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A produtora mineira Glenda Frade, de Formiga, região sudoeste de Minas, conquistou o primeiro lugar na categoria Geleia Mista do Prêmio CNA Brasil Artesanal Geleia 2025, com sua geleia de abacaxi com pimenta, da marca Do Rancho. O anúncio foi feito na terça-feira passada, durante cerimônia realizada em Brasília. Glenda foi a única representante de Minas Gerais entre os finalistas do concurso, que é promovido pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).
Emocionada ao receber o prêmio, ela agradeceu o apoio que recebeu ao longo da trajetória, especialmente do Sistema Faemg Senar.
A Emater-MG acaba de lançar uma nova edição do catálogo de viveiristas de Dona Euzébia, município da Zona da Mata que se consolidou como o maior produtor de mudas do estado. A publicação apresenta uma relação de 76 viveiros locais, que têm a Emater-MG como responsável técnica. A relação está disponível para consulta gratuita no site da empres: https://www.emater.mg.gov.br/.
A atividade é o carro-chefe da economia de Dona Euzébia. Estima-se que, por ano, sejam produzidas cerca de 20 milhões de mudas frutíferas, ornamentais e florestais. São centenas de espécies cultivadas, que abastecem mercados de todo o Brasil.
Mudanças, dificuldades e persistência marcam a trajetória do agricultor Alisson Lima Silva. A história dele no meio rural começou na adolescência, quando ajudava o pai a cuidar da pequena produção de leite, na fazenda Mata Dentro, em Igaratinga, no Centro-Oeste de Minas.
Em busca de novas experiências, mudou-se para a cidade para trabalhar em uma empresa de transporte de eucalipto, onde ficou por 12 anos. Ao fazer uma entrega, encontrou a oportunidade de voltar para o campo.
“Um cliente falou que tinha plantação de bananas e isso me interessou. Fiz pesquisas sobre o assunto, procurei produtores de mudas e também a Emater-MG. Voltei para a fazenda do meu pai, em 2019, dando início a atividade com quatro mil pés de banana, vi que tinha mercado e plantei mais”, lembra o produtor.
Ele conta que as maiores dificuldades foram na área financeira e a falta de mão de obra, mas mesmo assim não desistiu e atualmente já são mais de 21 mil mudas, sendo dez hectares de banana-prata e três hectares de nanica.
O extensionista da Emater-MG, João Paulo Castro Monteiro, ressalta que o crescimento do bananicultor é fruto da persistência.
Em Povoação, distrito de Linhares, no Espírito Santo, um grupo de 15 mulheres está transformando a pesca tradicional com um projeto sustentável: o cultivo de tilápias em sistema de aquaponia. Integrando a criação de peixes em tanques suspensos ao cultivo de hortaliças, a iniciativa não só gera renda e oportunidades para a comunidade, como também empodera as mulheres, colocando-as no centro da produção e da tomada de decisões.
No comando do negócio está um grupo de 15 moradoras que se dedicam a produzir, buscar mercados e gerar oportunidades de crescimento para a atividade.
Descendente de quilombolas e filha de pescadores, Andrea Aparecida Ferreira Anchieta, liderança entre as produtoras de Povoação, é uma agente importante dessa história. Ela participou da concepção, defendeu a proposta, buscou apoio e conseguiu tirar o projeto do papel. Também está à frente na tarefa de garantir sustentabilidade para o negócio.
Os cafés especiais vencedores do 21º Concurso de Qualidade dos Cafés de Minas Gerais, promovido pela Emater-MG em 2024, já estão disponíveis nos supermercados de Belo Horizonte. Eles chegaram às gôndolas das 17 unidades da rede Verdemar, com o lançamento da linha “Cafés Campeões".
A iniciativa, que chega ao sétimo ano, é fruto da parceria entre a Emater-MG e o Verdemar, com o objetivo de valorizar os cafés de alta qualidade produzidos por produtores mineiros, principalmente os agricultores familiares. Nesta edição, 12 produtores das regiões das Matas de Minas, Cerrado Mineiro, Sul de Minas e Chapada de Minas foram selecionados para comercializar seus grãos na rede supermercadista. Eles obtiveram as maiores notas na competição do ano passado.
Compostagem simples, barata e eficiente. Este é o tema da nova cartilha lançada pela Emater-MG, ideal para agricultores familiares. Com o título “Dez Passos para a Produção de Composto Orgânico”, ela orienta sobre como transformar resíduos vegetais e animais em adubo natural de alta qualidade.
A proposta é utilizar recursos que já existem na propriedade rural, como palha, cascas de frutas e legumes, esterco de curral e outros materiais. A publicação, elaborada pelos técnicos Lucas Menezes Gomes e Fernando Costa da Silva, está disponível para consulta gratuita na Livraria Virtual do site da Emater.
