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Jo 16, 33 Referi-vos essas coisas para que tenhais a paz em mim. No mundo haveis de ter aflições. Coragem! Eu venci o mundo.
Mc 10, 46-52 Chegaram a Jericó. Ao sair dali Jesus, seus discípulos e numerosa multidão, estava sentado à beira do caminho, mendigando, Bartimeu, que era cego, filho de Timeu. (47) Sabendo que era Jesus de Nazaré, começou a gritar: "Jesus, filho de Davi, em compaixão de mim! " (48) Muitos o repreendiam, para que se calasse, mas ele gritava ainda mais alto: "Filho de Davi, tem compaixão de mim! " (49) Jesus parou e disse: "Chamai-o" Chamaram o cego, dizendo-lhe: "Coragem! Levanta-te, ele te chama. " (50) Lançando fora a capa, o cego ergueu-se dum salto e foi ter com ele. (51) Jesus, tomando a palavra, perguntou-lhe: "Que queres que te faça? Rabôni, respondeu-lhe o cego, que eu veja! (52) Jesus disse-lhe: Vai, a tua fé te salvou. " No mesmo instante, ele recuperou a vista e foi seguindo Jesus pelo caminho.
Mt 18, 1-10 Neste momento os discípulos aproximaram-se de Jesus e perguntaram-lhe: Quem é o maior no Reino dos céus? (2) Jesus chamou uma criancinha, colocou-a no meio deles e disse: (3) Em verdade vos declaro: se não vos transformardes e vos tornardes como criancinhas, não entrareis no Reino dos céus. (4) Aquele que se fizer humilde como esta criança será maior no Reino dos céus. (5) E o que recebe em meu nome a um menino como este, é a mim que recebe. [...] (10) Guardai-vos de menosprezar um só destes pequenos, porque eu vos digo que seus anjos no céu contemplam sem cessar a face de meu Pai que está nos céus.
Jo 4, 5-45 Chegou, pois, a uma localidade da Samaria, chamada Sicar, junto das terras que Jacó dera a seu filho José. (6) Ali havia o poço de Jacó. E Jesus, fatigado da viagem, sentou-se à beira do poço. Era por volta do meio-dia. (7) Veio uma mulher da Samaria tirar água. Pediu-lhe Jesus: Dá-me de beber. (8) ( Pois os discípulos tinham ido à cidade comprar mantimentos. ) (9) Aquela samaritana lhe disse: Sendo tu judeu, como pedes de beber a mim, que sou samaritana!... ( Pois os judeus não se comunicavam com os samaritanos. ) (10) Respondeu-lhe Jesus: Se conhecesses o dom de Deus, e quem é que te diz: Dá-me de beber, certamente lhe pedirias tu mesma e ele te daria uma água viva. (11) A mulher lhe replicou: Senhor, não tens com que tirá-la, e o poço é fundo... donde tens, pois, essa água viva? (12) És, porventura, maior do que o nosso pai Jacó, que nos deu este poço, do qual ele mesmo bebeu e também os seus filhos e os seus rebanhos? (13) Respondeu-lhe Jesus: Todo aquele que beber desta água tornará a ter sede, (14) mas o que beber da água que eu lhe der jamais terá sede. Mas a água que eu lhe der virá a ser nele fonte de água, que jorrará até a vida eterna. (15) A mulher suplicou: Senhor, dá-me desta água, para eu já não ter sede nem vir aqui tirá-la! (16) Disse-lhe Jesus: Vai, chama teu marido e volta cá. (17) A mulher respondeu: Não tenho marido. Disse Jesus: Tens razão em dizer que não tens marido. (18) Tiveste cinco maridos, e o que agora tens não é teu. Nisto disseste a verdade. (19) Senhor, disse-lhe a mulher, vejo que és profeta!... (20) Nossos pais adoraram neste monte, mas vós dizeis que é em Jerusalém que se deve adorar. (21) Jesus respondeu: Mulher, acredita-me, vem a hora em que não adorareis o Pai, nem neste monte nem em Jerusalém. (22) Vós adorais o que não conheceis, nós adoramos o