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Um levantamento recente da Exec, uma das principais consultorias de recrutamento de executivos do País, revelou que dobrou a busca por diretores e gerentes de empresas agro em 2024, na comparação com o ano anterior. A alta da demanda, no entanto, não está necessariamente associada à criação de novas vagas, mas sim à necessidade de readequar a força de trabalho às novas exigências do setor — que incluem domínio de ferramentas digitais, especialmente IA, familiaridade com análise de dados e capacidade de gestão estruturada.
Esse movimento confirma uma virada silenciosa no campo: não basta mais ter tecnologia — é preciso saber o que fazer com ela. Drones, sensores e máquinas inteligentes estão se espalhando pelas lavouras, mas a real vantagem competitiva vem quando os dados gerados por esses dispositivos são transformados em decisões estratégicas assertivas.
A Kilimo, climatech argentina especializada em gestão hídrica para a agricultura, está ampliando a presença no Brasil. Para isso a empresa lança uma nova campanha para atrair agricultores interessados em otimizar o uso da água de irrigação e aumentar a eficiência produtiva. Essa iniciativa faz parte da estratégia da empresa para expandir o uso do Irrigation Manager, uma solução tecnológica que permite monitorar, planejar e gerir a irrigação de forma precisa, contribuindo para a sustentabilidade hídrica nas regiões agrícolas do país.
A empresa busca produtores rurais com áreas de irrigação superiores a 20 ou 25 hectares, especialmente em culturas como grãos, citros e café. Podem participar agricultores que utilizem diferentes métodos de irrigação, como gotejamento, microaspersão ou pivô central.
O Sistema Faemg Senar, em parceria com o Sebrae Minas, realiza entre os dias 21 e 24 de julho de 2025 a missão técnica “Nas Trilhas do Queijo Artesanal”. A iniciativa leva produtores e técnicos do Vale do Suaçuí às cidades mineiras de Itamonte e Alagoa, regiões reconhecidas pela excelência na produção de queijos artesanais regularizados. O objetivo é promover o intercâmbio de experiências, fortalecer a cadeia produtiva e fomentar a regularização das agroindústrias familiares da região.
A União Europeia anunciou a autorização para exportações de castanhas torradas de baru, do Brasil, aos países membros do bloco. O fruto, originário do Cerrado, é o principal produto beneficiado e comercializado pela Cooperativa da Agricultura Familiar (Copabase), com sede na cidade de Arinos, no Noroeste de Minas Gerais. A expectativa é que o “superalimento”, por seu alto teor nutricional, chegue ao mercado europeu em breve.
A abertura é um marco importante para fortalecer a bioeconomia brasileira, e valorizar produtos nativos do Cerrado no mercado internacional.
O consultor do Sebrae Minas Naji Harb, responsável pelo trabalho de internacionalização do fruto junto à Copabase, destaca que a aprovação terá um impacto direto no crescimento socioeconômico das comunidades extrativistas, no incentivo à conservação do meio ambiente, e valorização de produtos sustentáveis do bioma.
Em 2024, o PIB do agronegócio de Minas Gerais registrou um crescimento nominal de R$ 20,5 bilhões em relação ao ano anterior, alcançando R$235,0 bilhões. A expansão foi impulsionada pela valorização média de 10,2% nos preços dos produtos do setor, o que compensou a queda de 0,5% em termos reais no volume de produção.
Os resultados foram divulgados em apresentação realizada pela Fundação João Pinheiro (FJP), pela Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) e pelo Sistema Faemg Senar. Os dados já estão disponíveis no site da Fundação.
A queda do volume produzido em 2024 foi concentrada nas atividades primárias do agronegócio enquanto, na agroindústria e nos serviços relacionados, houve crescimento real da produção de 1,7% no período.
A Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) está promovendo uma importante ação de fomento à apicultura no Alto Jequitinhonha, em Minas Gerais, com foco na produção de própolis verde — produto de alto valor agregado e com demanda crescente no Brasil e no exterior.
O projeto é conduzido pela 1ª Superintendência Regional da Codevasf e foi iniciado a partir de estudos técnicos e observações em campo, que constataram o alto potencial da região para a produção de própolis verde, devido à presença natural do Alecrim do Campo, planta nativa que confere características únicas ao produto. O diagnóstico identificou oportunidades especialmente nos municípios de Couto de Magalhães de Minas, Senador Modestino Gonçalves, Felício dos Santos, Serro, Presidente Kubitscheck, Datas, Gouveia, Diamantina e São Gonçalo do Rio Preto.
