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Jo 12, 1-8 Seis dias antes da Páscoa, foi Jesus a Betânia, onde vivia Lázaro, que ele ressuscitara. (2) Deram ali uma ceia em sua honra. Marta servia e Lázaro era um dos convivas. (3) Tomando Maria uma libra de bálsamo de nardo puro, de grande preço, ungiu os pés de Jesus e enxugou-os com seus cabelos. A casa encheu-se do perfume do bálsamo. (4) Mas Judas Iscariotes, um dos seus discípulos, aquele que o havia de trair, disse: (5) Por que não se vendeu este bálsamo por trezentos denários e não se deu aos pobres? (6) Dizia isso não porque ele se interessasse pelos pobres, mas porque era ladrão e, tendo a bolsa, furtava o que nela lançavam. (7) Jesus disse: Deixai-a; ela guardou este perfume para o dia da minha sepultura. (8) Pois sempre tereis convosco os pobres, mas a mim nem sempre me tereis.
Ao corpo, é preciso dar–lhe um pouco menos que o necessário. Senão, atraiçoa.
S. Josemaría Escrivá, Caminho n. 196
Escreveste–me: "Orar é falar com Deus. Mas de quê?" – De quê? DEle e de ti: alegrias, tristezas, êxitos e malogros, ambições nobres, preocupações diárias..., fraquezas; e ações de graças e pedidos; e Amor e desagravo. Em duas palavras: conhecê–Lo e conhecer–te – ganhar intimidade!
S. Josemaria Escrivá, Caminho n. 91
"Entramos no tempo da Quaresma: tempo de penitência, de purificação, de conversão. Não é tarefa fácil, O cristianismo não é um caminho cômodo: não basta estar na Igreja e deixar que os anos passem. Na nossa vida, na vida dos cristãos, a primeira conversão - esse momento único, que cada um de nós recorda, e em que se percebe claramente tudo o que o Senhor nos pede - é importante; mas ainda mais importantes, e mais difíceis, são as sucessivas conversões. E para facilitar o trabalho da graça divina com estas conversões sucessivas, é preciso conservar a alma jovem, invocar o Senhor, saber escutar, descobrir o que vai mal, pedir perdão."
S. Josemaría Escrivá, É Cristo que Passa n. 57
“Os cristãos não se distinguem dos outros homens nem por sua terra, nem por sua língua, nem por seus costumes. Eles não moram em cidades separadas, nem falam línguas estranhas, nem têm qualquer modo especial de viver. Sua doutrina não foi inventada por eles, nem se deve ao talento e à especulação de homens curiosos; eles não professam, como outros, nenhum ensinamento humano. Pelo contrário: mesmo vivendo em cidades gregas e bárbaras, conforme a sorte de cada um, e adaptando-se aos costumes de cada lugar quanto à roupa, ao alimento e a todo o resto, eles testemunham um modo de vida admirável e, sem dúvida, paradoxal..." Carta a Diogneto (120 d.C.)
Santificar o trabalho e o descanso é também fazer tudo diante do nosso Pai Deus. Diferente do filho mais velho da parábola: Trabalhava e queria descansar como um servo, não como filho.
Lc 15:24-32 Este meu filho estava morto, e reviveu; tinha se perdido, e foi achado. E começaram a festa. (25) O filho mais velho estava no campo. Ao voltar e aproximar-se da casa, ouviu a música e as danças. (26) Chamou um servo e perguntou-lhe o que havia. (27) Ele lhe explicou: Voltou teu irmão. E teu pai mandou matar um novilho gordo, porque o reencontrou são e salvo. (28) Encolerizou-se ele e não queria entrar, mas seu pai saiu e insistiu com ele. (29) Ele, então, respondeu ao pai: Há tantos anos que te sirvo, sem jamais transgredir ordem alguma tua, e nunca me deste um cabrito para festejar com os meus amigos. (30) E agora, que voltou este teu filho, que gastou os teus bens com as meretrizes, logo lhe mandaste matar um novilho gordo! (31) Explicou-lhe o pai: Filho, tu estás sempre comigo, e tudo o que é meu é teu. (32) Convinha, porém, fazermos festa, pois este teu irmão estava morto, e reviveu; tinha se perdido, e foi achado.
Trabalhar bem sem fugir do sacrifício. Só assim o descanso terá o seu pleno sentido. Amar o trabalho, diferente do que fez o Filho Pródigo da parábola.
Lc 15:11-24 Disse também: Um homem tinha dois filhos. (12) O mais moço disse a seu pai: Meu pai, dá-me a parte da herança que me toca. O pai então repartiu entre eles os haveres. (13) Poucos dias depois, ajuntando tudo o que lhe pertencia, partiu o filho mais moço para um país muito distante, e lá dissipou a sua fortuna, vivendo dissolutamente. (14) Depois de ter esbanjado tudo, sobreveio àquela região uma grande fome e ele começou a passar penúria. (15) Foi pôr-se ao serviço de um dos habitantes daquela região, que o mandou para os seus campos guardar os porcos. (16) Desejava ele fartar-se das vagens que os porcos comiam, mas ninguém lhas dava. (17) Entrou então em si e refletiu: Quantos empregados há na casa de meu pai que têm pão em abundância... e eu, aqui, estou a morrer de fome! (18) Levantar-me-ei e irei a meu pai, e dir-lhe-ei: Meu pai, pequei contra o céu e contra ti; (19) já não sou digno de ser chamado teu filho. Trata-me como a um dos teus empregados. (20) Levantou-se, pois, e foi ter com seu pai. Estava ainda longe, quando seu pai o viu e, movido de compaixão, correu-lhe ao encontro, lançou-se-lhe ao pescoço e o beijou. (21) O filho lhe disse, então: Meu pai, pequei contra o céu e contra ti; já não sou digno de ser chamado teu filho. (22) Mas o pai falou aos servos: Trazei-me depressa a melhor veste e vesti-lha, e ponde-lhe um anel no dedo e calçado nos pés. (23) Trazei também um novilho gordo e matai-o; comamos e façamos uma festa. (24) Este meu filho estava morto, e reviveu; tinha se perdido, e foi achado. E começaram a festa...
O Fundador do Opus Dei (III): Os caminhos divinos da terra, Andrés Vázquez de Prada, São Paulo, Quadrante, 2004 (tradução brasileira), pg 582ss
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