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Or


Em 1925, na cidade de Dayton
Scopes, jovem mestre, aceitou o vão.
A Lei Butler dizia que não se podia
ensinar que o homem veio do animal.
Os jornais chamaram de “julgamento do macaco”,
a cidade virou palco, grande espetáculo.
Não era só fé contra ciência,
era sobre raça, poder e consciência.
Bryan se ergueu, grande orador,
dizia que a ciência trazia horror.
A evolução levava à barbárie,
o darwinismo social, cruel tirania.
A Klan marchava, sombra na rua,
hierarquia racial não podia ter lua.
Sem fé, dizia Bryan, o saber é mal,
porta aberta ao caos, caminho fatal.
Darrow chegou, agnóstico gigante,
defensor da razão, do direito constante.
Viu na lei ataque à liberdade,
uma teocracia sobre a humanidade.
Todos ao gramado, calor insuportável,
Darrow desafia Bryan, ato notável.
Pergunta sobre Noé, Josué, criação,
seis dias, dilúvio, era interpretação.
Bryan admitiu: os dias eram longos,
muralha do literalismo caiu com os sons.
Derrota moral, mas a lei ainda vigorava,
impacto cultural que a América sentia.
Scopes pagou multa, depois anulada,
pela Suprema Corte, questão técnica aplicada.
O julgamento deixou marca e lição,
Du Bois lembrava: democracia em avaliação.
==
Saiba mais: Scopes Revisitado
Ateísmo em forma de música. Álbum completo.
(Verso 1 – rápido, direto)
Munidos de um falso brilho,
marcharam contra a razão,
contra o coração da democracia,
agulha cravada em traição.
Com promessas de intervenção,
depredaram nossa nação!
Botas de borracha esmagam a liberdade,
Jesus usado como porrete de verdade!
Veraneio Vascaína dobrando a esquina!
(Refrão – em coro, gritado)
Foi o dia da infâmia!
A mentira vestiu farda!
E carregou um crucifixo!
Foi o dia da infâmia!
O ódio quis ser pátria!
Foi a nova Alexandria, século XXI!
(Verso 2 – mais agressivo)
Munidos de mentiras frias,
tentaram manchar o chão,
um Estado limpo, sem direitos,
patriotismo de opressão!
Patriotismo de bandeiras vendidas,
uma de Cristo, outra de Wall Street!
(Refrão – coro mais forte)
Foi o dia da infâmia!
A bandeira perdeu cor!
Foi o dia da infâmia!
O ódio venceu o amor!
(Ponte – ritmo acelerado, falado/gritado)
Mas a verdade resiste,
mesmo em meio à ruína!
Não vão calar o povo,
a democracia ilumina!
(Refrão final – caótico, acelerado)
Foi o dia da infâmia!
Foi o dia da infâmia!
Foi o dia da infâmia!
Mas nunca mais!
Ateísmo em forma de música. Álbum completo.
Verso 1
E se libertasse o ódio que me guia,
o ódio que aprisiona, o ódio que engana;
chantagem antiga pra escapar da dor,
a conveniência me prende à covardia,
obriga a fingir — mata o calor,
a hipocrisia do discurso duplo.
Pré-Refrão
E se eu dissesse a palavra que esconde,
E se eu dissesse a palavra profana,
se eu deixasse cair o teatro e o posto,
talvez você veja que o medo responde,
quando o silêncio vira rosto,
o dogma que manda, sem saber o profano.
Refrão
Não espero um sinal do além —
não há tribunal que me faça ser;
o mundo é aqui, o ser é meu bem,
a moral se faz em viver.
Verso 2
Ei, você que ignora o que a mente cria,
os absurdos que moram no pensar,
se eu te mostrasse, seria ousadia —
relógios-bomba só sabem marcar.
Ponte
O poder enfeitiça e repulsa também,
o dogma consola, mas mata além;
paraíso que acolhe, mas exclui,
não há altar que me faça curar;
cronologicamente mudei, sim, além —
aprendi a domar a mão.
Refrão
Não espero um sinal do além —
não há tribunal que me faça ser;
o mundo é aqui, o ser é meu bem,
a moral se faz em viver.
Final
Sou tão humano — e isso pode mudar,
não por fado, templo ou lei,
mas por escolha, enfim, de olhar —
o divino que construí, aqui e agora.
Ateísmo em forma de música. Álbum completo.