Lançado em novembro de 2024 pela Emater-MG, o programa recebeu mais de 1,4 mil inscrições e selecionou jovens entre 16 e 29 anos, filhos de agricultores, com potencial para liderar transformações nas propriedades rurais de suas famílias. A proposta é ambiciosa: oferecer capacitação técnica (virtual e presencial), acompanhamento por, no mínimo, 12 meses e fomento à produção rural, ampliando oportunidades de geração de renda, inovação e sucessão familiar no meio rural.
A primeira fase do programa começou em fevereiro deste ano, com visitas de extensionistas da Emater-MG às propriedades para realização de diagnósticos. O objetivo foi levantar informações sobre a situação da produção e acompanhar a evolução de cada projeto ao longo do ano.
Em abril, os jovens iniciaram as capacitações on-line com carga horária de quatro horas, nas temáticas dos projetos para os quais foram selecionados. As aulas foram gravadas com especialistas da empresa, de diversas áreas, e disponibilizadas em uma plataforma digital, de fácil acesso.
Alexandre Castro Cambraia tem história de superação ao preservar fazenda cafeeira. Há vinte anos, ele trocou a carreira no ramo de negócios imobiliários em Belo Horizonte pelo cultivo de café, na Fazenda Mundo Novo, em São Francisco de Paula, região do Campo das Vertentes. De acordo com ele, a mudança foi motivada por questões financeiras. A fazenda administrada na época, pelo pai dele, não estava dando lucro, e seria vendida. Foi então que Alexandre resolveu continuar o legado da famiília.
A venda de madeira de eucalipto permitiu ao cafeicultor pagar algumas dívidas e também investir na recuperação das lavouras, que estavam degradadas pela falta de manutenção. Alexandre conta como foi o começo difícil.
Com o objetivo de reconhecer e valorizar os cafeicultores da Região do Cerrado Mineiro na safra 2025/2026, o 13º Prêmio Região do Cerrado Mineiro celebra aqueles que fazem da região uma referência mundial em qualidade, sustentabilidade e rastreabilidade na produção de cafés de origem controlada. Promovido pela Federação dos Cafeicultores do Cerrado, com o apoio do Sebrae Minas, o prêmio é fundamentado nos pilares da intercooperação, conectando toda a cadeia do café e aproximando os consumidores finais da origem Cerrado Mineiro.
A iniciativa reconhece os melhores cafés dos 55 municípios da região, com foco na produção de alta qualidade com Denominação de Origem (DO). A realização conta com a parceria das cooperativas Carmocer, Carpec, Coocacer Araguari, Coopadap, Expocacer e monteCCer e apoio das associações ACA, Acarpa, Amoca, Appcer, Assocafé, Assogotardo e GRE Café – Região de Araxá.
Entre as inovações desta edição está a Categoria Doce Cerrado Mineiro, que premiará os cafés mais doces da safra, processados pelo método Natural e com características sensoriais típicas da região, como notas de chocolate, caramelo, amêndoas e acidez cítrica. Essa categoria é exclusiva para produtores vinculados às cooperativas, e a avaliação será conduzida por um júri especializado, seguindo o protocolo Coffee Value Assessment (CVA) da Specialty Coffee Association (SCA), considerando como principal critério o nível de doçura e a fidelidade ao perfil sensorial típico do Cerrado Mineiro.
A cidade de Patrocínio, na Região do Cerrado Mineiro, vai sediar um evento que promete reforçar a conexão entre a tradição cafeeira brasileira e o mercado europeu, nos dias 9 e 10 de julho. A Federação dos Cafeicultores do Cerrado, em parceria com o Sebrae Minas, recebe, durante a Trip Cafezal, Carlos Eduardo Bitencourt, fundador e CEO da Cafezal Milano e a equipe dele para uma série de palestras e cursos abertos ao público e ao setor cafeeiro.
A Cafezal Milano Specialty Coffee, reconhecida como Melhor Cafeteria da Itália 2025 pelo prestigiado prêmio BarAwards, é a maior marca independente de café de especialidade do país em número de lojas, destacando-se como referência em sustentabilidade, modelo de negócios inovador, excelência em qualidade e hospitalidade. Em setembro, a Cafezal se tornará a primeira marca italiana de café especial a expandir para outro país, com a inauguração de uma nova loja em Lisboa.
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