O composto orgânico melhora a fertilidade e a estrutura do solo, fortalece o equilíbrio biológico e reduz a necessidade de fertilizantes químicos. Entre os dez passos abordados na cartilha estão: a escolha do local adequado, a separação e o preparo dos resíduos, a montagem das leiras (montes de compostagem), a irrigação correta, o acompanhamento da temperatura e o tempo necessário para a maturação do composto. O material também ensina como identificar se o composto está pronto para o uso e propõe formas de aplicação na propriedade, como em hortas, jardins e pomares.
Um foco de sigatoka-negra acendeu um alerta nos produtores de banana em Jaíba, no Norte de Minas Gerais. A doença fúngica que pode reduzir a produtividade e a qualidade da fruta, não tinha sido registrada em grandes áreas de produção desde 2007. Apesar de não apresentar riscos para o consumo humano, diferentes entidades do agro têm se mobilizado para evitar a propagação da doença.
O Sistema Faemg Senar, em parceria com a sua Comissão Técnica de Fruticultura, emitiu uma nota com orientações para a identificação da doença destinada a produtores rurais, instrutores, beneficiários do programa de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) e aos sindicatos de produtores rurais. Também foram feitas ações com órgãos de defesa fitossanitária para intensificar medidas de contenção e manejo adequado prevenindo a disseminação.
Durante a Expozebu, em Uberaba, que aconteceu no último sábado (26), o Sistema Faemg Senar anunciou oficialmente o lançamento do Congresso Nacional da Carne (CONACARNE), que acontece nos dias 18 e 19 de setembro, no Expominas, em Belo Horizonte. A primeira edição do evento promete reunir mais de 2 mil participantes e promover discussões estratégicas sobre o futuro da cadeia da carne no Brasil.
O CONACARNE nasce com a missão de conectar os principais elos do setor — produtores, indústria e varejo — em torno de temas essenciais como mercado e sustentabilidade. A programação contará com palestras magnas e técnicas sobre pecuária de precisão e gestão até o comportamento do consumidor, com foco na modernização e valorização da produção de carne bovina no país.
Além disso, o Congresso também será palco de uma discussão sobre os mitos que envolvem a pecuária brasileira, especialmente no que diz respeito à sustentabilidade ambiental.
O Sistema Faemg Senar chama a atenção para que produtores rurais com multas ambientais em Minas possam negociar esses valores com descontos de até 50%. O prazo para aderir ao Programa de Conversão de Multas Ambientais (Pecma) vai até 10 de julho. A adesão é aberta a pessoas físicas e jurídicas autuadas por infrações ambientais, que se comprometam a quitar os valores devidos e a não ajuizar ações para prorrogar o pagamento. A iniciativa foi implantada, neste ano, pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), e o objetivo é buscar a resolução de infrações ambientais, garantindo que os recursos arrecadados sejam investidos rapidamente em projetos de recuperação ambiental, proteção da fauna e flora e educação ambiental.
A Semad começou a analisar os primeiros pedidos de adesão ao Pecma e o Sistema Faemg Senar, em parceria com os Sindicatos de Produtores Rurais, já está apoiando os produtores rurais que firmaram seus termos em Minas Gerais junto ao órgão ambiental, garantindo o suporte necessário para que o produtor tenha acesso ao benefício de forma segura e legal.
Diversificar e inovar sempre foi uma marca registrada de Paula Dias e Pedro Rodrigues Dias, produtores da Serra da Mantiqueira. À frente da Grandpa Joel’s Coffee, o casal já se destacava pela produção de cafés especiais e mel. Agora, a paixão pelo campo ganhou um novo aroma: a baunilha. A especiaria, rara e delicada, passou a ser cultivada na propriedade, colocando os produtores entre os pioneiros na região e reforçando o compromisso da família com a diversidade e a originalidade no campo.
Com 15 anos de parceria pessoal e profissional, Pedro e Paula uniram as experiências que trouxeram da Califórnia e de Nova York à paixão pela agricultura, transformando a antiga fazenda da família de Pedro em um polo de inovação rural. Lá, tradição e criatividade se encontram em iniciativas como o turismo rural, a produção de mel familiar e as embalagens de café que carregam sementes para o consumidor plantar o próprio pezinho em casa — um convite a viver, de perto, a conexão com a terra.
O cultivo da baunilha começou de forma curiosa: uma reportagem despertou o interesse de Paula. Anos depois, ao encontrar uma muda, levou-a para a fazenda e iniciou, por conta própria, os primeiros cuidados com a planta.
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