Abre-se o véu, matéria densa, provocação
Religião é sonho, enigma em contemplação
Não especulação — análise clara, empírica
No rosto do divino, a essência é humana e lírica
Pois o ser divino, objeto da adoração
É só o ser do homem, sem limitação
Onisciência, poder, amor a se elevar
São nossas forças que aprendemos a alienar
Razão concebe o universal, a perfeição abstrata
Deus é o conceito frio, realidade condensada
Infinito e necessário, mas vazio e distante
Um ser puramente lógico, não guia o navegante
Mas a Teologia é Antropologia!
Cada oração é minha própria energia
Para enriquecer a Deus, o homem se desfaz
O segredo da religião: sou eu mesmo, e nada mais
O entendimento é grande, mas não satisfaz
O abismo entre nós e o frio me rouba a paz
É o coração que entra, sentimento vivo e puro
A fé que consola é o abrigo do futuro
A figura da Paixão, o sofredor no altar
Miséria humana elevada, aprendemos a amar
Deus que sofre é só a dor que em mim se revela
Sensibilidade divina — é a minha novela
O Entendimento condena pela lei que não cede
Mas o Amor perdoa, acolhe, compreende
O Amor é o meio, a reconciliação
Entre perfeito e imperfeito, nasce a encarnação
Ele faz do homem Deus, e de Deus, humano
Sem amor não há divino, só vazio insano
Mas a Teologia é Antropologia!
Cada oração é minha própria energia
Para enriquecer a Deus, o homem se desfaz
O segredo da religião: sou eu mesmo, e nada mais
A crença é poder da imaginação
Sacramento só vale pela projeção
O mecanismo revelado, não dá mais pra negar
É hora de reabsorver a essência, se libertar
Razão, amor, vontade — riquezas que me pertencem
Sou a fonte, o autor, a origem de tudo o que cresce
Antropologia é Teologia revelada
O sagrado é o ser humano, em sua força ilimitada
Ateísmo em forma de música. Álbum completo.
Abre-se o véu, matéria densa, provocação
Religião é sonho, enigma em contemplação
Não especulação — análise clara, empírica
No rosto do divino, a essência é humana e lírica
Pois o ser divino, objeto da adoração
É só o ser do homem, sem limitação
Onisciência, poder, amor a se elevar
São nossas forças que aprendemos a alienar
Razão concebe o universal, a perfeição abstrata
Deus é o conceito frio, realidade condensada
Infinito e necessário, mas vazio e distante
Um ser puramente lógico, não guia o navegante
Mas a Teologia é Antropologia!
Cada oração é minha própria energia
Para enriquecer a Deus, o homem se desfaz
O segredo da religião: sou eu mesmo, e nada mais
O entendimento é grande, mas não satisfaz
O abismo entre nós e o frio me rouba a paz
É o coração que entra, sentimento vivo e puro
A fé que consola é o abrigo do futuro
A figura da Paixão, o sofredor no altar
Miséria humana elevada, aprendemos a amar
Deus que sofre é só a dor que em mim se revela
Sensibilidade divina — é a minha novela
O Entendimento condena pela lei que não cede
Mas o Amor perdoa, acolhe, compreende
O Amor é o meio, a reconciliação
Entre perfeito e imperfeito, nasce a encarnação
Ele faz do homem Deus, e de Deus, humano
Sem amor não há divino, só vazio insano
Mas a Teologia é Antropologia!
Cada oração é minha própria energia
Para enriquecer a Deus, o homem se desfaz
O segredo da religião: sou eu mesmo, e nada mais
A crença é poder da imaginação
Sacramento só vale pela projeção
O mecanismo revelado, não dá mais pra negar
É hora de reabsorver a essência, se libertar
Razão, amor, vontade — riquezas que me pertencem
Sou a fonte, o autor, a origem de tudo o que cresce
Antropologia é Teologia revelada
O sagrado é o ser humano, em sua força ilimitada
Baseado nas Ideias de: Ludwig Feuerbach
Ateísmo em forma de música. Álbum completo.
(Intro – Guitarra agressiva, bateria rápida)
Na na na na na, na na na na na oh oh
Na na na na na, na na na na na oh oh
(Verso 1 – rápido e direto)
Missionários de um mundo pagão
Espalhando ódio, destruição
Quatro cantos da terra, vem sem perdão
Trazem morte, discórdia e ilusão
(Pré-Refrão – mais pesado)
E a guerra, sempre a guerra!