que conhecemos, porque a salvação vem dos judeus. (23) Mas vem a hora, e já chegou, em que os verdadeiros adoradores hão de adorar o Pai em espírito e verdade, e são esses adoradores que o Pai deseja. (24) Deus é espírito, e os seus adoradores devem adorá-lo em espírito e verdade. (25) Respondeu a mulher: Sei que deve vir o Messias ( que se chama Cristo ); quando, pois, vier, ele nos fará conhecer todas as coisas. (26) Disse-lhe Jesus: Sou eu, quem fala contigo. (27) Nisso seus discípulos chegaram e maravilharam-se de que estivesse falando com uma mulher. Ninguém, todavia, perguntou: Que perguntas? Ou: Que falas com ela? (28) A mulher deixou o seu cântaro, foi à cidade e disse àqueles homens: (29) Vinde e vede um homem que me contou tudo o que tenho feito. Não seria ele, porventura, o Cristo? (30) Eles saíram da cidade e vieram ter com Jesus. (31) Entretanto, os discípulos lhe pediam: Mestre, come. (32) Mas ele lhes disse: Tenho um alimento para comer que vós não conheceis. (33) Os discípulos perguntavam uns aos outros: Alguém lhe teria trazido de comer? (34) Disse-lhes Jesus: Meu alimento é fazer a vontade daquele que me enviou e cumprir a sua obra. (35) [...] (39) Muitos foram os samaritanos daquela cidade que creram nele por causa da palavra da mulher, que lhes declarara: Ele me disse tudo quanto tenho feito. (40) Assim, quando os samaritanos foram ter com ele, pediram que ficasse com eles. Ele permaneceu ali dois dias. (41) Ainda muitos outros creram nele por causa das suas palavras. (42) E diziam à mulher: Já não é por causa da tua declaração que cremos, mas nós mesmos ouvimos e sabemos ser este verdadeiramente o Salvador do mundo.
Meu conselho é que, na oração, cada um intervenha nas passagens do Evangelho, como mais um personagem. Primeiro, imaginamos a cena ou o mistério, que servirá para nos recolhermos e meditar. Depois, empregamos o entendimento para considerar este ou aquele traço da vida do Mestre: seu Coração enternecido, sua humildade, sua pureza, seu cumprimento da Vontade do Pai. Depois, contamos-lhe o que nos costuma ocorrer nessas matérias, o que sentimos, o que nos está acontecendo. É preciso permanecermos atentos, porque talvez Ele nos queira indicar alguma coisa: e surgirão essas moções interiores, o cair em si, essas reconvenções.
S. Josemaria, Amigos de Deus, n. 253
Lc 24,13-35 Nesse mesmo dia, dois discípulos caminhavam para uma aldeia chamada Emaús, distante de Jerusalém sessenta estádios. (14) Iam falando um com o outro de tudo o que se tinha passado. (15) Enquanto iam conversando e discorrendo entre si, o mesmo Jesus aproximou-se deles e caminhava com eles. (16) Mas os olhos estavam-lhes como que vendados e não o reconheceram. (17) Perguntou-lhes, então: De que estais falando pelo caminho, e por que estais tristes? (18) Um deles, chamado Cléofas, respondeu-lhe: És tu acaso o único forasteiro em Jerusalém que não sabe o que nela aconteceu estes dias? (19) Perguntou-lhes ele: Que foi? Disseram: A respeito de Jesus de Nazaré... Era um profeta poderoso em obras e palavras, diante de Deus e de todo o povo. (20) Os nossos sumos sacerdotes e os nossos magistrados o entregaram para ser condenado à morte e o crucificaram. (21) Nós esperávamos que fosse ele quem havia de restaurar Israel e agora, além de tudo isto, é hoje o terceiro dia que essas coisas sucederam. (22) É verdade que algumas mulheres dentre nós nos alarmaram. Elas foram ao sepulcro, antes do nascer