dos Santos. Coordenadora técnica do Flamengo, clube da medalhista de ouro e prata Rebeca Andrade, a treinadora manda a real neste episódio de A Malu Tá ON: “Todo mundo ama quando a medalha sai, né? Quando Rebeca ganha o ouro, ninguém quer saber o que aconteceu antes”. Conhecida por ser exigente e rigorosa, Georgette afirma que disciplina é fundamental para a formação de um campeão, e acha que tem muita gente falando besteira sobre o caso Simone Biles: "Não tem nada a ver com essa questão de competitividade. Simone Biles nasceu com isso na veia", diz ela. Na entrevista ao A Malu Tá ON, a técnica explica em detalhes o problema que afetou a ginasta americana. E mostra seu lado sincerão ao comentar a experiência na política.
    40 min

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A jornalista Malu Gaspar retorna ao universo de podcasts, agora pelo GLOBO, com A MALU TÁ ON, um programa semanal de entrevistas sinceras e diretas com os personagens mais relevantes do país.