Missões suicidas, crianças em alerta
Inimigos da mesma idade
Generais colecionam vaidade
(Refrão – gritado, com coro)
Fardas, medalhas, glória de mentira
História sangrenta que nunca se retira
Missionários do caos, mundo pagão
Sangue e ganância em missão!
(Verso 2 – riff curto e cortante)
Jerusalém, Gaza, horror sem fim
Em nome de Deus, justificam o crime
Igrejas, templos, armas e poder
Fé virou campo pra matar e esquecer
(Pré-Refrão)
E a guerra, sempre a guerra!
Crianças lutam, inocência deserta
Generais escrevem ordens de papel
Enquanto o mundo chora no céu
(Refrão – gritado, com coro)
Fardas, medalhas, glória de mentira
História sangrenta que nunca se retira
Missionários do caos, mundo pagão
Sangue e ganância em missão!
(Ponte – baixo pulsante, guitarra rasgada)
Vindo de todas as partes,
Indo pra lugar nenhum
Assim caminha a raça humana
Se devorando, um a um
(Breakdown – gritante)
Gritei pro horizonte, nada respondeu
Fechei os olhos, silêncio me bateu
Nada de divino, só medo e horror
A fé virou arma, o mundo virou terror
(Refrão final – explosão punk, todos cantam)
Na na na na na, na na na na na oh oh
Na na na na na, na na na na na oh oh
Missionários do caos, profetas da guerra
A história se repete, a inocência não erra
Ateísmo em forma de música. Álbum completo.
Verso 1
E se libertasse o ódio que me guia,
o ódio que aprisiona, o ódio que engana;
chantagem antiga pra escapar da dor,
a conveniência me prende à covardia,
obriga a fingir — mata o calor,
a hipocrisia do discurso duplo.
Pré-Refrão
E se eu dissesse a palavra que esconde,
E se eu dissesse a palavra profana,
se eu deixasse cair o teatro e o posto,
talvez você veja que o medo responde,
quando o silêncio vira rosto,
o dogma que manda, sem saber o profano.
Refrão
Não espero um sinal do além —
não há tribunal que me faça ser;
o mundo é aqui, o ser é meu bem,
a moral se faz em viver.
Verso 2
Ei, você que ignora o que a mente cria,
os absurdos que moram no pensar,
se eu te mostrasse, seria ousadia —
relógios-bomba só sabem marcar.
Ponte
O poder enfeitiça e repulsa também,
o dogma consola, mas mata além;
paraíso que acolhe, mas exclui,
não há altar que me faça curar;
cronologicamente mudei, sim, além —
aprendi a domar a mão.
Refrão
Não espero um sinal do além —
não há tribunal que me faça ser;
o mundo é aqui, o ser é meu bem,
a moral se faz em viver.
Final
Sou tão humano — e isso pode mudar,
não por fado, templo ou lei,
mas por escolha, enfim, de olhar —
o divino que construí, aqui e agora.
Ateísmo em forma de música. Álbum completo.
Assim como você, resistir, acreditar,
Bem no meio do templo, no eco da oração.
Não quero me curvar a essa imposição, não!
Também já fui julgado, marcado, esquecido,
A cada esquina tentam me converter.
Mas sigo firme, ninguém vai me deter.
Não que eu não dance no samba, que não ria no carnaval,
Também me perco no riso, me encontro no banal.
Não se trata disso — não há razão pra sermos iguais,
Nós não pedimos muito, só respeito e nada mais.
Quero aproveitar meu tempo, viver livre porque
Alguém disse, em algum lugar,
Pra resistir e acreditar,
Que o melhor está por vir,
E o sol pra todos vai brilhar.
Assim como você, busco meu próprio sinal,
Caminhos sem dogmas, razões no essencial.
Mas todo dia a fé alheia me é jogada na cara,
Promessas de céu, ameaças veladas.
Credo! até o silêncio soa como condenação,
Corvos me cercam, gritam “salvação!”.
Canetas e púlpitos podem ferir,
Quando usados pra punir.
A violência nasce assim.
Sou latino americano, sei que às vezes vacilo,
Mas meu orgulho de ser livre ninguém tira, ninguém fere meu destino.
Assim como você…
Quero aproveitar meu tempo, ser feliz porque
Alguém disse, em algum lugar,
Pra resistir e acreditar,
Que o melhor está por vir,
E o sol pra todos vai brilhar.
Assim como você,
Quero aproveitar meu tempo, assim como você,
Quero o tempo que me resta pra ser feliz porque
Alguém disse, em algum lugar,
Pra resistir e acreditar,
Que o melhor está por vir,
E o sol pra todos vai brilhar.