do sol; (23) e não tendo achado o seu corpo, voltaram, dizendo que tiveram uma visão de anjos, os quais asseguravam que está vivo. (24) Alguns dos nossos foram ao sepulcro e acharam assim como as mulheres tinham dito, mas a ele mesmo não viram. (25) Jesus lhes disse: Ó gente sem inteligência! Como sois tardos de coração para crerdes em tudo o que anunciaram os profetas! (26) Porventura não era necessário que Cristo sofresse essas coisas e assim entrasse na sua glória? (27) E começando por Moisés, percorrendo todos os profetas, explicava-lhes o que dele se achava dito em todas as Escrituras. (28) Aproximaram-se da aldeia para onde iam e ele fez como se quisesse passar adiante. (29) Mas eles forçaram-no a parar: Fica conosco, já é tarde e já declina o dia. Entrou então com eles. (30) Aconteceu que, estando sentado conjuntamente à mesa, ele tomou o pão, abençoou-o, partiu-o e serviu-lho. (31) Então se lhes abriram os olhos e o reconheceram... mas ele desapareceu. (32) Diziam então um para o outro: Não se nos abrasava o coração, quando ele nos falava pelo caminho e nos explicava as Escrituras? (33) Levantaram-se na mesma hora e voltaram a Jerusalém. Aí acharam reunidos os Onze e os que com eles estavam. (34) Todos diziam: O Senhor ressuscitou verdadeiramente e apareceu a Simão. (35) Eles, por sua parte, contaram o que lhes havia acontecido no caminho e como o tinham reconhecido ao partir o pão.
Jesus Cristo, perfeito homem, viveu plenamente o valor humano da amizade. No Evangelho vemos como, desde que era muito jovem, tinha um relacionamento amistoso com as pessoas que o rodeavam: já quando tinha doze anos, voltando de Jerusalém, Maria e José estavam certos de que Jesus caminhava junto a algum grupo de amigos ou familiares (cf. Lc 2,44). Depois, durante a sua vida pública, são numerosos os momentos nos quais contemplamos Nosso Senhor nos lares de amigos e conhecidos, visitando ou compartilhando a mesa: na casa de Pedro (cf. Lc 4,38), na casa de Levi (cf. Lc 5,29), de Simão (cf. Lc 7,36), de Jairo (cf. Lc 8, 41), de Zaqueu (cf. Lc 19,5) etc. Também o vemos assistir a um casamento em Caná (cf. Jo 2.1) e ir a locais de culto com os outros (cf. Jo 8,2). Em outras ocasiões, dedica tempo exclusivamente aos seus discípulos (cf. Mc 3,7)...
Fernando Ocariz, Carta Pastoral 1-IX-2019, n. 2
"A omissão é o pecado com que mais facilidade se comete e com mais facilidade se desconhece; e o que facilmente se comete e dificultosamente se conhece, raramente se emenda. A omissão é um pecado que se faz não fazendo."
Padre Antônio Vieira, Sermão do Primeiro Domingo do Advento (1650)
Passa das dez da manhã. O processo está chegando ao fim. Não houve provas concludentes. O juiz sabe que os seus inimigos O entregaram por inveja, e tenta um expediente absurdo: a escolha entre Barrabás, um malfeitor acusado de roubo com homicídio, e Jesus, que se diz o Cristo. O povo escolhe Barrabás. Pilatos exclama:
- Que hei de fazer, pois, de Jesus? (Mt 27, 22).
Respondem todos: - Crucifica-o!
O juiz insiste: - Mas que mal fez ele?
E de novo respondem, aos gritos: - Crucifica-o! Crucifica-o!
Assusta-se Pilatos ante o tumulto crescente. Manda trazer água e lava as mãos à vista do povo, enquanto diz:
- Sou inocente do sangue deste justo; é lá convosco (Mt 27, 24).
E depois de ter mandado açoitar Jesus, entrega-O para que O crucifiquem...
S. Josemaria, Via Sacra, I Estação
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