Ateísmo em forma de música. Álbum completo.
A guerra ainda permanece
Nenhum Reino na terra
Há apenas puro mal, indiferença ao nascimento
Nos túmulos dos mortos
Um homem gera sozinho
A guerra sobrenatural sombreia o trono
Três tentações escritas
A luxúria da carne, a luxúria dos olhos
E por fim o orgulho da vida
O Demônio Doze, os cães do inferno
Meu nome é Legião, pois somos muitos espíritos em um só
Para erguer uma terra do caos, trazida do Abismo
Meu nome é Legião, e trazemos destruição e morte
Possuindo sua alma
A maldição dos condenados
Uma vítima atormentada, arremessada ao fundo
Um homem permanece sozinho
Tropeçado, sob um feitiço
Encontre seus demônios, mande-os ao Inferno
Nenhuma tentação resta a enfrentar
Santificado, Anticristo
Lançando sombras em direção à cruz
O Demônio Doze, os cães do inferno
Meu nome é Legião, pois somos muitos espíritos em um só
Para erguer uma terra do caos, trazida do Abismo
Meu nome é Legião, e trazemos destruição e morte
(Solo)
O Demônio Doze, os cães do inferno
Meu nome é Legião, pois somos muitos espíritos em um só
Para erguer uma terra do caos, trazida do Abismo
Meu nome é Legião, e trazemos destruição e morte
Baseado em Marcos 5:1–20
Nesta faixa intensa e sombria, a narrativa é contada pela própria Legião de demônios, invertendo a perspectiva tradicional do relato bíblico do endemoninhado de Gerasa (Marcos 5:1–20). Não é Jesus quem fala, nem a libertação do homem que ganha destaque: aqui, os espíritos malignos são protagonistas.
A letra mergulha no caos e na destruição, explorando o tormento, a possessão e a solidão do homem isolado entre os túmulos. As três tentações — luxúria da carne, luxúria dos olhos e orgulho da vida — aparecem como instrumentos de corrupção, enquanto a Legião celebra seu poder coletivo, arquitetando um “reino de caos” vindo do abismo.
Elementos como os “cães do inferno” e o “Demônio Doze” intensificam a atmosfera apocalíptica, criando uma espécie de anti-reino, um contraponto sombrio aos símbolos cristãos, como a cruz. A música transforma a narrativa bíblica em uma experiência visceral, dando voz aos demônios, amplificando o horror e explorando simbolicamente os conflitos internos e as tentações que todos carregamos.
O resultado é uma interpretação épica, sombria e provocadora, onde o mal não é apenas derrotado, mas revelado em toda a sua força e caos, uma perspectiva raramente explorada fora do metal extremo.
Ateísmo em forma de música. Álbum completo.
Assim como você, resistir, acreditar,
Bem no meio do templo, no eco da oração.
Não quero me curvar a essa imposição, não!
Também já fui julgado, marcado, esquecido,
A cada esquina tentam me converter.
Mas sigo firme, ninguém vai me deter.
Não que eu não dance no samba, que não ria no carnaval,
Também me perco no riso, me encontro no banal.
Não se trata disso — não há razão pra sermos iguais,
Nós não pedimos muito, só respeito e nada mais.
Quero aproveitar meu tempo, viver livre porque
Alguém disse, em algum lugar,
Pra resistir e acreditar,
Que o melhor está por vir,
E o sol pra todos vai brilhar.
Assim como você, busco meu próprio sinal,
Caminhos sem dogmas, razões no essencial.
Mas todo dia a fé alheia me é jogada na cara,
Promessas de céu, ameaças veladas.
Credo! até o silêncio soa como condenação,
Corvos me cercam, gritam “salvação!”.
Canetas e púlpitos podem ferir,
Quando usados pra punir.
A violência nasce assim.
Sou latino americano, sei que às vezes vacilo,
Mas meu orgulho de ser livre ninguém tira, ninguém fere meu destino.
Assim como você…
Quero aproveitar meu tempo, ser feliz porque
Alguém disse, em algum lugar,
Pra resistir e acreditar,
Que o melhor está por vir,
E o sol pra todos vai brilhar.
Assim como você,
Quero aproveitar meu tempo, assim como você,
Quero o tempo que me resta pra ser feliz porque
Alguém disse, em algum lugar,
Pra resistir e acreditar,
Que o melhor está por vir,
E o sol pra todos vai brilhar.
Ateísmo em forma de música. Álbum completo.
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